MERCADO: Milho tem dia no Brasil de atenções voltadas para USDA

Porto Alegre, 12 de dezembro de 2017 – O mercado brasileiro de milho
esteve amplamente focado no relatório de Oferta e Demanda divulgado pelo
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Segundo o analista de
SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as negociações se tornaram
mais truncadas, principalmente para a safrinha 2018. As negociações
concretizadas serviram apenas para preencher uma ou outra necessidade mais
urgente.

No porto de Paranaguá, a cotação ficou em R$ 29,00/31,50 a saca de 60
quilos. No Porto de Santos, preço de R$ 30,00/32,00 a saca de 60 quilos. No
Paraná, a cotação ficou em R$ 27,50/28,50 a saca em Cascavel. Em São Paulo,
o preço esteve em R$ 29,50/30,50 a saca na Mogiana. Em Campinas CIF, preço
de R$ 32,00/33,00.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 31,00/32,00 em Erechim. Em Minas
Gerais, preço em R$ 31,00/32,00 em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$
25,00/26,00, em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço ficou em R$ 17,00/21,00 a
saca em Rondonópolis.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços
mais baixos. Os preços caíram apesar do relatório do Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ter sido considerado de neutro a positivo,
ao colocar a estimativa de estoques americanos abaixo da expectativa do
mercado. Os preços chegaram a avançar, mas depois retornaram ao terreno
negativo.

O relatório de dezembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
(USDA), divulgado hoje, previu que a safra 2017/18 americana deve atingir 14,578
bilhões de bushels, mesmo volume estimado no mês passado. A produtividade
média foi mantida em 175,4 bushels por acre. A área a ser plantada foi mantida
em 90,4 milhões de acres e a área a ser colhida em 83,1 milhões de acres.

Os estoques finais foram estimados em 2,437 bilhões de bushels, ante os
2,487 bilhões do relatório passado, enquanto o mercado trabalhava com estoques
de 2,477 bilhões de bushels. As exportações foram indicadas em 1,925 bilhão
de bushels, estáveis contra o relatório de novembro e o uso de milho para a
produção de etanol foi aumentado de 5,475 bilhões de bushels para 5,525.

A safra global 2017/18 foi estimada em 1.044,75 milhão de toneladas, ante
os 1.043,90 milhão de toneladas apontados em novembro. Os estoques finais da
safra mundial 2017/18 foram projetados em 204,08 milhões de toneladas, acima
das 203,86 milhões de toneladas apontadas no mês passado, enquanto o
mercado trabalhava com uma expectativa de 202,7 milhões de toneladas.

A estimativa de safra brasileira seguiu estável em 95 milhões de
toneladas. A China deverá produzir 215,89 milhões de toneladas, contra 215
milhões de toneladas indicadas mês passado. A Ucrânia teve sua projeção de
safra mantida em 25 milhões de toneladas. A produção da Argentina deve
atingir 42 milhões de toneladas, sem alterações. A África do Sul teve a
safra apontada em 12,5 milhões de toneladas, também sem mudanças.

Para a safra 2016/17, os estoques finais da safra mundial foram projetados
em 227,34 milhões de toneladas, ante as 226,58 milhões de toneladas indicadas
em novembro. O mercado projetava estoques de 226,4 milhões de toneladas. A
safra global 2016/17 foi elevada de 1.074,76 milhão de toneladas para 1.075,55
milhão de toneladas.

A estimativa de safra brasileira ficou inalterada em 98,5 milhões de
toneladas. A China deverá produzir 219,55 milhões de toneladas, mesmo volume
indicado em novembro. A Ucrânia teve sua projeção de safra mantida em 28
milhões de toneladas. A produção da Argentina seguiu em 41 milhões de
toneladas. A África do Sul teve a safra mantida em 17,48 milhões de toneladas.

Os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 3,47 3/4, baixa
de 1,25 centavo de dólar, ou 0,35% em relação ao fechamento anterior. A
posição maio de 2018 fechou a US$ 3,56 por bushel, perda de 1,25 centavo, ou
0,34%, em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação em alta de 0,93%, cotado a R$
3,270 para compra e a R$ 3,3290 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,3350 e a máxima de R$ 3,2990.

Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS