SEMANA: Milho teve novembro de altos e baixos no mercado nacional

Porto Alegre, 01 de dezembro de 2017 – O mercado brasileiro de milho teve um mês de novembro de altos e baixos. Em muitas praças, o balanço mensal foi de preços mais baixos, mas novembro terminou com firmeza nas cotações em
algumas regiões com a oferta voltando a ficar restrita.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado brasileiro de milho iniciou o mês de novembro ainda com os produtores e cooperativas optando pela retenção de oferta como estratégia recorrente.
“Esse quadro mudou a partir da segunda quinzena do mês. Com maior volume de oferta no mercado doméstico, foi possível para os consumidores de maior porte posicionar seus estoques de maneira satisfatória”, indicou.

O mercado terminou novembro com uma mudança nessa dinâmica, com destaque para São Paulo. “No final desta semana, novamente a oferta ficou restrita e as cotações avançaram”, comenta o analista.

No balanço mensal, o preço do milho em Campinas/CIF caiu de R$ 34,50 para R$ 32,00 a saca de 60 quilos na base de venda. Na região Mogiana paulista, as cotações caíram de R$ 30,00 para R$ 29,50. Em Cascavel, no Paraná, o preço
permaneceu no balanço mensal em R$ 28,00 a saca. Já no Rio Grande do Sul, em Erechim, a cotação recuou de R$ 32,50 a saca para R$ 32,00. No Porto de Santos, a cotação se manteve no balanço mensal em R$ 30,50 a saca.

Exportações

As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 482,7 milhões em novembro (16 dias úteis), com média diária de US$ 30,2 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 3,155 milhões de toneladas, com média de 197,2 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 153,00. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Na comparação com a média diária de outubro, houve uma retração de 18,2% no valor médio exportado, uma baixa de 17,7% na quantidade média diária e perda de 0,7% no preço médio. Na comparação com novembro de 2016, houve
ganho de 285,9% no valor médio diário exportado, elevação de 310,2% na quantidade média diária e desvalorização de 5,9% no preço médio.

Edição: Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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