CÂMBIO: Recuo de abertura na China e temor por inflação global geram dólar volátil

  São Paulo, 9 de junho de 2022 – O dólar opera misto, instável. Notícias de um possível recuo no afrouxamento das restrições em Xangai e Pequim, na China, deixam os mercados em alerta. As tensões globais com o descontrole inflacionário também afetam o câmbio.

  Segundo a agência Reuters, as duas cidades chinesas voltaram a ficar sob alerta com a covid-19 após Xangai anunciar a realização de testes em massa e impor novas restrições, como o fechamento de locais de entretenimento.

  De acordo com o sócio fundador da Pronto! Invest, Vanei Nagem, o dólar está próximo do zero, e isso demonstra cautela do mercado. Nagem também entende que o discurso de hoje da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, indicou que o aumento dos juros de aproximam.

  Nagem demonstrou preocupação com a questão fiscal: A judicialização da Eletrobras travaria a privatização. O mercado também teme que o (presidente, Jair) Bolsonaro não cumpra um eventual acordo com os governadores.

  Para a economista-chefe do Banco Ourinvest, Fernanda Consorte, dois pontos sustentam a volatilidade recente: a pressão internacional negativa, devido às preocupações persistentes com a inflação e medidas dos bancos centrais ao redor do mundo para tentar conter a inflação, e o outro são as ameaças fiscais no Brasil, ainda em torno dos projetos do governo para tentar diminuir o preço dos combustíveis. O mercado parece que está sem saber qual será o real impacto.

  Por volta das 14h25 (horário de Brasília), o dólar comercial subia 0,02%, cotado a R$ 4,8900 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em julho de 2022 recuava 0,23%, cotado a R$ 4.920,00.

Paulo Holland / Agência CMA

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CÂMBIO:Real segue fortalecido mas Fed incertezas domésticas entram no radar

Porto Alegre, 31 de maio de 2022 – O dólar opera em discreta queda, tentando firmar direção. A reabertura chinesa, que valoriza as commodities, segue fortalecendo o real, mas o mercado começa a demonstrar preocupação com a próxima reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que ocorre junho, e pode dar indícios de uma postura mais hawkish (dura, propensa ao aumento dos juros), assim como ruídos internos que voltam a ganhar força.

  Para a economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelamlack,”seguimos em compasso de espera para a próxima reunião do Fed e mais notícias sobre a China, de onde podem surgir surpresas”.

  Abdelmalack enfatiza que o real, que acumula alta de 15,0% em 2022, tende a sofrer um revés a curto prazo. “Não é impossível que ele quebre a barreira dos R$ 4,70, mas o risco Brasil voltou a ficar mais latente, com as incertezas fiscais e políticas, assim como a aproximação das eleições”, opina.

 Segundo o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno, “os dados da China acima do esperado deram suporte para o real, além do fechamento da Ptax”.

 A economista e estrategista de câmbio do Banco Ourinvest, Cristiane Quartaroli, entende que os ativos locais tendem a se beneficiar com a privatização da Eletrobras, que deve acontecer nas próximas semanas, embora a inflação global continue no radar.

 A Federação Chinesa de Logística e Compras (CFLP, da sigla em inglês), divulgou o seu PMI (Purchasing Managers Index, ou índice de gerentes de compras) de maio, que ficou em 49,6 pontos. Em abril, o índice havia registrado 47,4 pontos.

  Há pouco, o dólar comercial caía 0,10%, cotado a R$ 4,7490para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em junho de 2022 recuava 0,57%, cotado a R$ 4.728,50.

    As informações partem da Agência CMA.

Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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CÂMBIO: Dólar acelera ritmo de queda com menor aversão ao risco

   Porto Alegre, 27 de maio de 2022 – O dólar opera em queda, firmando direção. O intenso fluxo estrangeiro na bolsa brasileira e o ambiente externo de maior apetite ao risco dão força à moeda brasileira, que também é beneficiada pelos novos estímulos que o governo chinês visa dar à economia.

   De acordo com o economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira, “o dólar está caindo lá fora, com os dados americanos que vieram neutros. A perspectiva de mais estímulos na China é positiva, mas existe a percepção de politização na tolerância zero ao covid no país, com a aproximação das eleições”, analisa.

   Para o sócio fundador da Pronto! Invest, Vanei Nagem, “o cenário externo é positivo, com o mercado entendendo que talvez a recuperação econômica chinesa e americana seja mais rápida do que se imaginava”.

    Nagem enfatiza que o capital estrangeiro que entra na bolsa é majoritariamente especulativo. Aliado à Selic (taxa básica de juros), o fluxo faz com que o real ganhe força.

    Por volta das 14h33 (horário de Brasília), o dólar comercial caía 0,56%, cotado a R$ 4,7340 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em junho de 2022 recuava 0,66%, cotado a R$ 4.737,00.

     As informações são da Agência CMA.

    Revisão: Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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CÂMBIO: Dólar comercial cai mais de 1%, refletindo menor aversão ao risco e preocupação com PIB dos EUA

   São Paulo, 26 de maio de 2022 – O dólar comercial fechou a R$ 4,761 para venda, com desvalorização de 1,24%. Em dia de menor aversão ao risco no mercado financeiro global, a moeda americana foi pressionada pelos fracos números do PIB dos Estados Unidos. O dia foi também de absorção da ata da mais recente da reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, divulgada ontem, e que veio ao encontro das expectativas dos investidores.

   O diretor de alocação e distribuição da InvestSmart XP, André Meirelles, indicou PIB e ata como os principais drivers do câmbio nesta quinta. “A ata contribuiu para o alívio do dólar em relação ao real, visto que o comunicado foi em linha com o esperado pelo mercado, apesar de intensificar a preocupação com a inflação e a possibilidade de elevar os juros acima do patamar neutro”.

   Segundo ele, a ata sem grandes surpresas, somada a perspectiva de que o PIB abaixo do esperado influencie a decisão do Fed de manter os juros em um patamar próximo ao neutro, ajudaram a reduzir a aversão ao risco, o que contribui perda de força do dólar frente as outras moedas. “Aqui no Brasil, a entrada de divisas também é beneficiada pelo aumento no preço das commodities”, completou Meirelles.

   Conforme o sócio da Levante Investimentos, Enrico Cozzolino, o dia foi de respiro do real, com as commodities impulsionando o fluxo estrangeiro, além dos juros elevados praticados no Brasil. Cozzolino alertou, no entanto, para os riscos político e fiscal, mas que não impactaram na sessão de hoje.

   De acordo com o economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Nicolas Borsoi, há “um ponto de indefinição quanto aos rumos do mercado”. Borsoi vê um cabo de guerra entre duas forças distintas: “Existe a perspectiva de enfraquecimento do dólar, com os dados vindo abaixo do esperado. E isso tende a beneficiar o real. O crescimento da China, porém, é preocupante, e isso pesa sobre a nossa moeda”, contextualiza.

   Além disso, Borsoi mostrou preocupação com a discussão sobre o teto do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e uma eventual troca no conselho da Petrobras, situações que poderiam gerar uma percepção no quadro fiscal.

   Para o analista da Ouro Preto Investimentos, Bruno Komura, “a ata do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) parece atrasada. Os riscos de recessão nos Estados Unidos são cada vez maiores, o mercado mudou muito nas últimas semanas e isso tem gerado volatilidade no câmbio. Existem incertezas de como ele (o Fed) irá lidar com a inflação, muita gente acha que o Fed está atrás da curva”.

   Komura, por outro lado, entende que a China também não inspira otimismo. “Eles têm anunciado vários estímulos, mas o mercado está revendo o crescimento para baixo. Ainda assim a China tem ajudado a nossa balança comercial”, analisa.

Dylan Della Pasqua e Paulo Holland / Agência CMA

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CÂMBIO: Dólar não reage e alta das commodities seguem valorizando real

São Paulo, 20 de maio de 2022 – O dólar ganhou um discreto fôlego, mas segue em sólida queda, firmando direção. A alta das commodities valoriza o real e outras moedas ligadas à exportação de matéria-prima, enquanto o cenário global se mostra mais propenso ao risco.

  De acordo com a economista e estrategista de câmbio do Banco Ourinvst, Cristiane Quartaroli, “hoje estamos com maior apetite ao risco, depois de alguns dias ruins. As commodities continuam favorecendo os países exportadores de matéria-prima, e no caso brasileiro a privatização da Eletrobras é vista como algo positivo”.

  Quartaroli, no entanto, vê a bonança com os dias contados: “A aproximação das eleições e a parte fiscal com o governo oferecendo reajustes a várias categorias preocupa”, ressalta.

  Para o economista da Guide Investimentos, Victor Beyruti, “quando as notícias boas da China chegam, as emergentes ligadas às commodities, como o real, são favorecidas. Com os estímulos, as importações devem aumentar por lá”.

  Beyruti entende, contundo, que o momento não é de euforia, mas de cautela: “A tendência ainda é mais negativa, com problemas no crescimento global e a pressão inflacionária que não mostra nenhum arrefecimento”, analisa. Por volta das 14h25 (horário de Brasília), o dólar comercial caía 0,63%, cotado a R$ 4,8860 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em junho de 2022 recuava 1,03%, cotado a R$ 4.898,50.

Paulo Holland / Agência CMA

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CÂMBIO: Dólar cai com temor por recessão global e descontrole inflacionário

   Porto Alegre, 16 de maio de 2022 – O dólar comercial fechou em queda de 0,11%, cotado a R$ 5,0520. A moeda mostrou volatilidade durante toda a sessão, refletindo a aversão global ao risco, com as incertezas sobre a recuperação econômica chinesa, preocupação com a inflação global e o aumento dos juros nas economias desenvolvidas.

 Segundo o analista da Ouro Preto Investimentos, Bruno Komura, isso é reflexo do movimento de cautela com os números da China. Isso faz com que ocorra uma busca por proteção no dólar, mas o real também ganha força.

  Komura entende que a aversão ao risco ganha cada vez mais força: Existe um temor global com a inflação, algo cada vez mais evidente nas economias desenvolvidas. Os bancos centrais começaram a vocalizar isso, contextualiza.

 Para o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, o dia está sendo marcada por muita volatilidade. Os dados ruins da China deveriam, na teoria, refletir nas commodities, mas as notícias de que o lockdown está relaxando em Xangai, o que é benéfico para o real.

 De acordo com boletim da Ajax Capital, lá fora, os dados mais negativos da atividade econômica chinesa repercutem nas principais bolsas mundiais por conta do aumento das incertezas com o cenário econômico global. Por aqui, ativos locais devem acompanhar exterior mais negativo.

 A produção industrial chinesa, em abril, caiu 2,9% ante projeção de +0,5%, enquanto as vendas no varejo caíram 11,1%, muito acima das estimativas de -6,6%. Já a Comissão Europeia revisou o crescimento da zona do euro de 4,0% para 2,7% em 2022, e de 2.7% para 2,3% em 2023.

    As informações partem da Agência CMA.

Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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CÂMBIO: Com desaceleração econômica mundial e aversão ao risco dólar

    Porto Alegre, 16 de maio de 2022 – O dólar abriu em alta. Uma recessão global é cada vez mais temida, com a desaceleração chinesa, revisão para baixo do crescimento da União Europeia e ciclo de aperto monetário mais agressivo nos Estados Unidos.

   De acordo com boletim da Ajax Capital, lá fora, os dados mais negativos da atividade econômica chinesa repercutem nas principais bolsas mundiais por conta do aumento das incertezas com o cenário econômico global. Por aqui, ativos locais devem acompanhar exterior mais negativo.

   A produção industrial chinesa, em abril, caiu 2,9% ante projeção de +0,5%, enquanto as vendas no varejo caíram 11,1%, muito acima das estimativas de -6,6%. Já a Comissão Europeia revisou o crescimento da zona do euro de 4,0% para 2,7% em 2022, e de 2.7% para 2,3% em 2023.

   Por volta das 9h56 (horário de Brasília), o dólar comercial subia 0,73%, cotado a R$ 5,0950 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em junho de 2022 avançava 0,57%, cotado a R$ 5.117,50. Com informações da Agência CMA.

     Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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CÂMBIO: Puxado por cenário global incerto, dólar fecha em leve queda

Porto Alegre, 12 de maio de 2022 – O dólar comercial fechou em queda de 0,07%, cotado a R$ 5,1410. A moeda oscilou durante toda a sessão, mas ao final o real conseguiu esboçar uma leve correção.

  De acordo com o head de análise macroeconômica da GreenBay Investimentos, Flávio Serrano, “nada marcante está acontecendo hoje. No comparativo com outros dias, a oscilação está modesta, e a meu ver é mais uma correção técnica. Os fundamentos técnicos do real ainda são positivos”.

 Segundo o economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira, “isso se deve ao cenário de ciclo de forte aversão ao risco em curto prazo. Enquanto tudo estiver em aberto, o clima é de cautela”.

 Vieira entende que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) está com receio de falar em verbalizar um aumento mais agressivo nos juros, e que isso aumenta o receio do investidor, além de reforçar o cenário instável do câmbio.

