MERCADO: Milho teve dia difícil diante de volatilidade de CBOT e câmbio

Porto Alegre, 31 de março de 2015 – O mercado de milho teve dia
difícil devido à forte volatilidade na Bolsa de Mercadorias de Chicago e do
câmbio. Ademais, o os negócios tiveram boa fluidez antes da divulgação do
relatório de área do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Após, as informações baixistas, houve fuga da demanda.

Para o milho safrinha, a indicação no porto em Paranaguá ficou em queda,
em R$ 30,50 contra R$ 30,50/32,00 a saca de ontem. No Porto de Santos, preço
em queda, a R$ 31,00 contra R$ 31/32,00 de ontem. No estado do Paraná, a
cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou em R$ 26,00 contra
R$ 25,50/26,50 de ontem. Em São Paulo, o preço esteve em desvalorização,
a R$ 26,50 contra R$ 26,50/27,50 de ontem, na Mogiana. Em Campinas CIF,
cotação ficou em leve alta, a R$ 29,50/30,00 contra R$ 29/29,30 de ontem.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em baixa, a R$ 27/28,00 contra R$
27,50/28,50 de ontem, em Erechim. Em Minas Gerais, preço em Uberlândia em
desvalorização, a R$ 27/28,00 contra R$ 28,50/29,30 de ontem. Em Goiás,
preço com recuo, a R$ 25,00 contra R$ 25/26,00 de ontem, em Rio Verde. Em
Mato Grosso, preço com perdas a R$ 17/20,00 contra R$ 19/20,00 de ontem, em
Rondonópolis.

CBOT

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as
operações de hoje com preços acentuadamente mais baixos. O mercado
repercutiu os dados divulgados hoje pelo Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos de intenção de plantio para a temporada 2015 e de
estoques trimestrais na posição 01 de março, cujos dados superaram as
estimativas do mercado.

Conforme o USDA, os Estados Unidos deverão cultivar 89,2 milhões de acres
na safra 2015, com retração de 2% frente aos 90,597 milhões de acres
cultivados na temporada 2014 e abaixo da área cultivada na temporada 2013, de
95,365 milhões de acres. O mercado, no entanto, trabalhava com uma área
menor, de 88,731 milhões de acres. Se esta área vier a ser confirmada, os
norte-americanos estarão cultivando a menor área desde 2010 e este será o
terceiro ano consecutivo de recuo na área.

Já os estoques trimestrais de milho dos Estados Unidos, na posição 1o de
março de 2015, totalizaram 7,745 bilhões de bushels. O volume estocado é 11%
maior frente a igual período de 2014, que indicava estoques de 7,008 bilhões
de bushels. O volume indicado pelo USDA ficou acima do esperado pelo mercado,
7,609 de bilhões de bushels.

Do total, 4,380 bilhões de bushels estão armazenados com os produtores,
com aumento frente aos 3,860 bilhões de bushels indicados em igual período de
2014. Os estoques fora das fazendas somam 3,364 bilhões de bushels, com alta
frente aos 3,147 bilhões de bushels indicados em 1o de março de 2014.

Os contratos milho com entrega em maio de 2015 fecharam cotados a US$ 3,76
1/4, com baixa de 18,25 centavos de dólar em relação ao fechamento anterior.
A posição junho finalizou cotada a US$ 3,84 1/4 por bushel, recuo de 18,25
centavos de dólar.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com baixa de 1,23%,
cotado a R$ 3,1900 na compra e a R$ 3,1920 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,1670 e a máxima de R$ 3,2690.