Porto Alegre, 9 de fevereiro de 2015 – Os preços da soja reagiram neste
início de semana no Brasil, acompanhando a elevação dos contratos futuros. A
movimentação foi moderada, envolvendo volume pequenos.
“Houve negócios no disponível e no futuro do Rio Grande do Sul, do Mato
Grosso e do Mato Grosso do Sul. Em Minas Gerais, ocorreram negócios de baixo
volume no disponível”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando
Roque.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 60,50 para R$ 61,00.
Na região das Missões, o preço avançou de R$ 60,00 para R$ 60,50. No porto
de Rio Grande, as cotações subiram de R$ 63,50 para R$ 64,00 a saca.
Em Cascavel, no Paraná, o preço da saca subiu de R$ 58,00 para R$ 58,50.
No porto de Paranaguá (PR), a cotação seguiu em R$ 63,00 a saca.
Em Rondonópolis (MT), o preço avançou de R$ 52,50 para R$ 53,50. Em
Dourados (MS), a cotação passou de R$ 53,50 para R$ 54,00. Em Rio Verde (GO),
a saca passou de R$ 56,00 para R$ 56,50.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a segunda-feira com preços em leve alta. A alta do petróleo e
a desvalorização do dólar frente a outras moedas fizeram com que os
participantes cobrissem posições vendidas, buscando um melhor posicionamento
frente ao relatório de fevereiro, que será divulgado amanhã pelo Departamento
de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Sinais de reaquecimento da demanda pela soja americana contribuíram para a
elevação. Hoje o USDA anunciou a venda de 120 mil toneladas para a China, por
parte dos exportadores privados.
O Departamento deverá indicar retração na sua estimativa para os
estoques finais americanos em 2014/15. Analistas consultados pelas agências
internacionais apontam que a estoques deverão ficar em 402 milhões de bushels,
abaixo da previsão de janeiro, que era de 410 milhões. No ano passado, o
carryover ficou em 92 milhões de bushels.
Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial, o mercado aposta em
retração nos estoques finais da temporada 2014/15, que recuariam de 90,8
milhões para 90,5 milhões de toneladas.
As atenções do mercado se voltam também para os números do USDA para a
produção sul-americana. Para o Brasil, a aposta é de um corte na estimativa
de safra 2014/15, de 95,5 milhões para 94,5 milhões de toneladas. Já a
previsão para a Argentina deve ser elevada de 55 milhões para 55,2 milhões de
toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de
5,00 centavos de dólar por bushel, a US$ 9,78 1/2 por bushel. A posição maio
teve cotação de US$ 9,85 por bushel, ganho de 5,00 centavos.
Nos subprodutos, a posição março do farelo subiu US$ 0,20 por tonelada,
sendo negociada a US$ 329,60 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em março fecharam a 32,01 centavos de dólar, alta de 0,19 centavo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje estável, cotado a R$
2,7760 para compre e a R$ 2,7780 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,7750 e máxima de R$ 2,7980.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
