MERCADO MILHO: Dia de atenções para relatório do USDA

   Porto Alegre, 12 de setembro de 2023 – O mercado brasileiro de milho teve uma terça-feira de ritmo lento na comercialização. As atenções estiveram voltadas para o relatório de oferta e demanda de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Não houve grandes alterações nos preços, e o ritmo das exportações segue firme.

   No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 63,00/65,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 59,50/63,00 a saca.

  No Paraná, a cotação ficou em R$ 49,00/52,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 50,00/53,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 55,00/58,00 a saca.

   No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 60,00/62,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 52,00/55,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 45,00/R$ 48,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 42,00/45,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

   A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com baixa nos preços. O mercado foi pressionado pelo relatório de oferta e demanda de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que indicou uma elevação na produção e nos estoques finais mundiais e estadunidenses para a safra 2023/24. A força do dólar frente a outras moedas correntes completou o cenário negativo.

   A safra global 2023/24 foi projetada em 1.214,29 milhão de toneladas, ante as 1.213,50 milhão de toneladas indicadas em agosto. O USDA estimou estoques finais da safra mundial 2023/24 em 313,99 milhões de toneladas, abaixo das 311,05 milhões de toneladas indicadas no mês passado e das 310,3 milhões de toneladas previstas pelo mercado.

   Os Estados Unidos deverão colher 15,134 bilhões de bushels na temporada 2023/24, acima dos 15,111 bilhões indicados em agosto. O mercado trabalhava com uma estimativa de produção de 14,994 bilhões de bushels. A produtividade média em 2023/24 deve atingir 173,8 bushels por acres, abaixo dos 175,1 bushels por acres apontados no mês passado e abaixo dos 173,3 bushels por acre esperados pelo mercado. A área a ser plantada deve ficar em 94,9 milhões de acres, acima dos 94,1 milhões de acres indicados no relatório anterior. A área a ser colhida foi prevista em 87,1 milhões de acres, acima da previsão de 86,3 milhões de acres frente ao mês passado.

   Os estoques finais de passagem da safra 2023/24 foram estimados em 2,221 bilhões de bushels, acima dos 2,202 bilhões de bushels previstos no mês passado e dos 2,127 bilhões de bushels esperados pelo mercado. As exportações em 2023/24 foram indicadas em 2,050 bilhões de bushels, similar ao previsto em agosto. O uso de milho para a produção de etanol foi indicado em 5,300 bilhões de bushels, similar ao indicado no mês passado.

   Na sessão, os contratos com entrega em dezembro de 2023 operaram com recuo de 9,25 centavos, ou 1,9%, cotados a US$ 4,76 1/2 por bushel. Os contratos com entrega em março de 2024 operaram com baixa de 9,25 centavos, ou 1,84%, cotados a US$ 5,00 por bushel.

DÓLAR

   O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,47%, sendo negociado a R$ 4,9540 para venda e a R$ 4,9520 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9353 e a máxima de R$ 4,9678.

Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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