Porto Alegre, 9 de agosto de 2017 – O mercado brasileiro de soja
apresentou preços firmes, de estáveis a mais altos, nesta quarta-feira. O dia
foi de expectativa para a divulgação do relatório de oferta e demanda de
agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será
apresentado nesta quinta-feira. Houve poucos negócios, menos que na
terça-feira.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 66,50 para R$ 67,00.
Na região das Missões, o preço passou de R$ 66,00 para R$ 66,50. No porto de
Rio Grande, as cotações subiram de R$ 70,50 para R$ 71,50.
Em Cascavel, no Paraná, o preço avançou de R$ 63,00 para R$ 64,00. No
porto de Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 71,50 para R$ 72,00.
Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 60,00. Em Dourados (MS), a
cotação passou de R$ 58,00 para R$ 58,30. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu
em R$ 60,50.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam com preços mistos. O dia foi de muita volatilidade, com os
agentes se posicionando frente ao relatório do Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA), que será divulgado amanhã, 13hs.
O Departamento deverá reduzir a sua estimativa para a safra 2017/18
americana e cortar também a previsão para os estoques. Os estoques finais da
safra 2016/17 deverão ser reduzidos.
Analistas e traders consultados pelas agências internacionais indicam
previsão de safra de 4,202 bilhões de bushels. Em julho, a indicação era de
4,26 bilhões de bushels. Em 2016/17, os americanos colheram 4,307 bilhões ou
117,2 milhões de toneladas.
O mercado projeta estoques 2016/17 de 401 milhões de bushels. Em julho, o
USDA indicou estoques em 410 milhões de bushels. Para 2017/18, o
Departamento deverá indicar estoques em 426 milhões de bushels. No mês anterior,
o número ficou em 460 milhões de bushels.
Para os estoques mundiais, a previsão para 2016/17 deve ser de 94,4
milhões de toneladas, contra 94,8 milhões em julho. Para 2017/18, o número
deverá ser rebaixado para 92,2 milhões de toneladas, contra 93,5 no mês
passado.
Os contratos com vencimento em setembro recuaram 0,10% ou 1,00 centavo de
dólar por bushel, cotados a US$ 9,66. A posição novembro ficou estável a US$
9,73 .
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo encerrou com baixa de US$
1,20 (-0,38%), sendo negociada a US$ 308,30 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em setembro eram cotados a 34,19 centavos de dólar, com
ganho de 0,32 centavo ou 0,94%.
Câmbio
O dólar comercial fechou a sessão com alta de 0,67%, cotado a R$ 3,1500
para compra e a R$ 3,1520 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana
oscilou entre a mínima de R$ 3,1370 e a máxima de R$ 3,1550.
Agenda de quinta-feira
– Reino Unido: o índice de produção industrial de junho será publicado às
5h30 pelo departamento oficial de estatísticas do país.
– Reino Unido: o saldo comercial de junho será publicado às 5h30 pelo
departamento oficial de estatísticas do país.
– EUA: o índice de preços ao produtor de julho será publicado às 9h30 pelo
Departamento do Trabalho.
– A Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) realiza novos leilões de PEP
(Prêmio de Escoamento do Produto) – 60 mil toneladas – e de PEPRO (Prêmio
Equalizador Pago ao Produtor) – 692 mil toneladas.
– Levantamento para a safra brasileira de grãos 2016/17 – Conab, 9hs.
– Levantamento Sistemático de Produção Agrícola de julho – IBGE, 9hs.
– Exportação semanal de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.
– Relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
(USDA), 13hs.
– Desenvolvimento das lavouras da Argentina – Bolsa de Cereais de Buenos
Aires, às 15hs.
– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
