SOJA: Chicago ignora USDA e fecha em baixa, seguindo petróleo e dólar

Porto Alegre, 10 de fevereiro de 2015 – Os contratos futuros da soja
negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira
com preços mais baixos. O mercado seguiu acompanhando o movimento de outras
commodities e também de olho no câmbio.

Mesmo com cortes nos estoques americanos e mundiais, o relatório de
fevereiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) não foi
suficiente para desvincular o comportamento da oleaginosa de outros mercados.

Perto do fechamento de Chicago, o petróleo recuava cerca de 5%, colocando
em xeque a prerrogativa de que uma recuperação no barril resultaria em aumento
na demanda pela soja para produção de biodiesel. O dólar subiu frente a
outras moedas, encarecendo e tirando competitividade do produto americano.

O desempenho de outros mercados suplantou o relatório do USDA, que, a
princípio, poderia ser considerado altista, ao indicar estoques de passagem em
níveis inferiores ao esperado pelo mercado. Na avaliação de analistas, mesmo
menores, os estoques estão longe de ser considerados “apertados”.

O Departamento também cortou a previsão para a safra brasileira de soja.
Mas o número de 94,5 milhões de toneladas ainda é o maior da história. A
previsão para a Argentina foi elevada de 55 milhões para 56 milhões de
toneladas, também recorde.

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de
9,50 centavos de dólar por bushel, a US$ 9,69 por bushel. A posição maio teve
cotação de US$ 9,74 1/4 por bushel, perda de 10,75 centavos.

Nos subprodutos, a posição março do farelo caiu US$ 2,70 por tonelada,
sendo negociada a US$ 326,90 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em março fecharam a 31,45 centavos de dólar, baixa de 0,56 centavo.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS