CÂMBIO: Dólar cai 1% no menor valor em quase um mês; na semana, recua 2,24%

   Porto Alegre, 06 de dezembro de 2019 – O dólar comercial fechou em queda de 1,02% no mercado à vista, cotado a R$ 4,1460 para venda, no menor de valor de fechamento desde 8 de novembro, quando encerrou a R$ 4,1420, refletindo o otimismo local ao longo da semana após indicadores mostrarem recuperação gradual da economia. Na sessão, correção e fluxo local levaram a divisa a renovar mínimas sucessivas na segunda parte dos negócios. Na semana, o dólar recuou 2,24% e pela segunda vez no ano, a moeda caiu nas cinco sessões.

   “A moeda engatou uma trajetória de forte queda reagindo ao bom humor dos investidores locais e estrangeiros. O contentamento do investidor frente à pontual calmaria na disputa comercial entre Estados Unidos e China contribuiu para investidores assumirem risco”, comenta o analista da Correparti, Ricardo Gomes Filho.

  O destaque da sessão foi o relatório de emprego dos Estados Unidos, o payroll, com a criação de 266 mil vagas em novembro, ante expectativa de 183,5 mil postos de trabalho, enquanto a taxa de desemprego recuou a 3,5%.

  Para o economista da Tendências Consultoria, Sílvio Campos, o resultado do payroll reforça a percepção de pausa no processo de corte dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) após três quedas consecutivas. “Na próxima semana, será importante observar a atualização das projeções econômicas do Fed, com destaque para a expectativa para o patamar dos juros no fim de 2020”, destaca.

   Na próxima semana, tem as decisões de política monetária do Fed e do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) no qual deverá cortar a taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto percentual (pp) indo ao piso histórico de 4,50% ao ano. O analista da corretora Mirae Asset, Pedro Galdi, destaca, porém, que o principal destaque na próxima semana será o “fluxo de notícias” sobre o acordo comercial entre Estados Unidos e China.

   “Vale destacar que no dia 15 está previsto o início da cobrança de novas tarifas sobre produtos da China. Isso faz com que se espere que a assinatura do acordo aconteça antes da data”, comenta. Já a agenda de indicadores trará importantes números da balança comercial da China na abertura dos negócios na segunda-feira, além de vendas no varejo no País, e inflação nos Estados Unidos e na China.

     As informações partem da Agência CMA.

CÂMBIO:Dólar fecha na máxima histórica com incerteza sobre guerra comercial

   Porto Alegre, 18 de novembro de 2019 – O dólar comercial fechou em alta de 0,38% no mercado à vista, cotado a R$ 4,2070 para venda, renovando a máxima histórica de fechamento, de R$ 4,1970, alcançado em 13 de setembro do ano passado durante as eleições presidenciais. Ao contrário do otimismo exibido em boa parte dos negócios, as incertezas em torno da guerra comercial provocaram um mau humor nas moedas de países emergentes, como a moeda local.

   “Foi um movimento de cautela, após declarações do presidente [norte-americano] Donald Trump, que afirmou que não haverá reversão de tarifas já impostas aos produtos chineses. Isso atingiu em cheio as moedas ligadas emergentes que passaram a cair fortemente frente ao dólar”, comenta o diretor superintendente de câmbio da Correparti, Jefferson Rugik.

  O peso mexicano, por exemplo, caiu ao redor de 0,70% frente ao dólar, enquanto a moeda local renovou máximas a R$ 4,2090 (+0,43%) na maior cotação intraday do ano. Com a forte escalada da moeda estrangeira, o economista-chefe da Necton Investimentos, André Perfeito, avalia que a balança comercial “mais frágil” aponta para um dólar mais forte.

   “Dados da balança comercial semanal apontam que o Brasil já roda déficits comerciais mais fortes. Os números divulgados hoje apontam déficit de US$ 482 milhões na semana passada. Isso é mais uma notícia ruim para o real que já sofre com os efeitos difusos da guerra comercial, a erupção de revoltas pela América Latina e os juros baixos no País, que atraem menos divisas pelo motivo de especulação”, ressalta.

   Amanhã, com a agenda de indicadores mais fraca, o economista da Guide Investimentos, Victor Beyrutti, comenta que a guerra comercial entre norte-americanos e chineses seguirá no radar dos investidores. Assim como o Banco Central (BC). “Vamos aguardar se ele entra no mercado com a moeda acima de R$ 4,20”, diz.

  Analistas comentam que a falta de liquidez no mercado talvez esteja inibindo a autoridade monetária, já que feriados locais na semana passada e no meio desta semana influenciaram em baixos negócios.

SEMANA: Milho segue com preços firmes no mercado brasileiro

Porto Alegre, 8 de novembro de 2019 – O mercado brasileiro de milho segue com preços firmes. “Uma sinalização evidente deste quadro foi o resultado do leilão da quinta para o Mato Grosso. Com isso, o mercado físico se mantém firme, com ofertas mais altas”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari. 

    No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 40,00/43,00 a saca. Em Santos, o preço girou em torno de R$ 40,00/43,00 a saca.

  No Paraná, a cotação ficou em R$ 39,00/40,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 42,00/43,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 45,00 / 46,00 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 44,00/45,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 40,00/42,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 35,00/37,00 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 29,00/35,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível.

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), negociou 93,95%, ou 46.974,371 toneladas de milho em grãos, das 50 mil toneladas ofertadas, com origem em Mato Grosso, no leilão de venda de aviso 163/2019, realizado na manhã de hoje. Outra operação com o mesmo volume vai ocorrer no dia 14.

   O plantio de milho verão da safra 2019/20 no Brasil atingia 68,5% da área estimada de 3,936 milhões de hectares até o dia 1o de novembro, segundo levantamento de SAFRAS & Mercado.

    O plantio atinge 95% no Rio Grande do Sul, que teve a área estimada em 1,113 milhão de hectares. Em Santa Catarina, o plantio está em 92% da área prevista de 659 mil hectares. No Paraná o cultivo está 93% concluído na área estimada de 482 mil hectares.

   Em São Paulo os trabalhos alcançam 48% da área estimada de 343 mil hectares. Em Mato Grosso do Sul o plantio atinge 43% da área prevista de 30 mil hectares. Em Goiás/Distrito Federal os trabalhos estão completos em 25% da área. Em Minas Gerais o plantio atinge 18% da área, estimada em 905 mil hectares. No Mato Grosso o plantio também chegou a 30% da área, prevista em 81 mil hectares.

   No mesmo período do ano passado o plantio estava concluído em 75% da área estimada de 4,057 milhões de hectares.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA: Preços da soja sobem e movimentam negócios no Brasil

Porto Alegre, 8 de novembro de 2019 – O mercado brasileiro de soja teve uma semana de preços em elevação e um pouco mais movimentada. O produtor, que estava retraído, aproveitou a melhor das cotações na quinta e retornou ao mercado, principalmente amparado pela alta do dólar frente ao real.

    A saca de 60 quilos subiu R$ 84,00 para R$ 85,50 em Passo Fundo (RS) ao longo da semana. Em Cascavel (PR), o preço passou de R$ 82.50 para R$ 84,00. No Porto de Paranaguá, a cotação avançou de R$ 88,00 para R$ 90,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca aumentou de R$ 79,50 para R$ 82,00. Em Dourados (MS), a cotação passou de R$ 80,50 para R$ 84,00. Em Rio Verde (GO), o preço subiu de R$ 80,00 para R$ 81,00.

    Impulsionado pela alta no exterior e pelo resultado ruim dos leilões do pré-sal, o dólar comercial subiu 2,34%, encerrando a quinta na casa de R$ 4,094. Os prêmios de exportação pouco se mexeram, mas foram pressionados no final da semana.

    Em Chicago, os contratos com vencimento em novembro apresentaram quase estabilidade na semana, abrindo o período da US$ 9,36  e encerrado a US$ 9,36 por bushel. As negociações entre China e Estados Unidos em busca de um acordo comercial dominaram a movimentação dos contratos futuros.

    O anúncio de ontem de que os Estados Unidos e a China concordaram em cancelar as tarifas que adotaram durante a guerra comercial de forma gradual, como parte da “primeira fase” do acordo, impulsionou os mercados financeiros.

Mas o questionamento sobre quanto terreno o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concordou em ceder continua. As informações são da agência “Dow Jones”.

    O otimismo quanto ao possível fim da guerra comercial começou por comentários do porta-voz do Ministério do Comércio da China, Gao Feng. Foi ele quem anunciou o fim das tarifas de importação caso a “primeira fase” do acordo fosse assinada. “Isto é o que [os dois lados] concordaram em seguir nas negociações cuidadosas e construtivas nas últimas duas semanas”, afirmou.

    Mas há relatos conflitantes sobre o compromisso de reduzir tarifas por parte do governo Trump.    “No momento, não há acordo para remover qualquer uma das tarifas existentes como condição do acordo da primeira fase”, disse o consultor sênior de comércio do presidente Trump, Peter Navarro, em entrevista à Fox. “A única pessoa que pode tomar essa decisão é o presidente Donald Trump, e é simples assim “, disse ele.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Guerra comercial e safras de EUA e Brasil pautam o mercado – SAFRAS

Porto Alegre, 8 de novembro de 2019 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana. As dicas são do analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque:

– As atenções do mercado permanecem divididas entre a guerra comercial entre Estados Unidos e China e a situação da safra dos EUA. Sinais de demanda pela soja norte-americana e clima para o desenvolvimento inicial das lavouras no Brasil fecham o quadro de fatores. Os players devem também continuar digerindo os números do relatório do USDA de novembro.

– Após algumas semanas de otimismo frente a novidades positivas com relação às negociações comerciais entre EUA e China, o mercado foi surpreendido negativamente na sexta-feira (8) com o comentário de Donald Trump, dizendo que ele não ainda não concordou com a retirada de tarifas durante a primeira fase do acordo comercial. Os players reagiram negativamente, o que trouxe ajustes negativos para Chicago.

– A grande dúvida continua sendo se a esperada “fase um” do acordo será assinada ainda em 2019. Retrocessos nas negociações podem levar o mercado a acreditar que o acordo ficará para o próximo ano. Atenção para novidades nos próximos dias. A guerra comercial continua sendo fator decisivo para o mercado em 2020.

– É importante que novas vendas de soja dos EUA para a China sejam anunciadas nas próximas semanas para que o mercado continue com suporte acima da linha de US$ 9,10 na primeira posição. A ausência de novas vendas pode levar ao teste desta linha.

– O USDA surpreendeu o mercado em seu relatório de novembro ao trazer uma manutenção na safra e uma elevação nos estoques finais dos EUA na temporada 2019/20. Os players esperavam por cortes em ambos os números. A melhora climática registrada ao longo do mês de outubro no cinturão produtor norte-americano aparentemente impediu o avanço das perdas produtivas no país. Os trabalhos de colheita estão na reta final e dificilmente teremos grandes mudanças a partir de agora. O mercado pode começar a especular até mesmo um ajuste positivo na produção no último relatório do ano, em dezembro.

– O clima no Brasil começa a ganhar peso como fator para o mercado. Embora os trabalhos de plantio estejam avançados em nível nacional, há problemas regionalizados em alguns estados. Atenção para os mapas climáticos daqui para frente. Ainda é cedo para se falar em perdas relevantes, mas o sinal amarelo está ligado para alguns estados.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Venda antecipada de soja 2019/20 do Brasil chega a 34,6% – SAFRAS

Porto Alegre, 8 de novembro de 2019 – A comercialização antecipada da safra 2019/20 de soja do Brasil envolve 34,6% da produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 8 de novembro. No relatório anterior, divulgado em 4 de outubro, o número era de 25,8%.  Em igual período do ano passado, o total negociado chegava a 31,3% e a média histórica é de 26,8%.

   Levando-se em conta uma safra estimada em 125,754 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 43,566 milhões de toneladas.<pre>

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SOJA – BRASIL – COMERCIALIZAÇÃO ANTECIPADA – SAFRA 2019/20

– em % da produção esperada – volumes em mil t. –

Estados      19/20     Volume      Safra      18/19     17/18      Média

             08/Nov Comprometido  Esperada    08/Nov    08/Nov   Normal (1)

RS            17       3.393       19.959      14         10         15

PR            27       5.397       19.988      24         16         20

MT            42       13.906      33.110      47         21         35

MS            30       2.966       9.851       30         20         26

GO            45       5.785       12.856      30         15         30

SP            37       1.307       3.532       24         22         22

MG            38       2.237       5.886       26         20         26

BA            37       2.077       5.615       28         20         32

SC            23        610        2.651       20         14         16

MA            50       1.552       3.104       37         –          37

PI            43       1.028       2.390       35         –          35

TO            47       1.532       3.260       40         –          40

OUT           50       1.776       3.552       39         38         38

BRASIL (x)   34,6      43.566     125.754     31,3       19,1       26,8

Obs.: (x) Média Ponderada.  (1) Média de 5 anos normais.</pre>

Percentuais considerando comprometimento dos produtores (envolvendo todas as

formas de negociação).

Fonte: SAFRAS & Mercado

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SOJA: Comercialização da safra 2018/19 do Brasil atinge 95,2% – SAFRAS

Porto Alegre, 8 de novembro de 2019 – A comercialização da safra 2018/19 de soja do Brasil envolve 95,2% da produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 8 de novembro. No relatório anterior, com dados de 4 de outubro, o número era de 92%.

    Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 96% e a média para o período é de 93,6%. Levando-se em conta uma safra estimada em 119,306 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 113,55 milhões de toneladas. <pre>

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SOJA – BRASIL – COMERCIALIZAÇÃO – SAFRA 2018/19

– em % da produção esperada – volumes em mil t. –

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Estados   18/19    Volume      Safra      17/18     16/17     Média

         04/Out Comprometido  Esperada    04/Out    04/Out  Normal (1)

RS         85      17.365      20.429      89         65        81

PR         91      15.377      16.898      92         82        88

MT         96      31.036      32.329      95         91        95

MS         88      7.556       8.586       89         74        87

GO         95      11.776      12.396      95         92        95

SP         94      3.030       3.224       95         82        90

MG         93      5.161       5.550       96         86        92

BA         91      4.989       5.483       92         96        96

SC         80      2.166       2.708       85         65        80

MA         98      2.780       2.837       96         –         96

PI         95      2.155       2.269       90         –         90

TO         96      2.952       3.075       97         –         97

OUT        97      3.417       3.523       98         95        96

BRASIL (x) 92,0    109.761     119.306     92,9       83,7      90,4

Obs.: (x) Média Ponderada.  (1) Média de 5 anos normais.</pre>

Percentuais considerando comprometimento dos produtores (envolvendo todas as

formas de negociação).

Fonte: SAFRAS & Mercado

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Dólar fecha em forte alta com frustração após leilão do pré-sal

   Porto Alegre, 06 de novembro de 2019 – O dólar comercial fechou em forte alta de 2,20% no mercado à vista, cotado a R$ 4,0810 para venda – na maior alta percentual desde 27 de março quando a moeda encerrou em alta de 2,28% (R$ 3,9550) – influenciado pela frustração do mercado doméstico com o leilão da cessão onerosa que arrecadou menos do que o previsto pelo governo federal, além de não ter atraído investimentos estrangeiros como investidores apostavam.

  “A baixa participação dos estrangeiros levou o dólar a registrar máximas sucessivas, chegando de forma rápida à casa dos R$ 4,08 em um movimento de recomposição de posições defensivas, pela constatação do não ingresso dos efetivos recursos que eram amplamente aguardados pelo mercado”, comenta o diretor superintendente de câmbio da Correparti, Jefferson Rugik. 

  Ao todo, o remate dos blocos em Búzios e em Itapu, ambos na Bacia dos Santos, somou R$ 69,9 bilhões, enquanto o governo federal aguardava um montante de R$ 106,5 bilhões. Enquanto o mercado aguardava uma forte entrada de investimento estrangeiro, a Petrobras arrematou o bloco de Búzios com 90% de participação, enquanto o bloco de Itapu foi 100% arrematado pela petrolífera.

 Outros dois blocos não tiveram ofertas aceitas.

  Nos últimos dias, analistas de mercado destacaram a entrada de um fluxo significativo de recursos estrangeiros à espera do leilão. O economista-chefe da Sul América Investimentos, Newton Rosa, discorda, porém, que o fluxo tenha entrado focando no leilão realizado hoje. “Talvez o mercado tenha precificado a entrada desses recursos pensando no leilão. Mas não vejo que entrou pensando nisso. Agora, a gente vai acompanhar uma certa fuga”, ressalta.

   Para o economista, nos próximos dias, a tendência é de que a cotação fique pressionada frente ao real mais próximo do patamar de R$ 4,10 do que, novamente, abaixo de R$ 4,00. Amanhã, ele ressalta que a moeda pode buscar uma trajetória de queda. “Subiu demais hoje, daí, tem sim espaço para correção”, diz.

