Relatório USDA Dezembro 2018 (Soja)

SOYBEAN (Soja)  2017 / 2018 - Milhões de Tons 							
							
		        E.INICIAL   PRODUÇÃO 	 IMP. 	 CONS. DOM.    EXP.    E. FINAL 
NOVEMBRO	 MUNDO 	 97,39 	     338,57 	153,68 	  336,76      153,19 	 99,69 
DEZEMBRO		 97,53 	     339,47 	153,54 	  336,08      153,16 	101,30 
							
NOVEMBRO	 EUA 	  8,21 	     120,04 	 0,59 	   58,97       57,95 	 11,92 
DEZEMBRO		  8,21 	     120,04 	 0,59 	   58,97       57,95 	 11,92 
							
NOVEMBRO	 BRASIL  26,81 	     119,80 	 0,18 	   47,04       76,19 	 23,55 
DEZEMBRO		 26,81 	     120,30 	 0,18 	   45,94       76,20 	 25,15 
	  						
NOVEMBRO         ARG	 35,46 	      37,80 	 4,77 	   41,68 	2,11 	 34,24 
DEZEMBRO		 35,46 	      37,80 	 5,05 	   41,68 	2,11 	 34,52 
							
NOVEMBRO	 CHINA 	 20,66 	      15,20 	 94,13 	  106,30 	0,15 	 23,54 
DEZEMBRO		 20,66 	      15,20 	 94,13 	  106,30 	0,15 	 23,54 
 

SOYBEAN (Soja)  2018 / 2019 - Milhões de Tons 							
							
		        E.INICIAL   PRODUÇÃO 	 IMP. 	 CONS. DOM.     EXP. 	E. FINAL 
NOVEMBRO	 MUNDO 	 99,69 	     367,50 	152,27 	  351,94       155,44 	 112,08 
DEZEMBRO		101,30 	     369,20 	152,46 	  351,53       156,09 	 115,33 
							
NOVEMBRO	 EUA 	 11,92 	     125,18 	 0,68 	   60,08 	51,71 	  26,00 
DEZEMBRO		 11,92 	     125,18 	 0,68 	   60,08 	51,71 	  26,00 
							
NOVEMBRO	 BRASIL  23,55 	     120,50 	 0,20 	   46,00        77,00 	  21,25 
DEZEMBRO		 25,15 	     122,00 	 0,20 	   45,00 	81,00 	  21,35 
	  						
NOVEMBRO         ARG	 34,24 	      55,50 	 4,20 	   47,92 	 8,00 	  38,02 
DEZEMBRO		 34,52 	      55,50 	 4,20 	   47,92 	 5,00 	  41,30 
							
NOVEMBRO	 CHINA 	 23,54 	      16,00 	90,00 	  109,60 	 0,10 	  19,84 
DEZEMBRO		 23,54 	      16,00 	90,00 	  109,60 	 0,10 	  19,84 

Paranaguá já supera exportação anual de soja, farelo e trigo

Porto Alegre, 12 de novembro de 2018 – Dois meses antes do fim do ano, o
Porto de Paranaguá já bateu o recorde histórico anual de exportação de
soja, farelo, trigo e óleo vegetal. Desde janeiro até outubro, o porto
exportou 19,2 milhões de toneladas destes produtos. A quantidade é 13% maior
que o alcançado em todo o ano passado, quando foram 17 milhões de toneladas.

O destaque foi a exportação de soja: 13.177.790 toneladas movimentadas em
apenas 10 meses. O número é 15% maior que o acumulado de 2017 (11.409.189
toneladas).

O diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e
Antonina, Lourenço Fregonese, atribui os resultados ao aumento da capacidade
de escoamento pelo porto paranaense, aliado a produtividade do campo.

“Nos últimos anos investimos mais de R$ 940 milhões no repotenciamento
e na modernização da estrutura física do Porto de Paranaguá. As ações
incluíram a troca dos carregadores de navios por equipamentos maiores e com
maior capacidade de escoamento de grãos, a construção de novos portões de
acesso, instalação de novas balanças e correias transportadoras, além de
mudanças no cais, que foi remodelado e dragado”, conta.

Outra preocupação foi desafogar as estradas e vias de acesso ao porto,
acabando com as filas de caminhões e aumentando a segurança da comunidade.
“Além do sistema Carga Online, que organizou a descarga no Pátio de Triagem,
estamos investindo em obras importantes para os moradores, como a
Recuperação da avenida Bento Rocha e o novo viaduto na entrada da cidade”,
completa ele.

Farelo, trigo e óleos vegetais: A movimentação de farelo já é 7% maior
que o registrado no ano anterior. Foram 4,8 milhões de toneladas exportadas em
2018, contra 4,5 milhões em 2017. A exportação de trigo supera em 28% o
acumulado do ano passado, com 216.787 toneladas entre janeiro e outubro de 2018.
Na movimentação de óleos vegetais o aumento foi de 9%, passando de 935.611
toneladas para pouco mais de 1 milhão de toneladas.

Outros produtos

Considerando todos os produtos, o Porto de Paranaguá já alcançou 86% da
movimentação de 2017, que foi a maior da história do terminal paranaense. O
acumulado em 2018 soma 44,4 milhões de toneladas, enquanto o ano passado
registrou 51,5 milhões.

