SEMANA: Milho esteve agitado com atenção ao USDA e ao clima

Porto Alegre, 16 de janeiro de 2015 – O mercado brasileiro de milho
teve uma semana bastante agitada com atenção ao Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos (USDA) e ao clima. Porém, o que pesou mais foi o inicio da
colheita, das sessões da Bolsa de Mercadorias de Chicago e do câmbio em baixa,
que ajudam a pressionar as cotações, segundo o analista de SAFRAS & Mercado,
Paulo Molinari.

“Além disso, a ausência de demanda na exportação também tem
contribuído para a baixa nos preços”, declarou. O relatório de janeiro do
USDA reduziu a previsão de estoques finais da safra 2014/15 do país, que foram
indicados em 1,877 bilhão de bushels, abaixo dos 1,998 bilhão de bushels
apontados em dezembro. O mercado trabalhava com uma expectativa de estoques
finais maiores, de 1,94 bilhão de bushels.

Segundo o USDA, a projeção de safra foi reduzida de 14,407 bilhões de
bushels para 14,216 bilhões de bushels. O Departamento reduziu a área plantada
de 90,9 milhões de acres para 90,6 milhões de acres, mas manteve a área a
ser colhida em 83,1 milhões de acres. Ademais, estimou que a produção mundial
deverá ficar em 988,08 milhões de toneladas, abaixo das 991,58 milhões de
toneladas previstas no mês passado. Os estoques finais de passagem foram
projetados em 189,15 milhões de toneladas, abaixo das 192,2 milhões de
toneladas indicadas em dezembro e aquém das 192,1 milhões de toneladas
previstas pelo mercado.

A safra americana 2014/15 está estimada em 361,09 milhões de toneladas,
abaixo das 365,97 milhões de toneladas previstas no mês passado. A estimativa
de safra brasileira foi mantida em 75 milhões de toneladas e a da África do
Sul segue em 13,5 milhões de toneladas.

As exportações de milho do Brasil renderam US$ 214,1 milhões até a segunda
semana de janeiro (seis dias úteis), com média diária de US$ 35,7 milhões. A
quantidade total de milho exportada pelo país chegou a 1,171, milhão de
tonelada, com média diária de 195,2 mil toneladas. O preço médio da tonelada
ficou em US$ 182,8.

Entre dezembro e janeiro, houve uma alta de 26,5% no valor médio
exportado, uma valorização de 26,1% na quantidade e um acréscimo de 0,3% no
preço médio. Na relação entre janeiro de 2015 e o mesmo mês de 2014, houve
alta de 37,1% no valor total exportado, avanço de 46,8% na quantidade total e
desvalorização de 6,6% no preço médio.

Nesta quinta-feira (15) não houve preços no porto de Paranaguá para
disponível. Para safrinha, cotação inalterada a R$ 27,500 ago/set. No estado
do Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou a R$ 23/24,00. Em
São Paulo, o preço ficou em R$ 24/24,50, na Mogiana. Em Campinas CIF,
cotação a R$ 27,50.

No Rio Grande do Sul, preços a R$ 25/26,00 a saca, em Erechim. Em Minas
Gerais, preço em Uberlândia em estabilidade, a R$ 26/27,00. Em Goiás, preço
inalterado, a R$ 22/23,00, em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço inalterado, a R$
16/19,00, em Rondonópolis.