 Na agenda de indicadores, os destaques ficam para os dados de inflação da economia brasileira em outubro, enquanto o Banco da Inglaterra (BoE) publicará a decisão de política monetária. Para Rosa, o mercado deverá avaliar o recado da instituição quanto aos efeitos do acordo de saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) adiado para janeiro.

  Ainda no exterior, tem ainda a guerra comercial entre Estados Unidos e China que segue no radar do mercado, agora, com a possibilidade de os países adiarem a assinatura de parte do acordo comercial, chamado de “fase 1”, deste mês para dezembro. Por um lado, os países procuram um local para assinatura do documento após a reunião entre eles, marcado para este mês em Santiago ser cancelada. Do outro, a China estaria fazendo novas exigências para encerrar a discussão em torno dos conflitos tarifários.

     As informações partem da Agência CMA.

Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Dólar e comprador reticente pressionam milho no começo da semana

   Porto Alegre, 28 de outubro de 2019 – O mercado brasileiro de milho abriu a semana com preços pressionados, de estáveis a moderadamente mais baixos. Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado segue centrado na decisão de venda do produtor, com a retenção ainda adotada como estratégia recorrente. “No entanto os consumidores passam a mudar sua estratégia em alguns estados, atuando de maneira mais discreta, cadenciando o ritmo de compras”, comenta. E o movimento de valorização do real segue inviabilizando o avanço dos preços nos portos, situação que remete a um menor fluxo de negócios destinados à exportação, e que aos poucos pode pressionar o mercado doméstico.

    No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 39,00/41,50 a saca. Em Santos,o preço girou em torno de R$ 39,50/41,50 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 38,00/39,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 43,00/44,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 45,00/46,00 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 43,50/44,50 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 39,00/40,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 34,00/35,00 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 33,00/35,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível.

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais baixos. O mercado foi influenciado pela queda do petróleo e pelo fraco desempenho das inspeções de exportação norte-americanas de milho, que ficaram abaixo das expectativas.

    As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 380.660 toneladas na semana encerrada no dia 24 de outubro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado esperava o número em 550 mil toneladas.

   Na semana anterior, haviam atingido 579.957 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 738.335 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 3.466.936 toneladas, contra 8.695.986 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

    Os contratos de milho com entrega em dezembro de 2019 fecharam a US$ 3,84, baixa de 2,75 centavos de dólar, ou 0,71%, em relação ao fechamento anterior.

A posição março/20 de 2019 fechou a US$ 3,94 1/2 por bushel, recuo de 3,00 centavos de dólar, ou 0,75%, em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 0,42%, sendo negociado a R$ 3,9930 para venda e a R$ 3,9910 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,9760 e a máxima de R$ 4,0110.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) – Agência SAFRAS

Dólar recua com alívio no exterior e Previdência aprovada em 1ºturno

    Porto Alegre, 02 de outubro de 2019 – O dólar comercial fechou em queda de 0,67% no mercado à vista, cotado a R$ 4,1350 para venda, reagindo ao enfraquecimento da moeda no exterior e à conclusão da tramitação da reforma da Previdência em primeiro turno no Senado após ser votada ontem e ter os destaques analisados ao longo da sessão.

   Enquanto o pessimismo global tomou conta da sessão, com o mercado de ações bastante negativo aqui e no exterior, o dólar “deu uma aliviada” entre as moedas de países emergentes, principalmente. “O receio dos investidores com o desaquecimento da economia global, principalmente, após a divulgação de indicadores um pouco mais fracos nos Estados Unidos levou o dólar às máximas na primeira dos negócios”, comenta o analista de câmbio da Correparti, Ricardo Gomes Filho.

   Após a surpresa negativa com os números mais fracos da atividade industrial norte-americana, os dados de emprego no setor privado, divulgados pela ADP, com a criação de 135 mil vagas em setembro podem indicar um payroll mais fraco, na sexta-feira, indicam analistas, após desacelerar em relação ao mês anterior (157 mil vagas, em dado revisado).

   Além da sessão mais positiva para moedas emergentes, investidores locais reagiram positivamente a mais um processo concluído da reforma da Previdência.O Senado finalizou os trâmites da reforma em primeiro turno aprovada ontem, o que acelerou as perdas da moeda estrangeira na reta final do pregão. “A aprovação da reforma trouxe uma energia renovada ao real que passou a renovar mínimas”, acrescenta o analista. A moeda chegou a R$ 4,1310 (-0,77%), menor nível intraday.

   Para o analista da Toro Investimentos, Lucas Carvalho, o dólar pode voltar a subir amanhã em correção ao alívio exibido hoje. A agenda econômica, carregada de índices dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) nos Estados Unidos e na Europa, pode influenciar a cotação da moeda. “A depender dos números, podem indicar mais receios de recessão da economia global. São números que merecem atenção mais uma vez”, acrescenta.

   Sobre a Previdência, ele acrescenta que agora o mercado segue atento aos prazos para sessões de análise da matéria em segundo turno, além da votação, que segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ocorrerá até 15 de outubro.

     As informações partem da Agência CMA.

Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Com CBOT recuando e dólar avançando, soja permanece estável no país

    Porto Alegre, 18 de setembro de 2019 – O mercado brasileiro de soja manteve cotações estáveis nesta quarta-feira. A alta do dólar compensou a desvalorização da oleaginosa na Bolsa de Chicago (CBOT), o que determinou a estabilidade no mercado doméstico. E o dia foi calmo na comercialização, sem negociações relevantes.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos permaneceu em R$ 81,50. Na região das Missões, a cotação seguiu em R$ 80,50. No porto de Rio Grande, preço estável em R$ 85,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou inalterado em R$ 81,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca seguiu em R$ 85,00 a saca.

    Em Rondonópolis (MT), a saca se manteve em R$ 78,00. Em Dourados (MS), a cotação baixou de R$ 77,00 para R$ 76,50. Em Rio Verde (GO), a saca se manteve em R$ 78,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços em baixa pela segunda sessão consecutiva. O mercado voltou a realizar parte dos lucros acumulados recentemente.

    A forte baixa do petróleo – que já recua cerca de 2% em Nova York – e a previsão de clima favorável em importantes regiões produtoras dos Estados Unidos contribuem para a correção.

    O mercado também espera novidades sobre as negociações entre China e Estados Unidos, que marcou avanço na semana passada e garantiu os ganhos da semana anterior, com os chineses comprando 720 mil toneladas no mercado americano.

    Os agentes também avaliam a decisão do Federal Reserve que cortou a taxa básica de juros dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual, confirmando a expectativa do mercado.

   Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 5,00 centavos ou 0,55% em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,88  por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 9,02 1/4 por bushel, com perda de 5,00 centavos ou de 0,55%.

    Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,50 ou 0,85% a US$ 295,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 30,00 centavos de dólar, alta de 0,01 centavo ou 0,03% na comparação com o fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,63%, sendo negociado a R$ 4,1050 para venda e a R$ 4,1030 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,0740 e a máxima de R$ 4,1150.

     Agenda de quinta

– Reino Unido: A decisão de política monetária será publicada às 8h pelo Banco da Inglaterra.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Compras chinesas no Brasil caem 16% no ano e ficam em 42,789 mi de t

Porto Alegre, 18 de setembro de 2019 – A China comprou 42,789 milhões de toneladas de soja em grão do Brasil de janeiro a julho. Os dados são Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Na comparação com o mesmo período do ano passado, as aquisições chinesas tiveram uma queda de 16%.

    A Espanha é o segundo maior comprador de soja em grão do Brasil, com 2,028 milhões de toneladas, contra 1,884 milhão em igual período do ano anterior. Na terceira colocação está a Holanda com 1,540 milhão de toneladas, ganho de 26%.

    Veja o quadro completo com as vendas brasileiras de grão, farelo e óleo por destinos abaixo:

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COMPLEXO SOJA – EXPORTAÇÕES BRASIL

POR PAISES DESTINO

– em mil toneladas – Janeiro/Agosto – (*)

————————————-

       SOJA

                       2019        2018      %

China            42.788,7    50.843,7    -16

  Espanha           2.028,1     1.884,7     8

  Tailândia         1.158,3     1.098,1     5

  Holanda           1.540,2     1.221,7     26

Irã               1.419,3     1.296,9     9

  Rússia              612,0       786,4    -22

  Taiwan              621,8       326,7     90

  Alemanha             58,6       237,6    -75

  Coreia do Sul       113,2       480,1    -76

Itália               234,8       229,8     2

  Paquistão           683,4       644,1     6

  Japão               400,8       502,6    -20

  Reino Unido         400,1       398,3     0

  Arábia Saudita      276,0       253,7     9

  Vietnã              597,5       323,7     85

  Outros            3.900,9     4.062,3     -4

      Total        56.833,5    64.590,3    -12,0

       FARELO

                       2019        2018      %

  Holanda           1.543,7     1.866,8    -17

  França            1.070,8     1.165,9     -8

  Tailândia         1.287,4     1.580,5    -19

  Coreia do Sul     1.072,1     1.329,4    -19

  Indonésia         1.144,4       976,1     17

  Alemanha            917,6       750,8     22

  Eslovênia           447,3       689,5    -35

Irã                 737,7       399,9     84

  Espanha             402,5       438,8     -8

  Japão               235,5       186,3     26

  Vietnã              278,8       799,0    -65

Bangladesh         30,5        38,5    -21

  Bélgica              78,3        55,9     40

Itália              183,1       149,4     23

Reino Unido       112,4         2,5      –

  Outros            1.422,7     1.326,5     7

      Total        10.965,1    11.755,6    -6,7

        ÓLEO

                       2019        2018      %

  India               348,7       644,5    -46

  China               170,5       179,5     -5

  Argélia             128,1        66,5     93

Bangladesh         93,2       130,4    -29

  Irã                   0,0        35,5      –

Moçambique          0,0         0,0      –

  Paquistão            32,1        32,1     0

  Cuba                  5,5         0,0      –

  Tunísia               0,0         0,0      –

  Malásia               1,4        11,0    -87

  Egito                 0,0         0,0      –

  Austrália             3,0         2,9     5

  África do Sul         0,0         0,0      –

Hong Kong           2,0         2,0     0

  Quênia                0,0         0,0      –

  Outros                1,5        12,1    -88

      Total           786,0     1.116,6    -29,6

Ações caem na Europa após China tarifar EUA e Trump ameaçar revide

   Porto Alegre, 23 de agosto de 2019 – Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em baixa, sucumbindo à onda de aversão ao risco que varreu o mercado mundial após a China anunciar novas tarifas aos Estados Unidos e o presidente do país, Donald Trump, ameaçar revidar.

    A vai adotar tarifas de 5% e de 10% sobre o equivalente a US$ 75 bilhões em produtos importados dos Estados Unidos para retaliar a decisão do governo norte-americano de sobretaxar cerca de US$ 300 bilhões em produtos chineses a partir de setembro.

   Segundo o Ministério de Finanças da China, as tarifas serão aplicadas em duas etapas: a primeira em 1 de setembro e a segunda em 15 de dezembro – as mesmas datas em que as tarifas aos produtos chineses anunciadas pelos Estados Unidos entrarão em vigor. A lista de produtos inclui petróleo.

    O governo chinês também anunciou que voltará a tarifar em 25% os carros importados dos Estados Unidos a partir de 15 de dezembro. As peças terão tarifa de 5% a partir da mesma data.

