Porto Alegre, 22 de janeiro de 2018 – Os preços da soja oscilaram entre
estáveis e mais altos nas principais praças do país nesta segunda-feira,
acompanhando mais uma alta em Chicago e a valorização do dólar. Mas a
movimentação ainda é moderada, envolvendo média de 5 mil toneladas por
estado.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 68,50. Na região das
Missões, a cotação permaneceu em R$ 68,00. No porto de Rio Grande, as
cotações estabilizaram em R$ 72,50.
Em Cascavel, no Paraná, o preço seguiu em R$ 67,50. No porto de
Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 72,50 para R$ 73,00.
Em Rondonópolis (MT), a saca baixou de R$ 62,50 para R$ 62,00. Em Dourados
(MS), a cotação aumentou de R$ 65,00 para R$ 66,00. Em Rio Verde (GO), a
saca avançou de R$ 64,00 para R$ 64,50.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam com preços em alta, pela sexta sessão consecutiva. As
preocupações com as lavouras argentinas colocaram os contratos nos melhores
níveis em cinco semanas.
Os institutos preveem 15 dias de tempo predominantemente seco na Argentina.
Se a falta de chuvas se confirmar, há receios de comprometimento do potencial
produtivo no país vizinho, fator que está sustetantos as cotações futuras.
A boa demanda pela soja americana completa o cenário de alta para os
preços. O dólar caiu frente a outras moedas, dando competitividade aos
produtos de exportação dos Estados Unidos.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.419.430
toneladas na semana encerrada no dia 18 de janeiro, conforme relatório semanal
divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 1.244.294 toneladas. No
ano passado, em igual período, o total fora de 1.295.724 toneladas. No
acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em
32.271.766 toneladas, contra 37.190.456 toneladas no acumulado do ano-safra
anterior.
Os contratos com vencimento em março fecharam com alta de 7,00 centavos de
dólar (0,71%), cotados a US$ 9,84 1/4 por bushel. A posição maio subiu 0,73%
ou 7,25 centavos de dólar por bushel, a US$ 9,95 por bushel.
Nos subprodutos, a posição março do farelo encerrou com ganho de US$
7,00 (2,11%), sendo negociada a US$ 338,60 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em março eram cotados a 32,16 centavos de dólar por
libra-peso, baixa de 0,12 centavo de dólar ou 0,37%.
Câmbio
O dólar comercial fechou a negociação em alta de 0,21%, cotado a R$
3,2080 para compra e a R$ 3,2100 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,1850 e a máxima de R$ 3,2110.
Agenda de terça-feira
– Japão: a decisão de política monetária será publicada pelo Banco do
Japão durante a madrugada.
– O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga às 9h os
dados sobre o Indice Nacional de Preços ao Consumidor – 15 (IPCA 15)
referentes a janeiro.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
