SOJA: Demanda e clima na América do Sul vão centrar atenções – SAFRAS

Porto Alegre, 21 de novembro de 2014 – Acompanhe abaixo os fatos que
deverão merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana, destacando
os sinais de demanda e o clima na América do Sul. As dicas são ao analista de
soja de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque.

– O mercado brasileiro de soja na semana encerrada em 20 de novembro foi marcado
por oscilações mistas nos referenciais de preços das diversas praças de
negociação do país, mas com grande predomínio de cotações inferiores. Com
uma ponta vendedora retraindo-se frente às quedas nos contratos em Chicago e no
câmbio, apenas negócios isolados foram anotados ao longo do período, sem
volumes expressivos.

– A base do mercado de lotes em Rondonópolis fechou a R$ 60,00/60 kg, estável
frente à cotação da última sexta-feira, dia 14 (R$ 67,00 em 2013). Em
Paranaguá, a base ficou em R$ 63,00, com forte queda de 5,26% frente aos R$
66,50 da última sexta-feira (R$ 75,00 em 2013).

– A base de compra do prêmio para novembro, em Paranaguá, ficou em +US$ 80
cents/bushel, mas firme frente à semana anterior, mas ficando novamente
nominal, sem ofertas. Para março/15, a base de compra do prêmio ficou em +US$
72 cents/bushel. A taxa de câmbio teve queda, passando de R$ 2,6129 para R$
2,5440.

– No mercado externo, a semana terminou com perdas no grão e no farelo e ganhos
no óleo. No acumulado do período, com o fechamento do dia 20 na CBOT, as
posições spot registraram quedas de 0,05% no grão e 2,40% no farelo, e alta
de 1,46% no óleo.

– Os agentes trabalharam ao longo da semana ajustando posições frente a sinais
de demanda pela soja norte-americana e frente ao cenário de finalização da
colheita e confirmação de supersafra nos EUA.

– A colheita da nova safra norte-americana se aproxima do fim, e o sentimento de
supersafra compartilhado pelo mercado já pode ser confirmado. As
produtividades das lavouras surpreenderam ao longo de toda a evolução dos
trabalhos de colheita, ficando acima do esperado pelo mercado. A elevação da
produtividade média das lavouras indicada pelo Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA) em seu relatório de novembro sustenta a confirmação da
maior safra da história dos EUA. Tal fator voltou a pressionar o mercado em
Chicago.

– Aliado a isso, o arrefecimento observado na demanda dos processadores
norte-americanos, em um cenário de problemas de logística interna, e números
de registro de exportação vindo abaixo do esperado aliviaram a pressão
positiva sobre os contratos.

– Na próxima semana, o mercado deve continuar de olho nos sinais de demanda
pela soja norte-americana, tanto em âmbito interno quanto externo. O clima
sul-americano para os trabalhos de plantio e estágio inicial de desenvolvimento
das lavouras no Brasil também entra em foco. Na CBOT, o suporte para o
contrato spot (novembro/14) fica em US$ 10,00 por bushel, enquanto a
resistência continua a US$ 10,45 por bushel.