  Para a economista e estrategista de câmbio do Banco Ourinvest, Cristiane Quartaroli, “embora as apostas de ajuste de 0,75% na próxima reunião do Fed, em junho, tenham diminuído, a expectativa é de aperto monetário mais rápido por lá e isso acaba desfavorecendo as moedas emergentes”.

  Quartaroli também observa que o ritmo de crescimento global continua no radar, e que isso gera volatilidade no mercado.

   As informações partem da Agência CMA.

Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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PETRÓLEO: Futuros caem mais de 2% com dólar forte e bloqueios na China

   São Paulo, 9 de maio de 2022 – Os preços dos contratos futuros de petróleo estão em forte queda nesta manhã, pressionados pelo dólar forte e pelas preocupações com a demanda devido aos contínuos bloqueios de coronavírus na China, o maior importador de petróleo do mundo.

   “O dólar atingindo uma nova alta de duas décadas tornou o petróleo mais caro para os detentores de outras moedas”, afirmam analistas da Capital Econpmics.

  Os mercados financeiros globais ficaram assustados com os aumentos das taxas de juros e os temores com a recessão, já que os bloqueios de covid-19 mais rígidos e mais amplos na China levaram a um crescimento mais lento das exportações da segunda economia do mundo em abril.

  Na Rússia, a produção de petróleo aumentou no início de maio em relação a abril e a produção se estabilizou, disse o vice-primeiro-ministro Alexander Novak, depois que a produção caiu no mês passado após as sanções ocidentais impostas pela guerra com a Ucrânia.

   As importações de petróleo pela China caíram 4,8% nos primeiros quatro meses em comparação com o ano passado, mas incluíram um aumento de quase 7% em abril.

   Do lado da oferta, a Arábia Saudita, maior exportador de petróleo do mundo, reduziu os preços do petróleo para a Ásia e a Europa em junho.

   Na semana passada, a Comissão Europeia propôs um embargo gradual ao petróleo russo, elevando os preços do Brent e do WTI pela segunda semana consecutiva. No entanto, a proposta requer uma votação unânime entre os membros da União Europeia nesta semana, o que ainda não aconteceu.

   A proposta da UE foi seguida por uma promessa das nações do G-7 (grupo composto por Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) no domingo de proibir ou eliminar gradualmente as importações de petróleo russo. Washington também impôs novas sanções.

   O Japão, parte do G-7 e um dos cinco maiores importadores de petróleo do mundo, proibirá as importações de petróleo russo “em princípio”, disse o primeiro-ministro Fumio Kishida, acrescentando que isso levará tempo.

  Por volta de 9h28 (horário de Brasília), o preço do contrato do petróleo WTI negociado na Nymex com entrega para junho caía 2,27%, cotado a US$ 107,26 o barril. Já o preço do contrato do Brent negociado na plataforma ICE, com entrega para julho regredia 2,11%, cotado a US$ 110,06 o barril.

    Julio Viana / Agência CMA

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CÂMBIO: Fed mais agressivo e queda das commodities fortalecem dólar

   Porto Alegre, 9 de maio de 2022 – O dólar abriu em forte alta. O temor que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) prolongue o ciclo de aperto monetário para conter a inflação segue fortalecendo a moeda dos Estados Unidos, em um cenário de queda nos preços das commodities.

    Para o diretor superintendente de câmbio da Correparti Corretora, Jefferson Rugik, “os mercados acionários iniciam a semana com um viés fortemente negativo, com os investidores preocupados com que o Fed siga apertando a sua política econômica de forma mais agressiva para combater a inflação alta”.

    Rugik enfatiza que o dólar não ganha apenas dos seus pares, mas também de moedas emergentes ligadas às commodities: “A semana promete ser de forte volatilidade e amplitude, com novos dados de inflação nos Estados Unidos e comentários de ‘Fed Boys'”, projeta.

   Por volta das 9h32 (horário de Brasília), o dólar comercial subia 1,06%, cotado a R$ 5,1280 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em junho de 2022 avançava 0,88%, cotado a R$ 5.162,00. Com informações da Agência CMA.

     Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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CÂMBIO: Dólar vira e passa a operar em queda, em sessão volátil

  Porto Alegre, 27 de abril de 2022 – O dólar virou e passou a operar em queda. A sessão de hoje está sendo marcada pela volatilidade, sem um rumo definido, gerada pelas expectativas com a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), na próxima semana.

  Para o analista da Ouro Preto investimentos, Bruno Komura, “o mercado está de lado, mas a inflação ainda dá um alívio na curva de juros. O mercado reagiu positivamente à China, mas a espera é pelo Comitê de Política Monetária (Copom) e Fomc, que deve ter um discurso mais hawkish (duro). Isso deve fazer com que o dólar suba ainda mais na próxima semana”.

 De acordo com boletim da Ajax Capital, “os ativos locais devem acompanhar recuperação externa”. O informativo, contudo, destaca que os investidores estarão atentos à medida provisória (MP) que eleva o valor do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 e os impactos e ruídos fiscais que esta manobra pode causar.

  Há pouco, o dólar comercial caía 0,90%, cotado a R$ 4,9450 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em maio de 2022 recuava 0,34%, cotado a R$ 4.989,50.

   As informações partem da Agência CMA.

Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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CÂMBIO: Puxado por aversão ao risco, dólar se aproxima dos R$ 5,00

   São Paulo, 26 de abril de 2022 – O dólar acelerou o ritmo de alta e já flerta com os R$ 5,00. As incertezas sobre a retomada econômica chinesa ganham força, ao mesmo tempo que a tensão aumenta com a aproximação da próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), na próxima semana. O clima de aversão ao risco é global, e afeta especialmente as moedas emergentes.

  Para o economista da Guide Investimentos, Victor Beyruti, “a possibilidade de Pequim entrar em lockdown contribuiu diretamente para afetar mais as moedas emergentes”. Beyruti acredita que o fed# mais agressivo afete o desenvolvimento futuro: “O cenário é desafiador para o crescimento global.

  Por mais que os juros brasileiros continuem convidativos, a situação mudou nas últimas semanas: “Estávamos muito baratos, com o Banco Central (BC) subindo a Selic (taxa básica de juros) de modo antecipado. Também houve uma piora no cenário fiscal, além das incertezas fiscais e ruídos entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e Governo”, contextualiza Beyruti.

   De acordo com a economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelmalack, “à medida que o Fomc se aproxima, o espaço para a valorização do real fica reduzido. Em conjunto, temos a China, que preocupa os mercados com o avanço dos lockdowns. Isso afeta a cadeia de suprimentos e a inflação”.

   Abdelmalack explica que este movimento acaba afetando as moedas emergentes, fortemente atreladas às commodities, e consequentemente valoriza o dólar globalmente.

   Por volta das 11h42 (horário de Brasília), o dólar comercial subia 2,35%, cotado a R$ 4,9930 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em maio de 2022 avançava 2,31%, cotado a R$ 4.998,50.

    Paulo Holland / Agência CMA

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CÂMBIO: Fed duro, aversão ao risco e problemas fiscais impulsionam dólar

   Porto Alegre, 25 de abril de 2022 – O dólar abriu a sessão em alta. Assim como observado na última sexta, o movimento global segue em forte aversão ao risco, com o receio de uma política de juros mais dura nos Estados Unidos e novo surto de Covid-19 na China. Já no Brasil, as incertezas fiscais e políticas continuam, o que também é desfavorável ao real.

   Para o diretor de câmbio da Correparti, Jefferson Rugik, “os investidores estão preocupados com o aumento de juros mais agressivo nos Estados Unidos e com o retorno das preocupações com a Covid-19, após novos surtos do coronavírus na China”.

   Além de destacar que o dólar opera em modo vencedor nos mercados globais, Rugik é enfático falar sobre a situação doméstica: “Parece que os participantes do mercado acordaram para os nossos riscos fiscais, em um ano de eleições com o ambiente eleitoral polarizado”, ressalta.

   Por volta das 9h33 (horário de Brasília), o dólar comercial subia 0,31%, cotado a R$ 4,8210 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em maio de 2022 avançava 0,39%, cotado a R$ 4.829,00. Com informações da Agência CMA.

SOJA: Digerindo queda nas importações da China, Chicago cai

   Porto Alegre, 13 de abril de 2022 – Os contratos da soja em grão registram preços mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado é pressionado pela queda nas importações de soja em grão pela China no mês de março, que somaram 6,35 milhões de toneladas. No mesmo mês do ano passado, atingiu 7,77 milhões de toneladas.

   Segundo dados alfandegários, a queda refletiu o atraso dos embarques no Brasil por clima adverso e a menor demanda em virtude das margens mais fracas de esmagamento na China.

    No acumulado do ano, as importações chinesas somam 20,28 milhões de toneladas, baixa de 4,2% sobre igual período do ano anterior. As informações são da Agência Reuters, que divulgou dados da Administração Geral da Alfândega.

   Os contratos com vencimento em maio de 2022 operam cotados a US$ 16,61 1/2 por bushel, perda de 8,75 centavos de dólar por bushel ou 0,52% em relação ao fechamento anterior.

    Ontem, o mercado foi sustentado pelo bom desempenho do petróleo e pelo quadro de aperto na oferta mundial de óleos vegetais.

   Com a perspectiva de retomada da demanda com o afrouxamento do locldown na China, o barril do petróleo subiu em torno de 6% em Londres e em Nova York. A alta do óleo impulsionou as cotações das commodities de forma generalizada. A soja seguiu ainda o comportamento dos vizinhos trigo e milho, que seguem preocupados com o abastecimento global em meio à guerra na Ucrânia.

    Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 15,00 centavos de dólar por bushel ou 0,90% a US$ 16,70 1/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 16,60 1/2 por bushel, com ganho de 19,75 centavos ou 1,2%.

     Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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CÂMBIO: Dólar opera em alta, puxado por aversão global ao risco

    Porto Alegre, 5 de abril de 2022 – O dólar opera em alta, com alguma volatilidade. Em um cenário global de aversão ao risco com a manutenção do conflito na Ucrânia, as commodities e os juros praticados no Brasil tendem a fortalecer o real.

    De acordo com a equipe da Ouro Preto Investimentos, “o dólar deve não apenas quebrar a barreira dos R$ 4,60, mas também a dos R$ 4,50. O fluxo está muito forte. Além disso, nada indica que a guerra irá acabar logo, o que beneficia o mercado de commodities”.

    Além das commodities, os altos juros praticados no Brasil ainda são convidativos: “Ainda tem bastante recurso estrangeiro para vir, com a curva de juros caindo a curtíssimo prazo, beneficiada pelo câmbio, e que ajuda o Banco Central a manter o término do ciclo de aperto monetário em 12,75%”, contextualiza a Ouro Preto.

    Por volta das 10h33 (horário de Brasília), o dólar comercial subia 0,58%, cotado a R$ 4,6360 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em maio de 2022 avançava 0,84%, cotado a R$ 4.668,00. Com informações da Agência CMA.

CÂMBIO: Descontrole inflacionário volta ao radar e dólar passa a subir

Porto Alegre, 24 de março de 2022 – O dólar virou e passou a subir, ainda sem direção definida. Por mais que as commodities e a Selic (taxa básica de juros) ainda joguem a favor da moeda brasileira, o descontrole inflacionário volta a preocupar o mercado.

  Para o sócio-fundador da Pronto! Invest, Vanei Nagem, “o que favorece o fluxo são juros e bolsa. As commodities, no momento, estão ajudando mais a equilibrar o aumento de custos como os insumos agrícolas do que fortalecendo o real”.

  Nagem acredita que o avanço do real tende a não perder força: “Ainda hoje deve fechar abaixo dos R$ 4,80, e até a próxima semana chegar em R$ 4,60.

 Já está no nível pré-Covid. Ainda somos um porto seguro em termos de juros”, observa.

  Este avanço, contudo, acaba mascarando problemas estruturais como a parte fiscal, diz Nagem, que relembra que o “governo não fez a lição de casa e isso não significa que o país esteja bem”.

  De acordo com a equipe da Ouro Preto Investimentos, “o movimento agora é ligado ao petróleo, com o capital estrangeiro buscando países fortemente ligados a esta commodity, como é o caso do Brasil, que ainda em um diferencial de juros altíssimos, que devem estacionar na casa dos 13%, enquanto os Estados Unidos ainda estão no começo deste ciclo”.

  O efeito de outras commodities importantes para a economia brasileira, no momento, é outro: “O impacto disso será observado mais na balança comercial”, analisa a Ouro Preto.

  Há pouco, o dólar comercial subia 0,14%, cotado a R$ 4,8500 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em abril de 2022 avançava 0,54%, cotado a R$ 4.862,00.

    As informações partem da Agência CMA.

Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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CÂMBIO: Alta global das commodities derruba dólar

Porto Alegre, 21 de março de 2022 – O dólar opera em queda, com rumo definido. A alta global das commodities, em um cenário com baixa aversão ao risco, beneficiam a moeda brasileira.

 Para o economista-chefe do Banco Alfa, Luis Otavio Leal, “o movimento de hoje está mostrando que o que vale, neste momento, são as commodities. O problema é quando ocorrer um clima de aversão ao risco”. O economista acredita que este quadro com uma piora no conflito na Ucrânia ou uma eventual queda das commodities.

 Leal crê que, de certo, o Brasil se beneficia com a tensão geopolítica, principalmente por estar localizado distante dele. “O aumento das commodities deve impactar positivamente o câmbio para este ano, mas em 2023 deve ocorrer o inverso”, projeta.

  De acordo com a economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelmalack, “o cenário de alta das commodities é favorável, o que é reforçado pela alta da Selic (taxa básica de juros), que deve ir a 12,75% na reunião de maio”.

 Abdelmalack explica que a continuidade do conflito no leste europeu é benéfica para o Brasil: “Isso aumenta a perspectiva de um quadro inflacionário mais persistente, e faz com que a bolsa brasileira, em especial as empresas de commodities, continue sendo, aos olhos dos estrangeiros, uma boa oportunidade”, analisa.

 Para a economista e estrategista de câmbio do Banco Ourinvest, Cristiane Quartaroli, “embora o noticiário do final de semana tenha trazido alguns poucos sinais de esperança para o fim do conflito, as tentativas anteriores sem resultado positivo deixam um ar de insegurança e cautela nos mercados nesta semana”.

  A disparada da inflação global, pontua Quartaroli, é preocupante: “Há a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) poderia aumentar os juros de maneira mais agressiva”. Ela considera os comentários que os comentários do presidente da instituição, Jerome Powell, hoje e na próxima quarta-feira, terão impacto direto no dólar.

  Há pouco, o dólar comercial caía 1,27%, cotado a R$ 4,9530 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana om vencimento em abril de 2022 recuava 1,53%, cotado a R$ 4.967,50.

    As informações partem da Agência CMA.

Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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Impactos de longo prazo do conflito na Ucrânia para grãos

Segundo análises da HedgePoint Global Markets, com a perspectiva de uma produção potencialmente menor na Ucrânia – especialmente de trigo, milho e girassol – a produção em outros grandes exportadores poderá ser incentivada.

Nesse sentido, embora a quebra de safra do ano passado já tenha desempenhado esse papel, a notícia chegou um pouco tarde demais para afetar a safra de milho de inverno do Brasil. No entanto, ele se encaixa perfeitamente na janela de decisão de plantio para milho e trigo de primavera do agricultor dos EUA. Assim como no início da Covid, as questões de segurança alimentar sempre surgem em tempos de incerteza, e o trigo é uma das principais commodities impactadas.

A duração do conflito – e não necessariamente sua intensidade – é o que determinará muitas das consequências para o mercado. No curto prazo, os futuros continuarão mantendo alta volatilidade, pois a incerteza ainda é o tema principal. Ninguém sabe, exceto (talvez) Putin, quando a atual crise na Ucrânia pode terminar ou quais podem ser os impactos diretos dela nos volumes exportados tanto da Ucrânia quanto da Rússia. No entanto, como o trigo CBOT nos mostrou, os preços não necessariamente subirão indefinidamente, embora o conflito realmente traga suporte para a maioria das commodities.

Por um lado, se a crise for resolvida rapidamente, a liberação da oferta represada na Ucrânia e na Rússia pressionará os preços. Por outro lado, quanto mais tempo demorar, maior a probabilidade de danos na próxima safra compensarem esse efeito e a alta poderá ser mais resiliente. No entanto, não podemos esquecer que outros países produtores também estão olhando para a situação e, no meio deste do ano, novas safras de milho e trigo começarão a ser colhidas, trazendo também algum alívio.

Fonte:

 HedgePoint Global Markets

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS.

GRÃOS: Ucrânia pode semear mais cereais e cortar milho em 2022

    Porto Alegre 11 de março de 2022 – A Ucrânia provavelmente reduzirá a área semeada de colza e milho em 2022 e a substituirá por cereais como trigo sarraceno, aveia e milheto, disse a União de Produtores Agrícolas nesta sexta-feira, após a invasão do país pela Rússia.

   Conforme a Agência Reuters, a Ucrânia é um grande produtor global e exportador de grãos e óleos vegetais, mas autoridades e agricultores esperam um declínio na safra de 2022 e nas exportações devido à invasão. “A ênfase será nas culturas da primavera que serão colhidas no verão, porque não sabemos qual será a situação (daqui para frente)”, disse Denys Marchuk, vice-chefe do Conselho Agrário ucraniano, à televisão local.

   “Para a nutrição completa de sua população e das forças armadas, maior ênfase será dada ao trigo sarraceno, às ervilhas, aos tipos de culturas que permitirão a colheita para que a Ucrânia seja totalmente fornecida com alimentos”, disse ele.

   A Ucrânia tradicionalmente inicia os trabalhos de campo de primavera no final de fevereiro ou em março. Os agricultores dizem que começarão a semear em áreas seguras assim que puderem.

    O vice-ministro da Agricultura Taras Vysotskiy disse que a escassez de combustível induzida pela guerra seria o principal problema para os agricultores nesta primavera, pois eles tinham sementes suficientes para prosseguir com a semeadura da primavera.

    A Ucrânia já suspendeu as exportações de centeio, aveia, milheto, trigo sarraceno, sal, açúcar, carne e gado diante da invasão. Também introduziu licenças para exportações de trigo, milho e óleo de girassol.

   A Ucrânia, maior exportadora mundial de óleo de girassol, previu antes da invasão que poderia exportar mais de 60 milhões de toneladas de grãos, incluindo 33 milhões de toneladas de milho e 23 milhões de toneladas de trigo, na temporada 2021/22, de julho a junho.

   O Ministério da Agricultura disse que a Ucrânia exportou 43 milhões de toneladas de vários grãos na temporada 2021/22 até 23 de fevereiro, um dia antes de a Rússia lançar seu ataque ao seu vizinho.

    A Ucrânia aumentou sua produção de grãos em 32% em 2021, para 85,7 milhões de toneladas.

     Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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GUERRA:Sem acordo entre Rússia e Ucrânia,commodities disparam e bolsas caem

   São Paulo, 28 de fevereiro de 2022 – Representantes da Ucrânia e da Rússia reuniram em Belarus e não chegaram a um acordo para negociar condições para um cessar-fogo. Uma nova rodada de conversas ficou acertada, mas sem definição de data. Após o final das conversas, os ataques russos a Kiev e Kharkhiv se intensificaram.

   No mercado, petróleo e grãos sobem acentuadamente e as bolsas caem, avaliando os efeitos da nova onda de sanções do Ocidente à Rússia, que inclui a exclusão dos russos do sistema bancário SWIFT. Além disso, diversos países anunciaram o congelamento de contas russas no exterior.

    Segundo a agência Reuters, o Banco Central russo elevou a taxa básica de juros de 9,5% para 20% ao ano. O rublo despencou cerca de 30% frente ao dólar, atingindo a mínima histórica. Às 15h50min, o petróleo para abril tinha alta de 5,22% em Nova York a US$ 96,39 o barril. Em Londres, a alta era de 3,05%, com o Brent se mantendo acima de US$ 100 na posição abril.

   Na Europa, as ações fecharam em baixa. Paris caiu 1,73%; Londres, 0,42% e Frankfurt teve recuo de 0,58%. Os índices encerraram acima das mínimas do dia. O dólar sobe na comparação com outras moedas e o Index Dollar tinha alta 0,18%.

     Commodities

    As preocupações com o fluxo de grãos e oleaginosas produzidos na Rússia e na Ucrânia impulsionam os preços das commodities agrícolas na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O movimento é liderado pelo trigo, que sobe mais de 8% nas primeiras posições.

    O temor é que o conflito se estenda por um longo período e que as exportações ucranianas fiquem impedidas. As sanções à Rússia acrescentam temor sobre o comportamento da oferta global, com os compradores avaliando alternativas de abastecimento de trigo, milho e oleaginosas. Os portos da Ucrânia seguirão fechados durante o conflito e o mercado avalia também problemas de logísticas no território ucraniano em decorrência dos ataques.

   O milho atingiu o limite de alta diária. A soja foi impulsionada ainda por fatores como a boa demanda pelo produto americano. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos anunciou hoje duas novas vendas por parte dos exportadores privados: 136 mil toneladas para China e 120 mil toneladas para destinos não revelados.

   Os contratos com entrega em maio do trigo têm elevação de 8,37% e estão cotados a US$ 9,32 por bushel. O milho tem alta de 5,33% a US$ 6,90 3/4. A soja sobe 3,94% e tem preço de US$ 16,47 1/2 por bushel. O café fechou com queda de 2,4% em Nova York. O açúcar teve ganho de 0,56% e o algodão subiu 0,58%.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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