Milho encerra semana com preços estáveis no país

    Porto Alegre, 16 de agosto de 2019 – O mercado brasileiro de milho encerrou a semana com preços estáveis no Brasil. O dia foi lento na comercialização, com escassos negócios. Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, as bases de cotações de compradores e vendedores não se encontraram, mantendo a morosidade na comercialização.

    No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 36,00/38,00 a saca. Em Santos, o preço girou em torno de R$ 36,50/38,00 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 30,50/33,50 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 33,00/34,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 36,50/37,00 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 38,00/39,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 33,00/34,50 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 27,00/29,00 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 27,00/28,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível.

Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços acentuadamente mais altos. O forte avanço reduziu a queda semanal, que se encaminhava para ser a maior desde junho de 2016. A posição setembro acumulou queda de 9,57% na semana.

   O mercado buscou recuperação técnica após a safra norte-americana maior que o esperado ter derrubado as cotações desde segunda-feira. As informações são de agências internacionais.

   Os contratos de milho com entrega em setembro de 2019 fecharam a US$ 3,71, alta de 10,25 centavos de dólar, ou 2,84%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2019 fechou a US$ 3,80 3/4 por bushel, ganho de 9,75 centavos de dólar, ou 2,62%, em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,37%, sendo negociado a R$ 4,0030 para a compra e a R$ 4,0050 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 4,0070 e a mínima de R$ 3,9770.

   Na semana, o dólar acumulou alta de 1,62%

      Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Preços da soja sobem, mas produtor se retrai no Brasil

   Porto Alegre, 16 de agosto de 2019 – Os preços da soja apresentaram alta nesta sexta no Brasil, impulsionados pela alta de Chicago e pelo dólar acima de R$ 4,00. A movimentação seguiu moderada, envolvendo cerca de 120 mil toneladas. O produtor espera por preços ainda melhores.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 81,00 para R$ 81,50. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 80,50 para R$ 81,00. No porto de Rio Grande, preço subindo de R$ 85,50 para R$ 86,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 80,00 para R$ 80,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 85,50 para R$ 86,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 75,50 para R$ 76,00. Em Dourados (MS), a cotação seguiu em R$ 75,00. Em Rio Verde (GO), a saca estabilizou em R$ 75,50.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais altos, reduzindo a perda acumulada na semana para 1,32% na posição novembro.

   O mercado encontrou sustentação em fatores técnicos, após uma semana de pressão. O anúncio de venda de 296,5 mil toneladas de soja em grão americana para destinos não revelados ajudou a sustentar as cotações e amenizar a queda semanal, provocada pela tensão comercial entre Estados Unidos e China.

    Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 9,25 centavos de dólar, ou 1,07%, em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,67 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 8,79 3/4 por bushel, com ganho de 9,00 centavos de dólar por bushel, ou 1,03%.

   Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com alta de US$ 3,10 ou 1,06% a US$ 294,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 29,13 centavos de dólar, com ganho de 0,06 centavo ou 0,2%.

     Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,37%, sendo negociado a R$ 4,050 para venda e a R$ 4,030 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,9770 e máxima de R$ 4,0070. Na semana, o dólar registrou alta de 1,62%.

     Agenda de segunda

– Eurozona: A leitura final do índice de preços ao consumidor de julho será publicada às 6h pela Eurostat.

– O BC divulga às 8h30 o Relatório Focus com as previsões do mercado para a economia.  

– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 12hs.

– Balança comercial das três primeiras semanas de agosto – Ministério da Economia, 15hs.

– Condições das lavouras nos Estados Unidos – USDA, 17hs.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

CÂMBIO: Dólar cai 1% com exterior positivo e Previdência no Senado (amplia)

   Nota atualiza informações no primeiro parágrafo e acrescenta a partir do terceiro.

   São Paulo, 8 de agosto de 2019 – O dólar comercial acelerou as perdas frente ao real e cai 1%, a R$ 3,93 – e interrompe uma sequência de oito altas seguidas – em sessão mais positiva no exterior e com o encaminhamento da reforma da Previdência para o Senado após a conclusão dos trabalhos na Câmara dos Deputados, ontem.

   “Lá fora, prevalece um ambiente mais otimista, sem muito barulho, mas com os mercados ainda bem cautelosos. Os números da balança comercial da China acima do esperado pelo mercado e a expectativa de reforma da Previdência aprovada até o fim do mês que vem, contribuem para o cenário local mais positivo”, comenta o diretor da Correparti, Ricardo Gomes.

   As exportações da China, em julho, subiram 3,3% em base anual, revertendo o resultado negativo de 1,3% em junho e acima das expectativas do mercado de recuo de 2,0%. As importações, por sua vez, caíram 5,6% no mês passado, desacelerando-se do recuo de 7,3% em junho, e acima da projeção de -9,0%.

“Os números foram extremamente interessantes”, ressalta Gomes.   Para o diretor da Correparti, a soma de um viés positivo para o comércio da China e a reação ao início do ciclo de afrouxamento monetário por alguns bancos centrais (BCs) – Estados Unidos, Brasil, Turquia, Nova Zelândia, India e Tailândia – contribuem para o cenário de queda global do dólar.

   “O exterior mais positivo hoje associado à aprovação da reforma da Previdência na Câmara preservando o nível de economia de R$ 900 bilhões em 10 anos, agora, indo para o Senado com expectativa de que passe por lá sem sofrer alterações e de que seja votada até o fim do mês que vem, fazem o exportador vender forte aqui”, acrescenta.

  Às 12h02 (de Brasília), o dólar à vista recuava 1,00%, a R$ 3,9370 para venda, depois de renovar mínimas a R$ 3,9300 (-1,18%) e máxima de R$ 3,9680 (-0,22%). O contrato para setembro caía 0,79%, cotado a R$ 3,9450. Lá fora, o Dollar Index tinha ligeira alta de 0,09%, aos 97,633 pontos. Entre as principais moedas de países emergentes, o movimento era de valorização frente ao dólar, com destaque para a alta de quase 1% da rupia indiana; o peso mexicano subia ao redor de 0,50%.

EUA: Nível da taxa de juros mantido pelo Fed faz dólar forte – Trump

   Porto Alegre, 08 de agosto de 2019 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a aumentar a pressão sobre o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) ao afirmar que o nível atual da taxa de juros contribui com a valorização do dólar e prejudica grandes empresas do país.

   “Como presidente, alguém poderia pensar que eu ficaria emocionado com o nosso dólar muito forte. Eu não! O alto nível da taxa de juros do Fed, em comparação com outros países, está mantendo o dólar elevado, tornando mais difícil para nossos grandes fabricantes como Caterpillar, Boeing, John Deere, nossas empresas automotivas e outros competir em igualdade de condições”, disse Trump no Twitter.

Essa não é a primeira vez que Trump apela por juros mais baixos como uma forma de estimular a economia norte-americana e as empresas do país. Repetidamente, ele tem criticado o Fed e seu presidente, Jerome Powell, por não realizar cortes mais profundos na taxa básica de juros dos Estados Unidos.

   “Com cortes substanciais do Fed (não há inflação) e sem aperto quantitativo, o dólar tornará possível para as nossas empresas vencerem qualquer concorrência. Nós temos as maiores empresas no mundo, não há ninguém perto, mas infelizmente o mesmo não pode ser dito sobre o nosso Federal Reserve. Ele erra em cada passo do caminho, e nós ainda estamos ganhando. Você pode imaginar o que aconteceria se eles realmente acertassem?”, afirmou Trump em outra mensagem no Twitter.

  Em sua reunião da semana passada, o Fed cortou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual (pp), para a faixa entre 2,00% e 2,25% ao ano. Na ocasião, o banco central norte-americano também anunciou o fim da estratégia de redução gradual do balanço de ativos – hoje em cerca de US$ 3,8 trilhões – para agosto e não mais em outubro como era originalmente previsto.

     As informações partem da Agência CMA.

Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA: Chicago e dólar recuam e soja tem julho arrastado

    Porto Alegre, 2 de agosto de 2019 – O mercado brasileiro de soja teve um mês de julho marcado por escassos negócios e por preços recuando na maior parte das praças do país. A desvalorização dos contratos futuros em Chicago e a queda do dólar prejudicaram a comercialização.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 77,50 para R$ 73,00 em julho. Em Cascavel (PR), o preço baixou de R$ 74,00 para R$ 71,50. Em Paranaguá, a cotação recuou de R$ 81,00 para R$ 78,50.

   Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 70,00 para R$ 67,50. Em Dourados (MS), a cotação estabilizou na casa de R$ 70,00. Em Rio Verde (GO), o preço baixou de R$ 81,00 para R$ 78,50.

   Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em novembro acumularam desvalorização de 4,5% em julho, encerrando o mês a US$ 8,81 . A intensificação da guerra comercial entre China e Estados Unidos e a melhora do clima no cinturão produtor americano determinaram as perdas.

    O câmbio também não ajudou na comercialização. O dólar comercial acumulou queda de 0,6% no período, encerrando o mês a R$ 3,818. Na maior parte do mês, a moeda ficou abaixo de R$ 3,80.

     Oferta e Demanda

   As exportações de soja do Brasil deverão totalizar 77 milhões de toneladas em 2020, subindo 7% sobre o volume de 2019, projetado em 72,1 milhões de toneladas. A previsão faz parte do quadro de oferta e demanda brasileiro, divulgado por SAFRAS & Mercado.

    “A manutenção da guerra comercial entre EUA e China deverá levar novamente a uma forte demanda chinesa pela soja brasileira, enxugando nossos estoques”, destaca o analista de SAFRAS, Luiz Fernando Roque.

   O esmagamento também deve crescer frente a uma maior demanda por exportação de carnes. SAFRAS indica esmagamento de 43,75 milhões de toneladas em 2020 e de 43,2 milhões de toneladas em 2019, representando um aumento de 1% entre uma temporada e outra.

   Em relação à temporada 2020, a oferta total de soja deverá subir 5%, passando para 124,067 milhões de toneladas. A demanda total está projetada por SAFRAS em 123,95 milhões de toneladas, com ganho de 5%. Desta forma, os estoques finais deverão cair 9%, passando de 129 mil para 117 mil toneladas.

    SAFRAS trabalha com uma produção de farelo de soja de 32,95 milhões de toneladas, inalterada. As exportações deverão cair 3% para 15,5 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 17,5 milhões, aumento de 3%. Os estoques deverão cair 6%, para 838 mil toneladas.

   A produção de óleo de soja deverá ficar em 8,685 milhões de toneladas. O Brasil deverá exportar 700 mil toneladas, com queda de 24% sobre o ano anterior. O consumo interno deve subir de 7,9 milhões para 8,05 milhões de toneladas. A previsão é de recuo de 14% nos estoques para 93 mil toneladas.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Preços da soja reagem no Brasil, mas negócios seguem escassos

    Porto Alegre, 29 de julho de 2019 – Os preços da soja subiram nas principais praças do país nesta segunda, acompanhando o desempenho de Chicago e do dólar. Mas as bases de compra e venda seguem muito distantes e, em função disso, poucos negócios foram realizados.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 74,00 para R$ 74,50. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 73,50 para R$ 74,00. No porto de Rio Grande, preço passou de R$ 78,50 para R$ 79,50.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 72,00 para R$ 73,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 78,00 para R$ 79,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca ficou em R$ 68,50. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 68,50 para R$ 69,50. Em Rio Verde (GO), a saca permaneceu em R$ 71,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais altos. O mercado focou nas negociações entre China e Estados Unidos e na perspectiva de um acordo comercial, que poderia resultar na retomada das vendas se soja americana para os chineses.

    A mídia estatal chinesa disse no domingo que os Estados Unidos enviaram milhões de toneladas de soja para a China desde que os líderes dos dois países se reuniram em junho, embora dados do governo dos EUA mostrem um volume muito inferior.

   Dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostram que apenas 1,02 milhão de toneladas de soja foram enviadas à China desde o encontro do G20, em 28 de junho, até a semana encerrada em 18 de julho, a última com dados disponíveis. Esses embarques refletiram compras feitas mais cedo neste ano. O USDA deve divulgar novos dados nesta semana.

   As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.031.477 toneladas na semana encerrada no dia 25 de julho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam o número em 600 mil toneladas.

    Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 560.856 toneladas. No ano passado, em igual período, o total fora de 768.769 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 40.311.922 toneladas, contra 52.477.266 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

    Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 2,50 centavos de dólar por libra-peso ou 0,28%, a US$ 8,85 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 9,04 1/4 por bushel, com ganho de 3,25 centavos de dólar por libra-peso ou 0,36%.

    Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com alta de US$ 1,10 ou 0,36% a US$ 304,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 28,43 centavos de dólar, baixa de 0,04 centavo, ou 0,14% em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,29%, sendo negociado a R$ 3,7820 para a compra e a R$ 3,7840 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,8010 e a mínima de R$ 3,7780.

     Agenda de terça

– A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga às 8h os dados do Indice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) referentes a julho.

– Dados semanais sobre a safra de grãos e café do Paraná (Deral), na parte da manhã.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

AGRICULTURA: Em dez anos, área será ampliada em 10,3 mi de ha no Brasil

   Porto Alegre, 25 de julho de 2019 – O estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2018/19 a 2028/29 prevê que a área total plantada com lavouras no país passará de 75,4 milhões de hectares para 85,68 milhões, um acréscimo de 10,3 milhões de hectares em dez anos. A expansão se dará, principalmente, sobre pastagens naturais e áreas degradadas. O grupo reúne os cultivos de algodão, arroz, feijão, milho, soja (grão), trigo, café, mandioca, batata inglesa, laranja, fumo, cana-de-açúcar, cacau, mandioca, uva, maçã, banana, manga, melão e mamão.

    Produzido pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e pela Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, o estudo traz as perspectivas para produção, consumo, exportação, importação e área plantada no Brasil.

   De acordo com o levantamento, a área cultivada de grãos (algodão, amendoim, arroz, aveia, canola, centeio, cevada, feijão, girassol, mamona, milho, soja, sorgo, trigo e triticale) saltará de 62,9 milhões de hectares para 72,4 milhões de hectares, o que corresponde a um acréscimo anual de 1,4%, ou 15,3% no período de 10 anos.

    Na próxima década, o Brasil vai produzir 300 milhões de toneladas de grãos, ou seja, mais 62,8 milhões de toneladas (27%). O crescimento será principalmente com o aumento da produtividade das culturas.

     Crescimento e retração

    As projeções apontam para o crescimento das seguintes lavouras: soja  (+ 9,54 milhões de hectares), milho segunda safra (+ 4 milhões de hectares) e cana-de-açúcar (+ 1,64 milhão de hectares). Haverá retração nas lavouras de arroz (-1 milhão de hectares), laranja (-100 mil hectares) e mandioca (-180 mil de hectares).

    Conforme o estudo, as lavouras que irão perder área, como mandioca, café, arroz, laranja e feijão, serão compensadas por ganhos de produtividade.

A expansão de soja e cana-de-açúcar ocorrerá “pela incorporação de áreas novas, áreas de pastagens naturais e também pela substituição de outras lavouras que deverão ceder área. A área de milho deve expandir-se sobre áreas liberadas pela soja, no sistema de plantio direto”.

    “Algumas incertezas são inerentes às características da agricultura e outras, como tensões nas relações comerciais e doenças, que podem afetar as lavouras e as criações, e eventos climáticos extremos, como chuvas, geadas e secas”, explica José Garcia Gasques, coordenador-geral de Avaliação de Políticas e Informação do ministério e um dos pesquisadores.

   Entre as regiões do país, o Centro-Oeste terá a maior ampliação da área plantada no período, com crescimento de 26,5 milhões de hectares para 34 milhões de hectares, alta de 28,5%.

No Sul, o incremento será de 8%, de 19,5 milhões de hectares para 21 milhões de hectares. No Norte, o crescimento será de 19%, de 3 milhões de hectares para 3,6 milhões de hectares.

