Porto Alegre, 11 de novembro de 2014 – Os preços da soja subiram nas
principais praças de comercialização do Brasil nesta terça-feira. A
valorização do dólar frente ao real e, principalmente, a forte alta dos
contratos futuros em Chicago garantiram a firmeza.
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque, houve registro
de negócios no mercado disponível do Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Paraná,
Goiás e Minas Gerais. No mercado futuro, ocorreram operações envolvendo soja
gaúcha, mato-grossense e mineira. “Mas os volumes foram moderados”,
ressalva.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 65,50 para R$ 66,00.
Na região das Missões, o preço avançou de R$ 64,50 para R$ 65,50 a saca. No
porto de Rio Grande, as cotações passaram de R$ 66,00 para R$ 67,00 por saca.
Em Cascavel, no Paraná, o preço da saca passou de R$ 64,50 para R$ 66,00.
No porto de Paranaguá (PR), a cotação recuou de R$ 64,50 para R$ 66,50 a
saca. Em Rondonópolis (MT), o preço passou de R$ 60,00 para R$ 62,00 por saca.
Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 62,00 para R$ 63,00 a saca.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais altos. Mesmo diante da maior
safra da história dos Estados Unidos, a firme demanda pelo produto americano
impulsionou os contratos, que atingiram os maiores patamares desde agosto.
Na avaliação de participantes, o foco do mercado está se transferindo do
tamanho da safra para a intensa procura pela oleaginosa dos EUA, tanto pelo
processadores locais, como no mercado exportador.
Uma outra informação que ajudou a sustentar as cotações foi a revisão
para baixo na estimativa de safra do Brasil, feita pela Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab). As preocupações com a safra da América do Sul seguem
sendo um fator de sustentação dos referenciais.
Segundo os dados apresentados, a produção brasileira da leguminosa na
nova temporada deverá totalizar entre 89,342 milhões e 91,744 milhões de
toneladas. Se o valor se confirmar, a produção será de 3,7% a 6,5% maior do
que as 86,120 milhões de toneladas produzidas na safra 2013/14.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de
39,00 centavos de dólar por bushel, a US$ 10,66 1/2 por bushel. A posição
janeiro de 2015 teve cotação de US$ 10,64 por bushel, ganho de 38,25 centavos.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo subiu US$ 19,70 por
tonelada, sendo negociada a US$ 400,60 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em dezembro fecharam a 32,87 centavos de dólar, com alta de 0,51
centavo por libra-peso.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 0,31%,
cotado a R$ 2,5560 na compra e a R$ 2,5580 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,5540 e a máxima de R$ 2,5720.
