Porto Alegre, 27 de novembro de 2014 – Os produtores de Goiás já caminham
para o final do plantio da safra de verão de milho, mas após um período com
poucas chuvas a fase de semeadura deve se encerrar com atrasos. Diante dos
possíveis impactos, a Federação de Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg)
alerta para o fato de que nesta última semana de novembro o estado se aproxima
dos 90% do plantio de verão concluído, sendo a janela ideal para soja até o
final do mês.
Os levantamentos apontam para um pequeno crescimento da área da
oleaginosa em Goiás, de cerca de 3,0%, chegando aos 3,2 milhões de hectares.
Autorizados a plantar no início de outubro, após o período de vazio
sanitário, os produtores de soja foram obrigados a esperar melhores condições
climáticas, já que nos últimos dias do mês eles obtiveram volumes
insatisfatórios de chuvas.
Apesar dos atrasos gerados, a maior parte do plantio ainda deve ficar
dentro do período ideal, o que pode não afetar diretamente a produtividade
média da soja em Goiás.
O maior impacto pode ocorrer na safrinha, pois a maior parte da colheita
de verão será realizada mais tardiamente, estreitando o período de plantio
do milho.
Sudoeste preocupante
A região sudoeste do estado registrou os maiores atrasos no plantio este
ano, e como nela se concentram 85% da safrinha goiana de milho, já surgem
incertezas quanto à área a ser plantada após a soja.
Em Rio Verde os produtores já esperam uma redução entre 5 e 10% da
área total cultivada de milho safrinha no município. Em Jataí, a área
plantada não deve diminuir, mas os investimentos em sementes e outros insumos
serão menores, visando diminuir os riscos. Esses fatores geram expectativas de
uma redução na produção de milho em 2015.
Ainda podemos esperar alterações nestas estimativas para a segunda
safra de milho deste ano, pois os fatores climáticos e mercadológicos ainda
vão afetar a tomada de decisão dos produtores rurais.
Os preços do milho tiveram uma boa recuperação nas últimas semanas,
com um aumento de 15% valores comercializados atualmente, em relação ao final
do mês de outubro. Essa elevação pode estimular um avanço na área plantada
de milho, mesmo em épocas de maior risco climático, aumentando ainda mais as
incertezas sobre o que ocorrerá na safrinha goiana de 2015. As informações
partem da Assessoria de Comunicação da Faeg.