Para o diretor de operações da Appa, Luiz Teixeira, dois fatores devem
ter impacto nos números deste ano: a greve dos caminhoneiros, em maio, e o
grande volume de chuvas, principalmente em outubro.

“No período de greve deixaram de ser movimentadas 648 mil toneladas de
produtos, incluindo líquidos, cargas gerais, grãos, fertilizantes e outros”,
revela.

Em outubro, 16 dias de chuva paralisaram principalmente o carregamento de
grãos e a descarga de fertilizantes. “O porto não carrega grãos e farelo
com chuvas e nem descarrega fertilizantes. Não podemos ter risco do grão ficar
úmido, pois fermenta e estraga. Acontece no mundo todo, é uma questão que
foge do nosso controle”, explica.

As informações são da APPA.

Revisão: Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência
SAFRAS

Relatório USDA Novembro 2018 (Soja)

 SOYBEAN (Soja)  2017 / 2018 - Milhões de Tons 							
							
		 E.INICIAL   PRODUÇÃO 	 IMP. 	 CONS. DOM.   EXP. 	 E. FINAL 
OUTUBRO	 MUNDO 	  96,68       337,45 	152,45 	  336,80     153,12 	 96,65 
NOVEMBRO          97,39       338,57 	153,68 	  336,76     153,19 	 99,69 
							
OUTUBRO	 EUA 	   8,21       120,04 	 0,59 	  58,97       57,95 	 11,92 
NOVEMBRO	   8,21       120,04 	 0,59 	  58,97       57,95 	 11,92 
							
OUTUBRO	 BRASIL   26,46       119,80 	 0,19 	  47,05       76,19 	 23,20 
NOVEMBRO	  26,81       119,80 	 0,18 	  47,04       76,19 	 23,55 
	 						
OUTUBRO	 ARG	  35,46        37,80 	 4,00 	  42,19        2,10 	 32,97 
NOVEMBRO	  35,46        37,80 	 4,77 	  41,68        2,11 	 34,24 
							
OUTUBRO	 CHINA 	  20,39        14,20 	 94,00 	 106,00        0,14 	 22,46 
NOVEMBRO	  20,66        15,20 	 94,13 	 106,30        0,15 	 23,54 


 SOYBEAN (Soja)  2018 / 2019 - Milhões de Tons 							
							
		 E.INICIAL   PRODUÇÃO 	 IMP. 	 CONS. DOM.   EXP. 	 E. FINAL 
OUTUBRO	 MUNDO 	  96,65       369,48 	154,32 	  353,01     157,40 	 110,04 
NOVEMBRO	  99,69       367,50 	152,27 	  351,94     155,44 	 112,08 
							
OUTUBRO	 EUA 	  11,92       127,63 	 0,68 	   60,08      56,06 	 24,09 
NOVEMBRO	  11,92       125,18 	 0,68 	   60,08      51,71 	 26,00 
							
OUTUBRO	 BRASIL   23,20       120,50 	 0,35 	   46,20      75,00 	 22,85 
NOVEMBRO	  23,55       120,50 	 0,20 	   46,00      77,00 	 21,25 
	 						
OUTUBRO	 ARG	  32,97        57,00 	 2,22 	   47,92       8,00 	 36,27 
NOVEMBRO	  34,24        55,50 	 4,20 	   47,92       8,00 	 38,02 
							
OUTUBRO	 CHINA 	  22,46        15,00 	94,00 	  110,60       0,10 	 20,76 
NOVEMBRO	  23,54        16,00 	90,00 	  109,60       0,10 	 19,84 

Relatório USDA Novembro 2018 (Milho)

CORN (milho) 2017/2018 - Milhões de Tons							
							
		  E.INICIAL   PRODUÇÃO 	 IMP. 	   CONS. DOM. 	 EXP. 	    E. FINAL 
OUTUBRO	  MUNDO    227,79     1.034,23 	 148,64    1.063,81 	 147,13      198,21 
NOVEMBRO	   350,27     1.076,23 	 149,25    1.085,58 	 146,80      340,92 
							
OUTUBRO	  EUA       58,25 	370,96 	 0,92 	    313,83 	 61,94 	      54,37 
NOVEMBRO            58,25 	370,96 	 0,92 	    313,83 	 61,94 	      54,37 
							
OUTUBRO	  BRASIL    14,02 	 82,00 	 1,00 	     64,50 	 22,00 	      10,52 
NOVEMBRO	    14,02 	 82,00 	 1,00 	     64,50 	 22,00 	      10,52 
							
OUTUBRO	  ARG 	    5,27 	 32,00 	 0,01 	     11,90 	 23,00 	       2,38 
NOVEMBRO	    5,27 	 32,00 	 0,01 	     11,90 	 23,00 	       2,38 
							
OUTUBRO	  CHINA     100,71 	215,89 	 4,00 	    241,00 	 0,05 	      79,55 
NOVEMBRO	    223,02 	259,07 	 3,47 	    263,00 	 0,02 	     222,54 


CORN (milho) 2018/2019  - Milhões de Tons							
							
		 E.INICIAL   PRODUÇÃO 	 IMP. 	  CONS. DOM. 	 EXP. 	   E. FINAL 
OUTUBRO	 MUNDO	  198,21     1.068,31 	 154,83    1.107,17 	 162,97    159,35 
NOVEMBRO	  340,92     1.098,95 	 157,16    1.132,36 	 165,64    307,51 
							
