EUA – CONDIÇÕES DAS LAVOURAS MILHO E SOJA

MILHO: 72% das lavouras entre boas e excelentes condições nos EUA

   Porto Alegre, 27 de julho de 2020 – O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de milho. Segundo o USDA, até 26 de julho, 72% estavam entre boas e excelentes condições – o mercado esperava 69% -, 21% em situação regular e 7% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 69%, 23% e 8%, respectivamente.

SOJA: 72% das lavouras entre boas e excelentes condições nos EUA

   Porto Alegre, 27 de julho de 2020 – O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 26 de julho, 72% estavam entre boas e excelentes condições – o mercado esperava 69% -, 22% em situação regular e 6% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 69%, 24% e 7%, respectivamente.

Dólar fecha em alta depois de acelerar ganhos no fim da sessão

    Porto Alegre, 13 de julho de 2020 – O dólar comercial fechou em alta de 1,25% no mercado à vista, cotado a R$ 5,3900 para venda, ao acelerar a alta na reta final dos negócios reagindo à notícia de que o governo da Califórnia, nos Estados Unidos, ordenou a suspensão de atividades em locais fechados em novas medidas de isolamento com o intuito de controlar o ressurgimento de uma segunda onda de contaminação do novo coronavírus.

 Para o economista da Guide Investimentos, Alejandro Ortiz, o “receio” com as novas medidas de isolamento anunciadas pelo governador do estado, Gavin Newsom, fizeram os ativos globais piorarem na reta final da sessão, no qual a moeda buscou o nível de R$ 5,40 ao renovar máximas sucessivas, após um viés de correção local ao longo do dia interrompendo uma sequência de três quedas seguidas.

 Antes da piora dos ativos, o viés era positivo no exterior com o mercado à espera da “safra” de balanços corporativos nos Estados Unidos, o que “encorajou players” a apostarem no risco, diz o analista de câmbio da Correparti, Ricardo Gomes Filho. “Apesar disso, investidores locais forçaram a compra da moeda, mostrando que os níveis próximos dos R$ 5,31 ainda representam um forte suporte técnico para a divisa por aqui”, diz.

  Amanhã, na agenda de indicadores, tem a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro com os números do IBC-Br em maio, enquanto lá fora, sai o índice de preços ao consumidor norte-americano, em junho, e hoje à noite, temo resultado da balança comercial da China no mês passado.

  Para o economista da Guide, os indicadores têm potencial para precificar os ativos na abertura dos negócios, além do alerta quanto a adoção de novas medidas de isolamento social em outras regiões dos Estados Unidos em meio ao número crescente de casos confirmados de covid-19 no país.

    As informações partem da Agência CMA.

Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA: Mercado suíno inicia junho com lentidão nos negócios

Porto Alegre, 5 de junho de 2020 – O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de ritmo calmo nos negócios. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, os agentes seguem cautelosos, aguardando sinais de uma recuperação da demanda doméstica. “Isso pode acontecer no curto prazo, com a entrada da massa salarial e com processo de reabertura da economia em vários estados do país, ainda que em um estágio inicial”, comenta.

   Contudo, segundo Maia, vale salientar que o perfil de consumo das famílias mudou em meio a deterioração da renda e do risco de desemprego com aprofundamento da crise do Covid-19, fator limitante para os preços. “Um alto fluxo de exportações e uma produção controlada ao longo do ano são fundamentais para o mercado brasileiro”, alerta.

   Levantamento semanal de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil passou de R$ 4,26 para R$ 4,27, alta de 0,28%. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado subiu 0,59%, de R$ 8,44 para R$ 8,49. A carcaça registrou um valor médio de R$ 6,81, sem alterações frente à semana anterior.

   Para as exportações, a expectativa segue positiva, considerando o grande déficit da produção chinesa, o que deve levar o país a continuar atuando com intensidade nas compras. Apesar da forte valorização do real frente ao dólar registrado ao longo das últimas duas semanas, a carne suína brasileira segue atrativa no mercado internacional. “Além do movimento cambial, mercado deve se atentar às notícias relacionadas a nova tensão entre Estados Unidos e China, fator que pode provocar uma alteração no quadro de negócios no mercado global”, pontua

   As exportações de carne suína fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 215,226 milhões em maio (20 dias úteis), com média diária de US$ 10,761 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 90,722 mil toneladas, com média diária de 4,536 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.372,40.

    Na comparação com maio de 2019, houve aumento de 76,81% no valor médio diário exportado, ganho de 68,57% na quantidade média diária e elevação de 4,89% no preço. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

   A análise semanal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo seguiu em R$ 88,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo continuou em R$ 4,10. No interior do estado a cotação permaneceu em R$ 4,15.

    Em Santa Catarina o preço do quilo na integração se manteve em R$ 4,20. No interior catarinense, a cotação continuou em R$ 4,30. No Paraná o quilo vivo permaneceu em R$ 4,10 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo seguiu em R$ 4,10.

    No Mato Grosso do Sul a cotação na integração permaneceu em R$ 4,10, enquanto em Campo Grande o preço continuou em R$ 4,10. Em Goiânia, o preço avançou de R$ 4,70 para R$ 4,80. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno aumentou de R$ 5,05 para R$ 5,10. No mercado independente mineiro, o preço permaneceu em R$ 4,95. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo na integração doestado continuou em R$ 3,80. Já em Rondonópolis a cotação prosseguiu em R$ 3,90.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Tensão entre China e EUA provoca baixa em Chicago

    Porto Alegre, 21 de maio de 2020 – Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos. Apesar das boas exportações semanais americanas, a crescente tensão entre China e Estados Unidos traz preocupação sobre a demanda asiática pela commodity americana.

    Nenhuma venda significativa de soja americana para os compradores da China foi anunciada da nessa semana, frustrando a expectativa do mercado.

    As acusações do governo Trump sobre a responsabilidade da China na disseminação do coronavírus e a possibilidade do governo chinês anunciarem uma nova lei de segurança para Hong Kong aumentaram a tensão entre os dois países. O temor é que haja reflexo na questão comercial e prejuízo para as exportações americanas da oleaginosa.

    As preocupações suplantaram o bom resultado para as vendas líquidas semanais americanas.

    As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2019/20, com início em 1 de setembro, ficaram em 1.205.000 toneladas na semana encerrada em 14 de maio. Representa uma elevação de 99% frente à semana anterior e uma elevação de 80% ante à média das últimas quatro semanas. A China liderou as importações, com 737.400 toneladas.

    Para a temporada 2020/21, foram 464.000 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 900 mil a 1,500 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 11,50 centavos ou 1,35% em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,35 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 8,39 por bushel, com perda de 10,25 centavos ou 1,2%.

    Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 2,90 ou 1,01% a US$ 282,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 27,10 centavos de dólar, baixa de 0,26 centavo ou 0,95% na comparação com o fechamento anterior.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

CÂMBIO:Otimismo prevalece no exterior e dólar fecha em queda ao redor de 2%

   Porto Alegre, 18 de maio de 2020 – O dólar comercial fechou em queda 1,98% no mercado à vista, cotado a R$ 5,7250 para venda, em dia de forte otimismo no exterior impulsionado pela notícia de resultados positivos nos estudos sobre uma vacina para a prevenção do novo coronavírus, além das declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, visto como positivas em relação à recuperação da economia dos Estados Unidos.

  Para a equipe econômica do banco Fator, Powell mudou o tom de seu discurso em relação às declarações dadas na semana passada, “trocando” a expectativa de lenta recuperação da economia norte-americana para esperado movimento já no segundo semestre deste ano, se não houver segunda onda de contaminação por covid-19 no país.

 “Contudo, manteve previsão de que a economia deve voltar ao nível anterior a pandemia somente no final do ano que vem, com o pico do desemprego chegando a taxas de 20% a 25%. Além disso, Powell descartou novamente a possibilidade de juros negativos nos Estados Unidos”, acrescentam os analistas do banco.

 O analista de câmbio da Correparti, Ricardo Gomes Filho, ressalta que o conjunto de notícias “boas” vindas do exterior estimulou o apetite ao risco dos investidores. “O progressivo retorno de importantes economias [da Europa] à atividade deram um contorno bastante positivo, além da valorização de mais de 8% do contrato de petróleo”, comenta.

 Para o diretor da corretora Mirae Asset, Pablo Spyer, depois de uma semana de notícias negativas e incertezas, a semana começou com investidores mais otimistas. “Até afastando o receio de uma segunda onda de contaminação com o novo coronavírus, principalmente na Europa. Há uma expectativa de que a economia reaja antes do previsto”, diz.

  Amanhã, com a agenda de indicadores mais fraca, Spyer destaca que as declarações de Powell, prevista para o fim da manhã, podem voltar a fazer preço no mercado. Porém, o dólar tem um cenário “arisco’, e segue suscetível a forte volatilidade. “A volatilidade implícita do real ante o dólar é a maior do mundo no momento”, reforça.

Produtores pedem que governo dos EUA comprem proteína

   Porto Alegre, 15 de abril de 2020 – Os produtores de carne suína dos Estados Unidos estão solicitando ao governo de Donald Trump que considere a compra de grandes quantidades da proteína em meio ao fechamento de várias fábricas em todo o país devido à pandemia de coronavírus. Já os criadores de gado também esperam respostas sobre que tipo de estímulo será concedido pelo governo do país ao setor, depois que uma grande fábrica de foi fechada no Colorado.

   Com as fábricas fechando, há um temor entre especialistas de que a oferta de animais, entre suínos, bovinos e outros animais possa ser maior que a capacidade de proteínas para alimentá-los ou abrigá-los. Segundo informações divulgadas pela CNN, os preços dos suínos despencaram significativamente, o que está fazendo com que o custo de alimentação se torne maior que o valor dos animais, conforme argumentou o porta-voz do Conselho Nacional de Produtores de Carne Suína, Jim Monroe.

   O secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, informou que estão sendo usados todos os recursos financeiros recebidos para desenvolver um programa que incluirá pagamentos de diretos a agricultores e pecuaristas prejudicados pelo COVID-19 e outros métodos de compras para ajudar a solidificar a cadeia de suprimentos dos produtores.

    Monroe disse o setor de carne suína está pedindo compras maciças de carne suína pelo USDA como uma solução para o problema. O fechamento da unidade de processamento de suínos da Smithfield Foods em Sioux Falls, Dakota do Sul, provocou no domingo uma nova onda de temores sobre o suprimento de alimentos, dado o crescente número de trabalhadores ausentes ou ausentes em todas as fábricas da indústria, mesmo aqueles que por enquanto permanecem operacionais.

   Além da fábrica de Smithfield, várias outras instalações fecharam suas portas recentemente. A JBS USA , uma grande produtora de carne bovina e suína, fechou duas de suas fábricas – incluindo uma grande instalação de carne bovina em Greeley, Colorado, que a empresa anunciou na segunda-feira que estava temporariamente desligada depois que dois funcionários morreram do Covid-19 e dezenas de outras testado positivo. A Tyson Foods , outra importante produtora de carne, também fechou recentemente uma fábrica de suínos em Iowa.

   Um porta voz do USDA informou que a Departamento reconhece e apoia os esforços da indústria e das empresas privadas para manter o status operacional de suas instalações, além de manter a segurança e a saúde de sua força de trabalho. “O USDA continuará apoiando uma resposta de emergência executada localmente, gerenciada pelo estado e apoiada pelo governo federal. sistema “, disse.

Dólar fecha a R$ 5 pela 1ª vez e com maior alta diária desde maio/17

  Porto Alegre, 16 de março de 2020 – O dólar comercial fechou em forte alta de 4,55% no mercado à vista, cotado a R$ 5,0480 para venda, na maior alta percentual desde o “Joesley Day”, em 18 de maio de 2017 e no maior valor da história com a moeda encerrando acima de R$ 5,00 pela primeira vez na história. O pânico voltou a tomar conta do mercado após o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) cortar ontem, inesperadamente, a taxa de juros para a faixa entre 0% e 0,25%.

  “A nova onda de pessimismo derrubou os mercados, com suspensão dos negócios [circuit breakers] nas bolsas de Nova York e aqui, além de perdas expressivas na Europa e reflexos significativos nas moedas e países emergentes e nos juros futuros”, comenta o diretor da Correparti, Ricardo Gomes, sobre mais uma sessão negativa e de “pânico” para ativos globais.

 Na reta final dos negócios, a moeda norte-americana acelerou os ganhos renovando a máxima histórica intraday a R$ 5,0690 (+5,00%), exibindo forte volatilidade ao longo do pregão com oscilação de quase R$ 0,19 na sessão. “Ao jogar dinheiro na mesa, gera mais volatilidade”, diz o economista-chefe da Necton Corretora, André Perfeito, sobre a injeção de liquidez promovida pelos principais bancos centrais nos últimos dias.

  À véspera da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), rumores de que o Banco Central (BC) poderá acompanhar a magnitude de corte do Fed e seguir com o afrouxamento monetário em 1,0 ponto percentual (pp) e no qual poderia anunciar ainda hoje, levou investidores à proteção na reta final dos negócios. “Poderia fazer o anúncio hoje, mas cremos que seria muito ousado para nossa tradição”, comenta a equipe econômica do banco Fator.

  Os analistas do banco acrescentam que a cotação do dólar, nas últimas semanas, não guarda relação com “diferencial de juros”, apenas com o “risco global” e as oscilações entre as moedas fortes. “Assim, o efeito desse preço deve ser zero na decisão do Copom sobre a Selic”, avaliam.

  Para Perfeito, a volatilidade da moeda estrangeira ganha mais peso nesta semana, antes da decisão de política monetária. “Se o BC decide, novamente, por um corte de juros, continuará sustentando a menor atratividade do real. Taxa de juros não é remédio. Aqui, é preciso entender que as medidas para a economia vão além disso”, diz.

  Amanhã, além do foco seguir nos desdobramentos do coronavírus, o mercado aguarda o anúncio de medidas econômicas prometidas pela equipe do governo federal ainda hoje, atentos se o Banco Central poderá anunciar intervenções no câmbio após a moeda fechar em patamar inédito. Na agenda de indicadores, tem o resultado da produção industrial e das vendas no varejo nos Estados Unidos em fevereiro.

     As informações partem da Agência CMA.

Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Dólar bate em R$ 4,50 e movimenta negócios com soja

   Porto Alegre, 27 de fevereiro de 2020 – O mercado brasileiro de soja teve um dia de preços firmes e melhora na comercialização. O dólar voltou a subir, chegando a atingir R$ 4,50 na máxima do dia. Chicago também registrou preços firmes ao final do dia. Segundo SAFRAS, cerca de 350 mil toneladas trocaram de mãos.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 85,00 para R$ 86,00. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 85,00 para R$ 85,50. No porto de Rio Grande, o preço passou de R$ 90,00 para R$ 91,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 80,50 para R$ 81,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 88,50 para R$ 90,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 79,50. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 76,00 para R$ 76,80. Em Rio Verde (GO), a saca permaneceu em R$ 78,50.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mistos. As primeiras posições subiram, ainda ancoradas na suspensão do registro de exportação da Argentina.

    Já as mais distantes foram pressionadas pelas preocupações com os efeitos do coronavírus sobre a economia mundial e pelo fraco resultado das exportações semanais norte-americanas.

   As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2019/20, com início em 1 de setembro, ficaram em 339.300 toneladas na semana encerrada em 20 de fevereiro. Representa uma retração de 31% frente à semana anterior e um recuo de 38% ante à média das últimas quatro semanas. O Japão liderou as importações, com 108.200 toneladas.

    Para a temporada 2020/21, são mais 22.100 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 600 mil a 900 mil toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

   Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 3,00 centavos de dólar, ou 0,33%, em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,95 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 9,04  por bushel, perda de 2,00 centavos de dólar, ou 0,22% em relação ao fechamento anterior.

   Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com alta de US$ 5,30, ou 1,77%, a US$ 303,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 29,19 centavos de dólar, perda de 0,26 centavo ou 0,88% na comparação com o fechamento anterior.

     Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,58%, sendo negociado a R$ 4,4770 para venda e a R$ 4,4750 para compra, um novo recorde para um fechamento. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,4500 e a máxima de R$ 4,5020.

     Agenda

– Japão: A taxa de desemprego de janeiro será publicada pelo Ministério de Assuntos Internos e Comunicação.

– Japão: A leitura preliminar da produção industrial de janeiro será publicada pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria.

– Alemanha: A taxa de desemprego de fevereiro será publicada às 6h pela agência federal de emprego.

– Dados do desenvolvimento das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, no início do dia.

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Mato Grosso – IMEA, na parte da tarde.

– Dados de colheita da soja no Brasil – SAFRAS & Mercado, na parte da tarde.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

CÂMBIO: Dólar fecha em queda, a R$ 4,30, na primeira queda semanal no ano

Porto Alegre, 14 de fevereiro de 2019 – O dólar comercial fechou em queda de 0,71% no mercado à vista, cotado a R$ 4,3010 para venda, refletindo o alívio local após o Banco Central (BC) repetir a dose e colocar mais US$ 1,0 bilhão em contratos de swap cambial tradicional – equivalente à venda de dólar no mercado futuro – após a moeda renovar máximas históricas ao longo da semana até chegar à R$ 4,38.

   “Ao realizar um novo leilão de swap cambial, o BC deixou claro que não fica confortável com níveis para dólar superiores aos R$ 4,35. Curiosamente, contrariando o discurso do ministro [da Economia] Paulo Guedes, que defendeu a ideia de um dólar mais alto como bom para o país”, comenta o analista de câmbio da Correparti, Ricardo Gomes Filho.

   Na semana, marcada pela sequência de máximas históricas, a moeda caiu 0,44% interrompendo seis semanas seguidas de alta e assim, registrando a primeira queda percentual na semana no ano.

  Em relação ao alívio local após os recordes, os analistas da Capital Economics veem que, mesmo que a recuperação (do real) continue nas próximas semanas, o dólar terminará o ano mais fraco que seu nível atual. “O real tem sido a moeda emergente de pior desempenho até agora este ano, desvalorizando-se mais de 7% em relação ao dólar”, comentam.

  Já a economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelmalack, destaca que o contrato futuro para vencimento em março operou com queda mais intensa (ao redor de -1,22%, a R$ 4,2995) em viés de correção após a atuação do BC no mercado futuro. “Tem havido uma demanda de investidores estrangeiros, de fundos e de gestores por proteção do câmbio. Por isso, a intervenção foi nofuturo, por essa demanda por hedge”, comenta.

   Na segunda-feira, é feriado nos Estados Unidos, o que deverá reduzir a liquidez global, refletindo nos negócios locais. Para a economista da Veedha, mesmo que os negócios locais sejam mais fracos, o coronavírus deverá seguir no radar dos investidores e pode ancorar o movimento dos ativos na abertura dos negócios, ainda mais sem o mercado norte-americano.

     As informações partem da Agência CMA.

Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Soja tem dia lento e de preços fracos, seguindo Chicago e dólar

    Porto Alegre, 14 de fevereiro de 2020 – Os preços da soja oscilaram entre estáveis e mais baixos nas principais praças do país nesta sexta, acompanhando as perdas em Chicago e do dólar. Poucos negócios foram realizados.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 85,00. Na região das Missões, a cotação permaneceu em R$ 84,00. No porto de Rio Grande, o preço recuou de R$ 90,00 para R$ 89,50.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço baixou de R$ 81,00 para R$ 80,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca caiu de R$ 89,50 para R$ 88,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 78,00. Em Dourados (MS), a cotação ficou em R$ 75,50. Em Rio Verde (GO), a saca estabilizou em R$ 78,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos. Após acumular ganhos ao longo da semana, o dia foi de realização de lucros.

    Com o final de semana prolongado, os negociadores optaram por posicionar suas carteiras. O mercado ainda se ressente de novidades sobre a retomada das compras chinesas de oleaginosa americana.

   Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 2,50 centavos de dólar, ou 0,27%, em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,93 3/4 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 9,03 1/4 por bushel, perda de 2,75 centavos de dólar, ou 0,3% em relação ao fechamento anterior.

    Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 0,80,ou 0,27%, a US$ 291,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 30,57 centavos de dólar, recuo de 0,15 centavo ou 0,48% na comparação com o fechamento anterior.

      Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 0,71%, sendo negociado a R$ 4,3010 para venda e a R$ 4,2990 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,2940 e a máxima de R$ 4,3360.

    Na semana, a moeda norte-americana registrou queda de 0,44%, interrompendo seis semanas seguidas de alta, na primeira queda semanal percentual do ano.

     Agenda de segunda

– Feriado nos EUA – Dia do Presidente.

– O Banco Central (BC) divulga às 8h30 o Relatório Focus com as previsões do mercado para a economia.  

– Balança comercial das duas primeiras semanas de fevereiro – Ministério da Economia, 15hs.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

China reporta surto de gripe aviária e 17 mil animais são abatidos

A China reportou neste domingo, 2, um surto de gripe aviária H5N1 na província central de Hunan, próximo ao epicentro do novo coronavírus. O caso aconteceu em uma propriedade rural no distrito de Shuangqing, cidade de Shaoyang, e matou 4,5 mil das 7.850 galinhas da propriedade.

As autoridades locais abateram outras 17.828 aves nas proximidades, após o surto, segundo um comunicado do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China.

O caso surge no momento em que as autoridades chinesas tentam travar a propagação de um novo coronavírus, que causou 304 mortos e mais de 14 mil infetados no país, e que foi inicialmente detectado em dezembro passado, em Wuhan, capital da província de Hubei, que faz fronteira com Hunan.

A gripe aviária causa doenças respiratórias graves em aves e é contagiosa entre seres humanos. O vírus foi detectado pela primeira vez em 1996 em gansos na China e é letal para as aves.

A possibilidade de transmissão da gripe aviária entre seres humanos é baixa, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A maioria das infecções humanas por H1N5 surge após contacto prolongado e próximo com aves infectadas.

No entanto, a gripe aviária tem uma taxa de mortalidade superior a 50%, muito acima da síndrome respiratória aguda grave (SARS), também conhecida como pneumonia atípica, e que tem uma taxa de mortalidade de 10%, ou o novo coronavírus, que tem uma taxa de 2%, até agora.

Entre 2003 e 2019, a OMS relatou um total de 861 casos confirmados de H5N1 em humanos, em todo o mundo, entre os quais 455 morreram. Na China, houve 53 casos humanos de infecção por gripe aviária, nos últimos 16 anos, e um total de 31 mortos.

Fonte: Canal Rural

Dólar fecha em queda em dia volátil com dados da China e exterior

   Porto Alegre, 17 de janeiro de 2020 – O dólar comercial fechou em queda de 0,62% no mercado à vista, cotado a R$ 4,1640 para venda, em sessão de forte oscilação, mas com viés de queda. Na reta final dos negócios, a moeda acelerou as perdas renovando mínimas sucessivas acompanhando o movimento da moeda no exterior no qual perdeu valor para moedas de países emergentes.

   “O dólar voltou a perder valor, acompanhando o movimento externo da moeda que operou no modo perdedor, principalmente frente a maioria das divisas ligadas às commodities”, comenta o diretor superintendente de câmbio da Correparti, Jefferson Rugik.

    Na semana, a moeda norte-americana fechou em alta de 1,63%, mesmo com a assinatura da “fase 1” do acordo comercial entre Estados Unidos e China.

    Ele destaca que, na primeira parte dos negócios, a moeda reagiu aos indicadores da China, como o Produto Interno Bruto (PIB) que registrou alta de 6,1% em 2019. Os dados foram vistos pelos investidores como favoráveis. “Mas não deixou de exibir forte volatilidade ao longo de todo o pregão reagindo à continuidade de zeragem de posições vendidas por investidores e fundos estrangeiros.”, diz Rugik.

    Na segunda-feira, com o feriado nos Estados Unidos, analistas esperam um dia “mais morno”, com menos liquidez, ressalta o analista da Quantitas, Matheus Gallina. “O dia terá uma agenda mais esvaziada. A não ser que tenha outro evento que compense os mercados fechados nos Estados unidos. Com isso, tende a ser uma sessão mais morna”, comenta.

   Ainda na agenda, tem a decisão de política monetária da China que pode refletir na abertura dos negócios das moedas emergentes. “Se houver redução da taxa de juros, isso traz a ideia de estímulo para a economia chinesa, o que é positivo. Os dados de hoje vieram bons e reduziram as apostas de desaceleração da economia do país asiático”, acrescenta a economista para a América Latina da Coface, Patrícia Krause.

      As informações são da Agência CMA.

    Revisão: Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência Safras

Dólar fecha em leve alta com correção, exterior e CPMF

   Porto Alegre, 17 de dezembro de 2019 – O dólar comercial fechou em leve alta de 0,07% no mercado à vista, cotada a R$ 4,0650 para venda, em viés de correção após a queda de mais de 1% ontem, quando chegou a romper o nível a R$ 4,05. Na primeira parte dos negócios, porém, a moeda oscilou sem rumo único. No início dos negócios, investidores locais reagiram com mau humor aos rumores de que a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) ou algum imposto similar pode voltar.

   Segundo o analista de câmbio da Correparti, Ricardo Gomes Filho, parte do movimento esteve associado aos temores associados da implementação de um imposto sobre operações financeiras, nos moldes da antiga CPMF, o que trouxe apreensão ao mercado doméstico.

  “Impulsionou o dólar para níveis acima dos R$ 4,07, na máxima do dia. O movimento também foi alimentado pelo dólar mais forte no exterior”, comenta o analista. O diretor da corretora Mirae Asset, Pablo Spyer, reforça que o recuo do dólar na reta final dos negócios foi uma “entrada pontual” de recursos no mercado doméstico.

  Amanhã, com a agenda esvaziada, a tendência é de um dólar novamente sem tendência definida, comenta a estrategista de câmbio do Ourinvest, Cristiane Quartaroli. “Com a política local parada, em ritmo de férias, a tendência é ficar de lado”, diz.

     As informações partem da Agência CMA.

Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MILHO: Comercialização da safrinha 2019 atinge 84% no Brasil – SAFRAS

    Porto Alegre, 6 de dezembro de 2019 – A comercialização da safrinha 2019 de milho no Brasil atinge 84% da produção prevista de 74,434 milhões de toneladas, segundo levantamento de SAFRAS & Mercado. Em dezembro do ano passado ela estava levemente mais lenta, atingindo 81,8%.

   A comercialização de milho safrinha atinge 78% no Paraná, 94% em São Paulo, 68% em Mato Grosso do Sul, 84% em Goiás/Distrito Federal, 75% em Minas Gerais e 93% no Mato Grosso. Para mais informações acompanhe a tabela abaixo.


MILHO - COMERCIALIZAÇÃO SAFRINHA 19 - BRASIL  - Em % -						
-------------------------------------------------------------------------						
ESTADOS	        Produção	%  Comercializado			
	        2019	2020	2019	2020		
Paraná	        13.519	12.757	0	4		
São Paulo	2.980	2.895	0	0		
Mato G. do Sul	11.698	11.382	1	6		
Goiás/DF	12.568	12.379	8	9		
Minas Gerais	3.463	3.123	0	0		
Mato Grosso	30.206	30.115	11	14		
Centro-Sul	74.434	72.651	6	8,9		
						
FONTE: Safras & Mercado						
(*) mil tons						
(**) volume efetivamente destinado a ponta final de consumo e/ou exportador 						


CÂMBIO: Dólar cai 1% no menor valor em quase um mês; na semana, recua 2,24%

   Porto Alegre, 06 de dezembro de 2019 – O dólar comercial fechou em queda de 1,02% no mercado à vista, cotado a R$ 4,1460 para venda, no menor de valor de fechamento desde 8 de novembro, quando encerrou a R$ 4,1420, refletindo o otimismo local ao longo da semana após indicadores mostrarem recuperação gradual da economia. Na sessão, correção e fluxo local levaram a divisa a renovar mínimas sucessivas na segunda parte dos negócios. Na semana, o dólar recuou 2,24% e pela segunda vez no ano, a moeda caiu nas cinco sessões.

   “A moeda engatou uma trajetória de forte queda reagindo ao bom humor dos investidores locais e estrangeiros. O contentamento do investidor frente à pontual calmaria na disputa comercial entre Estados Unidos e China contribuiu para investidores assumirem risco”, comenta o analista da Correparti, Ricardo Gomes Filho.

  O destaque da sessão foi o relatório de emprego dos Estados Unidos, o payroll, com a criação de 266 mil vagas em novembro, ante expectativa de 183,5 mil postos de trabalho, enquanto a taxa de desemprego recuou a 3,5%.

  Para o economista da Tendências Consultoria, Sílvio Campos, o resultado do payroll reforça a percepção de pausa no processo de corte dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) após três quedas consecutivas. “Na próxima semana, será importante observar a atualização das projeções econômicas do Fed, com destaque para a expectativa para o patamar dos juros no fim de 2020”, destaca.

   Na próxima semana, tem as decisões de política monetária do Fed e do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) no qual deverá cortar a taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto percentual (pp) indo ao piso histórico de 4,50% ao ano. O analista da corretora Mirae Asset, Pedro Galdi, destaca, porém, que o principal destaque na próxima semana será o “fluxo de notícias” sobre o acordo comercial entre Estados Unidos e China.

   “Vale destacar que no dia 15 está previsto o início da cobrança de novas tarifas sobre produtos da China. Isso faz com que se espere que a assinatura do acordo aconteça antes da data”, comenta. Já a agenda de indicadores trará importantes números da balança comercial da China na abertura dos negócios na segunda-feira, além de vendas no varejo no País, e inflação nos Estados Unidos e na China.

     As informações partem da Agência CMA.

CÂMBIO:Dólar fecha na máxima histórica com incerteza sobre guerra comercial

   Porto Alegre, 18 de novembro de 2019 – O dólar comercial fechou em alta de 0,38% no mercado à vista, cotado a R$ 4,2070 para venda, renovando a máxima histórica de fechamento, de R$ 4,1970, alcançado em 13 de setembro do ano passado durante as eleições presidenciais. Ao contrário do otimismo exibido em boa parte dos negócios, as incertezas em torno da guerra comercial provocaram um mau humor nas moedas de países emergentes, como a moeda local.

   “Foi um movimento de cautela, após declarações do presidente [norte-americano] Donald Trump, que afirmou que não haverá reversão de tarifas já impostas aos produtos chineses. Isso atingiu em cheio as moedas ligadas emergentes que passaram a cair fortemente frente ao dólar”, comenta o diretor superintendente de câmbio da Correparti, Jefferson Rugik.

  O peso mexicano, por exemplo, caiu ao redor de 0,70% frente ao dólar, enquanto a moeda local renovou máximas a R$ 4,2090 (+0,43%) na maior cotação intraday do ano. Com a forte escalada da moeda estrangeira, o economista-chefe da Necton Investimentos, André Perfeito, avalia que a balança comercial “mais frágil” aponta para um dólar mais forte.

   “Dados da balança comercial semanal apontam que o Brasil já roda déficits comerciais mais fortes. Os números divulgados hoje apontam déficit de US$ 482 milhões na semana passada. Isso é mais uma notícia ruim para o real que já sofre com os efeitos difusos da guerra comercial, a erupção de revoltas pela América Latina e os juros baixos no País, que atraem menos divisas pelo motivo de especulação”, ressalta.

   Amanhã, com a agenda de indicadores mais fraca, o economista da Guide Investimentos, Victor Beyrutti, comenta que a guerra comercial entre norte-americanos e chineses seguirá no radar dos investidores. Assim como o Banco Central (BC). “Vamos aguardar se ele entra no mercado com a moeda acima de R$ 4,20”, diz.

  Analistas comentam que a falta de liquidez no mercado talvez esteja inibindo a autoridade monetária, já que feriados locais na semana passada e no meio desta semana influenciaram em baixos negócios.

SEMANA: Milho segue com preços firmes no mercado brasileiro

Porto Alegre, 8 de novembro de 2019 – O mercado brasileiro de milho segue com preços firmes. “Uma sinalização evidente deste quadro foi o resultado do leilão da quinta para o Mato Grosso. Com isso, o mercado físico se mantém firme, com ofertas mais altas”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari. 

    No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 40,00/43,00 a saca. Em Santos, o preço girou em torno de R$ 40,00/43,00 a saca.

  No Paraná, a cotação ficou em R$ 39,00/40,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 42,00/43,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 45,00 / 46,00 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 44,00/45,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 40,00/42,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 35,00/37,00 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 29,00/35,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível.

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), negociou 93,95%, ou 46.974,371 toneladas de milho em grãos, das 50 mil toneladas ofertadas, com origem em Mato Grosso, no leilão de venda de aviso 163/2019, realizado na manhã de hoje. Outra operação com o mesmo volume vai ocorrer no dia 14.

   O plantio de milho verão da safra 2019/20 no Brasil atingia 68,5% da área estimada de 3,936 milhões de hectares até o dia 1o de novembro, segundo levantamento de SAFRAS & Mercado.

    O plantio atinge 95% no Rio Grande do Sul, que teve a área estimada em 1,113 milhão de hectares. Em Santa Catarina, o plantio está em 92% da área prevista de 659 mil hectares. No Paraná o cultivo está 93% concluído na área estimada de 482 mil hectares.

   Em São Paulo os trabalhos alcançam 48% da área estimada de 343 mil hectares. Em Mato Grosso do Sul o plantio atinge 43% da área prevista de 30 mil hectares. Em Goiás/Distrito Federal os trabalhos estão completos em 25% da área. Em Minas Gerais o plantio atinge 18% da área, estimada em 905 mil hectares. No Mato Grosso o plantio também chegou a 30% da área, prevista em 81 mil hectares.

   No mesmo período do ano passado o plantio estava concluído em 75% da área estimada de 4,057 milhões de hectares.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA: Preços da soja sobem e movimentam negócios no Brasil

Porto Alegre, 8 de novembro de 2019 – O mercado brasileiro de soja teve uma semana de preços em elevação e um pouco mais movimentada. O produtor, que estava retraído, aproveitou a melhor das cotações na quinta e retornou ao mercado, principalmente amparado pela alta do dólar frente ao real.

    A saca de 60 quilos subiu R$ 84,00 para R$ 85,50 em Passo Fundo (RS) ao longo da semana. Em Cascavel (PR), o preço passou de R$ 82.50 para R$ 84,00. No Porto de Paranaguá, a cotação avançou de R$ 88,00 para R$ 90,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca aumentou de R$ 79,50 para R$ 82,00. Em Dourados (MS), a cotação passou de R$ 80,50 para R$ 84,00. Em Rio Verde (GO), o preço subiu de R$ 80,00 para R$ 81,00.

    Impulsionado pela alta no exterior e pelo resultado ruim dos leilões do pré-sal, o dólar comercial subiu 2,34%, encerrando a quinta na casa de R$ 4,094. Os prêmios de exportação pouco se mexeram, mas foram pressionados no final da semana.

    Em Chicago, os contratos com vencimento em novembro apresentaram quase estabilidade na semana, abrindo o período da US$ 9,36  e encerrado a US$ 9,36 por bushel. As negociações entre China e Estados Unidos em busca de um acordo comercial dominaram a movimentação dos contratos futuros.

    O anúncio de ontem de que os Estados Unidos e a China concordaram em cancelar as tarifas que adotaram durante a guerra comercial de forma gradual, como parte da “primeira fase” do acordo, impulsionou os mercados financeiros.

Mas o questionamento sobre quanto terreno o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concordou em ceder continua. As informações são da agência “Dow Jones”.

    O otimismo quanto ao possível fim da guerra comercial começou por comentários do porta-voz do Ministério do Comércio da China, Gao Feng. Foi ele quem anunciou o fim das tarifas de importação caso a “primeira fase” do acordo fosse assinada. “Isto é o que [os dois lados] concordaram em seguir nas negociações cuidadosas e construtivas nas últimas duas semanas”, afirmou.

    Mas há relatos conflitantes sobre o compromisso de reduzir tarifas por parte do governo Trump.    “No momento, não há acordo para remover qualquer uma das tarifas existentes como condição do acordo da primeira fase”, disse o consultor sênior de comércio do presidente Trump, Peter Navarro, em entrevista à Fox. “A única pessoa que pode tomar essa decisão é o presidente Donald Trump, e é simples assim “, disse ele.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Guerra comercial e safras de EUA e Brasil pautam o mercado – SAFRAS

Porto Alegre, 8 de novembro de 2019 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana. As dicas são do analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque:

– As atenções do mercado permanecem divididas entre a guerra comercial entre Estados Unidos e China e a situação da safra dos EUA. Sinais de demanda pela soja norte-americana e clima para o desenvolvimento inicial das lavouras no Brasil fecham o quadro de fatores. Os players devem também continuar digerindo os números do relatório do USDA de novembro.

– Após algumas semanas de otimismo frente a novidades positivas com relação às negociações comerciais entre EUA e China, o mercado foi surpreendido negativamente na sexta-feira (8) com o comentário de Donald Trump, dizendo que ele não ainda não concordou com a retirada de tarifas durante a primeira fase do acordo comercial. Os players reagiram negativamente, o que trouxe ajustes negativos para Chicago.

– A grande dúvida continua sendo se a esperada “fase um” do acordo será assinada ainda em 2019. Retrocessos nas negociações podem levar o mercado a acreditar que o acordo ficará para o próximo ano. Atenção para novidades nos próximos dias. A guerra comercial continua sendo fator decisivo para o mercado em 2020.

– É importante que novas vendas de soja dos EUA para a China sejam anunciadas nas próximas semanas para que o mercado continue com suporte acima da linha de US$ 9,10 na primeira posição. A ausência de novas vendas pode levar ao teste desta linha.

– O USDA surpreendeu o mercado em seu relatório de novembro ao trazer uma manutenção na safra e uma elevação nos estoques finais dos EUA na temporada 2019/20. Os players esperavam por cortes em ambos os números. A melhora climática registrada ao longo do mês de outubro no cinturão produtor norte-americano aparentemente impediu o avanço das perdas produtivas no país. Os trabalhos de colheita estão na reta final e dificilmente teremos grandes mudanças a partir de agora. O mercado pode começar a especular até mesmo um ajuste positivo na produção no último relatório do ano, em dezembro.

– O clima no Brasil começa a ganhar peso como fator para o mercado. Embora os trabalhos de plantio estejam avançados em nível nacional, há problemas regionalizados em alguns estados. Atenção para os mapas climáticos daqui para frente. Ainda é cedo para se falar em perdas relevantes, mas o sinal amarelo está ligado para alguns estados.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Venda antecipada de soja 2019/20 do Brasil chega a 34,6% – SAFRAS

Porto Alegre, 8 de novembro de 2019 – A comercialização antecipada da safra 2019/20 de soja do Brasil envolve 34,6% da produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 8 de novembro. No relatório anterior, divulgado em 4 de outubro, o número era de 25,8%.  Em igual período do ano passado, o total negociado chegava a 31,3% e a média histórica é de 26,8%.

   Levando-se em conta uma safra estimada em 125,754 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 43,566 milhões de toneladas.<pre>

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SOJA – BRASIL – COMERCIALIZAÇÃO ANTECIPADA – SAFRA 2019/20

– em % da produção esperada – volumes em mil t. –

Estados      19/20     Volume      Safra      18/19     17/18      Média

             08/Nov Comprometido  Esperada    08/Nov    08/Nov   Normal (1)

RS            17       3.393       19.959      14         10         15

PR            27       5.397       19.988      24         16         20

MT            42       13.906      33.110      47         21         35

MS            30       2.966       9.851       30         20         26

GO            45       5.785       12.856      30         15         30

SP            37       1.307       3.532       24         22         22

MG            38       2.237       5.886       26         20         26

BA            37       2.077       5.615       28         20         32

SC            23        610        2.651       20         14         16

MA            50       1.552       3.104       37         –          37

PI            43       1.028       2.390       35         –          35

TO            47       1.532       3.260       40         –          40

OUT           50       1.776       3.552       39         38         38

BRASIL (x)   34,6      43.566     125.754     31,3       19,1       26,8

Obs.: (x) Média Ponderada.  (1) Média de 5 anos normais.</pre>

Percentuais considerando comprometimento dos produtores (envolvendo todas as

formas de negociação).

Fonte: SAFRAS & Mercado

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