    “As tarifas chinesas serão sobre a soja, o petróleo e os automóveis. Estes produtos são geralmente produzidos nos chamados ‘estados vermelhos’ [eleitores do Partido Republicano], então a decisão tem como objetivo fazer o máximo de pressão sobre Trump antes das eleições de 2020”, disse a BBH em um relatório.

    Trump afirmou que irá responder às últimas tarifas impostas pela China nesta tarde. “Não precisamos da China e ficaremos bem melhor sem ela”, afirmou ele em sua conta do Twitter.

    Nem mesmo a sinalização do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, de que o banco central norte-americano está monitorando a desaceleração econômica global e vai agir quando “apropriado” para proteger o crescimento dos Estados Unidos conseguiu vencer o pessimismo que tomou conta do mercado.

    Revisão: Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br)

Dólar oscila forte após falas de Powell, rebatidas por Trump(amplia)

   São Paulo, 23 de agosto de 2019 – O dólar oscila forte ao longo da manhã e opera sem rumo único frente ao real após o tão aguardado discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, no simpósio de Jackson Hole, porém, rebatido pelo presidente norte-americano, Donald Trump. Às 12h09 (de Brasília), a moeda estrangeira operava em alta de 0,29%, cotada a R$ 4,0910, enquanto o contrato para setembro subia 0,49%, a R$ 4,0925.

   “No primeiro momento, o mercado entendeu que poderia haver redução [da taxa de juros], depois, porém, Powell manteve o discurso dizendo que agirá apropriadamente observando a economia do país”, comenta o diretor da corretora Mirae Asset, Pablo Spyer. Apesar da expectativa do mercado com esse discurso, a China surpreendeu o mercado. “Ninguém esperava essa retaliação”, diz Spyer.

  “Pelo menos ao não repetir a expressão ‘ajuste de meio ciclo’, Powell abre a chance de ‘agir conforme apropriado’ e parece apropriado um corte [de juros] na reunião de setembro. Por outro lado, ele também não quis se comprometer em novos cortes até o fim do ano, por isso também, o impacto do discurso não foi tão abrangente como poderia”, avalia o operador de câmbio da corretora Advanced, Alessandro Faganello.    No discurso, Powell reiterou que o Fed está “cuidadosamente monitorando os acontecimentos conforme avaliamos suas implicações sobre a perspectiva dos Estados Unidos e o rumo da política monetária. As três semanas desde a reunião de julho foram cheias de eventos”.

   Após o encontro do comitê de política monetária do Fed no fim do mês passado, a guerra comercial entre Estados Unidos e China se acirrou. Hoje mesmo,o governo chinês anunciou que aplicará tarifas de 5% e de 10% sobre US$ 75 bilhões de produtos norte-americanos em retaliação à decisão do governo norte-americano no início do mês em sobretaxar cerca de US$ 300 bilhões em produtos da China a partir de setembro.

  Os chineses pretendem tarifar norte-americanos em duas etapas: em setembro e em dezembro. “Apesar de o discurso [de Powell] ter sido amplamente aguardado, a retaliação da China está prevalecendo na precificação dos ativos”, avalia o diretor da Mirae.

   Porém, a postura de Powell e do banco central norte-americano chamou a atenção do presidente dos Estados Unidos. Em seu perfil no Twitter, Trump questionou se o maior inimigo do país é “Jay Powell ou presidente Xi [Jinping, da China]”.

   Ele escreveu ainda que o “Fed não fez nada, como sempre. É incrível como eles podem ‘falar’ sem saber ou perguntar o que eu irei fazer, algo que será anunciado em breve. Temos um dólar forte e um Fed fraco. Eu irei trabalhar ‘brilhantemente’ com os dois e os Estados unidos irão se sair muito bem…”, concluiu.

   A declaração de Trump refletiu em mais volatilidade na moeda, que operava renovou mínimas a R$ 4,0520 (-0,66%). Lá fora, o Dollar Index tinha queda de 0,16%, acima dos 98,000 pontos. Entre as principais moedas de países emergentes, o movimento é misto frente ao dólar; o peso mexicano cai ao redor de 0,50%.

Milho encerra semana com preços estáveis no país

    Porto Alegre, 16 de agosto de 2019 – O mercado brasileiro de milho encerrou a semana com preços estáveis no Brasil. O dia foi lento na comercialização, com escassos negócios. Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, as bases de cotações de compradores e vendedores não se encontraram, mantendo a morosidade na comercialização.

    No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 36,00/38,00 a saca. Em Santos, o preço girou em torno de R$ 36,50/38,00 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 30,50/33,50 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 33,00/34,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 36,50/37,00 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 38,00/39,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 33,00/34,50 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 27,00/29,00 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 27,00/28,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível.

Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços acentuadamente mais altos. O forte avanço reduziu a queda semanal, que se encaminhava para ser a maior desde junho de 2016. A posição setembro acumulou queda de 9,57% na semana.

   O mercado buscou recuperação técnica após a safra norte-americana maior que o esperado ter derrubado as cotações desde segunda-feira. As informações são de agências internacionais.

   Os contratos de milho com entrega em setembro de 2019 fecharam a US$ 3,71, alta de 10,25 centavos de dólar, ou 2,84%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2019 fechou a US$ 3,80 3/4 por bushel, ganho de 9,75 centavos de dólar, ou 2,62%, em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,37%, sendo negociado a R$ 4,0030 para a compra e a R$ 4,0050 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 4,0070 e a mínima de R$ 3,9770.

   Na semana, o dólar acumulou alta de 1,62%

      Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Preços da soja sobem, mas produtor se retrai no Brasil

   Porto Alegre, 16 de agosto de 2019 – Os preços da soja apresentaram alta nesta sexta no Brasil, impulsionados pela alta de Chicago e pelo dólar acima de R$ 4,00. A movimentação seguiu moderada, envolvendo cerca de 120 mil toneladas. O produtor espera por preços ainda melhores.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 81,00 para R$ 81,50. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 80,50 para R$ 81,00. No porto de Rio Grande, preço subindo de R$ 85,50 para R$ 86,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 80,00 para R$ 80,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 85,50 para R$ 86,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 75,50 para R$ 76,00. Em Dourados (MS), a cotação seguiu em R$ 75,00. Em Rio Verde (GO), a saca estabilizou em R$ 75,50.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais altos, reduzindo a perda acumulada na semana para 1,32% na posição novembro.

   O mercado encontrou sustentação em fatores técnicos, após uma semana de pressão. O anúncio de venda de 296,5 mil toneladas de soja em grão americana para destinos não revelados ajudou a sustentar as cotações e amenizar a queda semanal, provocada pela tensão comercial entre Estados Unidos e China.

    Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 9,25 centavos de dólar, ou 1,07%, em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,67 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 8,79 3/4 por bushel, com ganho de 9,00 centavos de dólar por bushel, ou 1,03%.

   Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com alta de US$ 3,10 ou 1,06% a US$ 294,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 29,13 centavos de dólar, com ganho de 0,06 centavo ou 0,2%.

     Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,37%, sendo negociado a R$ 4,050 para venda e a R$ 4,030 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,9770 e máxima de R$ 4,0070. Na semana, o dólar registrou alta de 1,62%.

     Agenda de segunda

– Eurozona: A leitura final do índice de preços ao consumidor de julho será publicada às 6h pela Eurostat.

– O BC divulga às 8h30 o Relatório Focus com as previsões do mercado para a economia.  

– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 12hs.

– Balança comercial das três primeiras semanas de agosto – Ministério da Economia, 15hs.

– Condições das lavouras nos Estados Unidos – USDA, 17hs.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

CÂMBIO: Dólar cai 1% com exterior positivo e Previdência no Senado (amplia)

   Nota atualiza informações no primeiro parágrafo e acrescenta a partir do terceiro.

   São Paulo, 8 de agosto de 2019 – O dólar comercial acelerou as perdas frente ao real e cai 1%, a R$ 3,93 – e interrompe uma sequência de oito altas seguidas – em sessão mais positiva no exterior e com o encaminhamento da reforma da Previdência para o Senado após a conclusão dos trabalhos na Câmara dos Deputados, ontem.

   “Lá fora, prevalece um ambiente mais otimista, sem muito barulho, mas com os mercados ainda bem cautelosos. Os números da balança comercial da China acima do esperado pelo mercado e a expectativa de reforma da Previdência aprovada até o fim do mês que vem, contribuem para o cenário local mais positivo”, comenta o diretor da Correparti, Ricardo Gomes.

   As exportações da China, em julho, subiram 3,3% em base anual, revertendo o resultado negativo de 1,3% em junho e acima das expectativas do mercado de recuo de 2,0%. As importações, por sua vez, caíram 5,6% no mês passado, desacelerando-se do recuo de 7,3% em junho, e acima da projeção de -9,0%.

“Os números foram extremamente interessantes”, ressalta Gomes.   Para o diretor da Correparti, a soma de um viés positivo para o comércio da China e a reação ao início do ciclo de afrouxamento monetário por alguns bancos centrais (BCs) – Estados Unidos, Brasil, Turquia, Nova Zelândia, India e Tailândia – contribuem para o cenário de queda global do dólar.

   “O exterior mais positivo hoje associado à aprovação da reforma da Previdência na Câmara preservando o nível de economia de R$ 900 bilhões em 10 anos, agora, indo para o Senado com expectativa de que passe por lá sem sofrer alterações e de que seja votada até o fim do mês que vem, fazem o exportador vender forte aqui”, acrescenta.

  Às 12h02 (de Brasília), o dólar à vista recuava 1,00%, a R$ 3,9370 para venda, depois de renovar mínimas a R$ 3,9300 (-1,18%) e máxima de R$ 3,9680 (-0,22%). O contrato para setembro caía 0,79%, cotado a R$ 3,9450. Lá fora, o Dollar Index tinha ligeira alta de 0,09%, aos 97,633 pontos. Entre as principais moedas de países emergentes, o movimento era de valorização frente ao dólar, com destaque para a alta de quase 1% da rupia indiana; o peso mexicano subia ao redor de 0,50%.

EUA: Nível da taxa de juros mantido pelo Fed faz dólar forte – Trump

   Porto Alegre, 08 de agosto de 2019 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a aumentar a pressão sobre o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) ao afirmar que o nível atual da taxa de juros contribui com a valorização do dólar e prejudica grandes empresas do país.

   “Como presidente, alguém poderia pensar que eu ficaria emocionado com o nosso dólar muito forte. Eu não! O alto nível da taxa de juros do Fed, em comparação com outros países, está mantendo o dólar elevado, tornando mais difícil para nossos grandes fabricantes como Caterpillar, Boeing, John Deere, nossas empresas automotivas e outros competir em igualdade de condições”, disse Trump no Twitter.

Essa não é a primeira vez que Trump apela por juros mais baixos como uma forma de estimular a economia norte-americana e as empresas do país. Repetidamente, ele tem criticado o Fed e seu presidente, Jerome Powell, por não realizar cortes mais profundos na taxa básica de juros dos Estados Unidos.

   “Com cortes substanciais do Fed (não há inflação) e sem aperto quantitativo, o dólar tornará possível para as nossas empresas vencerem qualquer concorrência. Nós temos as maiores empresas no mundo, não há ninguém perto, mas infelizmente o mesmo não pode ser dito sobre o nosso Federal Reserve. Ele erra em cada passo do caminho, e nós ainda estamos ganhando. Você pode imaginar o que aconteceria se eles realmente acertassem?”, afirmou Trump em outra mensagem no Twitter.

  Em sua reunião da semana passada, o Fed cortou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual (pp), para a faixa entre 2,00% e 2,25% ao ano. Na ocasião, o banco central norte-americano também anunciou o fim da estratégia de redução gradual do balanço de ativos – hoje em cerca de US$ 3,8 trilhões – para agosto e não mais em outubro como era originalmente previsto.

     As informações partem da Agência CMA.

Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA: Chicago e dólar recuam e soja tem julho arrastado

    Porto Alegre, 2 de agosto de 2019 – O mercado brasileiro de soja teve um mês de julho marcado por escassos negócios e por preços recuando na maior parte das praças do país. A desvalorização dos contratos futuros em Chicago e a queda do dólar prejudicaram a comercialização.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 77,50 para R$ 73,00 em julho. Em Cascavel (PR), o preço baixou de R$ 74,00 para R$ 71,50. Em Paranaguá, a cotação recuou de R$ 81,00 para R$ 78,50.

   Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 70,00 para R$ 67,50. Em Dourados (MS), a cotação estabilizou na casa de R$ 70,00. Em Rio Verde (GO), o preço baixou de R$ 81,00 para R$ 78,50.

   Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em novembro acumularam desvalorização de 4,5% em julho, encerrando o mês a US$ 8,81 . A intensificação da guerra comercial entre China e Estados Unidos e a melhora do clima no cinturão produtor americano determinaram as perdas.

    O câmbio também não ajudou na comercialização. O dólar comercial acumulou queda de 0,6% no período, encerrando o mês a R$ 3,818. Na maior parte do mês, a moeda ficou abaixo de R$ 3,80.

     Oferta e Demanda

   As exportações de soja do Brasil deverão totalizar 77 milhões de toneladas em 2020, subindo 7% sobre o volume de 2019, projetado em 72,1 milhões de toneladas. A previsão faz parte do quadro de oferta e demanda brasileiro, divulgado por SAFRAS & Mercado.

    “A manutenção da guerra comercial entre EUA e China deverá levar novamente a uma forte demanda chinesa pela soja brasileira, enxugando nossos estoques”, destaca o analista de SAFRAS, Luiz Fernando Roque.

   O esmagamento também deve crescer frente a uma maior demanda por exportação de carnes. SAFRAS indica esmagamento de 43,75 milhões de toneladas em 2020 e de 43,2 milhões de toneladas em 2019, representando um aumento de 1% entre uma temporada e outra.

   Em relação à temporada 2020, a oferta total de soja deverá subir 5%, passando para 124,067 milhões de toneladas. A demanda total está projetada por SAFRAS em 123,95 milhões de toneladas, com ganho de 5%. Desta forma, os estoques finais deverão cair 9%, passando de 129 mil para 117 mil toneladas.

    SAFRAS trabalha com uma produção de farelo de soja de 32,95 milhões de toneladas, inalterada. As exportações deverão cair 3% para 15,5 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 17,5 milhões, aumento de 3%. Os estoques deverão cair 6%, para 838 mil toneladas.

   A produção de óleo de soja deverá ficar em 8,685 milhões de toneladas. O Brasil deverá exportar 700 mil toneladas, com queda de 24% sobre o ano anterior. O consumo interno deve subir de 7,9 milhões para 8,05 milhões de toneladas. A previsão é de recuo de 14% nos estoques para 93 mil toneladas.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Preços da soja reagem no Brasil, mas negócios seguem escassos

    Porto Alegre, 29 de julho de 2019 – Os preços da soja subiram nas principais praças do país nesta segunda, acompanhando o desempenho de Chicago e do dólar. Mas as bases de compra e venda seguem muito distantes e, em função disso, poucos negócios foram realizados.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 74,00 para R$ 74,50. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 73,50 para R$ 74,00. No porto de Rio Grande, preço passou de R$ 78,50 para R$ 79,50.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 72,00 para R$ 73,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 78,00 para R$ 79,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca ficou em R$ 68,50. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 68,50 para R$ 69,50. Em Rio Verde (GO), a saca permaneceu em R$ 71,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais altos. O mercado focou nas negociações entre China e Estados Unidos e na perspectiva de um acordo comercial, que poderia resultar na retomada das vendas se soja americana para os chineses.

    A mídia estatal chinesa disse no domingo que os Estados Unidos enviaram milhões de toneladas de soja para a China desde que os líderes dos dois países se reuniram em junho, embora dados do governo dos EUA mostrem um volume muito inferior.

   Dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostram que apenas 1,02 milhão de toneladas de soja foram enviadas à China desde o encontro do G20, em 28 de junho, até a semana encerrada em 18 de julho, a última com dados disponíveis. Esses embarques refletiram compras feitas mais cedo neste ano. O USDA deve divulgar novos dados nesta semana.

   As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.031.477 toneladas na semana encerrada no dia 25 de julho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam o número em 600 mil toneladas.

    Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 560.856 toneladas. No ano passado, em igual período, o total fora de 768.769 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 40.311.922 toneladas, contra 52.477.266 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

    Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 2,50 centavos de dólar por libra-peso ou 0,28%, a US$ 8,85 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 9,04 1/4 por bushel, com ganho de 3,25 centavos de dólar por libra-peso ou 0,36%.

    Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com alta de US$ 1,10 ou 0,36% a US$ 304,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 28,43 centavos de dólar, baixa de 0,04 centavo, ou 0,14% em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,29%, sendo negociado a R$ 3,7820 para a compra e a R$ 3,7840 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,8010 e a mínima de R$ 3,7780.

     Agenda de terça

– A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga às 8h os dados do Indice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) referentes a julho.

– Dados semanais sobre a safra de grãos e café do Paraná (Deral), na parte da manhã.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS