Porto Alegre, 5 de março de 2015 – Os preços da soja oscilaram entre
estáveis e mais altos nas negociações da quinta-feira nas principais praças
de comercialização do Brasil. A sustentação se deu pela valorização
acentuada do dólar frente ao real, aumentando a competitividade da commodity
brasileira.
A movimentação foi limitada na maioria das regiões. O destaque,
no entanto, ficou por conta do bom ritmo de negócios em Goiás e no Mato Grosso do
Sul.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 63,50 para R$ 64,50.
Na região das Missões, o preço avançou de R$ 63,50 para R$ 64,50. No porto
de Rio Grande, as cotações passaram de R$ 66,50 para R$ 68,00 a saca.
Em Cascavel, no Paraná, o preço da saca estabilizou em R$ 62,00. No porto
de Paranaguá (PR), a cotação seguiu em R$ 67,50.
Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 57,00 para R$ 57,50. Em Dourados
(MS), a cotação avançou de R$ 55,00 para R$ 56,00. Em Rio Verde (GO), a saca
seguiu em R$ 60,00.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos. A revisão para baixo na
expectativa de crescimento do PIB da China reforçou o sentimento de queda na
demanda pela soja americana. O bom desenvolvimento das lavouras na América
do Sul completaram o quadro negativo para os preços.
A economia chinesa deve crescer cerca de 7% em 2015, a taxa de expansão
mais baixa em 22 anos, segundo meta traçada pelo governo do país e anunciada
pelo primeiro-ministro Li Keqiang durante o encontro anual do congresso chinês.
A meta de crescimento foi reduzida em relação à meta de 2014 – de 7,5% –
devido à desaceleração do crescimento do mercado imobiliário e aos riscos
deflacionários.
A China é o principal comprador de commodities do mundo e qualquer
notícia negativa em relação à expansão da economia chinesa reflete
negativamente para produtos como a soja. O temor é de que a demanda chinesa
perca força em meio a um mercado amplamente ofertado.
As lavouras no Brasil e na Argentina se desenvolvem bem. Os dois países –
segundo e terceiro lugares no ranking de produção mundial, respectivamente,
atrás dos Estados Unidos – deverão colher este ano a maior safra de sua
história, na sequência de produção recorde também nos Estados Unidos.
A produção mundial de soja em 2014/15 deverá totalizar 314 milhões de
toneladas, contra 285 milhões do ano anterior, projetou hoje o Sistema de
Informação do Mercado Agrícola (AMIS), órgão do G-20 para divulgar dados de
oferta e demanda das principais commodities globais. No relatório anterior, a
previsão era de 313 milhões de toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de
9,75 centavos de dólar, a US$ 9,79 1/4 por bushel. A posição maio teve
cotação de US$ 9,85 1/2 por bushel, perda de 8,50 centavos.
Nos subprodutos, a posição maio do farelo caiu US$ 1,90 por tonelada,
sendo negociada a US$ 325,20 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em maio fecharam a 31,57 centavos de dólar, baixa de 0,64 centavo.
Exportações semanais nos EUA
As exportações semanais americanas somaram 501.200 toneladas, somando a
atual e a próxima temporada, segundo dados do Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA). O mercado apostava em número entre 200 mil e 600 mil
toneladas. Ao ficar próximo do patamar máximo das estimativas, o resultado foi
considerado positivo e ajudou a limitar as perdas.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 1,04%,
cotado a R$ 3,0090 na compra e a R$ 3,0110 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,9800 e a máxima de R$ 3,0230.
