MERCADO: Distância entre comprador e vendedor trava negócios com soja

Porto Alegre, 5 de março de 2015 – O mercado brasileiro de soja teve uma
sexta-feira de poucos negócios e de preços entre estáveis e mais altos. Com
a alta do dólar, os vendedores tentam elevar as pedidas, mas sem a
reciprocidade dos compradores, o que inviabiliza um melhor ritmo de negócios.

Destaque para o ritmo mais forte de negócios nas regiões de Goiás, São
Paulo e Distrito Federal.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 64,50 para R$ 64,70.
Na região das Missões, o preço seguiu em R$ 64,50. No porto de Rio Grande, as
cotações subiram de R$ 68,00 para R$ 68,50 a saca.

Em Cascavel, no Paraná, o preço da saca estabilizou em R$ 62,00. No porto
de Paranaguá (PR), a cotação seguiu em R$ 67,50.

Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 57,50 para R$ 58,00. Em Dourados
(MS), a cotação avançou permaneceu em R$ 56,00. Em Rio Verde (GO), a saca
seguiu em R$ 60,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a sexta-feira com preços em leve baixa, bem próximos da
estabilidade. Na maior parte da sessão, o mercado foi pressionado pela firmeza
do dólar frente a outras moedas. No final da sessão, os investidores
aproveitaram para comprar e reposicionar suas carteiras.

Os contratos futuros em Chicago desabaram quase 5% nesta semana, atingindo
o menor nível desde 11 de fevereiro. A pressão foi exercida pelo sentimento
cada vez maior de recuo na demanda pelo produto americano, com o foco do
mercado se voltando para a América do Sul.

Além da questão do câmbio, há outras sinalizações desta
transferência de interesse do comprador. A safra sul-americana se desenvolve
bem e a colheita ganha ritmo no Brasil, aumentando a disponibilidade da
oleaginosa em um período de preços bem mais remuneradores no mercado
sul-americano. A expectativa é de ampla oferta, já que Brasil e Argentina
deverão obter neste ano as maiores safras da história.

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de
0,50 centavo de dólar, a US$ 9,85 por bushel. A posição julho teve cotação
de US$ 9,90 1/2 por bushel, perda de 0,50 centavo.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo subiu US$ 2,60 por tonelada,
sendo negociada a US$ 327,70 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em maio fecharam a 31,28 centavos de dólar, baixa de 0,29 centavo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 1,52%,
cotado a R$ 3,0550 na compra e a R$ 3,0570 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,9840 e a máxima de R$ 3,0730.