MERCADO: Milho mantém problemas de logística nesta quarta e preços sobem

Porto Alegre, 9 de agosto de 2017 – O mercado brasileiro de milho
permanece envolto na crise logística que tem afetado duramente diversos
estados. Com isso, segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando
Henrique Iglesias, os preços internos e também no porto apresentaram
consistente alta no decorrer da semana. A colheita avança em diversas regiões,
e já são registrados alguns problemas de armazenamento.

Nos portos de Paranaguá e Santos, a cotação ficou em R$ 28,00/29,00 a
saca. No Paraná, a cotação ficou em R$ 21,00/22,00 a saca em Cascavel. Em
São Paulo, o preço esteve em R$ 22,00/23,00 a saca na Mogiana. Em Campinas
CIF, preço de R$ 26,00/27,00 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 28,00/29,00 em Erechim. Em Minas
Gerais, preço em R$ 24,00 em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 19,00
em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço ficou em R$ 13,00/17,00 a saca em
Rondonópolis.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho registrou preços
mais altos. O mercado foi sustentado pelo temor com o clima seco em parte do
cinturão produtor, que pode afetar as lavouras. Os investidores também estão
à espera do relatório de oferta e demanda de agosto do Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos, que será divulgado amanhã.

A previsão de analistas e traders consultados por agências internacionais
é que a safra norte-americana 2017/18 seja apontada em 13,841 bilhões de
bushels, abaixo dos 14,255 bilhões de bushels divulgados em julho e aquém dos
15,148 bilhões de bushels registrados em 2016/17.

Os estoques de passagem da safra 2016/17 dos Estados Unidos devem ser
apontados em 2,366 bilhões de bushels, abaixo dos 2,370 bilhões de bushels
estimados no relatório de julho. Para a temporada 2017/18, a previsão é de
que o USDA aponte estoques de 1,966 bilhão de bushels, aquém dos 2,325
bilhões de bushels previstos no mês passado.

Para a safra mundial 2016/17, analistas e traders estimam que os estoques
sejam apontados em 227,2 milhões de toneladas, aquém das 227,5 milhões de
toneladas apontadas em julho. Para a temporada 2017/18 a expectativa é de que
os estoques globais sejam indicados em 194,7 milhões de toneladas, menor que
as 200,8 milhões de toneladas apontadas em julho.

Os contratos de milho com entrega em setembro eram cotados a US$ 3,72 1/4,
com alta de 2,50 centavos de dólar, ou +0,67%, em relação ao fechamento
anterior. A posição dezembro de 2017 era cotada a US$ 3,86 1/4 por bushel,
ganho de 2,50 centavos, ou +0,65%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a sessão com alta de 0,67%, cotado a R$ 3,1500
para compra e a R$ 3,1520 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana
oscilou entre a mínima de R$ 3,1370 e a máxima de R$ 3,1550.

Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS