SOJA: Bunge reduz fluxo para China após superestimar demanda

Porto Alegre, 13 de fevereiro de 2015 – A Bunge reduziu o volume de seus
carregamentos de grãos de soja com destino à China, maior importador mundial
da oleaginosa, depois de ter superestimado a demanda em projeções realizadas
no fim do ano passado, disse o presidente-executivo da companhia, Soren
Schroder, nesta quinta-feira.

A decisão de reduzir a escala dos embarques para o país mais populoso do
mundo reflete o impacto da redução no ritmo do crescimento econômico chinês
sobre uma das maiorias companhia do agronegócio no mundo.

A Bunge, uma das principais processadoras mundiais de grãos de soja,
normalmente possui carregamentos contínuos de soja destinados à China a partir
de países produtores como o Brasil, “como uma esteira rolante flutuante”,
disse Schroder.

No entanto, no fim de dezembro a companhia sofreu um prejuízo de 30
milhões de dólares com a queda no preço da soja estocada para ser enviada à
China, que recuou a valores abaixo do pago pela Bunge na compra da commodity,
disse Schroder.

A Bunge equivocadamente esperou por um aumento de demanda, acrescentou ele
em uma entrevista após a companhia relatar resultados abaixo das expectativas
no quarto trimestre de 2014.

“Estamos reduzindo progressivamente o tamanho do fornecimento que temos
fluindo para a China, de modo a reduzir o risco da operação, para que não
tenhamos coisas como as que acabaram de acontecer novamente”, disse ele à
Reuters.

A economia chinesa em arrefecimento – os 7,4 por cento de crescimento em
2014 foram a taxa mais baixa em 24 anos – tem causado efeitos sobre os mercados
globais, pois o país é o maior comprador do mundo de minério de ferro, cobre
e soja, e segundo maior importador de petróleo, atrás apenas dos EUA.

A China importou 6,88 milhões de toneladas de soja no mês passado, abaixo
do recorde estabelecido em dezembro mas acima das 5,9 milhões de toneladas
importadas em janeiro do ano passado. A grande importação e uma demanda mais
fraca têm resultado em baixas margens de lucro. “Julgamos mal a demanda e o
momento dela em um par de pontos percentuais”, disse Schroder.

A Bunge espera que as condições de mercado melhorem na China, onde ficam
sediados entre 10 e 15 por cento de toda a operação de processamento de grãos
da companhia, embora acredite que a situação continue desafiadora.

Os lucros trimestrais ficaram abaixo das projeções, e “uma grande parte
disso está relacionada a como gerimos o fornecimento para a China”, disse
Schroder.

Compradores chineses causaram um aumento dos preços da soja
norte-americana no início da safra que começou em 1 de setembro do ano
passado, somente para ver os preços caírem com força em seguida, ante a
previsão de safras recordes na América do Sul.

Compradores chineses cancelaram ao menos 579.000 toneladas em compras de
soja dos Estados Unidos durante a segunda metade de janeiro, de acordo com o
Departamento de Agricultura dos EUA.

Porto Alegre, 13 de fevereiro de 2015 – A Bunge reduziu o volume de seus
carregamentos de grãos de soja com destino à China, maior importador mundial
da oleaginosa, depois de ter superestimado a demanda em projeções realizadas
no fim do ano passado, disse o presidente-executivo da companhia, Soren
Schroder, nesta quinta-feira.

A decisão de reduzir a escala dos embarques para o país mais populoso do
mundo reflete o impacto da redução no ritmo do crescimento econômico chinês
sobre uma das maiorias companhia do agronegócio no mundo.

A Bunge, uma das principais processadoras mundiais de grãos de soja,
normalmente possui carregamentos contínuos de soja destinados à China a partir
de países produtores como o Brasil, “como uma esteira rolante flutuante”,
disse Schroder.

No entanto, no fim de dezembro a companhia sofreu um prejuízo de 30
milhões de dólares com a queda no preço da soja estocada para ser enviada à
China, que recuou a valores abaixo do pago pela Bunge na compra da commodity,
disse Schroder.

A Bunge equivocadamente esperou por um aumento de demanda, acrescentou ele
em uma entrevista após a companhia relatar resultados abaixo das expectativas
no quarto trimestre de 2014.

“Estamos reduzindo progressivamente o tamanho do fornecimento que temos
fluindo para a China, de modo a reduzir o risco da operação, para que não
tenhamos coisas como as que acabaram de acontecer novamente”, disse ele à
Reuters.

A economia chinesa em arrefecimento – os 7,4 por cento de crescimento em
2014 foram a taxa mais baixa em 24 anos – tem causado efeitos sobre os mercados
globais, pois o país é o maior comprador do mundo de minério de ferro, cobre
e soja, e segundo maior importador de petróleo, atrás apenas dos EUA.

A China importou 6,88 milhões de toneladas de soja no mês passado, abaixo
do recorde estabelecido em dezembro mas acima das 5,9 milhões de toneladas
importadas em janeiro do ano passado. A grande importação e uma demanda mais
fraca têm resultado em baixas margens de lucro. “Julgamos mal a demanda e o
momento dela em um par de pontos percentuais”, disse Schroder.

A Bunge espera que as condições de mercado melhorem na China, onde ficam
sediados entre 10 e 15 por cento de toda a operação de processamento de grãos
da companhia, embora acredite que a situação continue desafiadora.

Os lucros trimestrais ficaram abaixo das projeções, e “uma grande parte
disso está relacionada a como gerimos o fornecimento para a China”, disse
Schroder.

Compradores chineses causaram um aumento dos preços da soja
norte-americana no início da safra que começou em 1 de setembro do ano
passado, somente para ver os preços caírem com força em seguida, ante a
previsão de safras recordes na América do Sul.

Compradores chineses cancelaram ao menos 579.000 toneladas em compras de
soja dos Estados Unidos durante a segunda metade de janeiro, de acordo com o
Departamento de Agricultura dos EUA.