MONITOR MILHO: Aumento da oferta pode pressionar cotações no Brasil

Porto Alegre, 16 de janeiro de 2018 – O mercado brasileiro de milho pode
registrar um quadro de pressão nas cotações nesta terça-feira, em meio ao
aumento do volume de ofertas do cereal por parte dos vendedores. No cenário
internacional, a Bolsa de Chicago opera em alta na retomada dos negócios após
feriado de ontem nos Estados Unidos.

CHICAGO

* A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) opera com alta de 0,64% para o
contrato março/18, cotada a US$ 3,48 1/2 por bushel.

* O mercado tenta uma recuperação técnica frente às recentes perdas
determinadas pelo relatório baixista de oferta e demanda do Departamento de
Agricultura do País (USDA) para o mês de janeiro, divulgado na sexta-feira
(12).

* As reservas trimestrais dos EUA em 1o de dezembro foram indicadas acima da
expectativa de analistas. A produção de trigo dos Estados Unidos em 2017/18 é
projetada acima do esperado e do indicado no mês passado. Também na
comparação com dezembro, houve elevação na previsão para os estoques finais
mundiais de milho.

* Os estoques trimestrais de milho dos Estados Unidos, na posição 1o de
dezembro, totalizaram 12,5 bilhões de bushels. O volume estocado subiu 1% na
comparação com igual período de 2016. O número ficou acima da expectativa do
mercado, de 12,4 bilhões de bushels.

* O USDA previu que safra 2017/18 americana deve atingir 14,604 bilhões de
bushels, um pouco acima dos 14,578 bilhões de bushels estimados no mês
passado, enquanto o mercado projetava uma produção de 14,557 bilhões de
bushels. A produtividade média foi elevada de 175,4 bushels por acre para 176,6
bushels por acre. A área a ser plantada foi estimada em 90,2 milhões de acres
e a área a ser colhida em 82,7 milhões de acres. Os estoques finais de
passagem foram estimados em 2,477 bilhões de bushels, ante os 2,437 bilhões
do relatório passado, enquanto o mercado trabalhava com estoques de 2,414
bilhões de bushels.

* A safra global 2017/18 foi estimada em 1.044,56 milhão de toneladas, ante os
1.044,75 milhão de toneladas apontados em dezembro. Os estoques finais da
safra mundial 2017/18 foram projetados em 206,57 milhões de toneladas, acima
das 204,08 milhões de toneladas apontadas no mês passado.

* Na sexta-feira (12), os contratos de milho com entrega em março fecharam a
US$ 3,46 1/4, baixa de 2,50 centavos de dólar, ou -0,71%, em relação ao
fechamento anterior.

CÂMBIO

* O dólar comercial opera com alta de 0,18% neste momento, cotado a R$ 3,216.

* O dólar comercial opera em alta em busca de recuperação após as perdas
registradas na última semana, e acompanhando o desempenho da moeda no
mercado global, que ganha das divisas pares e opera mista frente às principais
moedas emergentes.

INDICADORES FINANCEIROS

* As bolsas da Ásia fecharam em alta. Xangai, +0,78%. Tóquio, +1,00%.

* As bolsas na Europa operam mistas. Paris, +0,26%. Frankfurt, +1,04%. Londres,
-0,05%.

* O petróleo opera em baixa. Fevereiro do WTI em NY: US$ 64,04 barril (-0,40%).

* O dólar opera em alta. Euro, +0,26%, iene,+0,16%; libra-esterlina, +0,25%.

MERCADO INTERNO

* O mercado brasileiro de milho teve uma segunda-feira sem negócios reportados,
de muita lentidão, conforme o esperado, em dia sem o principal referencial
formador de preços. Em função de feriado nos Estados Unidos, não houve
pregão na bolsa de Chicago.

* Diante disso, os negócios relativos à safrinha foram ainda mais afetados. Ao
mesmo tempo, os consumidores contam com estoques bem posicionados e os
níveis de oferta são considerados bons.

* No porto de Paranaguá, a cotação ficou em R$ 31,00/32,00 a saca de 60
quilos. No Porto de Santos, preço entre R$ 31,50 a R$ 32,50. No Paraná, a
cotação ficou em R$ 28,00/28,50 a saca em Cascavel. Em São Paulo, o preço
esteve em R$ 29,00/29,50 a saca na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$
31,50/32,50.

* No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 29,00/30,00 em Erechim. Em Minas
Gerais, preço em R$ 30,00 – R$ 31,00 em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve
em R$ 26,00 – R$ 26,50, em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço ficou em R$
21,50/22,00 a saca em Rondonópolis.

Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS