MERCADO: Soja tem dia de poucos negócios no Brasil

Porto Alegre, 10 de março de 2015 – O mercado brasileiro de soja teve um
dia de poucos negócios e de preços pouco alterados. A queda de Chicago e do
dólar prejudicaram as negociações. Houve operações de pequenos volumes no
disponível do Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Bahia.
Em Goiás e no Mato Grosso do Sul, houve um maior ritmo de negócios.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 65,50 para R$ 66,00.
Na região das Missões, o preço subiu de R$ 65,00 para R$ 65,50. No porto de
Rio Grande, as cotações subiram de R$ 69,00 para R$ 69,50 a saca.

Em Cascavel, no Paraná, o preço da saca seguiu em R$ 64,00. No porto de
Paranaguá (PR), a cotação recuou de R$ 70,20 para R$ 69,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu em R$ 60,00. Em Dourados (MS), a
cotação estabilizou em R$ 58,00. Em Rio Verde (GO), a saca caiu de R$ 61,40
para R$ 61,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a terça-feira com preços em baixa. Os preços estiveram no
território negativo durante o dia, mas as perdas foram acentuadas após a
divulgação do relatório de março do Departamento de Agricultura dos Estados
Unidos (USDA).

O Departamento surpreendeu o mercado ao não alterar a estimativa para os
estoques finais americanos em 2014/15. A aposta de analista era de corte. Em
função disso, as perdas se consolidaram em Chicago.

A safra norte-americana está estimada em 3,969 bilhões de bushels,
repetindo a previsão de fevereiro. Os estoques seguiram em 385 milhões. O
mercado apostava em estoques de 379 milhões de bushels.

As exportações foram mantidas em 1,79 bilhão de bushels e o esmagamento
em 1,795 bilhão. Se confirmada, a produção americana será a maior da
história, equivalente a 108 milhões de toneladas.

A previsão do USDA é de estoques globais de 89,53 milhões de toneladas,
contra 89,26 milhões de fevereiro. Segundo o USDA, para a safra 2014/15, a
produção mundial deverá ficar em 315,06 milhões de toneladas. O USDA
trabalha com safra americana de 108 milhões de toneladas. O Brasil deverá
produzir 94,5 milhões de toneladas e a Argentina, 56 milhões, os mesmos
números do relatório anterior.

Para a China, principal comprador mundial, a expectativa é de uma safra de
12,35 milhões e de importações de 74 milhões de toneladas, números também
inalterados na comparação com fevereiro.

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de
8,75 centavos de dólar, a US$ 9,84 1/2 por bushel. A posição julho teve
cotação de US$ 9,89 1/4 por bushel, perda de 8,25 centavos.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo recuou US$ 3,10 por tonelada,
sendo negociada a US$ 331,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento
em maio fecharam a 30,96 centavos de dólar, baixa de 0,04 centavo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com baixa de 0,79%,
cotado a R$ 3,1020 na compra e a R$ 3,1040 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,0900 e a máxima de R$ 3,1720.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS