SEMANA: Soja tem preços firmes em novembro no Brasil

Porto Alegre, 28 de novembro de 2014 – Os preços da soja apresentaram
firmeza no mercado brasileiro em novembro. Na maioria das praças de
comercialização, as cotações oscilaram entre estáveis e mais altas,
acompanhando os repiques registrados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) e
a firmeza do dólar frente ao real.

Entre os dias 13 de outubro e 27 de novembro, a saca de 60 quilos passou de
R$ 64,50 para R$ 65,50 em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. No mercado do
Paraná, a cotação subiu de R$ 62,50 para R$ 64,00. Em Rondonópolis, no Mato
Grosso, e em Dourados, no Mato Grosso do Sul, a cotação abriu e fechou a R$
60,00 o mês. Em Rio Verde, Goiás, o preço caiu de R$ 62,00 para R$ 60,00 no
período.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em
janeiro iniciaram novembro a US$ 10,49 e fecharam a US$ 10,47 o bushel. No
período, entretanto, os contratos oscilaram muito e chegaram a registrar
fechamento em US$ 10,70.

O mercado sofreu pressão da confirmação da maior safra da história dos
Estados Unidos, estimada pelo Departamento de Agricultura daquele país em 107,7
milhões de toneladas. O clima praticamente perfeito garantiu bons rendimentos,
encaminhando a recomposição dos estoques de passagem norte-americanos.

Mas mesmo com o aumento na oferta dos EUA e diante da expectativa de boas
safras no Brasil e na Argentina, segundo e terceiro maiores produtores mundiais,
respectivamente, a forte demanda pela oleaginosa americana determinou repiques
de preços e sustentou os contratos futuros. O reforço para os altistas é o
apetite chinês, que deve permanecer elevado na temporada.

A China deverá importar 73 milhões de toneladas de soja em grão na
temporada 2014/15, com aumento de 4,6% sobre 2013/14, que teve sua projeção
elevada de 69 milhões para 70 milhões de toneladas. A previsão foi feita pelo
adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em Beijing. A
produção de soja pela China, no entanto, deverá recuar de 12,2 milhões para
12 milhões de toneladas.

Outro fator que ajudou na formação dos preços internos da soja foi o
comportamento do câmbio. O dólar comercial acumulou valorização de quase 3%
no mês, em decorrência das dúvidas em torno da formação da nova equipe
econômica do governo Dilma. No final do mês, a moeda americana estava cotada a
R$ 2,547, mas durante novembro chegou a superar a casa de R$ 2,60.