Porto Alegre, 28 de novembro de 2017 – O mercado de milho deve ter uma terça-feira marcada por poucos negócios no Brasil, com os consumidores retraídos nas compras, por estarem bem abastecidos de ofertas. No cenário
internacional, Chicago opera em queda, refletindo a boa oferta decorrente do avanço da colheita nos Estados Unidos.
CHICAGO
* A Bolsa de Chicago opera com queda de 0,66% para o contrato dezembro, cotada a US$ 3,36 1/2 por bushel.
* O mercado é pressionado pelo avanço da colheita de milho nos Estados Unidos, que contribuiu para a elevação da oferta interna.
* O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de milho. Até 26 de novembro, a área colhida estava em 95%. Em igual período do ano passado o número era de
98%. A média para os últimos cinco anos é de 98%. Na semana passada, o número estava em 90%.
* A melhora das condições de clima na Argentina, diante do retorno das precipitações, também contribui para a desvalorização, assim como a queda nos preços do petróleo.
* Ontem (27), os contratos de milho com entrega em dezembro eram cotados a US$ 3,38 3/4, baixa de 3,50 centavos de dólar, ou -1,02% em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial opera com alta de 0,12% neste momento, cotado a R$ 3,224.
* O dólar abriu o pregão com leves oscilações em relação ao real, sem forças para definir um rumo para os negócios. Os investidores monitoram o ambiente externo, em meio às tratativas envolvendo o Federal Reserve e a reforma tributária, mas também estão atentos ao noticiário político em torno da reforma da Previdência.
INDICADORES FINANCEIROS
* As bolsas da Ásia fecharam mistas. Xangai, +0,34%. Tóquio, -0,04%.
* As bolsas na Europa operam em alta. Paris, +0,51%, Frankfurt, +0,34%, e Londres, +0,52%.
* O petróleo opera em queda. Janeiro do WTI em NY: US$ 57,67 barril (-0,70%).
* O dólar opera em alta. Euro, +0,13%, iene, +0,23%; libra-esterlina, +0,24%.
MERCADO INTERNO
* O mercado brasileiro de milho teve uma segunda-feira de calmaria de modo geral. Houve poucos negócios no dia, diante das chuvas em regiões produtoras, do dólar em baixa e da Bolsa de Chicago com perdas, como indica o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari. As cotações permaneceram estáveis.
* No porto de Paranaguá, a cotação ficou em R$ 29,00 a saca de 60 quilos. No Porto de Santos, preço de R$ 30,00 a saca de 60 quilos. No Paraná, a cotação ficou em R$ 27,00/28,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, o preço esteve em
R$ 27,00 a saca na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 30,00/30,50.
* No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 32,00 em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 30,00 em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 25,00 – R$ 26,00, em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço ficou em R$ 17,00/21,00 a saca em
Rondonópolis.
Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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