Porto Alegre, 18 de novembro de 2014 – Acompanhe, abaixo, o resumo das
operações da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) na sessão do último dia
útil:
SOJA: a soja fechou a segunda-feira com em alta. Na maior parte do dia, o
mercado foi pressionado pelo aumento nas vendas por parte dos produtores. A
partir do meio-pregão, os contratos retornaram ao território positivo,
impulsionados pelos dados de esmagamento dos Estados Unidos. A Associação
Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o
esmagamento de soja atingiu 158 milhões de bushels em outubro. Em setembro, o
processamento somou 100 milhões de bushels. A expectativa média dos analistas
era de 157,2 milhões de bushels. Os números de inspeção do USDA também
agradaram. As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a
3.113.311 toneladas na semana encerrada no dia 13 e novembro, conforme
relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
(USDA). Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 2.482.977 toneladas.
No ano passado, em igual período, o total fora de 2.389.886 toneladas. No
acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em
16.609.762 toneladas, contra 14.165.565 toneladas no acumulado do ano-safra
anterior. Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com alta
de 13,75 centavos de dólar por bushel, a US$ 10,36 1/4 por bushel. A posição
março de 2015 teve cotação de US$ 10,44 por bushel, alta de 13,75 centavos.
TRIGO: o trigo encerrou as operações com preços mais baixos. O mercado foi
pressionado por um movimento de realização de lucros frente aos ganhos da
sessão anterior, muito embora as condições de clima ainda tragam
preocupação, diante do risco das lavouras cultivadas nos Estados Unidos
entrarem em estado dormência pelas baixas temperaturas registradas, situação
que prejudica também o plantio das áreas restantes. Os investidores avaliaram
ainda as mais recentes previsões da consultoria Informa Economics, que previu
um cultivo de 56,8 milhões de acres nos Estados Unidos na safra 2015, em linha
com a área plantada em 2014. Os contratos com entrega em dezembro fecharam
negociados a US$ 5,51 3/4 por bushel, recuo de 8,75 centavos de dólar. Os
contratos com entrega em março/15 fecharam negociados a US$ 5,53 3/4 por
bushel, com baixa de 9,00 centavos em relação ao fechamento anterior.
MILHO: o milho fechou as operações com preços mais baixos. O mercado encerrou
no território negativo, realizando lucros e refletindo o fraco desempenho das
inspeções de exportação de milho norte-americano, conforme relatório
divulgado pelo Departamento de Agricultura do País (USDA). As inspeções de
exportação norte-americanas de milho chegaram a 401.116 toneladas na semana
encerrada no dia 13 de novembro. Na semana anterior, haviam atingido 528.042
toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 783.414
toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as
inspeções somam 7.782.407 toneladas, contra 6.470.320 toneladas no acumulado
do ano-safra anterior. O indicativo de que possa haver uma maior movimento de
vendas por parte dos produtores estadunidenses em meio à proximidade do final
da colheita também ajudou a pressionar as cotações. A previsão é de que as
atividades possam ser concluídas no cinturão produtor até a metade desta
semana. A posição dezembro finalizou cotada a US$ 3,77 1/2, com baixa de 4,25
centavos de dólar em relação ao fechamento anterior. A posição março/15
finalizou cotada a US$ 3,90 1/2 por bushel, recuo de 3,75 centavos de dólar.
