SEMANA: Milho teve abril de preços fracos, mas clima e dólar trazem reação

Porto Alegre, 27 de abril de 2018 – O mercado brasileiro de milho teve um
mês de abril de preços mais baixos. A oferta melhorou nas principais regiões
de comercialização e os consumidores conseguiram posicionar melhor seus
estoques, o que levou ao enfraquecimento das cotações.

Depois de um período em que a colheita e comercialização se concentrou
na soja, e o milho foi deixado um pouco de lado, a oferta voltou a crescer. Isso
acabou naturalmente pesando sobre as cotações do cereal. Segundo o analista
de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, “o mercado brasileiro de
milho atravessou um mês de boa fixação. Com isso foi verificada boa fluidez
dos negócios, levando os principais consumidores do país a uma situação de
estoques mais confortável”.

Entretanto, ao final do mês, as cotações reagiram. “Os produtores
retraíram a intenção de venda, devido ao quadro climático e à significativa
desvalorização cambial. A consequência do real desvalorizado é o aumento
das negociações envolvendo milho safrinha, principalmente no Mato Grosso e de
Goiás”, comentou.

A falta de chuvas em regiões produtoras preocupa o mercado quanto à
safrinha, gerando especulação e a retração nas vendas, o que contribuiu para
a sustentação. E o dólar em alta é fator positivo, elevando as cotações
no porto e tendo repercussão também no mercado interno disponível.

No balanço mensal, o preço do milho em Campinas/CIF caiu de R$ 40,50 para
R$ 40,00 a saca de 60 quilos na base de venda. Na região Mogiana paulista, as
cotações recuaram de R$ 38,50 para R$ 37,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou estável no balanço mensal em R$
38,00 na base de venda.

Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS