Porto Alegre, 16 de janeiro de 2015 – Acompanhe abaixo os fatos que
deverão merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana, com destaque
para a atuação dos dados do relatório de oferta e demanda do USDA, divulgado
no último dia 12, sobre os preços da soja no mercado internacional. As dicas
são do analista de soja de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque.
– No mercado externo, a semana terminou com fortes perdas no grão, no farelo e
no óleo. No acumulado do período, com o fechamento do dia 15 na CBOT, as
posições spot registraram quedas de 5,75% no grão, 10,20% no farelo e 1,64%
no óleo.
– O mercado brasileiro de soja na semana encerrada em 15 de janeiro novamente
trabalhou em ritmo lento nas diversas praças de negociação do país. Com uma
ponta vendedora bastante retraída frente às quedas registradas nos contratos
em Chicago e no câmbio, apenas negócios isolados e com volumes pouco
relevantes foram reportados ao longo do período.
– A base do mercado de lotes em Rondonópolis fechou a R$ 51,50/60 kg, com queda
de 6,36% frente à cotação de R$ 55,00 da última sexta-feira, dia 09 (R$
58,00 em 2014). Em Paranaguá, a base ficou em R$ 61,70, com queda de 4,34%
frente à cotação de R$ 64,50 da última sexta-feira (R$ 70,00 em 2014).
– A base de compra do prêmio para fevereiro/15 em Paranaguá ficou em +US$ 66
cents/bushel, mais fraco frente à semana anterior, mas ficando nominal, sem
ofertas. Para março/15, a base de compra do prêmio ficou em +US$ 58
cents/bushel. A taxa de câmbio teve forte queda, passando de R$ 2,6577 para R$
2,6116.
– Os agentes trabalharam ao longo da semana ajustando posições frente à
divulgação do relatório de oferta e demanda de janeiro do Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que ocorreu na segunda-feira, dia 12.
– O Departamento surpreendeu o mercado ao indicar uma elevação acima do
esperado para a produção da safra norte-americana 2014/15, superando a
expectativa dos agentes. Além disso, o mercado também foi surpreendido pela
manutenção dos estoques finais norte-americanos, quando era esperada uma
redução do número por parte do USDA.
– A safra norte-americana está agora estimada em 108 milhões de toneladas,
superando os 107,7 milhões estimados em dezembro. Os estoques seguiram
estimados em 11,16 milhões de toneladas. O mercado apostava em estoques de
10,94 milhões de toneladas.
– Também houve aumento da estimativa de produção para a nova safra
brasileira, que agora é estima em 95,5 milhões de toneladas, contra 94
milhões de toneladas estimados no relatório de dezembro.