OUTUBRO	 EUA	  54,37       375,37 	 1,27 	    322,09 	 62,87 	   46,06 
NOVEMBRO	  54,37       371,52 	 1,27 	    320,82 	 62,23 	   44,10 
							
OUTUBRO	 BRASIL	  10,52       94,50 	 1,00 	    66,50 	 29,00 	   10,52 
NOVEMBRO	  10,52       94,50 	 1,00 	    66,50 	 29,00 	   10,52 
		 					
OUTUBRO	 ARG	  2,38 	      41,00 	 0,01 	    12,40 	 27,00 	   3,98 
NOVEMBRO	  2,38 	      42,50 	 0,01 	    12,40 	 28,00 	   4,48 
							
OUTUBRO	 CHINA   79,55 	     225,00 	 5,00 	   251,00 	 0,05 	   58,50 
NOVEMBRO        222,54 	     256,00 	 5,00 	   276,00 	 0,05 	  207,49 

Colheita nos Estados Unidos segundo USDA

MILHO: USDA aponta colheita em 76% nos Estados Unidos.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de milho. Até 4 de novembro, a área colhida estava em 76%. Em igual período do ano passado o número era de 68%. A média para os últimos cinco anos é de 77%. Na semana anterior, o percentual era de 63 pontos.

SOJA: USDA aponta colheita em 83% nos Estados Unidos, abaixo da média.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução colheita das lavouras de soja. Até 4 de novembro, a área colhida estava apontada em 83%. Em igual período do ano passado, a colheita era de 89%. A média é de 89%. Na semana passada, o percentual era de 72 pontos.

USDA estima crescimento da produção mundial de carnes

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório
semestral em outubro para a produção mundial de carnes. Pelos dados
apresentados, Estados Unidos e Brasil seguem como principais exportadores em
escala global. Mesmo com os problemas de credibilidade evidenciados em 2018 a
tendência é que o Brasil mantenha seu papel de destaque.

Para a carne bovina as projeções de crescimento são mais tímidas. Em
2019 devem ser produzidas em torno de 63,2 milhões de toneladas. Os números
relativos a 2018 indicam uma produção mundial estimada em 62,8 milhões de
toneladas, um crescimento aproximado de 1%. O relatório destaca o quadro
complicado na Austrália, que se depara com uma estiagem prolongada que
acelera a deterioração das pastagens, exigindo gastos acentuados em torno da
nutrição animal, com aumento do regime de confinamento e de semi-confinamento
no país. Resultando em uma redução do rebanho bovino. Apesar da redução do
rebanho, a Austrália ainda conta com uma vantagem geográfica para atender à
crescente demanda asiática por carne bovina. Por sua vez, a tendência é que o
volume exportado seja ainda mais discreto, com um crescimento aproximado de
0,2%.

Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA: Preços do boi gordo caem em outubro com pressão de frigoríficos

Porto Alegre, 01 de novembro de 2018 – O mercado de boi gordo apresentou
preços predominantemente mais baixos nas principais praças de
comercialização acompanhadas ao longo de outubro. Segundo o analista de
SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos não
encontraram dificuldades para a composição das escalas de abate, e assim
pressionaram o mercado.

“A preparação da indústria para o último bimestre já está em curso.
Portanto a dinâmica deve mudar, com perspectiva de retomada da alta dos
preços no curto prazo, em linha com o auge do consumo por cortes nobres e
aves.”, assinalou Iglesias.

Os preços a arroba do boi gordo na modalidade à vista nas principais
praças de comercialização do País estavam assim no dia 31 de outubro:

* São Paulo (Capital) – R$ 148,00 a arroba, contra R$ 151,00 a arroba em 28
de setembro.
* Goiás (Goiânia) – R$ 138,00 a arroba, ante R$ 143,00 a arroba.
* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 144,00 a arroba, contra R$ 148,00 a arroba.
* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 143,00 a arroba, contra R$ 145,00 a
arroba.
* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 138,00 a arroba, contra R$ 135,00 a arroba.

CÂMBIO: Dólar abre em queda com eleições e de olho no cenário externo

Porto Alegre, 15 de outubro de 2018 – O dólar comercial abriu a semana em
queda reagindo às eleições com o mercado animado com a vantagem do
candidato Jair Bolsonaro (PSL) sobre o candidato do PT, Fernando Haddad, em
linha com as últimas pesquisas divulgadas. Além disso, no exterior, a divisa
cai em relação a maioria das moedas de países emergentes.

Hoje saiu a pesquisa FSB/BTG Pactual mostra Bolsonaro com 59% das
intenções dos votos válidos, enquanto Haddad tem 41%. “A continuidade da
leitura de que Haddad dificilmente conseguirá virar o jogo contra Bolsonaro na
corrida presidencial, que mantém vantagem confortável”, comenta a equipe
econômica da H.Commcor.

No exterior, a cautela prevalece na Europa com a falta de acordo em
relação ao fim do Brexit e também com preocupações com o aumento da tensão
entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita após o desaparecimento de um
jornalista saudita que seria crítico ao seu governo.

“O governo norte-americano, naturalmente, já indicou que pode adotar
sanções, comentários que foram rapidamente retrucados prometendo
retaliação”, dizem os analistas da corretora. O economista-chefe da
SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, acrescenta que o caso eleva a
preocupação dos investidores e os preços do petróleo.

Às 9h49 (de Brasília), a moeda norte-americana tinha queda de 0,84%,
cotada a R$ 3,7470 para venda, depois de oscilar na mínima de R$ 3,7450
(-0,90%) e máxima de R$ 3,7660 (-0,34%). No mercado futuro, o contrato para
novembro caía 1,0%, a R$ 3,751. Lá fora, o Dollar Index recuava 0,12%, acima
dos 95,100 pontos. Entre as moedas de países emergentes, destaque para a alta
de 2% da lira turca. Com informações da Agência CMA.

Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Dólar sobe e chega a R$ 4,20 nesta quinta

Na véspera, moeda dos EUA fechou em queda de 0,12%, a R$ 4,1491 na venda.

O dólar mudou de rumo e passou a subir nesta quinta-feira (13), voltando a rondar nova máxima histórica, com os investidores monitorando a cena eleitoral local e o movimento do câmbio dos demais países emergentes, após a Turquia aumentar os juros, tirando a pressão sobre a moeda do país.

Às 16h19, a moeda norte-americana subia 1,25%, negociada a R$ 4,2011 na venda. Mais cedo, chegou a recuar a R$ 4,1256, e na máxima do dia até o momento chegou a R$ 4,2011.

Na véspera, o dólar fechou em queda de 0,12%, a R$ 4,1491 na venda. Na terça-feira, a moeda encerrou a sessão a R$ 4,1539, renovando o maior valor do ano. No acumulado do ano, a alta é de cerca de 25%.

O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando US$ 4,360 bilhões do total de US$ 9,801 bilhões que vencem em outubro.

Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Máximas da moeda
A maior cotação de fechamento do dólar já registrada foi em 21 de janeiro de 2016, quando a moeda chegou a R$ 4,163 . Já no intradia, a máxima histórica foi registrada em 24 de setembro de 2015 (R$ 4,2484).

Cenário interno e externo
Na cena externa, a busca pelo risco retornou após a China anunciar que recebeu bem o convite dos Estados Unidos para realizar uma nova rodada de discussões comerciais, no momento em que Washington se prepara para intensificar a guerra comercial entre os dois países com tarifas sobre US$ 200 bilhões em bens chineses.

Na Turquia, o Banco Central do país elevou taxa básica de juros do país, de 17,75% para 24%, em uma tentativa para acalmar os mercados financeiros após a inflação ter saltado para o nível mais alto em quase uma década e meia. A alta nos juros veio acima da esperada pelo mercado e pode aliviar as preocupações quanto à influência do presidente Tayyip Erdogan sobre a política monetária.

Além disso, o avanço menor do que o esperado da inflação do consumidor nos Estados Unidos fazia o dólar cair ante uma cesta de moedas, com o mercado respirando aliviado sobre os próximos passos da política monetária da maior economia do mundo.

“Se o núcleo da inflação não melhorar significativamente no próximo ano, isso resultaria em ritmo ainda mais gradual de elevação das taxas”, comentou o analista da gestora CIBC Andrew Grantham, em nota. Juros elevados nos Estados Unidos têm potencial de atrair recursos aplicados em outras praças financeiras, como a brasileira.

Apesar do melhor humor no exterior, o mercado de câmbio local mantinha-se cauteloso nesta sessão por conta da cena eleitoral no Brasil. O destaque do dia é a nova cirurgia do candidato à Presidência da República do PSL, Jair Bolsonaro.

Novo patamar e perspectivas
A recente disparada do dólar, que voltou a romper a barreira dos R$ 4 após 2 anos e meio, acontece em meio às incertezas sobre o cenário eleitoral e também ao cenário externo mais turbulento, o que faz aumentar a procura por proteção em dólar.

Investidores têm comprado dólares em resposta a pesquisas que mostram intenção de voto mais baixa para candidatos considerados mais pró-mercado. Na avaliação do mercado, os candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto são menos comprometidos com determinados modelos de reformas econômicas considerados fundamentais para o ajuste das contas públicas.

As incertezas e o nervosismo geram maior demanda por proteção em dólar, o que pressiona a cotação da moeda. Importadores, empresas com dívidas em dólar e turistas preocupados passam a comprar mais dólares também e contribuem para elevar o preço da moeda norte-americana.

Outro fator que pressiona o câmbio é a elevação das taxas básicas de juros nas economias avançadas como Estados Unidos e União Europeia, o que incentiva a retirada de dólares dos países emergentes. O mercado tem monitorado ainda a guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais e a crise em países como Argentina e Turquia.

A visão dos analistas é de que o nervosismo tende a continuar até que se tenha uma maior definição da corrida eleitoral.

A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 ficou estável em R$ 3,80, segundo último boletim Focus do Banco Central. Para o fechamento de 2019, permaneceu inalterada em R$ 3,70 por dólar.

SOJA: Preços dos fretes oscilam nas principais rotas do país – SAFRAS

Porto Alegre, 2 de agosto de 2018 – Levantamento elaborado por SAFRAS &
Mercado indica que os preços dos fretes oscilaram nas principais rotas de
escoamento do país no período terminado em 1o de agosto.

O frete entre Cascavel e Paranaguá seguiu em R$ 110,00 por tonelada. Entre
Sorriso (MT) e Paranaguá, o preço por tonelada caiu de R$ 340,00 para R$
335,00.

Entre Passo Fundo e Rio Grande, o frete estabilizou em R$ 118,00 por
tonelada. Entre Rio Verde (GO) e o Porto de Santos, os preços permaneceram
em R$ 190,00 por tonelada.

Veja mais no quadro abaixo:

========================================================================
EVOLUÇÃO DOS FRETES - BRASIL
- em R$/tonelada -
------------------------------------------------------------------------
 
     Origem/Destino       1-ago  25-jul  18-jul  11-jul     Há 4    Há 1
          Soja                                           Semanas     Ano
Cascavel/Paranaguá       110,00  110,00  138,64  138,64   138,64  130,00
Londrina/Paranaguá       100,00  100,00  114,07  114,07   114,07  123,00
P.Grossa/ Paranaguá       59,00   59,00   59,25   59,25    59,25   60,00
Rondonópolis/Paranaguá   265,00  260,00  265,00  270,00   305,00  230,00
Primavera/Paranaguá      280,00  275,00  280,00  280,00   330,00  240,00
Sorriso/Paranaguá        335,00  340,00  340,00  340,00   430,00  300,00
Sorriso/Santos           345,00  350,00  350,00  350,00   440,00  320,00
Dourados/Paranaguá       173,00  178,00  169,00  169,00   169,00  195,00
Passo Fundo/Rio Grande   118,00  118,00  119,05  119,05   119,05   68,00
Ijuí/Rio Grande           95,00   95,00  110,61  110,61   110,61   65,00
Porto Alegre/Rio Grande*  35,00   35,00   35,00   35,00    38,00   38,00
Rio Verde/Santos         190,00  190,00  200,00  200,00   200,00  200,00
Orlândia/Santos**        110,00  110,00  127,00  127,00   120,00  102,00
Uberlândia/Vitória       280,00  280,00  280,00  280,00   280,00  180,00
 
         Farelo
P.Grossa/Paranaguá        59,00   59,00   59,25   59,25    59,25   60,00
Porto Alegre/Rio Grande*  35,00   35,00   35,00   35,00    38,00   38,00
 
          Óleo
P.Grossa/Paranaguá        75,00   75,00   77,50   77,50    77,50   75,00
Porto Alegre/Rio Grande*  44,00   44,00   44,00   44,00    45,00   43,00
 
obs: (*) Frete fluvial
     (**) Valores com 12% de ICMS
 
Fonte: SAFRAS & Mercado

EUA: Mercados não operam amanhã – Dia da Independência

Porto Alegre, 4 de julho de 2018 – Os mercados financeiro e agrícola dos
Estados Unidos não operarão nesta quarta-feira, 4, devido ao feriado do Dia da
Independência norte-americana.

Com isso, as bolsas de Chicago para grãos e cereais (soja, subprodutos,
trigo e milho), o mercado financeiro em Wall Street e a bolsa de Nova York para
soft commodities (algodão, cacau, café, suco de laranja e açúcar) não
abrirão.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

GRÃOS: Tabela de fretes gera prejuízo de R$10 bi a soja e milho, diz CNA

Porto Alegre, 20 de junho de 2018 – Com 20 dias em vigor, a primeira
tabela de preços mínimos para o frete rodoviário causou prejuízo de cerca de
10 bilhões de reais aos setores de soja e milho, reflexo de uma elevação
média de 40 por cento no valor do transporte, informou nesta quarta-feira a
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Além disso, segundo a entidade, os prejuízos nos terminais portuários
somam cerca de 135 milhões de reais, por conta de 60 navios parados. Também
segundo levantamento da CNA, nesses 20 dias cerca de 6,8 milhões de toneladas
de soja e farelo deixaram de ser levadas aos portos e exportadas.

Os dados foram apresentados pela CNA em audiência para debater a
legalidade da tabela no Supremo Tribunal Federal (STF), na qual o ministro Luiz
Fux está ouvindo todas as partes envolvidas, como representantes dos
caminhoneiros e dos empresários que contratam o transporte de cargas.

As informações são da Agência Reuters Brasil.

Revisão: Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência
SAFRAS

Relatório de oferta e demanda USDA – Junho 2018 (SOJA)

 SOYBEAN (Soja)  2017 / 2018 - Milhões de Tons 							
							
		 E.INICIAL 	 PRODUÇÃO 	 IMP. 	 CONS. DOM. 	 EXP. 	 E. FINAL 
MAIO	 MUNDO 	 96,39 	         336,70 	 152,63   342,29        151,26 	  92,16 
JUNHO		 97,38 	         336,70 	 152,96   342,44 	152,11 	  92,49 
							
MAIO	 EUA 	 8,21 	         119,52 	 0,68 	 57,78 	        56,20 	  14,43 
JUNHO		 8,21 	         119,52 	 0,68 	 58,46 	        56,20 	  13,75 
							
MAIO	 BRASIL  25,47 	         117,00 	 0,20 	 46,50 	        73,30 	  22,87 
JUNHO		 26,46 	         119,00 	 0,23 	 46,54 	        74,65 	  24,50 
	  						
MAIO	 ARG	 36,22 	         39,00 	         3,10 	 45,35 	         4,20 	  28,78 
JUNHO		 36,22 	         37,00 	         3,35 	 44,92 	         3,50 	  28,15 
							
MAIO	 CHINA 	 20,39 	         14,20 	         97,00 	 110,80 	 0,15 	  20,64 
JUNHO		 20,39 	         14,20 	         97,00 	 110,80 	 0,15 	  20,64 


 SOYBEAN (Soja)  2018 / 2019 - Milhões de Tons 							
							
		 E.INICIAL 	 PRODUÇÃO 	 IMP. 	 CONS. DOM. 	 EXP. 	 E. FINAL 
ABRIL	 MUNDO 	  92,16 	 354,54 	159,54 	 357,72 	 161,82   86,70 
MAIO		  92,49 	 355,24 	159,37 	 357,70 	 162,37   87,02 
							
ABRIL	 EUA 	  14,43 	 116,48 	 0,68 	 57,98 	         62,32 	  11,29 
MAIO		  13,75 	 116,48 	 0,68 	 58,11 	         62,32 	  10,48 
							
ABRIL	 BRASIL   22,87 	 117,00 	 0,40 	 46,77 	         72,30 	  21,20 
MAIO		  24,50 	 118,00 	 0,23 	 46,78 	         72,95 	  23,00 
	  						
ABRIL	 ARG	  28,78 	 56,00 	         1,85 	 48,94 	         8,00 	  29,69 
MAIO		  28,15 	 56,00 	         1,85 	 48,94 	         8,00 	  29,06 
							
ABRIL	 CHINA 	  20,64 	 14,10 	        103,00 	 118,40 	 0,15 	  19,19 
MAIO		  20,64 	 14,10 	        103,00 	 118,40 	 0,15 	  19,19 

Relatório de oferta e demanda USDA – Junho 2018 (MILHO)

CORN (milho) 2017/2018 - Milhões de Tons							
							
		 E.INICIAL 	 PRODUÇÃO 	 IMP. 	 CONS. DOM. 	 EXP. 	 E. FINAL 
MAIO	 MUNDO 	 227,53 	 1.036,66 	145,83 	 1.069,34 	151,10 	 194,85 
JUNHO		 227,89 	 1.034,77       145,80 	 1.069,97       151,51 	 192,69 
							
MAIO	 EUA 	 58,25 	         370,96 	 1,27 	 318,53 	 56,52 	 55,44 
JUNHO		 58,25 	         370,96 	 1,14 	 318,53 	 58,42 	 53,40 
							
MAIO	 BRASIL  14,02 	         87,00 	         0,40 	 62,00 	         30,00 	 9,42 
JUNHO		 14,02 	         85,00 	         2,50 	 62,00 	         29,00 	 8,52 
							
MAIO	 ARG 	 5,28 	         33,00 	         0,01 	 9,80 	         25,00 	 3,48 
JUNHO		 5,28 	         33,00 	         0,01 	 9,80 	         25,00 	 3,48 
							
MAIO	 CHINA 	 100,71 	 215,89 	 4,00 	 241,00 	 0,05 	 79,55 
JUNHO		 100,71 	 215,89 	 4,00 	 241,00 	 0,05 	 79,55 



CORN (milho) 2018/2019  - Milhões de Tons							
							
		 E.INICIAL 	 PRODUÇÃO 	 IMP. 	 CONS. DOM. 	 EXP. 	 E. FINAL 
MAIO	MUNDO	 194,85 	 1.056,70 	153,01 	 1.091,77 	158,02 	 159,15 
JUNHO		 192,69 	 1.052,42       151,61 	 1.090,42       156,02 	 154,69 
							
MAIO	EUA	 55,44 	         356,63 	 1,27 	 317,26 	 53,34 	 42,73 
JUNHO		 53,40 	         356,63 	 1,27 	 317,90 	 53,34 	 40,07 
							
MAIO	BRASIL	 9,42 	         96,00 	         0,70 	 65,50 	         31,00 	 9,62 
JUNHO		 8,52 	         96,00 	         0,70 	 65,50 	         31,00 	 8,72 
							
MAIO	ARG	 3,48 	         41,00 	         0,01 	 12,00 	         27,00 	 5,49 
JUNHO		 3,48 	         41,00 	         0,01 	 12,00 	         27,00 	 5,49 
							
MAIO	CHINA	 79,55 	         225,00 	 5,00 	 249,00 	 0,05 	 60,50 
JUNHO		 79,55 	         225,00 	 5,00 	 249,00 	 0,05 	 60,50 

GRÃOS: CIG corta safra global 17/18 em 2 milhões para 2,091 bi de toneladas

Porto Alegre, 24 de maio de 2018 – O Conselho Internacional de Grãos
(CIG) cortou sua projeção para a safra global 2017/18 em 2 milhões de
toneladas, para 2,091 bilhão de toneladas devido às menores expectativas para
a produção de soja. A nova estimativa representa uma queda de 2,3% na
comparação dom a temporada anterior, quando foram produzidas 2,139 bilhões de
toneladas no mundo.

A produção de soja deve cair em 3 milhões de toneladas, sendo estimada
em 336 milhões de toneladas. A safra 2017/18 de milho é estimada em 1,044
bilhão de toneladas, queda de 2 milhões de toneladas. O CIG elevou a safra de
arroz em 2 milhões de toneladas para 488 milhões. A produção de trigo foi
mantida em 758 milhões de toneladas.

Para 2018/19, o CIG elevou a projeção em 1 milhão de toneladas, para
2,089 milhões de toneladas. Este número significaria a segunda temporada de
quedas na produção após o recorde de 2016/17.

As informações são da Dow Jones.

Revisão: Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência
SAFRAS

TRANSPORTES: Temer reúne ministros para discutir greve dos caminhoneiros

Porto Alegre, 24 de maio de 2018 – Antes de viajar para Porto Real (RJ) e
Belo Horizonte (MG), o presidente Michel Temer coordena hoje (24), a partir das
8h45, no Palácio do Planalto, reunião para discutir o impasse em torno dos
preços dos combustíveis. A conversa ocorre no dia seguinte ao anúncio da
Petrobras de redução de 10% no valor do diesel nas refinarias por 15 dias.

Temer convocou para a reunião os ministros Eduardo Guardia (Fazenda),
Moreira Franco (Minas e Energia),Valter Casemiro (Transportes, Portos e
Aviação), o presidente da Petrobras, Pedro Parente, e o secretário da Receita
Federal, Jorge Rachid.

Com a decisão de ontem (23) da Petrobras, o governo espera conseguir
negociar com o movimento dos caminhoneiros, que hoje atinge o quarto dia de
greve, paralisando o abastecimento de vários setores no país. Os caminhoneiros
se queixam do preço final do diesel.

Trégua

Após a reunião do presidente Temer com os ministros, a previsão é de
que outra conversa ocorra ao longo do dia. Será a vez de os ministros se
reunirem com as lideranças dos caminhoneiros, a exemplo do que ocorreu ontem,
no Palácio do Planalto. O objetivo é conseguir um acordo para encerrar a
paralisação e acabar com o bloqueia das rodovias e a ameaça de
desabastecimento em vários setores.

Porém, líderes dos caminhoneiros disseram ontem que o anúncio da
Petrobras, de redução de 10% do preço do diesel por 15 dias, não resolve e
que, assim, a paralisação continuará.

As informações são da agência Brasil.

Notícias sobre o plantio nos EUA

SOJA: USDA aponta plantio em 56% nos Estados Unidos, acima da média
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório
sobre a evolução de plantio das lavouras de soja. Até 20 de maio, a área plantada estava apontada em 56%.
Em igual período do ano passado, a semeadura era de 50%. A média é de 44%. Na semana passada, o número era de 35%.

TRIGO PRIMAVERA: USDA aponta plantio em 79% nos Estados Unidos
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório
sobre a evolução do plantio das lavouras de trigo primavera. Até 20 de maio, o plantio estava apontado em 79%.
Em igual período do ano passado, o número estava em 88% e a média dos últimos cinco anos é de 80%. Na semana anterior,
a semeadura estava em 58%.

MILHO: USDA aponta plantio em 81% nos Estados Unidos, dentro da média
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório
sobre a evolução do plantio das lavouras de milho. Até 20 de maio, a área plantada estava estimada em 81%.
Em igual período do ano passado, o número era de 82%. A média para os últimos cinco anos é de 81%. Na semana anterior, o número era de 62%.

CARNES: Custos de produção de suínos e frangos disparam em março – Embrapa

Os custos mensais de produção de
suínos e de frangos de corte calculados pela CIAS, a Central de Inteligência
de Aves e Suínos da Embrapa (www.embrapa.br/suinos-e-aves/cias) subiram
7,28% e 4,71%, respectivamente, no mês de março em relação a fevereiro. O
ICPSuíno/Embrapa fechou em 222,62 pontos, enquanto o ICPFrango/Embrapa
chegou aos 209,16 pontos.

Os aumentos foram devidos, principalmente, às variações no item de custo
“nutrição animal”. Os gastos com as rações subiram 7,11% em relação a
fevereiro no caso dos suínos e 4,64% para os frangos de corte. No ano, a
inflação apenas da nutrição já acumula 10,83% para os suínos e 8,69% para
os frangos de corte.

O ICPSuíno aumenta desde julho de 2017, quando marcou 180,78 pontos.
Apenas em 2018, o índice já subiu 11,10%. O ICPFrango também aumenta
sucessivamente desde agosto de 2017, quando marcava 173,91 pontos. Em 2018,
o índice dos frangos de corte já acumula 9,75%.

Com o aumento nos ICPs, o custo de produção do quilo de suíno vivo em
ciclo completo em Santa Catarina passou de R$ 3,63 em fevereiro para R$ 3,89
em março. Já o custo de produção de frango de corte no Paraná, calculado a
partir dos resultados de custos de produção para aviário tipo climatizado em
pressão positiva, passou de R$ 2,58 para R$ 2,70 por quilo vivo em março.
Ambos estados são usados como referência por serem os maiores produtores
nacionais.

Os índices de custos de produção foram criados em 2011 pela equipe de
socioeconomia da Embrapa Suínos e Aves e Conab. Com informações da
assessoria de imprensa da Embrapa Suínos e Aves.

Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Dólar recua pela 3ª vez e trava negócios com soja no Brasil

Porto Alegre, 18 de abril de 2018 – Os preços da soja oscilaram entre
estáveis e mais baixos nesta quarta-feira no mercado brasileiro. A terceira
queda consecutiva do dólar e o recuo das primeiras posições em Chicago
pesaram sobre as cotações.

Os agentes se afastaram do mercado. O produtor considera os atuais níveis
pouco atrativos e adota uma postura defensiva. Como resultado, apenas escassos
negócios foram fechados e envolvendo pequenos volumes.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos passou de R$ 81,00 para R$ 80,50.
Na região das Missões, a cotação recuou de R$ 80,50 para R$ 80,00. No porto
de Rio Grande, as cotações baixaram de R$ 86,50 para R$ 86,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço seguiu em R$ 79,00. No porto de
Paranaguá (PR), a saca caiu de R$ 86,00 para R$ 85,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca baixou de R$ 74,00 para R$ 73,50. Em Dourados
(MS), a cotação estabilizou em R$ 74,00. Em Rio Verde (GO), a saca se manteve
em R$ 74,50.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mistos. As primeiras posições
recuaram e as mais distantes registraram leve alta.

O mercado apresentou mais um dia de volatilidade, com dificuldades para
adotar um direcionamento. As primeiras posições foram pressionadas pela
preocupação com a crescente tensão comercial entre China e Estados Unidos.

Depois que a China sobretaxou as importações de sorgo em mais de 170%, o
mercado teme que a soja possa ser atingida por retaliações. Já as posições
mais distantes ainda conseguiram encontrar suporte na previsão de chuvas para o
Meio Oeste americano, que poderiam atrasar os trabalhos iniciais de plantio.

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de
4,25 centavos de dólar (0,4%), a US$ 10,41 3/4 por bushel. A posição julho
teve cotação de US$ 10,53 1/4 por bushel, perda de 4,00 centavos de dólar, ou
0,37%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo recuou US$ 4,50 por tonelada
(1,18%), sendo negociada a US$ 376,60 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em maio fecharam a 31,43 centavos de dólar, ganho de 0,24 centavo
ou 0,76%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação com baixa de 0,79%, cotado a R$
3,3790 para a compra e a R$ 3,3810 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,3750 e a máxima de R$ 3,4040.

Agenda de quinta

– Eurozona: a leitura final do índice de preços ao consumidor de março será
publicada às 6h pela Eurostat.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza, a partir das 10 horas,
dois novos leilões de arroz.

– Desenvolvimento das lavouras da Argentina – Bolsa de Cereais de Buenos
Aires, às 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

– Relatório mensal com projeções de safra e desenvolvimento das lavouras
argentinas – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Com dólar em queda, soja tem dia de poucos negócios no Brasil

Porto Alegre, 11 de abril de 2018 – O mercado brasileiro de soja teve um
dia de poucos negócios e de preços regionalizados, predominando cotações
mais baixas. O dólar caiu e Chicago encerrou em baixa, após subir na maior
parte da sessão. Os produtores estão segurando a oferta e apostam em preços
ainda melhores.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 80,50 para R$ 80,00. Na
região das Missões, a cotação baixou de R$ 80,00 para R$ 79,50. No porto de
Rio Grande, as cotações recuaram de R$ 87,00 para R$ 86,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 79,50 para R$ 80,00. No porto
de Paranaguá (PR), a saca permaneceu em R$ 86,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca ficou em R$ 75,00. Em Dourados (MS), a
cotação avançou de R$ 74,00 para R$ 75,00. Em Rio Verde (GO), a saca
estabilizou em R$ 69,50.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos, mudando de direção no
final do dia. Os agentes decidiram realizar lucros.

Na maior parte da sessão, o mercado foi impulsionado pelo relatório de
abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que indicou
estoques americanos e mundiais abaixo do esperado. O Departamento também
cortou a previsão de safra da Argentina.

Outro fator de sustentação foi a sinalização de demanda aquecida pela
soja dos Estados Unidos. Hoje, foram anunciadas novas vendas para o México –
141,5 mil toneladas – e para a Argentina – 120 mil toneladas – por parte
dos exportadores privados.

As exportações para a Argentina estão surpreendendo os agentes. Entre
ontem e hoje foram 240 mil toneladas anunciadas. O país sul-americano enfrentou
uma prolongada estiagem que quebrou a sua safra e já procura soja no exterior.

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de
2,25 centavos de dólar (0,21%), a US$ 10,47 por bushel. A posição julho
teve cotação de US$ 10,58 3/4 por bushel, perda de 1,50 centavo de dólar, ou
0,14%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo caiu US$ 3,70 por tonelada
(0,96%), sendo negociada a US$ 380,20 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em maio fecharam a 31,53 centavos de dólar, perda de 0,32 centavo
ou 1%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação em queda de 0,76%, cotado a R$
3,3850 para compra e a R$ 3,3870 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,3760 e a máxima de R$ 3,4240.

Agenda de quinta

– Eurozona: a produção industrial de fevereiro será publicada às 6h pela
Eurostat.

– Eurozona: a ata da reunião de política monetária dos dias 7 e 8 de março
será publicada às 8h30 pelo Banco Central Europeu (BCE).

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Desenvolvimento das lavouras da Argentina – Bolsa de Cereais de Buenos
Aires, às 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.