Dólar recua com alívio no exterior e Previdência aprovada em 1ºturno

    Porto Alegre, 02 de outubro de 2019 – O dólar comercial fechou em queda de 0,67% no mercado à vista, cotado a R$ 4,1350 para venda, reagindo ao enfraquecimento da moeda no exterior e à conclusão da tramitação da reforma da Previdência em primeiro turno no Senado após ser votada ontem e ter os destaques analisados ao longo da sessão.

   Enquanto o pessimismo global tomou conta da sessão, com o mercado de ações bastante negativo aqui e no exterior, o dólar “deu uma aliviada” entre as moedas de países emergentes, principalmente. “O receio dos investidores com o desaquecimento da economia global, principalmente, após a divulgação de indicadores um pouco mais fracos nos Estados Unidos levou o dólar às máximas na primeira dos negócios”, comenta o analista de câmbio da Correparti, Ricardo Gomes Filho.

   Após a surpresa negativa com os números mais fracos da atividade industrial norte-americana, os dados de emprego no setor privado, divulgados pela ADP, com a criação de 135 mil vagas em setembro podem indicar um payroll mais fraco, na sexta-feira, indicam analistas, após desacelerar em relação ao mês anterior (157 mil vagas, em dado revisado).

   Além da sessão mais positiva para moedas emergentes, investidores locais reagiram positivamente a mais um processo concluído da reforma da Previdência.O Senado finalizou os trâmites da reforma em primeiro turno aprovada ontem, o que acelerou as perdas da moeda estrangeira na reta final do pregão. “A aprovação da reforma trouxe uma energia renovada ao real que passou a renovar mínimas”, acrescenta o analista. A moeda chegou a R$ 4,1310 (-0,77%), menor nível intraday.

   Para o analista da Toro Investimentos, Lucas Carvalho, o dólar pode voltar a subir amanhã em correção ao alívio exibido hoje. A agenda econômica, carregada de índices dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) nos Estados Unidos e na Europa, pode influenciar a cotação da moeda. “A depender dos números, podem indicar mais receios de recessão da economia global. São números que merecem atenção mais uma vez”, acrescenta.

   Sobre a Previdência, ele acrescenta que agora o mercado segue atento aos prazos para sessões de análise da matéria em segundo turno, além da votação, que segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ocorrerá até 15 de outubro.

     As informações partem da Agência CMA.

Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Com CBOT recuando e dólar avançando, soja permanece estável no país

    Porto Alegre, 18 de setembro de 2019 – O mercado brasileiro de soja manteve cotações estáveis nesta quarta-feira. A alta do dólar compensou a desvalorização da oleaginosa na Bolsa de Chicago (CBOT), o que determinou a estabilidade no mercado doméstico. E o dia foi calmo na comercialização, sem negociações relevantes.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos permaneceu em R$ 81,50. Na região das Missões, a cotação seguiu em R$ 80,50. No porto de Rio Grande, preço estável em R$ 85,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou inalterado em R$ 81,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca seguiu em R$ 85,00 a saca.

    Em Rondonópolis (MT), a saca se manteve em R$ 78,00. Em Dourados (MS), a cotação baixou de R$ 77,00 para R$ 76,50. Em Rio Verde (GO), a saca se manteve em R$ 78,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços em baixa pela segunda sessão consecutiva. O mercado voltou a realizar parte dos lucros acumulados recentemente.

    A forte baixa do petróleo – que já recua cerca de 2% em Nova York – e a previsão de clima favorável em importantes regiões produtoras dos Estados Unidos contribuem para a correção.

    O mercado também espera novidades sobre as negociações entre China e Estados Unidos, que marcou avanço na semana passada e garantiu os ganhos da semana anterior, com os chineses comprando 720 mil toneladas no mercado americano.

    Os agentes também avaliam a decisão do Federal Reserve que cortou a taxa básica de juros dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual, confirmando a expectativa do mercado.

   Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 5,00 centavos ou 0,55% em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,88  por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 9,02 1/4 por bushel, com perda de 5,00 centavos ou de 0,55%.

    Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,50 ou 0,85% a US$ 295,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 30,00 centavos de dólar, alta de 0,01 centavo ou 0,03% na comparação com o fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,63%, sendo negociado a R$ 4,1050 para venda e a R$ 4,1030 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,0740 e a máxima de R$ 4,1150.

     Agenda de quinta

– Reino Unido: A decisão de política monetária será publicada às 8h pelo Banco da Inglaterra.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Compras chinesas no Brasil caem 16% no ano e ficam em 42,789 mi de t

Porto Alegre, 18 de setembro de 2019 – A China comprou 42,789 milhões de toneladas de soja em grão do Brasil de janeiro a julho. Os dados são Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Na comparação com o mesmo período do ano passado, as aquisições chinesas tiveram uma queda de 16%.

    A Espanha é o segundo maior comprador de soja em grão do Brasil, com 2,028 milhões de toneladas, contra 1,884 milhão em igual período do ano anterior. Na terceira colocação está a Holanda com 1,540 milhão de toneladas, ganho de 26%.

    Veja o quadro completo com as vendas brasileiras de grão, farelo e óleo por destinos abaixo:

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COMPLEXO SOJA – EXPORTAÇÕES BRASIL

POR PAISES DESTINO

– em mil toneladas – Janeiro/Agosto – (*)

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       SOJA

                       2019        2018      %

China            42.788,7    50.843,7    -16

  Espanha           2.028,1     1.884,7     8

  Tailândia         1.158,3     1.098,1     5

  Holanda           1.540,2     1.221,7     26

Irã               1.419,3     1.296,9     9

  Rússia              612,0       786,4    -22

  Taiwan              621,8       326,7     90

  Alemanha             58,6       237,6    -75

  Coreia do Sul       113,2       480,1    -76

Itália               234,8       229,8     2

  Paquistão           683,4       644,1     6

  Japão               400,8       502,6    -20

  Reino Unido         400,1       398,3     0

  Arábia Saudita      276,0       253,7     9

  Vietnã              597,5       323,7     85

  Outros            3.900,9     4.062,3     -4

      Total        56.833,5    64.590,3    -12,0

       FARELO

                       2019        2018      %

  Holanda           1.543,7     1.866,8    -17

  França            1.070,8     1.165,9     -8

  Tailândia         1.287,4     1.580,5    -19

  Coreia do Sul     1.072,1     1.329,4    -19

  Indonésia         1.144,4       976,1     17

  Alemanha            917,6       750,8     22

  Eslovênia           447,3       689,5    -35

Irã                 737,7       399,9     84

  Espanha             402,5       438,8     -8

  Japão               235,5       186,3     26

  Vietnã              278,8       799,0    -65

Bangladesh         30,5        38,5    -21

  Bélgica              78,3        55,9     40

Itália              183,1       149,4     23

Reino Unido       112,4         2,5      –

  Outros            1.422,7     1.326,5     7

      Total        10.965,1    11.755,6    -6,7

        ÓLEO

                       2019        2018      %

  India               348,7       644,5    -46

  China               170,5       179,5     -5

  Argélia             128,1        66,5     93

Bangladesh         93,2       130,4    -29

  Irã                   0,0        35,5      –

Moçambique          0,0         0,0      –

  Paquistão            32,1        32,1     0

  Cuba                  5,5         0,0      –

  Tunísia               0,0         0,0      –

  Malásia               1,4        11,0    -87

  Egito                 0,0         0,0      –

  Austrália             3,0         2,9     5

  África do Sul         0,0         0,0      –

Hong Kong           2,0         2,0     0

  Quênia                0,0         0,0      –

  Outros                1,5        12,1    -88

      Total           786,0     1.116,6    -29,6

Ações caem na Europa após China tarifar EUA e Trump ameaçar revide

   Porto Alegre, 23 de agosto de 2019 – Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em baixa, sucumbindo à onda de aversão ao risco que varreu o mercado mundial após a China anunciar novas tarifas aos Estados Unidos e o presidente do país, Donald Trump, ameaçar revidar.

    A vai adotar tarifas de 5% e de 10% sobre o equivalente a US$ 75 bilhões em produtos importados dos Estados Unidos para retaliar a decisão do governo norte-americano de sobretaxar cerca de US$ 300 bilhões em produtos chineses a partir de setembro.

   Segundo o Ministério de Finanças da China, as tarifas serão aplicadas em duas etapas: a primeira em 1 de setembro e a segunda em 15 de dezembro – as mesmas datas em que as tarifas aos produtos chineses anunciadas pelos Estados Unidos entrarão em vigor. A lista de produtos inclui petróleo.

    O governo chinês também anunciou que voltará a tarifar em 25% os carros importados dos Estados Unidos a partir de 15 de dezembro. As peças terão tarifa de 5% a partir da mesma data.

    “As tarifas chinesas serão sobre a soja, o petróleo e os automóveis. Estes produtos são geralmente produzidos nos chamados ‘estados vermelhos’ [eleitores do Partido Republicano], então a decisão tem como objetivo fazer o máximo de pressão sobre Trump antes das eleições de 2020”, disse a BBH em um relatório.

    Trump afirmou que irá responder às últimas tarifas impostas pela China nesta tarde. “Não precisamos da China e ficaremos bem melhor sem ela”, afirmou ele em sua conta do Twitter.

    Nem mesmo a sinalização do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, de que o banco central norte-americano está monitorando a desaceleração econômica global e vai agir quando “apropriado” para proteger o crescimento dos Estados Unidos conseguiu vencer o pessimismo que tomou conta do mercado.

    Revisão: Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br)

Dólar oscila forte após falas de Powell, rebatidas por Trump(amplia)

   São Paulo, 23 de agosto de 2019 – O dólar oscila forte ao longo da manhã e opera sem rumo único frente ao real após o tão aguardado discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, no simpósio de Jackson Hole, porém, rebatido pelo presidente norte-americano, Donald Trump. Às 12h09 (de Brasília), a moeda estrangeira operava em alta de 0,29%, cotada a R$ 4,0910, enquanto o contrato para setembro subia 0,49%, a R$ 4,0925.

   “No primeiro momento, o mercado entendeu que poderia haver redução [da taxa de juros], depois, porém, Powell manteve o discurso dizendo que agirá apropriadamente observando a economia do país”, comenta o diretor da corretora Mirae Asset, Pablo Spyer. Apesar da expectativa do mercado com esse discurso, a China surpreendeu o mercado. “Ninguém esperava essa retaliação”, diz Spyer.

  “Pelo menos ao não repetir a expressão ‘ajuste de meio ciclo’, Powell abre a chance de ‘agir conforme apropriado’ e parece apropriado um corte [de juros] na reunião de setembro. Por outro lado, ele também não quis se comprometer em novos cortes até o fim do ano, por isso também, o impacto do discurso não foi tão abrangente como poderia”, avalia o operador de câmbio da corretora Advanced, Alessandro Faganello.    No discurso, Powell reiterou que o Fed está “cuidadosamente monitorando os acontecimentos conforme avaliamos suas implicações sobre a perspectiva dos Estados Unidos e o rumo da política monetária. As três semanas desde a reunião de julho foram cheias de eventos”.

   Após o encontro do comitê de política monetária do Fed no fim do mês passado, a guerra comercial entre Estados Unidos e China se acirrou. Hoje mesmo,o governo chinês anunciou que aplicará tarifas de 5% e de 10% sobre US$ 75 bilhões de produtos norte-americanos em retaliação à decisão do governo norte-americano no início do mês em sobretaxar cerca de US$ 300 bilhões em produtos da China a partir de setembro.

  Os chineses pretendem tarifar norte-americanos em duas etapas: em setembro e em dezembro. “Apesar de o discurso [de Powell] ter sido amplamente aguardado, a retaliação da China está prevalecendo na precificação dos ativos”, avalia o diretor da Mirae.

   Porém, a postura de Powell e do banco central norte-americano chamou a atenção do presidente dos Estados Unidos. Em seu perfil no Twitter, Trump questionou se o maior inimigo do país é “Jay Powell ou presidente Xi [Jinping, da China]”.

   Ele escreveu ainda que o “Fed não fez nada, como sempre. É incrível como eles podem ‘falar’ sem saber ou perguntar o que eu irei fazer, algo que será anunciado em breve. Temos um dólar forte e um Fed fraco. Eu irei trabalhar ‘brilhantemente’ com os dois e os Estados unidos irão se sair muito bem…”, concluiu.

   A declaração de Trump refletiu em mais volatilidade na moeda, que operava renovou mínimas a R$ 4,0520 (-0,66%). Lá fora, o Dollar Index tinha queda de 0,16%, acima dos 98,000 pontos. Entre as principais moedas de países emergentes, o movimento é misto frente ao dólar; o peso mexicano cai ao redor de 0,50%.

Milho encerra semana com preços estáveis no país

    Porto Alegre, 16 de agosto de 2019 – O mercado brasileiro de milho encerrou a semana com preços estáveis no Brasil. O dia foi lento na comercialização, com escassos negócios. Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, as bases de cotações de compradores e vendedores não se encontraram, mantendo a morosidade na comercialização.

    No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 36,00/38,00 a saca. Em Santos, o preço girou em torno de R$ 36,50/38,00 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 30,50/33,50 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 33,00/34,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 36,50/37,00 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 38,00/39,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 33,00/34,50 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 27,00/29,00 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 27,00/28,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível.

Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços acentuadamente mais altos. O forte avanço reduziu a queda semanal, que se encaminhava para ser a maior desde junho de 2016. A posição setembro acumulou queda de 9,57% na semana.

   O mercado buscou recuperação técnica após a safra norte-americana maior que o esperado ter derrubado as cotações desde segunda-feira. As informações são de agências internacionais.

   Os contratos de milho com entrega em setembro de 2019 fecharam a US$ 3,71, alta de 10,25 centavos de dólar, ou 2,84%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2019 fechou a US$ 3,80 3/4 por bushel, ganho de 9,75 centavos de dólar, ou 2,62%, em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,37%, sendo negociado a R$ 4,0030 para a compra e a R$ 4,0050 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 4,0070 e a mínima de R$ 3,9770.

   Na semana, o dólar acumulou alta de 1,62%

      Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Preços da soja sobem, mas produtor se retrai no Brasil

   Porto Alegre, 16 de agosto de 2019 – Os preços da soja apresentaram alta nesta sexta no Brasil, impulsionados pela alta de Chicago e pelo dólar acima de R$ 4,00. A movimentação seguiu moderada, envolvendo cerca de 120 mil toneladas. O produtor espera por preços ainda melhores.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 81,00 para R$ 81,50. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 80,50 para R$ 81,00. No porto de Rio Grande, preço subindo de R$ 85,50 para R$ 86,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 80,00 para R$ 80,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 85,50 para R$ 86,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 75,50 para R$ 76,00. Em Dourados (MS), a cotação seguiu em R$ 75,00. Em Rio Verde (GO), a saca estabilizou em R$ 75,50.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais altos, reduzindo a perda acumulada na semana para 1,32% na posição novembro.

   O mercado encontrou sustentação em fatores técnicos, após uma semana de pressão. O anúncio de venda de 296,5 mil toneladas de soja em grão americana para destinos não revelados ajudou a sustentar as cotações e amenizar a queda semanal, provocada pela tensão comercial entre Estados Unidos e China.

    Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 9,25 centavos de dólar, ou 1,07%, em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,67 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 8,79 3/4 por bushel, com ganho de 9,00 centavos de dólar por bushel, ou 1,03%.

   Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com alta de US$ 3,10 ou 1,06% a US$ 294,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 29,13 centavos de dólar, com ganho de 0,06 centavo ou 0,2%.

     Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,37%, sendo negociado a R$ 4,050 para venda e a R$ 4,030 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,9770 e máxima de R$ 4,0070. Na semana, o dólar registrou alta de 1,62%.

     Agenda de segunda

– Eurozona: A leitura final do índice de preços ao consumidor de julho será publicada às 6h pela Eurostat.

– O BC divulga às 8h30 o Relatório Focus com as previsões do mercado para a economia.  

– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 12hs.

