SEMANA:Mercado brasileiro de milho segue com preços firmes com foco na soja

Porto Alegre, 13 de março de 2015 – O mercado brasileiro de milho vai
fechando a semana com preços firmes. O cenário é de oferta limitada e de
sustentação via valorização do dólar no câmbio, que acaba se refletindo em
cotações mais altas em reais no Porto e afeta naturalmente o físico interno.

O foco dos produtores nacionais na colheita e comercialização continua
sendo na soja, e o milho sendo “deixado de lado”. Assim, a oferta do cereal
se limita e as cotações se sustentam. O ritmo de negócios segue arrastado e
regionalizado.

Nesta quinta-feira, para o milho safrinha, a indicação no porto em
Paranaguá ficou em R$ 31,00/32,00 a saca, estável. No Porto de Santos, preço
em R$ 31,50/32,50 em Santos. No estado do Paraná, a cotação
comprador/vendedor em Cascavel ficou a R$ 25,50/26,00. Em São Paulo, o preço
em R$ 27,00/28,00, contra R$ 26/27,00 do dia anterior, na Mogiana. Em
Campinas CIF, cotação a R$ 30,00/30,50, estável.

No Rio Grande do Sul, preço na quinta-feira ficou a R$ 26,00/27,50, em
Erechim. Em Minas Gerais, preço em Uberlândia em R$ 28,50/29,00 a saca,
contra R$ 28,00 do dia anterior. Em Goiás, preço em R$ 25,00/25,50, em Rio Verde.
Em Mato Grosso, preço em R$ 19,00/20,00, em Rondonópolis.

USDA

O relatório de março de oferta e demanda mundial de milho na temporada
2014/15, divulgado nesta semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados
Unidos (USDA), indicou retração nas estimativas de produção e nos estoques
finais.

A safra mundial está agora prevista em 989,66 milhões de toneladas,
contra 991,26 milhões do relatório de fevereiro. Os estoques finais tiveram
sua projeção cortada de 189,64 milhões para 185,28 milhões de toneladas.

A safra americana está estimada em 361,09 milhões de toneladas. A
estimativa de safra brasileira permaneceu em 75 milhões de toneladas. A China
deverá produzir 215,5milhões de toneladas. A Ucrânia teve sua projeção
mantida em 28,45 milhões de toneladas.

A produção da Argentina foi estimada em 23,5 milhões de toneladas,
contra 23 milhões de fevereiro. A África do Sul teve a safra cortada de 13,5
milhões para 11,5 milhões de toneladas.

Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS