China volta atrás em quase todos os aspectos do acordo comercial com os EUA, dizem fontes

WASHINGTON/PEQUIM (Reuters) – Pequim enviou a Washington na sexta-feira à noite mudanças sistemáticas ao esboço de quase 150 páginas do acordo comercial que acabaria com meses de negociações entre as duas maiores econômicas do mundo, de acordo com três fontes do governo dos Estados Unidos e três fontes do setor privado com conhecimento das negociações.

O documento estava cheio de mudanças em que a China voltava atrás em itens que afetaram as principais demandas dos EUA, disseram as fontes à Reuters.

Em cada um dos sete capítulos do esboço do acordo comercial a China retirou seus compromissos para mudar leis que resolveriam as principais reclamações que levaram os EUA a lançarem uma guerra comercial: roubo de propriedade intelectual e segredos comerciais dos EUA, transferências forçadas de tecnologia, acesso a serviços financeiros e manipulação cambial.

O presidente dos EUA, Donald Trump, respondeu no Twitter no domingo com a promessa de elevar as tarifas sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses de 10 a 25 por cento na sexta-feira –calculado para acontecer no meio de uma visita do vice-premiê chinês, Liu He, a Washington para continuar com as negociações comerciais.

A retirada de linguagem legal vinculativa do esboço afetou diretamente a mais alta prioridade do representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer –para quem mudanças nas leis chinesas são essenciais para verificar o cumprimento das medidas após anos do que autoridades norte-americanas chamaram de promessas vazias de reformas.

Lighthizer pressionou muito por um regime de cumprimento mais parecido com aqueles usados para sanções econômicas –como as adotadas sobre a Coreia do Norte ou Irã — do que um acordo comercial típico.

“Isso prejudica a arquitetura principal do acordo”, disse uma fonte de Washington com conhecimento das discussões.

CÂMBIO: Dólar tem alta com exterior e cautela em dia de Previdência na CCJC

  Porto Alegre, 23 de abril de 2019 – O dólar comercial passou a subir frente ao real, renovando máximas acima de R$ 3,95, influenciado pelo cenário externo, onde a moeda ganha força frente às moedas pares e de países emergentes em movimento de correção com a volta da Europa, de Hong Kong e da Oceania ao mercado após o feriado de Páscoa.

    “O exterior está em uma compensação após ficar de lado ontem com o feriado em importantes mercados. É um movimento de correção técnica com o dólar ganhando força, principalmente, sobre as moedas emergentes”, comenta o diretor da Correparti, Ricardo Gomes.

   Voltando a operar acima do nível de R$ 3,95, Gomes reforça que o mercado local opera com baixo volume de negócios e corre para a proteção com exterior “ruim” e com investidores na expectativa pela votação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) na Câmara dos Deputados, hoje à tarde. “Investidores correm para se proteger. O importador está fora do mercado e o exportador, em compasso de espera por mais altas”, ressalta.

   Às 11h16 (de Brasília), o dólar comercial subia 0,43% no mercado à vista, negociado a R$ 3,9510 para venda, depois de renovar máxima a R$ 3,9520 (+0,46%). O contrato futuro para maio operava em alta de 0,38%, a R$ 3,9530. Lá fora, o Dollar Index avançava 0,38%, aos 97,657 pontos. Entre as principais moedas de países emergentes, a maioria perde para o dólar com destaque para a desvalorização de mais de 1% do peso argentino e rand sul-africano. O peso mexicano cai ao redor de 0,6%.

     As informações são da Agência CMA.

    Revisão: Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MILHO: Chicago reverte e tem leve no meio-pregão, avaliando USDA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT)para o milho opera com preços levemente mais altos no meio-pregão de hoje. O cereal tenta reagir após o relatório de oferta e demanda de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos ter elevado os estoques finais norte-americanos e globais acima dos números esperados pelo mercado.

    O USDA previu que os estoques finais de passagem da safra 2018/19 ficarão em 2,035 bilhões de bushels, ante os 2,013 bilhões de bushels esperados pelo mercado e acima dos 1,835 bilhão de bushels indicados em março. Os estoques finais da safra mundial 2018/19 foram projetados em 314,01 milhões de toneladas, acima das 312,4 milhões de toneladas previstas pelo mercado e à frente das 308,53 milhões de toneladas apontadas no relatório de março. A safra global 2018/19 foi estimada em 1.107,38 milhão de toneladas, acima das 1.101,16 milhão de toneladas previstas em março.

    A safra americana foi mantida em 366,29 milhões de toneladas. A estimativade safra brasileira passou de 94,5 milhões de toneladas para 96 milhões de toneladas, enquanto o mercado esperava um volume de 94,7 milhões de toneladas.

A produção da Argentina deve atingir 47 milhões de toneladas, acima das 46 milhões de toneladas previstas no mês passado, enquanto o mercado esperava umaprodução de 46,8 milhões de toneladas. A China teve sua produção indicada em 257,33 milhões de toneladas, sem alterações ante março.

    A posição maio opera com alta de 0,50 centavo em relação ao fechamento anterior, ou 0,13%, cotada a US$ 3,60 1/2 por bushel. A posição julho está cotada a US$ 3,69 por bushel, avanço de 0,50 centavo em relação ao fechamento anterior, ou 0,13%.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRASCopyright 2019 – Grupo CMA

TRIGO: USDA reduz estimativa de safra e eleva estoques globais de 2018/19

   Porto Alegre, 9 de abril de 2019 – O relatório de oferta e demanda de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe novos números para a produção 2018/19 de trigo global. A safra mundial de trigo em 2018/19 é estimada em 732,87 milhões de toneladas, abaixo das 733 milhões de toneladas em fevereiro. Para a safra 2017/18, a estimativa do USDA é de 763,19 milhões de toneladas.

   Os estoques finais globais em 2018/19 foram estimados em 275,61 milhões de toneladas, contra 270,53 milhões de toneladas em março. Analistas esperavam as reservas em 271,1 milhões de toneladas. Para 2017/18, o número projetado é de 281,89 milhões de toneladas. O consumo global em 2018/19 está estimado em 739,15 milhões de toneladas, contra 742,09 milhões de toneladas no mês passado e 743,61 milhões de toneladas estimadas em 2017/18.

    Para 2018/19, a produção de trigo no Brasil está projetada em 5,43 milhões de toneladas, mesmo número de março, e 4,26 milhões de toneladas de 2017/18. As importações em 2018/19 estão apontadas em 7,5 milhões de toneladas. Os estoques finais são projetados em 1,34 milhão de toneladas, mesmo volume de fevereiro. A safra 2018/19 do cereal na Argentina foi projetada em 19,5 milhões de toneladas, mesmo volume de toneladas em fevereiro. A estimativa das exportações do país é de 13,7 milhões de toneladas, ante 14,2 milhões de toneladas no mês anterior.

   No Canadá, a projeção da safra 2018/19 é de 31,8 milhões de toneladas. A projeção da safra australiana do cereal foi de 17,3 milhões de toneladas.

Na União Europeia, a safra 2018/19 está projetada em 137,6 milhões de toneladas.

   A China tem projeção de safra 2018/19 em 131,43 milhões de toneladas. Os estoques finais do país estão estimados em 139,99 milhões de toneladas. A produção total do bloco de países anteriormente pertencente à União Soviética (entre eles Rússia, Cazaquistão e Ucrânia) deve ficar em 124,86 milhões de toneladas. Os Estados Unidos deverão colher 51,29 milhões de toneladas em 2018/19. As exportações do país estão projetadas em 25,72 milhões de toneladas.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRASCopyright 2019 – Grupo CMA

MERCADO: Queda do dólar trava soja e preços recuam no Brasil

Porto Alegre, 25 de março de 2019 – Os preços da soja oscilaram entre
estáveis e mais baixos nas principais praças do país nesta segunda-feira. A
queda de mais de 1% no dólar pesou sobre os referenciais e afastou os
negociadores. Ao contrário do final da semana passada, a comercialização
travou. Chicago teve alta moderada, sem impactar no ritmo dos negócios.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 75,00. Na região das
Missões, a cotação estabilizou em R$ 74,50 a saca. No porto de Rio Grande,
preços permaneceram em R$ 79,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço recuou de R$ 74,00 para R$ 73,50. No
porto de Paranaguá (PR), a saca caiu de R$ 79,50 para R$ 79,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca baixou de R$ 70,00 para R$ 69,00. Em Dourados
(MS), a cotação recuou de R$ 71,50 para R$ 70,00. Em Rio Verde (GO), a saca
baixou de R$ 69,50 para R$ 68,50.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais altos. Cobertura de posições
vendidas frente ao relatório de intenção de plantio, possível compra chinesa
de produto americano e excesso de chuvas nos Estados Unidos sustentam
contratos.

Na semana da divulgação do relatório de intenção de plantio do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), um movimento de
cobertura de posições vendidas assegurou a recuperação.

Rumores de que a China acertou uma nova compra de produto americano, às
vésperas da reunião entre representantes dos dois países em Pequim,
contribuiu para a elevação. Além disso, o excesso de chuvas no Meio Oeste
americano continua sendo motivo de preocupação.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 857.970
toneladas na semana encerrada no dia 21 de março, conforme relatório semanal
divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 849.700 toneladas. No
ano passado, em igual período, o total fora de 710.004 toneladas. No acumulado
do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 28.554.596
toneladas, contra 40.940.759 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 2,75
centavos de dólar ou 0,3%, a US$ 9,06 1/2 por bushel. A posição julho teve
cotação de US$ 9,20 por bushel, ganho de 2,75 centavos ou 0,29%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com alta de US$ 0,10 ou
0,03%, sendo negociada a US$ 315,10 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em maio fecharam a 28,82 centavos de dólar, com ganho de 0,16
centavo ou 0,55%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 1,17%, negociado a R$
3,8550 para a compra e a R$ 3,8570 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,9380 e a mínima de R$ 3,8560.

Agenda de terça

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga às 9h os
dados sobre o Indice Nacional de Preços ao Consumidor – 15 (IPCA 15)
referentes a março.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento do mercado até o momento

São Paulo, 25 de março de 2019 – Em uma manhã volátil, o Ibovespa voltou
a ensaiar uma melhora com expectativas de uma pacificação do cenário
político e andamento da reforma da Previdência após término da reunião
entre o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e
demais membros do governo. Investidores também seguem de olho no cenário
externo, com bolsas norte-americanas mostrando dificuldades de definir um rumo
diante de receio de uma desaceleração da economia global.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de
0,27% aos 93.989,96 pontos. O volume financeiro do mercado era de
aproximadamente R$ 6,4 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com
vencimento em abril de 2019 apresentava avanço de 0,75% aos 94.285 pontos.

Há rumores de que Bolsonaro ouviu de Guedes e de militares de que é
preciso maior moderação e foco na reforma da Previdência, o que pode reduzir
o tom negativo trazido pela troca de farpas entre o presidente e o presidente da
Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, desde a semana passada. Maia vem
sendo figura centra na articulação da reforma.

Para o analista da Necton, Glauco Legat, o mercado continuará sensível a
qualquer declaração sobe o tema e ainda aposta na aprovação da reforma,
embora esteja com dificuldades de precificar em quanto tempo e o quão
desidratada será. “Vamos ver se será possível uma trégua entre Bolsonaro e
Maia, mas o tom piorou muito, o timing e a profundidade da reforma estão em
xeque”, disse.

O dólar comercial passou a cair mais forte neste momento com rumores sobre
o fim da reunião entre o ministro da economia Paulo Guedes e o presidente Jair
Bolsonaro. As notícias dão conta de que Guedes pediu para Bolsonaro acalmar a
“briga” com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, para assim
dar andamento na reforma da Previdência.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,87%, sendo
negociado a R$ 3,8690 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda
norte-americana com vencimento em abril de 2019 apresentou recuo de 1,01%
cotado a R$ 3,868.

“O mercado está especulando sobre a reunião do Bolsonaro com o Gudes.
Estão dizendo que o Bolsonaro dará prioridade para a reforma da Previdência e
não vai mais brigar com o Maia. Isso está trazendo um movimento de
fortalecimento do real frente ao dólar que já víamos desde cedo”, explicou
um operador de câmbio.

De acordo com a coluna de Tales Faria no portal “Uol”, Paulo Guedes teria
dito que não teria mais como permanecer no governo se a reforma não andar,
mas que Guedes está disposto a pacificar os ânimos entre Maia e o Planalto.

As taxas dos contratos futuros de juros passaram a cair acompanhando a
desvalorização do dólar comercial. A moeda norte-americana é cotada abaixo
de R$ 3,90, após superar esse patamar logo nos primeiros minutos de pregão. A
cena política continua no radar dos investidores.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,49%, de 6,480% após
ajustes de sexta-feira e de 6,60% na máxima do dia; o DI para janeiro de 2021
projetava taxa de 7,10%, de 7,14% e 7,33%, na mesma ordem; o DI para janeiro
de 2023 estava em 8,26%, de 8,29% no ajuste ao final da semana passada e de
8,53% no nível mais alto da sessão até então; e o DI para janeiro de 2025
tinha taxa de 8,83%, de 8,84% e 9,11%, na mesma comparação.

CARNE DE FRANGO: Indústria pede plano de incentivo ao milho no RS

Porto Alegre, 1 de fevereiro de 2019 – Pedido feito por representantes das
indústrias de proteína animal ao governador Eduardo Leite será o ponto de
partida para que a Secretaria da Agricultura apresente nova proposta de fomento
à produção de milho no Rio Grande do Sul. Nos próximos dias, o titular da
pasta, Covatti Filho, promete apresentar levantamento em elaboração.

“O governador pediu que fossem feitos estudos. A ideia é desenvolver
política com foco na irrigação, abordando também a questão do
licenciamento. É um caminho na busca pela autossuficiência”, explica Covatti
Filho.

Ele ainda não detalhou quais ações diferentes das já existentes
poderão ser adotadas – desde 2013, por exemplo, existe o programa Mais Água,
Mais Renda. Talvez o principal argumento de convencimento de que o Estado
precisa encarar a produção de milho de outra maneira tenha vindo da palavra
competitividade. Ou melhor: da falta dela.

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco
Turra esteve na reunião realizada no Palácio Piratini. Ele conta que foi
mencionado a Leite a perda de posições do Rio Grande do Sul no ranking
nacional em razão da produção do grão ser insuficiente para atender à
demanda.

Segundo o dirigente, catarinenses e gaúchos precisam adquirir cerca de 6
milhões de toneladas de milho de outros locais de produção – de dentro e de
fora do país. Para se ter uma ideia, o volume é maior do que o estimado para
toda a produção do Estado, de 5,63 milhões de toneladas, segundo a Conab.

A necessidade encarece os custos, diminui a margem e, consequentemente,
limita o retorno financeiro aos cofres públicos.

“Está ficando muito custoso trazer o milho do Centro-Oeste. Precisamos
ter uma briga permanente para fomentar o crescimento da produção de milho”,
confirma o ex-ministro da Agricultura.

Na sexta-feira, Leite pode conferir de perto um exemplo de que produzir
milho pode dar certo e gerar renda. Mas a realidade da AJ Moreno, onde ocorreu
a abertura oficial da colheita, está longe de ser a da maioria das propriedades.

O desafio será encontrar uma proposta capaz de garantir uniformidade à
produção, evitando que fique à mercê do vaivém das cotações no mercado.
Modelo comemorado

Na cerimônia simbólica que marca a abertura da colheita do milho no
Estado, os resultados da propriedade escolhida para receber a festa
impressionaram o governador Eduardo Leite. Ele constatou de perto o que a
tecnologia pode fazer pela cultura.

A diferença na AJ Moreno, em Santo Ângelo, nas Missões, já começa no
espaço destinado ao grão. Na maior parte do Estado, a soja tem preferência.
Lá, não. São 220 hectares de milho e 230 hectares de soja. Na área do milho,
190 hectares contam com irrigação.

A produtividade média soma 240 sacas por hectare. No sequeiro, são 200
sacas. Em ambos os casos, bem acima da média estadual – estimada em 124
sacas para a safra atual, segundo a Conab.

Vice-prefeito de Santo Ângelo e presidente da 19 Feira Internacional do
Milho (Fenamilho), Bruno Hesse reforçou que o uso de sistemas de irrigação em
pequenas propriedades ajudaria a reduzir o déficit da produção de milho. As
informações partem de Zero Hora e foram divulgados no boletim Avicultura RS
Notícias, da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav).

Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

AGRONEGÓCIO: Entidades são contrárias à taxação do setor – Aprosoja Brasil

Porto Alegre, 23 de janeiro de 2019 – As entidades do agronegócio
signatárias do presente documento vêm a público manifestar preocupação com
a sobretaxação do setor produtivo, a exemplo da proposta do governo do Estado
de Mato Grosso.

A sobretaxação do agronegócio afeta todas as cadeias, ou seja,
produtores rurais, as empresas compradoras, as agroindústrias e os exportadores
e trará um resultado negativo a todo o país.

Como já ocorreu em alguns Estados, medidas como esta são danosas ao
setor, tendo em vista a situação atual de endividamento dos produtores causada
por problemas com a comercialização e também com a redução da produção
devido ao clima e a situações adversas.

O cenário para o empreendedor rural se agrava devido à variação
cambial, que elevou os custos de produção, tirando a rentabilidade do
produtor. O tabelamento do frete, instituído pelo governo federal no ano
passado, atrasou a comercialização de grãos e impediu produtores e
exportadores de aproveitarem melhor momento para venda de seus produtos no
mercado internacional.

Algumas cadeias como a da soja veem com apreensão a indefinição em torno
da guerra comercial entre Estados Unidos e China, que pode reduzir os valores
dos prêmios pagos nos portos aos exportadores.

A taxação será danosa também para o etanol feito à base de milho, que
recentemente recebeu investimentos privados para construção de usinas para o
aproveitamento do excedente de grãos gerando combustível mais limpo para toda
a sociedade.

Não é punindo a produção que serão resolvidos os problemas financeiros
dos entes federados. Infelizmente os estados fizeram dívidas, incharam a
máquina pública, não investiram em ganhos de gestão e eficiência e agora
estão com dificuldades financeiras.

Elevar a carga tributária sobre a produção de bens primários solaparia
o setor mais importante da economia brasileira, o agronegócio, que além de
garantir, com folga, a segurança alimentar do país, exporta para importantes
mercados consumidores asiáticos e europeus. O campo gera dos empregos
formais e do PIB brasileiro, ou seja, produz riqueza e bem-estar social.

O momento é de reconhecimento ao setor mais importante para a economia do
país e não de aumentar a carga tributária, que provocará encarecimento dos
produtos agropecuários e elevação da inflação e do custo da cesta básica
à população. São contrárias a taxação e assinam a nota as seguintes
entidades do agronegócio:

ABAG – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO AGRONEGÓCIO
ABBA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA BATATA
ABCS – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CRIADORES DE SUINOS
ABCZ – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CRIADORES DE ZEBU
ABIEC – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS EXPORTADORAS DE CARNE
ABIFUMO – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DO FUMO
ABIOVE – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS DE ÓLEOS VEGETAIS
ABIPESCA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS DE PESCADOS
ABPA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PROTEINA ANIMAL
ABRAFRIGO – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE FRIGORIFICOS
ABRAMILHO – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS PRODUTORES DE MILHO
ABRAPA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS PRODUTORES DE ALGODÃO
ABRASS – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS PRODUTORES DE SEMENTES DE SOJA
ACRIMAT – ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE MATO GROSSO
AGROBIO – ASSOCIAÇÃO DAS EMPRESAS DE BIOTECNOLOGIA NA AGRICULTURA E
AGROINDÚSTRIA
ALCOPAR – ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES DE BIOENERGIA DO ESTADO DO PARANÁ
AMPA – ASSOCIAÇÃO MATOGROSSENSE DOS PRODUTORES DE ALGODÃO
ANDEF – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA VEGETAL
APROSMAT – ASSOCIAÇÃO DOS PRODUTORES DE SEMENTES DE MT
APROSOJA MS – ASSOCIAÇÃO DOS PRODUTORES DE SOJA DE MATO GROSSO DO SUL – MS
APROSOJA BRASIL – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS PRODUTORES DE SOJA
APROSOJA MT – ASSOCIAÇÃO DOS PRODUTORES DE SOJA E MILHO DO ESTADO DE MATO
GROSSO
CECAFÉ – CONSELHO DOS EXPORTADORES DE CAFÉ DO BRASIL
CITRUS BR – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS EXPORTADORES DE SUCOS CITRICOS
CNC – CONSELHO NACIONAL DO CAFÉ
FAEP – FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DO PARANÁ
FAESP – FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DE SÃO PAULO
FAMATO – FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO MATO GROSSO
FENSEG – FEDERAÇÃO NACIONAL DE SEGUROS GERAIS
FNBF – FÓRUM NACIONAL DAS ATIVIDADES DE BASE FLORESTAL
FNS – FÓRUM NACIONAL SUCROENERGÉTICO
IBÁ – INDÚSTRIA BRASILEIRA DE ÁRVORES
OCB – ORGANIZAÇÃO DAS COOPERATIVAS BRASILEIRAS
ORPLANA – ORGANIZAÇÃO DE PLANTADORES DE CANA DA REGIÃO CENTRO SUL DO BRASIL
SINDAN – SINDICATO NACIONAL DA INDÚSTRIA DE PRODUTOS PARA SAÚDE ANIMAL
SINDICERV – SINDICATO NACIONAL DA INDÚSTRIA DA CERVEJA
SINDIVEG – SINDICATO NACIONAL DA INDÚSTRIA DE PRODUTOS PARA DEFESA VEGETAL
SRB – SOCIEDADE RURAL BRASILEIRA
UNICA – UNIÃO DA INDUSTRIA DE CANA-DE-AÇÚCAR
UNIPASTO – ASSOCIAÇÃO PARA O FOMENTO À PESQUISA DE MELHORAMENTO DE
FORRAGEIRAS
VIVA LÁCTEOS – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LATICINIOS

As informações partem da assessoria de comunicação da Aprosoja Brasil.

Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Relatório USDA Dezembro 2018 (Soja)

SOYBEAN (Soja)  2017 / 2018 - Milhões de Tons 							
							
		        E.INICIAL   PRODUÇÃO 	 IMP. 	 CONS. DOM.    EXP.    E. FINAL 
NOVEMBRO	 MUNDO 	 97,39 	     338,57 	153,68 	  336,76      153,19 	 99,69 
DEZEMBRO		 97,53 	     339,47 	153,54 	  336,08      153,16 	101,30 
							
NOVEMBRO	 EUA 	  8,21 	     120,04 	 0,59 	   58,97       57,95 	 11,92 
DEZEMBRO		  8,21 	     120,04 	 0,59 	   58,97       57,95 	 11,92 
							
NOVEMBRO	 BRASIL  26,81 	     119,80 	 0,18 	   47,04       76,19 	 23,55 
DEZEMBRO		 26,81 	     120,30 	 0,18 	   45,94       76,20 	 25,15 
	  						
NOVEMBRO         ARG	 35,46 	      37,80 	 4,77 	   41,68 	2,11 	 34,24 
DEZEMBRO		 35,46 	      37,80 	 5,05 	   41,68 	2,11 	 34,52 
							
NOVEMBRO	 CHINA 	 20,66 	      15,20 	 94,13 	  106,30 	0,15 	 23,54 
DEZEMBRO		 20,66 	      15,20 	 94,13 	  106,30 	0,15 	 23,54 
 

SOYBEAN (Soja)  2018 / 2019 - Milhões de Tons 							
							
		        E.INICIAL   PRODUÇÃO 	 IMP. 	 CONS. DOM.     EXP. 	E. FINAL 
NOVEMBRO	 MUNDO 	 99,69 	     367,50 	152,27 	  351,94       155,44 	 112,08 
DEZEMBRO		101,30 	     369,20 	152,46 	  351,53       156,09 	 115,33 
							
NOVEMBRO	 EUA 	 11,92 	     125,18 	 0,68 	   60,08 	51,71 	  26,00 
DEZEMBRO		 11,92 	     125,18 	 0,68 	   60,08 	51,71 	  26,00 
							
NOVEMBRO	 BRASIL  23,55 	     120,50 	 0,20 	   46,00        77,00 	  21,25 
DEZEMBRO		 25,15 	     122,00 	 0,20 	   45,00 	81,00 	  21,35 
	  						
NOVEMBRO         ARG	 34,24 	      55,50 	 4,20 	   47,92 	 8,00 	  38,02 
DEZEMBRO		 34,52 	      55,50 	 4,20 	   47,92 	 5,00 	  41,30 
							
NOVEMBRO	 CHINA 	 23,54 	      16,00 	90,00 	  109,60 	 0,10 	  19,84 
DEZEMBRO		 23,54 	      16,00 	90,00 	  109,60 	 0,10 	  19,84 

Paranaguá já supera exportação anual de soja, farelo e trigo

Porto Alegre, 12 de novembro de 2018 – Dois meses antes do fim do ano, o
Porto de Paranaguá já bateu o recorde histórico anual de exportação de
soja, farelo, trigo e óleo vegetal. Desde janeiro até outubro, o porto
exportou 19,2 milhões de toneladas destes produtos. A quantidade é 13% maior
que o alcançado em todo o ano passado, quando foram 17 milhões de toneladas.

O destaque foi a exportação de soja: 13.177.790 toneladas movimentadas em
apenas 10 meses. O número é 15% maior que o acumulado de 2017 (11.409.189
toneladas).

O diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e
Antonina, Lourenço Fregonese, atribui os resultados ao aumento da capacidade
de escoamento pelo porto paranaense, aliado a produtividade do campo.

“Nos últimos anos investimos mais de R$ 940 milhões no repotenciamento
e na modernização da estrutura física do Porto de Paranaguá. As ações
incluíram a troca dos carregadores de navios por equipamentos maiores e com
maior capacidade de escoamento de grãos, a construção de novos portões de
acesso, instalação de novas balanças e correias transportadoras, além de
mudanças no cais, que foi remodelado e dragado”, conta.

Outra preocupação foi desafogar as estradas e vias de acesso ao porto,
acabando com as filas de caminhões e aumentando a segurança da comunidade.
“Além do sistema Carga Online, que organizou a descarga no Pátio de Triagem,
estamos investindo em obras importantes para os moradores, como a
Recuperação da avenida Bento Rocha e o novo viaduto na entrada da cidade”,
completa ele.

Farelo, trigo e óleos vegetais: A movimentação de farelo já é 7% maior
que o registrado no ano anterior. Foram 4,8 milhões de toneladas exportadas em
2018, contra 4,5 milhões em 2017. A exportação de trigo supera em 28% o
acumulado do ano passado, com 216.787 toneladas entre janeiro e outubro de 2018.
Na movimentação de óleos vegetais o aumento foi de 9%, passando de 935.611
toneladas para pouco mais de 1 milhão de toneladas.

Outros produtos

Considerando todos os produtos, o Porto de Paranaguá já alcançou 86% da
movimentação de 2017, que foi a maior da história do terminal paranaense. O
acumulado em 2018 soma 44,4 milhões de toneladas, enquanto o ano passado
registrou 51,5 milhões.

Para o diretor de operações da Appa, Luiz Teixeira, dois fatores devem
ter impacto nos números deste ano: a greve dos caminhoneiros, em maio, e o
grande volume de chuvas, principalmente em outubro.

“No período de greve deixaram de ser movimentadas 648 mil toneladas de
produtos, incluindo líquidos, cargas gerais, grãos, fertilizantes e outros”,
revela.

Em outubro, 16 dias de chuva paralisaram principalmente o carregamento de
grãos e a descarga de fertilizantes. “O porto não carrega grãos e farelo
com chuvas e nem descarrega fertilizantes. Não podemos ter risco do grão ficar
úmido, pois fermenta e estraga. Acontece no mundo todo, é uma questão que
foge do nosso controle”, explica.

As informações são da APPA.

Revisão: Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência
SAFRAS

Relatório USDA Novembro 2018 (Soja)

 SOYBEAN (Soja)  2017 / 2018 - Milhões de Tons 							
							
		 E.INICIAL   PRODUÇÃO 	 IMP. 	 CONS. DOM.   EXP. 	 E. FINAL 
OUTUBRO	 MUNDO 	  96,68       337,45 	152,45 	  336,80     153,12 	 96,65 
NOVEMBRO          97,39       338,57 	153,68 	  336,76     153,19 	 99,69 
							
OUTUBRO	 EUA 	   8,21       120,04 	 0,59 	  58,97       57,95 	 11,92 
NOVEMBRO	   8,21       120,04 	 0,59 	  58,97       57,95 	 11,92 
							
OUTUBRO	 BRASIL   26,46       119,80 	 0,19 	  47,05       76,19 	 23,20 
NOVEMBRO	  26,81       119,80 	 0,18 	  47,04       76,19 	 23,55 
	 						
OUTUBRO	 ARG	  35,46        37,80 	 4,00 	  42,19        2,10 	 32,97 
NOVEMBRO	  35,46        37,80 	 4,77 	  41,68        2,11 	 34,24 
							
OUTUBRO	 CHINA 	  20,39        14,20 	 94,00 	 106,00        0,14 	 22,46 
NOVEMBRO	  20,66        15,20 	 94,13 	 106,30        0,15 	 23,54 


 SOYBEAN (Soja)  2018 / 2019 - Milhões de Tons 							
							
		 E.INICIAL   PRODUÇÃO 	 IMP. 	 CONS. DOM.   EXP. 	 E. FINAL 
OUTUBRO	 MUNDO 	  96,65       369,48 	154,32 	  353,01     157,40 	 110,04 
NOVEMBRO	  99,69       367,50 	152,27 	  351,94     155,44 	 112,08 
							
OUTUBRO	 EUA 	  11,92       127,63 	 0,68 	   60,08      56,06 	 24,09 
NOVEMBRO	  11,92       125,18 	 0,68 	   60,08      51,71 	 26,00 
							
OUTUBRO	 BRASIL   23,20       120,50 	 0,35 	   46,20      75,00 	 22,85 
NOVEMBRO	  23,55       120,50 	 0,20 	   46,00      77,00 	 21,25 
	 						
OUTUBRO	 ARG	  32,97        57,00 	 2,22 	   47,92       8,00 	 36,27 
NOVEMBRO	  34,24        55,50 	 4,20 	   47,92       8,00 	 38,02 
							
OUTUBRO	 CHINA 	  22,46        15,00 	94,00 	  110,60       0,10 	 20,76 
NOVEMBRO	  23,54        16,00 	90,00 	  109,60       0,10 	 19,84 

Relatório USDA Novembro 2018 (Milho)

CORN (milho) 2017/2018 - Milhões de Tons							
							
		  E.INICIAL   PRODUÇÃO 	 IMP. 	   CONS. DOM. 	 EXP. 	    E. FINAL 
OUTUBRO	  MUNDO    227,79     1.034,23 	 148,64    1.063,81 	 147,13      198,21 
NOVEMBRO	   350,27     1.076,23 	 149,25    1.085,58 	 146,80      340,92 
							
OUTUBRO	  EUA       58,25 	370,96 	 0,92 	    313,83 	 61,94 	      54,37 
NOVEMBRO            58,25 	370,96 	 0,92 	    313,83 	 61,94 	      54,37 
							
OUTUBRO	  BRASIL    14,02 	 82,00 	 1,00 	     64,50 	 22,00 	      10,52 
NOVEMBRO	    14,02 	 82,00 	 1,00 	     64,50 	 22,00 	      10,52 
							
OUTUBRO	  ARG 	    5,27 	 32,00 	 0,01 	     11,90 	 23,00 	       2,38 
NOVEMBRO	    5,27 	 32,00 	 0,01 	     11,90 	 23,00 	       2,38 
							
OUTUBRO	  CHINA     100,71 	215,89 	 4,00 	    241,00 	 0,05 	      79,55 
NOVEMBRO	    223,02 	259,07 	 3,47 	    263,00 	 0,02 	     222,54 


CORN (milho) 2018/2019  - Milhões de Tons							
							
		 E.INICIAL   PRODUÇÃO 	 IMP. 	  CONS. DOM. 	 EXP. 	   E. FINAL 
OUTUBRO	 MUNDO	  198,21     1.068,31 	 154,83    1.107,17 	 162,97    159,35 
NOVEMBRO	  340,92     1.098,95 	 157,16    1.132,36 	 165,64    307,51 
							
OUTUBRO	 EUA	  54,37       375,37 	 1,27 	    322,09 	 62,87 	   46,06 
NOVEMBRO	  54,37       371,52 	 1,27 	    320,82 	 62,23 	   44,10 
							
OUTUBRO	 BRASIL	  10,52       94,50 	 1,00 	    66,50 	 29,00 	   10,52 
NOVEMBRO	  10,52       94,50 	 1,00 	    66,50 	 29,00 	   10,52 
		 					
OUTUBRO	 ARG	  2,38 	      41,00 	 0,01 	    12,40 	 27,00 	   3,98 
NOVEMBRO	  2,38 	      42,50 	 0,01 	    12,40 	 28,00 	   4,48 
							
OUTUBRO	 CHINA   79,55 	     225,00 	 5,00 	   251,00 	 0,05 	   58,50 
NOVEMBRO        222,54 	     256,00 	 5,00 	   276,00 	 0,05 	  207,49 

Colheita nos Estados Unidos segundo USDA

MILHO: USDA aponta colheita em 76% nos Estados Unidos.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de milho. Até 4 de novembro, a área colhida estava em 76%. Em igual período do ano passado o número era de 68%. A média para os últimos cinco anos é de 77%. Na semana anterior, o percentual era de 63 pontos.

SOJA: USDA aponta colheita em 83% nos Estados Unidos, abaixo da média.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução colheita das lavouras de soja. Até 4 de novembro, a área colhida estava apontada em 83%. Em igual período do ano passado, a colheita era de 89%. A média é de 89%. Na semana passada, o percentual era de 72 pontos.

USDA estima crescimento da produção mundial de carnes

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório
semestral em outubro para a produção mundial de carnes. Pelos dados
apresentados, Estados Unidos e Brasil seguem como principais exportadores em
escala global. Mesmo com os problemas de credibilidade evidenciados em 2018 a
tendência é que o Brasil mantenha seu papel de destaque.

Para a carne bovina as projeções de crescimento são mais tímidas. Em
2019 devem ser produzidas em torno de 63,2 milhões de toneladas. Os números
relativos a 2018 indicam uma produção mundial estimada em 62,8 milhões de
toneladas, um crescimento aproximado de 1%. O relatório destaca o quadro
complicado na Austrália, que se depara com uma estiagem prolongada que
acelera a deterioração das pastagens, exigindo gastos acentuados em torno da
nutrição animal, com aumento do regime de confinamento e de semi-confinamento
no país. Resultando em uma redução do rebanho bovino. Apesar da redução do
rebanho, a Austrália ainda conta com uma vantagem geográfica para atender à
crescente demanda asiática por carne bovina. Por sua vez, a tendência é que o
volume exportado seja ainda mais discreto, com um crescimento aproximado de
0,2%.

Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA: Preços do boi gordo caem em outubro com pressão de frigoríficos

Porto Alegre, 01 de novembro de 2018 – O mercado de boi gordo apresentou
preços predominantemente mais baixos nas principais praças de
comercialização acompanhadas ao longo de outubro. Segundo o analista de
SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos não
encontraram dificuldades para a composição das escalas de abate, e assim
pressionaram o mercado.

“A preparação da indústria para o último bimestre já está em curso.
Portanto a dinâmica deve mudar, com perspectiva de retomada da alta dos
preços no curto prazo, em linha com o auge do consumo por cortes nobres e
aves.”, assinalou Iglesias.

Os preços a arroba do boi gordo na modalidade à vista nas principais
praças de comercialização do País estavam assim no dia 31 de outubro:

* São Paulo (Capital) – R$ 148,00 a arroba, contra R$ 151,00 a arroba em 28
de setembro.
* Goiás (Goiânia) – R$ 138,00 a arroba, ante R$ 143,00 a arroba.
* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 144,00 a arroba, contra R$ 148,00 a arroba.
* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 143,00 a arroba, contra R$ 145,00 a
arroba.
* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 138,00 a arroba, contra R$ 135,00 a arroba.

CÂMBIO: Dólar abre em queda com eleições e de olho no cenário externo

Porto Alegre, 15 de outubro de 2018 – O dólar comercial abriu a semana em
queda reagindo às eleições com o mercado animado com a vantagem do
candidato Jair Bolsonaro (PSL) sobre o candidato do PT, Fernando Haddad, em
linha com as últimas pesquisas divulgadas. Além disso, no exterior, a divisa
cai em relação a maioria das moedas de países emergentes.

Hoje saiu a pesquisa FSB/BTG Pactual mostra Bolsonaro com 59% das
intenções dos votos válidos, enquanto Haddad tem 41%. “A continuidade da
leitura de que Haddad dificilmente conseguirá virar o jogo contra Bolsonaro na
corrida presidencial, que mantém vantagem confortável”, comenta a equipe
econômica da H.Commcor.

No exterior, a cautela prevalece na Europa com a falta de acordo em
relação ao fim do Brexit e também com preocupações com o aumento da tensão
entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita após o desaparecimento de um
jornalista saudita que seria crítico ao seu governo.

“O governo norte-americano, naturalmente, já indicou que pode adotar
sanções, comentários que foram rapidamente retrucados prometendo
retaliação”, dizem os analistas da corretora. O economista-chefe da
SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, acrescenta que o caso eleva a
preocupação dos investidores e os preços do petróleo.

Às 9h49 (de Brasília), a moeda norte-americana tinha queda de 0,84%,
cotada a R$ 3,7470 para venda, depois de oscilar na mínima de R$ 3,7450
(-0,90%) e máxima de R$ 3,7660 (-0,34%). No mercado futuro, o contrato para
novembro caía 1,0%, a R$ 3,751. Lá fora, o Dollar Index recuava 0,12%, acima
dos 95,100 pontos. Entre as moedas de países emergentes, destaque para a alta
de 2% da lira turca. Com informações da Agência CMA.

Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Dólar sobe e chega a R$ 4,20 nesta quinta

Na véspera, moeda dos EUA fechou em queda de 0,12%, a R$ 4,1491 na venda.

O dólar mudou de rumo e passou a subir nesta quinta-feira (13), voltando a rondar nova máxima histórica, com os investidores monitorando a cena eleitoral local e o movimento do câmbio dos demais países emergentes, após a Turquia aumentar os juros, tirando a pressão sobre a moeda do país.

Às 16h19, a moeda norte-americana subia 1,25%, negociada a R$ 4,2011 na venda. Mais cedo, chegou a recuar a R$ 4,1256, e na máxima do dia até o momento chegou a R$ 4,2011.

Na véspera, o dólar fechou em queda de 0,12%, a R$ 4,1491 na venda. Na terça-feira, a moeda encerrou a sessão a R$ 4,1539, renovando o maior valor do ano. No acumulado do ano, a alta é de cerca de 25%.

O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando US$ 4,360 bilhões do total de US$ 9,801 bilhões que vencem em outubro.

Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Máximas da moeda
A maior cotação de fechamento do dólar já registrada foi em 21 de janeiro de 2016, quando a moeda chegou a R$ 4,163 . Já no intradia, a máxima histórica foi registrada em 24 de setembro de 2015 (R$ 4,2484).

Cenário interno e externo
Na cena externa, a busca pelo risco retornou após a China anunciar que recebeu bem o convite dos Estados Unidos para realizar uma nova rodada de discussões comerciais, no momento em que Washington se prepara para intensificar a guerra comercial entre os dois países com tarifas sobre US$ 200 bilhões em bens chineses.

Na Turquia, o Banco Central do país elevou taxa básica de juros do país, de 17,75% para 24%, em uma tentativa para acalmar os mercados financeiros após a inflação ter saltado para o nível mais alto em quase uma década e meia. A alta nos juros veio acima da esperada pelo mercado e pode aliviar as preocupações quanto à influência do presidente Tayyip Erdogan sobre a política monetária.

Além disso, o avanço menor do que o esperado da inflação do consumidor nos Estados Unidos fazia o dólar cair ante uma cesta de moedas, com o mercado respirando aliviado sobre os próximos passos da política monetária da maior economia do mundo.

“Se o núcleo da inflação não melhorar significativamente no próximo ano, isso resultaria em ritmo ainda mais gradual de elevação das taxas”, comentou o analista da gestora CIBC Andrew Grantham, em nota. Juros elevados nos Estados Unidos têm potencial de atrair recursos aplicados em outras praças financeiras, como a brasileira.

Apesar do melhor humor no exterior, o mercado de câmbio local mantinha-se cauteloso nesta sessão por conta da cena eleitoral no Brasil. O destaque do dia é a nova cirurgia do candidato à Presidência da República do PSL, Jair Bolsonaro.

Novo patamar e perspectivas
A recente disparada do dólar, que voltou a romper a barreira dos R$ 4 após 2 anos e meio, acontece em meio às incertezas sobre o cenário eleitoral e também ao cenário externo mais turbulento, o que faz aumentar a procura por proteção em dólar.

Investidores têm comprado dólares em resposta a pesquisas que mostram intenção de voto mais baixa para candidatos considerados mais pró-mercado. Na avaliação do mercado, os candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto são menos comprometidos com determinados modelos de reformas econômicas considerados fundamentais para o ajuste das contas públicas.

As incertezas e o nervosismo geram maior demanda por proteção em dólar, o que pressiona a cotação da moeda. Importadores, empresas com dívidas em dólar e turistas preocupados passam a comprar mais dólares também e contribuem para elevar o preço da moeda norte-americana.

Outro fator que pressiona o câmbio é a elevação das taxas básicas de juros nas economias avançadas como Estados Unidos e União Europeia, o que incentiva a retirada de dólares dos países emergentes. O mercado tem monitorado ainda a guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais e a crise em países como Argentina e Turquia.

A visão dos analistas é de que o nervosismo tende a continuar até que se tenha uma maior definição da corrida eleitoral.

A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 ficou estável em R$ 3,80, segundo último boletim Focus do Banco Central. Para o fechamento de 2019, permaneceu inalterada em R$ 3,70 por dólar.

SOJA: Preços dos fretes oscilam nas principais rotas do país – SAFRAS

Porto Alegre, 2 de agosto de 2018 – Levantamento elaborado por SAFRAS &
Mercado indica que os preços dos fretes oscilaram nas principais rotas de
escoamento do país no período terminado em 1o de agosto.

O frete entre Cascavel e Paranaguá seguiu em R$ 110,00 por tonelada. Entre
Sorriso (MT) e Paranaguá, o preço por tonelada caiu de R$ 340,00 para R$
335,00.

Entre Passo Fundo e Rio Grande, o frete estabilizou em R$ 118,00 por
tonelada. Entre Rio Verde (GO) e o Porto de Santos, os preços permaneceram
em R$ 190,00 por tonelada.

Veja mais no quadro abaixo:

========================================================================
EVOLUÇÃO DOS FRETES - BRASIL
- em R$/tonelada -
------------------------------------------------------------------------
 
     Origem/Destino       1-ago  25-jul  18-jul  11-jul     Há 4    Há 1
          Soja                                           Semanas     Ano
Cascavel/Paranaguá       110,00  110,00  138,64  138,64   138,64  130,00
Londrina/Paranaguá       100,00  100,00  114,07  114,07   114,07  123,00
P.Grossa/ Paranaguá       59,00   59,00   59,25   59,25    59,25   60,00
Rondonópolis/Paranaguá   265,00  260,00  265,00  270,00   305,00  230,00
Primavera/Paranaguá      280,00  275,00  280,00  280,00   330,00  240,00
Sorriso/Paranaguá        335,00  340,00  340,00  340,00   430,00  300,00
Sorriso/Santos           345,00  350,00  350,00  350,00   440,00  320,00
Dourados/Paranaguá       173,00  178,00  169,00  169,00   169,00  195,00
Passo Fundo/Rio Grande   118,00  118,00  119,05  119,05   119,05   68,00
Ijuí/Rio Grande           95,00   95,00  110,61  110,61   110,61   65,00
Porto Alegre/Rio Grande*  35,00   35,00   35,00   35,00    38,00   38,00
Rio Verde/Santos         190,00  190,00  200,00  200,00   200,00  200,00
Orlândia/Santos**        110,00  110,00  127,00  127,00   120,00  102,00
Uberlândia/Vitória       280,00  280,00  280,00  280,00   280,00  180,00
 
         Farelo
P.Grossa/Paranaguá        59,00   59,00   59,25   59,25    59,25   60,00
Porto Alegre/Rio Grande*  35,00   35,00   35,00   35,00    38,00   38,00
 
          Óleo
P.Grossa/Paranaguá        75,00   75,00   77,50   77,50    77,50   75,00
Porto Alegre/Rio Grande*  44,00   44,00   44,00   44,00    45,00   43,00
 
obs: (*) Frete fluvial
     (**) Valores com 12% de ICMS
 
Fonte: SAFRAS & Mercado

EUA: Mercados não operam amanhã – Dia da Independência

Porto Alegre, 4 de julho de 2018 – Os mercados financeiro e agrícola dos
Estados Unidos não operarão nesta quarta-feira, 4, devido ao feriado do Dia da
Independência norte-americana.

Com isso, as bolsas de Chicago para grãos e cereais (soja, subprodutos,
trigo e milho), o mercado financeiro em Wall Street e a bolsa de Nova York para
soft commodities (algodão, cacau, café, suco de laranja e açúcar) não
abrirão.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

GRÃOS: Tabela de fretes gera prejuízo de R$10 bi a soja e milho, diz CNA

Porto Alegre, 20 de junho de 2018 – Com 20 dias em vigor, a primeira
tabela de preços mínimos para o frete rodoviário causou prejuízo de cerca de
10 bilhões de reais aos setores de soja e milho, reflexo de uma elevação
média de 40 por cento no valor do transporte, informou nesta quarta-feira a
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Além disso, segundo a entidade, os prejuízos nos terminais portuários
somam cerca de 135 milhões de reais, por conta de 60 navios parados. Também
segundo levantamento da CNA, nesses 20 dias cerca de 6,8 milhões de toneladas
de soja e farelo deixaram de ser levadas aos portos e exportadas.

Os dados foram apresentados pela CNA em audiência para debater a
legalidade da tabela no Supremo Tribunal Federal (STF), na qual o ministro Luiz
Fux está ouvindo todas as partes envolvidas, como representantes dos
caminhoneiros e dos empresários que contratam o transporte de cargas.

As informações são da Agência Reuters Brasil.

Revisão: Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência
SAFRAS