– Balança comercial das três primeiras semanas de agosto – Ministério da Economia, 15hs.

– Condições das lavouras nos Estados Unidos – USDA, 17hs.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

CÂMBIO: Dólar cai 1% com exterior positivo e Previdência no Senado (amplia)

   Nota atualiza informações no primeiro parágrafo e acrescenta a partir do terceiro.

   São Paulo, 8 de agosto de 2019 – O dólar comercial acelerou as perdas frente ao real e cai 1%, a R$ 3,93 – e interrompe uma sequência de oito altas seguidas – em sessão mais positiva no exterior e com o encaminhamento da reforma da Previdência para o Senado após a conclusão dos trabalhos na Câmara dos Deputados, ontem.

   “Lá fora, prevalece um ambiente mais otimista, sem muito barulho, mas com os mercados ainda bem cautelosos. Os números da balança comercial da China acima do esperado pelo mercado e a expectativa de reforma da Previdência aprovada até o fim do mês que vem, contribuem para o cenário local mais positivo”, comenta o diretor da Correparti, Ricardo Gomes.

   As exportações da China, em julho, subiram 3,3% em base anual, revertendo o resultado negativo de 1,3% em junho e acima das expectativas do mercado de recuo de 2,0%. As importações, por sua vez, caíram 5,6% no mês passado, desacelerando-se do recuo de 7,3% em junho, e acima da projeção de -9,0%.

“Os números foram extremamente interessantes”, ressalta Gomes.   Para o diretor da Correparti, a soma de um viés positivo para o comércio da China e a reação ao início do ciclo de afrouxamento monetário por alguns bancos centrais (BCs) – Estados Unidos, Brasil, Turquia, Nova Zelândia, India e Tailândia – contribuem para o cenário de queda global do dólar.

   “O exterior mais positivo hoje associado à aprovação da reforma da Previdência na Câmara preservando o nível de economia de R$ 900 bilhões em 10 anos, agora, indo para o Senado com expectativa de que passe por lá sem sofrer alterações e de que seja votada até o fim do mês que vem, fazem o exportador vender forte aqui”, acrescenta.

  Às 12h02 (de Brasília), o dólar à vista recuava 1,00%, a R$ 3,9370 para venda, depois de renovar mínimas a R$ 3,9300 (-1,18%) e máxima de R$ 3,9680 (-0,22%). O contrato para setembro caía 0,79%, cotado a R$ 3,9450. Lá fora, o Dollar Index tinha ligeira alta de 0,09%, aos 97,633 pontos. Entre as principais moedas de países emergentes, o movimento era de valorização frente ao dólar, com destaque para a alta de quase 1% da rupia indiana; o peso mexicano subia ao redor de 0,50%.

EUA: Nível da taxa de juros mantido pelo Fed faz dólar forte – Trump

   Porto Alegre, 08 de agosto de 2019 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a aumentar a pressão sobre o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) ao afirmar que o nível atual da taxa de juros contribui com a valorização do dólar e prejudica grandes empresas do país.

   “Como presidente, alguém poderia pensar que eu ficaria emocionado com o nosso dólar muito forte. Eu não! O alto nível da taxa de juros do Fed, em comparação com outros países, está mantendo o dólar elevado, tornando mais difícil para nossos grandes fabricantes como Caterpillar, Boeing, John Deere, nossas empresas automotivas e outros competir em igualdade de condições”, disse Trump no Twitter.

Essa não é a primeira vez que Trump apela por juros mais baixos como uma forma de estimular a economia norte-americana e as empresas do país. Repetidamente, ele tem criticado o Fed e seu presidente, Jerome Powell, por não realizar cortes mais profundos na taxa básica de juros dos Estados Unidos.

   “Com cortes substanciais do Fed (não há inflação) e sem aperto quantitativo, o dólar tornará possível para as nossas empresas vencerem qualquer concorrência. Nós temos as maiores empresas no mundo, não há ninguém perto, mas infelizmente o mesmo não pode ser dito sobre o nosso Federal Reserve. Ele erra em cada passo do caminho, e nós ainda estamos ganhando. Você pode imaginar o que aconteceria se eles realmente acertassem?”, afirmou Trump em outra mensagem no Twitter.

  Em sua reunião da semana passada, o Fed cortou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual (pp), para a faixa entre 2,00% e 2,25% ao ano. Na ocasião, o banco central norte-americano também anunciou o fim da estratégia de redução gradual do balanço de ativos – hoje em cerca de US$ 3,8 trilhões – para agosto e não mais em outubro como era originalmente previsto.

     As informações partem da Agência CMA.

Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA: Chicago e dólar recuam e soja tem julho arrastado

    Porto Alegre, 2 de agosto de 2019 – O mercado brasileiro de soja teve um mês de julho marcado por escassos negócios e por preços recuando na maior parte das praças do país. A desvalorização dos contratos futuros em Chicago e a queda do dólar prejudicaram a comercialização.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 77,50 para R$ 73,00 em julho. Em Cascavel (PR), o preço baixou de R$ 74,00 para R$ 71,50. Em Paranaguá, a cotação recuou de R$ 81,00 para R$ 78,50.

   Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 70,00 para R$ 67,50. Em Dourados (MS), a cotação estabilizou na casa de R$ 70,00. Em Rio Verde (GO), o preço baixou de R$ 81,00 para R$ 78,50.

   Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em novembro acumularam desvalorização de 4,5% em julho, encerrando o mês a US$ 8,81 . A intensificação da guerra comercial entre China e Estados Unidos e a melhora do clima no cinturão produtor americano determinaram as perdas.

    O câmbio também não ajudou na comercialização. O dólar comercial acumulou queda de 0,6% no período, encerrando o mês a R$ 3,818. Na maior parte do mês, a moeda ficou abaixo de R$ 3,80.

     Oferta e Demanda

   As exportações de soja do Brasil deverão totalizar 77 milhões de toneladas em 2020, subindo 7% sobre o volume de 2019, projetado em 72,1 milhões de toneladas. A previsão faz parte do quadro de oferta e demanda brasileiro, divulgado por SAFRAS & Mercado.

    “A manutenção da guerra comercial entre EUA e China deverá levar novamente a uma forte demanda chinesa pela soja brasileira, enxugando nossos estoques”, destaca o analista de SAFRAS, Luiz Fernando Roque.

   O esmagamento também deve crescer frente a uma maior demanda por exportação de carnes. SAFRAS indica esmagamento de 43,75 milhões de toneladas em 2020 e de 43,2 milhões de toneladas em 2019, representando um aumento de 1% entre uma temporada e outra.

   Em relação à temporada 2020, a oferta total de soja deverá subir 5%, passando para 124,067 milhões de toneladas. A demanda total está projetada por SAFRAS em 123,95 milhões de toneladas, com ganho de 5%. Desta forma, os estoques finais deverão cair 9%, passando de 129 mil para 117 mil toneladas.

    SAFRAS trabalha com uma produção de farelo de soja de 32,95 milhões de toneladas, inalterada. As exportações deverão cair 3% para 15,5 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 17,5 milhões, aumento de 3%. Os estoques deverão cair 6%, para 838 mil toneladas.

   A produção de óleo de soja deverá ficar em 8,685 milhões de toneladas. O Brasil deverá exportar 700 mil toneladas, com queda de 24% sobre o ano anterior. O consumo interno deve subir de 7,9 milhões para 8,05 milhões de toneladas. A previsão é de recuo de 14% nos estoques para 93 mil toneladas.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Preços da soja reagem no Brasil, mas negócios seguem escassos

    Porto Alegre, 29 de julho de 2019 – Os preços da soja subiram nas principais praças do país nesta segunda, acompanhando o desempenho de Chicago e do dólar. Mas as bases de compra e venda seguem muito distantes e, em função disso, poucos negócios foram realizados.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 74,00 para R$ 74,50. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 73,50 para R$ 74,00. No porto de Rio Grande, preço passou de R$ 78,50 para R$ 79,50.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 72,00 para R$ 73,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 78,00 para R$ 79,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca ficou em R$ 68,50. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 68,50 para R$ 69,50. Em Rio Verde (GO), a saca permaneceu em R$ 71,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais altos. O mercado focou nas negociações entre China e Estados Unidos e na perspectiva de um acordo comercial, que poderia resultar na retomada das vendas se soja americana para os chineses.

    A mídia estatal chinesa disse no domingo que os Estados Unidos enviaram milhões de toneladas de soja para a China desde que os líderes dos dois países se reuniram em junho, embora dados do governo dos EUA mostrem um volume muito inferior.

   Dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostram que apenas 1,02 milhão de toneladas de soja foram enviadas à China desde o encontro do G20, em 28 de junho, até a semana encerrada em 18 de julho, a última com dados disponíveis. Esses embarques refletiram compras feitas mais cedo neste ano. O USDA deve divulgar novos dados nesta semana.

   As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.031.477 toneladas na semana encerrada no dia 25 de julho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam o número em 600 mil toneladas.

    Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 560.856 toneladas. No ano passado, em igual período, o total fora de 768.769 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 40.311.922 toneladas, contra 52.477.266 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

    Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 2,50 centavos de dólar por libra-peso ou 0,28%, a US$ 8,85 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 9,04 1/4 por bushel, com ganho de 3,25 centavos de dólar por libra-peso ou 0,36%.

    Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com alta de US$ 1,10 ou 0,36% a US$ 304,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 28,43 centavos de dólar, baixa de 0,04 centavo, ou 0,14% em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,29%, sendo negociado a R$ 3,7820 para a compra e a R$ 3,7840 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,8010 e a mínima de R$ 3,7780.

     Agenda de terça

– A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga às 8h os dados do Indice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) referentes a julho.

– Dados semanais sobre a safra de grãos e café do Paraná (Deral), na parte da manhã.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

AGRICULTURA: Em dez anos, área será ampliada em 10,3 mi de ha no Brasil

   Porto Alegre, 25 de julho de 2019 – O estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2018/19 a 2028/29 prevê que a área total plantada com lavouras no país passará de 75,4 milhões de hectares para 85,68 milhões, um acréscimo de 10,3 milhões de hectares em dez anos. A expansão se dará, principalmente, sobre pastagens naturais e áreas degradadas. O grupo reúne os cultivos de algodão, arroz, feijão, milho, soja (grão), trigo, café, mandioca, batata inglesa, laranja, fumo, cana-de-açúcar, cacau, mandioca, uva, maçã, banana, manga, melão e mamão.

    Produzido pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e pela Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, o estudo traz as perspectivas para produção, consumo, exportação, importação e área plantada no Brasil.

   De acordo com o levantamento, a área cultivada de grãos (algodão, amendoim, arroz, aveia, canola, centeio, cevada, feijão, girassol, mamona, milho, soja, sorgo, trigo e triticale) saltará de 62,9 milhões de hectares para 72,4 milhões de hectares, o que corresponde a um acréscimo anual de 1,4%, ou 15,3% no período de 10 anos.

    Na próxima década, o Brasil vai produzir 300 milhões de toneladas de grãos, ou seja, mais 62,8 milhões de toneladas (27%). O crescimento será principalmente com o aumento da produtividade das culturas.

     Crescimento e retração

    As projeções apontam para o crescimento das seguintes lavouras: soja  (+ 9,54 milhões de hectares), milho segunda safra (+ 4 milhões de hectares) e cana-de-açúcar (+ 1,64 milhão de hectares). Haverá retração nas lavouras de arroz (-1 milhão de hectares), laranja (-100 mil hectares) e mandioca (-180 mil de hectares).

    Conforme o estudo, as lavouras que irão perder área, como mandioca, café, arroz, laranja e feijão, serão compensadas por ganhos de produtividade.

A expansão de soja e cana-de-açúcar ocorrerá “pela incorporação de áreas novas, áreas de pastagens naturais e também pela substituição de outras lavouras que deverão ceder área. A área de milho deve expandir-se sobre áreas liberadas pela soja, no sistema de plantio direto”.

    “Algumas incertezas são inerentes às características da agricultura e outras, como tensões nas relações comerciais e doenças, que podem afetar as lavouras e as criações, e eventos climáticos extremos, como chuvas, geadas e secas”, explica José Garcia Gasques, coordenador-geral de Avaliação de Políticas e Informação do ministério e um dos pesquisadores.

   Entre as regiões do país, o Centro-Oeste terá a maior ampliação da área plantada no período, com crescimento de 26,5 milhões de hectares para 34 milhões de hectares, alta de 28,5%.

No Sul, o incremento será de 8%, de 19,5 milhões de hectares para 21 milhões de hectares. No Norte, o crescimento será de 19%, de 3 milhões de hectares para 3,6 milhões de hectares.

   A região denominada Matopiba (formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e pela Bahia) “deverá apresentar aumento elevado da produção de grãos assim como sua área deve apresentar também aumento expressivo. As projeções indicam que essa região deverá produzir cerca de 28,7 milhões de toneladas de grãos em 2028/29 numa área plantada de grãos de 8,8 milhões de hectares ao final do período das projeções”, aponta o estudo.

GRÃOS: CIG corta safra global em 2019/20 para 2,148 bi de toneladas

    Porto Alegre, 25 de julho de 2019 – O Conselho Internacional de Grãos (CIG) cortou sua projeção para a safra global de grãos em 2019/20 de 2,156 para 2,148 bilhões de toneladas. Em relatório divulgado nesta quinta-feira, o Conselho também manteve a safra 2018/19 em 2,142 bilhões de toneladas.

   Conforme o CIG, a safra mundial de milho em 2019/20 deve totalizar 1,092 bilhão de toneladas, abaixo das 1,095 bilhão estimadas em junho. Em 2018/19, a safra global do cereal fica em 1,13 bilhão de toneladas.

   A produção de trigo é estimada em 763 milhões de toneladas, acima das 769 milhões de toneladas de junho, superando, também, as 733 milhões de toneladas de 2018/19. Para a soja, o CIG estima a safra 19/20 em 348 milhões de toneladas, contra 349 milhões de toneladas do mês passado e 363 milhões da safra passada. A safra de arroz foi mantida em 503 milhões de toneladas, mês a mês, superando as 499 milhões de toneladas da temporada 2018/19.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

CÂMBIO: Dólar opera em queda ainda no otimismo com Previdência e exterior

Porto Alegre, 12 de julho de 2019 – Após oscilar nas primeiras horas de negócios, o dólar comercial firma queda frente ao real ainda refletindo o otimismo do mercado com a reforma da Previdência, que agora está em fase de análise e votação dos destaques que mudam partes do texto-base, em meio à dúvidas sobre a possibilidade de conseguir votar a pauta no segundo turno antes do recesso parlamentar, a partir do dia 18.

    Para o analista da Toro Investimentos, Lucas Carvalho, mesmo com declarações do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, de que a próxima etapa pode ficar para a volta do recesso parlamentar, em agosto, investidores seguem precificando a aprovação da reforma na “casa”.

    Ele acrescenta que, apesar das oscilações, o dólar está com “nova resistência psicológica” no patamar de R$ 3,75. “A Previdência está bem precificada neste patamar. Precisa acontecer algo bem importante lá fora com força para fazer a moeda cair mais”, diz.

    Lá fora, o viés também é otimista na esteira das declarações do presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano), Jerome Powell, no Congresso dos Estados Unidos, dando conta de que o corte da taxa de juros e outras medidas de estímulo estão no radar, destacam os analistas da Coinvalores.

   Lá, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês), divulgado hoje e acima do esperado, com alta de 0,1% em junho ante expectativa de estabilidade, contribui para o bom humor dos ativos.

   Às 11h57 (de Brasília), o dólar à vista operava em queda de 0,13% no mercado à vista, cotada a R$ 3,7470 para venda, depois de oscilar na mínima de R$ 3,7370 (-0,40%) e máxima de R$ 3,7640 (+0,32%). No mercado futuro, o contrato para agosto tinha queda de 0,27%, a R$ 3,7525. Lá fora, o Dollar Index caía 0,05%, ao redor de 97,000 pontos. Entre as principais moedas de países emergentes, o movimento é misto ante o dólar. Com informações da Agência CMA.

     Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Soja tem dia de movimentação moderada e preços estáveis

   Porto Alegre, 6 de junho de 2019 – O mercado brasileiro de soja teve um dia de negociação moderada e de preços praticamente inalterados. O dia foi de volatilidade em Chicago e de queda do dólar. Mesmo assim, houve registro de negócios envolvendo 50 mil toneladas no Rio Grande do Sul, 30 mil no Paraná e outras 20 mil no Mato Grosso.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 78,50. Na região das Missões, a cotação seguiu em R$ 77,50 a saca. No porto de Rio Grande, preço permaneceu em R$ 82,50.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço seguiu em R$ 76,00. No porto de Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 82,00 para R$ 82,50.

    Em Rondonópolis (MT), a saca ficou em R$ 69,00. Em Dourados (MS), a cotação estabilizou em R$ 70,00. Em Rio Verde (GO), a saca permaneceu em R$ 69,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos. Em dia volátil, a previsão de clima seco e favorável ao plantio nos Estados Unidos e as exportações semanais dentro do esperado pressionaram o mercado.

   As perdas só não foram maiores devido ao desempenho de outros mercados, principalmente o trigo, e também em função do posicionamento de carteiras por parte dos agentes, aguardando o relatório de junho do Departamento de

Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os dados serão divulgados dia 11.

    As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2018/19, com início em 1 de outubro, ficaram em 510.000 toneladas na semana encerrada em 30 de maio. Representa uma elevação de 28% frente à semana anterior e é 86% superior à média das últimas quatro semanas.

Destinos desconhecidos lideraram as importações, com 214.000 toneladas.

    Para a temporada 2019/20, ficaram em 73.700 toneladas. Os analistas

esperavam exportações entre 250 mil a 550 mil toneladas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 1,00 centavo de dólar por libra-peso ou 0,11%, a US$ 8,68 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 8,75 1/4 por bushel, com perda de 1,00 centavo de dólar por libra-peso ou 0,11%.

   Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com retração de US$ 1,80, ou 0,56%, a US$ 315,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 27,76 centavos de dólar, com alta de 0,54 centavo ou 1,98%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou o dia com queda de 0,33%, sendo negociado a R$ 3,8830 para venda e a R$ 3,8810 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,8580 e a máxima de R$ 3,8870.

     Agenda de sexta

– China: A bolsa de Hong Kong permanece fechada em função de um feriado.

– China: A bolsa de Xangai permanece fechada em função de um feriado.

– Alemanha: O resultado da balança comercial de abril será publicado às 3h pelo Destatis.

– Alemanha:  A produção industrial de abril será publicada às 3h pelo Ministério de Economia e Tecnologia.

– A FGV divulga às 8h os dados do Indice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) referentes a maio.

– O IBGE divulga às 9h os dados sobre o Indice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) referentes a maio.

– O IBGE divulga às 9h os dados sobre o Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referentes a maio.

– Dados do desenvolvimento das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, no início do dia.

– EUA: O número de empregos criados ou perdidos pela economia (payroll) e a taxa de desemprego referentes a maio serão publicados às 9h30 pelo Departamento do Trabalho.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

CÂMBIO: Declarações de Powell e otimismo local sustentam dólar em R$ 3,85

   Porto Alegre, 4 de junho de 2019 – O dólar comercial tem queda firme frente ao real sustentado pelas declarações do presidente do banco central dos Estados Unidos, que deixam o mercado mais otimista, e com a continuidade do bom humor local com a política. Às 14h52 (de Brasília), o dólar à vista operava em queda de 0,84%, negociado a R$ 3,8570 para venda, depois de oscilar na mínima de R$ 3,8560 (-0,87%) e máxima de R$ 3,8900 (0,00%). Já o contrato futuro para julho tinha queda de 0,77%, a R$ 3,8640.

    “A votação da MP 871 no Senado significa um passo para avanços significativos da reforma da Previdência. O mercado comprou a ideia de que a articulação entre o governo e o Congresso melhorou”, comenta a economista-chefe do Banco Ourinvest, Fernanda Consorte.

    O otimismo é sustentado ainda pelas declarações do presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano), Jerome Powell, sobre  possíveis cortes na taxa de juros, sustentando o discurso do presidente da unidade do Fed de Saint Louis, James Bullard, de que o Fed poderia afrouxar a política monetária em breve.

    “O que geraria mais fluxo de investimento para o Brasil com o Fed confirmando que os Estados Unidos serão negativamente afetados pela guerra comercial entre Estados Unidos e China, sugerindo um movimento de taxa de juros mais baixa, o que favorece os mercados emergentes”, avalia Fernanda.

    Lá fora, o Dollar Index subia 0,07%, acima dos 97,200 pontos. Entre as principais moedas de países emergentes, o movimento é de valorização ante o real, com destaque para as altas de mais de 2% do peso colombiano e de mais de 1% dos pesos mexicano e chileno. Em contrapartida, o rand sul-africano caía 1,8%.

     As informações são da Agência CMA.

    Revisão: Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Chicago realiza lucros e opera no território negativo

    Porto Alegre, 23 de maio de 2019 – Os contratos da soja em grão registram preços mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado é pressionado por um movimento de realização de lucros frente aos ganhos obtidos na última sessão, em meio a fatores técnicos e ao recuo nos preços do petróleo.

    Os contratos com vencimento em julho de 2019 operam cotados a US$ 8,26 3/4 por bushel, baixa de 1,75 centavo de dólar por bushel ou 0,21%.

    Ontem (22), após a queda de terça-feira, o mercado teve um dia de recuperação com base em fatores técnicos.

   Na terça, a notícia de que o governo Trump estaria para anunciar um plano de auxílio aos produtores para enfrentar as perdas provenientes da guerra comercial entre Estados Unidos e China pressionou o mercado. Na avaliação dos participantes, a ajuda determinaria um aumento na oferta americana, em meio a uma ampla disponibilidade mundial da oleaginosa.

  Mas o anúncio de uma nova venda de 131 mil toneladas de soja americana para destinos não revelados e o atraso no plantio americano, com a previsão de chuvas podendo retardar ainda mais os trabalhos, ajudaram na correção técnica.

    Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 6,50 centavos de dólar por libra-peso ou 0,79%, a US$ 8,28 1/2 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 8,35 1/2 por bushel, com ganho de 6,75 centavos de dólar por libra-peso ou 0,81%.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

EUA: Trump prepara nova rodada de ajuda aos agricultores – Bloomberg

    Porto Alegre, 21 de maio de 2019 – A administração Trump está se preparando para anunciar outra rodada de ajuda aos agricultores prejudicados pela guerra comercial com a China. Segundo fontes consultadas pela Bloomberg, o pacote de assistência pode ultrapassar US$ 15 bilhões.

    O plano de ajuda é baseado no programa que a administração implementou no ano passado depois que a China aplicou tarifas de retaliação aos produtos agrícolas dos EUA, embora os pagamentos sejam mais generosos.

    A administração está considerando pagamentos de cerca de US$ 2 por bushel para produtores de soja, 63 centavos por bushel para produtores de trigo e 4 centavos por bushel para produtores de milho para compensar as perdas da guerra comercial.

    No ano passado, a administração pagou US $ 1,65 por bushel pela soja, 14 centavos por bushel pelo trigo e 1 centavo por bushel pelo milho.

China volta atrás em quase todos os aspectos do acordo comercial com os EUA, dizem fontes

WASHINGTON/PEQUIM (Reuters) – Pequim enviou a Washington na sexta-feira à noite mudanças sistemáticas ao esboço de quase 150 páginas do acordo comercial que acabaria com meses de negociações entre as duas maiores econômicas do mundo, de acordo com três fontes do governo dos Estados Unidos e três fontes do setor privado com conhecimento das negociações.

O documento estava cheio de mudanças em que a China voltava atrás em itens que afetaram as principais demandas dos EUA, disseram as fontes à Reuters.

Em cada um dos sete capítulos do esboço do acordo comercial a China retirou seus compromissos para mudar leis que resolveriam as principais reclamações que levaram os EUA a lançarem uma guerra comercial: roubo de propriedade intelectual e segredos comerciais dos EUA, transferências forçadas de tecnologia, acesso a serviços financeiros e manipulação cambial.

O presidente dos EUA, Donald Trump, respondeu no Twitter no domingo com a promessa de elevar as tarifas sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses de 10 a 25 por cento na sexta-feira –calculado para acontecer no meio de uma visita do vice-premiê chinês, Liu He, a Washington para continuar com as negociações comerciais.

A retirada de linguagem legal vinculativa do esboço afetou diretamente a mais alta prioridade do representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer –para quem mudanças nas leis chinesas são essenciais para verificar o cumprimento das medidas após anos do que autoridades norte-americanas chamaram de promessas vazias de reformas.

Lighthizer pressionou muito por um regime de cumprimento mais parecido com aqueles usados para sanções econômicas –como as adotadas sobre a Coreia do Norte ou Irã — do que um acordo comercial típico.

“Isso prejudica a arquitetura principal do acordo”, disse uma fonte de Washington com conhecimento das discussões.

CÂMBIO: Dólar tem alta com exterior e cautela em dia de Previdência na CCJC

  Porto Alegre, 23 de abril de 2019 – O dólar comercial passou a subir frente ao real, renovando máximas acima de R$ 3,95, influenciado pelo cenário externo, onde a moeda ganha força frente às moedas pares e de países emergentes em movimento de correção com a volta da Europa, de Hong Kong e da Oceania ao mercado após o feriado de Páscoa.

    “O exterior está em uma compensação após ficar de lado ontem com o feriado em importantes mercados. É um movimento de correção técnica com o dólar ganhando força, principalmente, sobre as moedas emergentes”, comenta o diretor da Correparti, Ricardo Gomes.

   Voltando a operar acima do nível de R$ 3,95, Gomes reforça que o mercado local opera com baixo volume de negócios e corre para a proteção com exterior “ruim” e com investidores na expectativa pela votação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) na Câmara dos Deputados, hoje à tarde. “Investidores correm para se proteger. O importador está fora do mercado e o exportador, em compasso de espera por mais altas”, ressalta.

   Às 11h16 (de Brasília), o dólar comercial subia 0,43% no mercado à vista, negociado a R$ 3,9510 para venda, depois de renovar máxima a R$ 3,9520 (+0,46%). O contrato futuro para maio operava em alta de 0,38%, a R$ 3,9530. Lá fora, o Dollar Index avançava 0,38%, aos 97,657 pontos. Entre as principais moedas de países emergentes, a maioria perde para o dólar com destaque para a desvalorização de mais de 1% do peso argentino e rand sul-africano. O peso mexicano cai ao redor de 0,6%.

     As informações são da Agência CMA.

    Revisão: Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS