Porto Alegre, 19 de janeiro de 2015 – Acompanhe, abaixo, o resumo das
operações da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) na sessão do último dia
útil:
SOJA: a soja encerrou a sexta-feira com cotações pouco alteradas. O mercado
adotou uma postura de consolidação após as acentuadas perdas das últimas
sessões. O mercado ainda sente os reflexos do cenário fundamental, que combina
aumento na oferta mundial e sinais de desaquecimento da demanda interna
norte-americana. A trajetória de queda em Chicago teve início na segunda,
após a divulgação do relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA), considerado baixista. O Departamento desenhou um
cenário de aumento na oferta mundial da oleaginosa, deflagrando vendas por
parte de fundos e especuladores. O USDA elevou as estimativas de safra dos dois
principais produtores mundiais de soja, Estados Unidos e Brasil. Ao contrário
das projeções do mercado, o relatório manteve a estimativa para os estoques
americanos, enquanto a aposta era de corte. Os estoques mundiais também foram
elevados. Adicionando pressão aos contratos, o mercado começa a avaliar um
novo aumento no plantio americano em 2015. Com preços mais atrativos, a soja
deve ganhar espaço do milho, na conhecida batalha por acres. Segundo a
consultoria Informa, a área será recorde em 2015, ocupando 88 milhões de
acres. Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de
0,75 centavo de dólar por bushel, a US$ 9,91 por bushel. A posição maio
teve cotação de US$ 9,97 1/2 por bushel, alta de 0,25 centavo.
MILHO: o milho fechou as operações com preços mais altos. O mercado é
sustentado por compras especulativas, em meio a um movimento de cobertura de
posições vendidas, com os investidores buscando um posicionamento frente ao
final de semana prolongado. Na segunda-feira (19), a Bolsa de Chicago não irá
operar em razão do feriado de Martin Luther King. O indicativo de possível
queda na área plantada de milho nos Estados Unidos também sustenta as
cotações do cereal. Segundo a consultoria Informa Economics, a área plantada
com milho nos Estados Unidos em 2015 deve ocupar 88,6 milhões de acres – 600
mil acres acima do estimado no mês passado – mas ficará aquém dos 90,6
milhões de acres plantados no ano passado. Com preços menos competitivos, o
cereal deverá perder área para a soja na próxima temporada. Os contratos
milho com entrega em março de 2015 fecharam cotados a US$ 3,87 com alta de 7,00
centavos de dólar em relação ao fechamento anterior. A posição maio
finalizou cotada a US$ 3,94 1/4 por bushel, ganho de 7,00 centavos de dólar.
TRIGO: o trigo encerrou as operações com preços mais baixos. O mercado operou
durante a maior parte da sessão no território positivo, porém, no final da
sessão, reverteu e fechou em baixa, repercutindo a expectativa de elevada
oferta global de trigo, conforme apontou o Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos no relatório de oferta e demanda de janeiro. Segundo o USDA, a
safra global foi estimada em 723,38 milhões de toneladas, acima das 722,18
milhões de toneladas indicadas em dezembro. Os estoques finais mundiais de
trigo em 2014/15 estão estimados em 196 milhões de toneladas, contra 194,9
milhões de toneladas no mês anterior. Já a safra 2014/15 do cereal nos EUA é
projetada em 2,026 bilhões de bushels, mesmo número projetado no relatório
de dezembro. Os estoques finais do país na temporada 2014/15 foram projetados
em 687 milhões de bushels, contra 654 milhões de bushels do relatório
anterior. Os contratos com entrega em março de 2015 fecharam negociados a US$
5,32 3/4 por bushel, estável em relação ao fechamento anterior. Os contratos
com entrega em maio fecharam negociados a US$ 5,34 3/4 por bushel, com recuo de
1,00 centavo em relação ao fechamento anterior.
