SEMANA: Ofertas crescem e preços recuam no mercado de milho

Porto Alegre, 05 de dezembro de 2014 – O mercado brasileiro de milho teve
uma semana de preços de estáveis a mais baixos no Brasil. As cotações
acabaram respondendo ao crescimento nas ofertas em boa parte das praças de
comercialização, enquanto a demanda demonstrou fraqueza.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, o mercado agora
está mais frouxo devido à retomada das chuvas e ao maior interesse de venda do
produtor, a preços atrativos. As chuvas trazem sentimento de condições
melhores para a próxima safra, em ano complicado para o clima em muitas
regiões do Brasil, o que leva o mercado a já reagir com maior oferta. As
chuvas benéficas à safra na América do Sul não contribuíram também nos
preços na Bolsa de Chicago, o que é outro fator baixista para o milho no
Brasil.

Molinari destaca que o foco agora está em janeiro e fevereiro, com a safra
chegando a partir de fevereiro, principalmente. Com a proximidade das
festividades de final de ano, o mercado deve perder liquidez já na próxima
semana, indica o analista. Para ele, a tendência para as próximas semanas é
de manutenção de preços de estáveis a mais baixos.

Como exemplo, na região Mogiana paulista, o preço que era de R$ 24,00 a
25,00 a saca de 60 quilos na sexta-feira passada (28 de novembro) encerrou esta
quinta-feira na faixa de R$ 23,00/24,00. Assim como na Mogiana, os movimentos de
queda vêm sendo graduais, lentos, mas pouco a pouco as cotações vão
cedendo.

Produção

A produção brasileira de milho deverá totalizar 75,484 milhões de
toneladas na temporada 2014/15, com recuo de 2,2% sobre a safra anterior, de
77,188 milhões de toneladas. A projeção faz parte de levantamento divulgado
por SAFRAS & Mercado. SAFRAS projeta uma redução de 6,2% na área a ser
plantada, que ocuparia 14,145 milhões de hectares. No ano anterior, a semeadura
ocupou 15,084 milhões de hectares. O levantamento projeta rendimento médio de
5.336 quilos por hectare, superando a produtividade da temporada anterior, que
foi de 5.117 quilos.

A safra de verão da região Centro-Sul deverá subir de 26,755 milhões de
toneladas para 26,935 milhões de toneladas. A área deverá cair 11,7%,
totalizando 4,842 milhões de hectares, com rendimento de 5.563 quilos por
hectare.

O levantamento indica plantio de 7,799 milhões de hectares na segunda
safra, ou safrinha, recuando 2,,1% sobre o ano anterior. Com rendimento de 5.569
quilos por hectare, a produção da safrinha no Centro-Sul está estimada em
43,433 milhões de toneladas, abaixo do projetado para a temporada 2013/14, de
45,2 milhões de toneladas.