   A região denominada Matopiba (formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e pela Bahia) “deverá apresentar aumento elevado da produção de grãos assim como sua área deve apresentar também aumento expressivo. As projeções indicam que essa região deverá produzir cerca de 28,7 milhões de toneladas de grãos em 2028/29 numa área plantada de grãos de 8,8 milhões de hectares ao final do período das projeções”, aponta o estudo.

GRÃOS: CIG corta safra global em 2019/20 para 2,148 bi de toneladas

    Porto Alegre, 25 de julho de 2019 – O Conselho Internacional de Grãos (CIG) cortou sua projeção para a safra global de grãos em 2019/20 de 2,156 para 2,148 bilhões de toneladas. Em relatório divulgado nesta quinta-feira, o Conselho também manteve a safra 2018/19 em 2,142 bilhões de toneladas.

   Conforme o CIG, a safra mundial de milho em 2019/20 deve totalizar 1,092 bilhão de toneladas, abaixo das 1,095 bilhão estimadas em junho. Em 2018/19, a safra global do cereal fica em 1,13 bilhão de toneladas.

   A produção de trigo é estimada em 763 milhões de toneladas, acima das 769 milhões de toneladas de junho, superando, também, as 733 milhões de toneladas de 2018/19. Para a soja, o CIG estima a safra 19/20 em 348 milhões de toneladas, contra 349 milhões de toneladas do mês passado e 363 milhões da safra passada. A safra de arroz foi mantida em 503 milhões de toneladas, mês a mês, superando as 499 milhões de toneladas da temporada 2018/19.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

CÂMBIO: Dólar opera em queda ainda no otimismo com Previdência e exterior

Porto Alegre, 12 de julho de 2019 – Após oscilar nas primeiras horas de negócios, o dólar comercial firma queda frente ao real ainda refletindo o otimismo do mercado com a reforma da Previdência, que agora está em fase de análise e votação dos destaques que mudam partes do texto-base, em meio à dúvidas sobre a possibilidade de conseguir votar a pauta no segundo turno antes do recesso parlamentar, a partir do dia 18.

    Para o analista da Toro Investimentos, Lucas Carvalho, mesmo com declarações do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, de que a próxima etapa pode ficar para a volta do recesso parlamentar, em agosto, investidores seguem precificando a aprovação da reforma na “casa”.

    Ele acrescenta que, apesar das oscilações, o dólar está com “nova resistência psicológica” no patamar de R$ 3,75. “A Previdência está bem precificada neste patamar. Precisa acontecer algo bem importante lá fora com força para fazer a moeda cair mais”, diz.

    Lá fora, o viés também é otimista na esteira das declarações do presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano), Jerome Powell, no Congresso dos Estados Unidos, dando conta de que o corte da taxa de juros e outras medidas de estímulo estão no radar, destacam os analistas da Coinvalores.

   Lá, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês), divulgado hoje e acima do esperado, com alta de 0,1% em junho ante expectativa de estabilidade, contribui para o bom humor dos ativos.

   Às 11h57 (de Brasília), o dólar à vista operava em queda de 0,13% no mercado à vista, cotada a R$ 3,7470 para venda, depois de oscilar na mínima de R$ 3,7370 (-0,40%) e máxima de R$ 3,7640 (+0,32%). No mercado futuro, o contrato para agosto tinha queda de 0,27%, a R$ 3,7525. Lá fora, o Dollar Index caía 0,05%, ao redor de 97,000 pontos. Entre as principais moedas de países emergentes, o movimento é misto ante o dólar. Com informações da Agência CMA.

     Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Soja tem dia de movimentação moderada e preços estáveis

   Porto Alegre, 6 de junho de 2019 – O mercado brasileiro de soja teve um dia de negociação moderada e de preços praticamente inalterados. O dia foi de volatilidade em Chicago e de queda do dólar. Mesmo assim, houve registro de negócios envolvendo 50 mil toneladas no Rio Grande do Sul, 30 mil no Paraná e outras 20 mil no Mato Grosso.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 78,50. Na região das Missões, a cotação seguiu em R$ 77,50 a saca. No porto de Rio Grande, preço permaneceu em R$ 82,50.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço seguiu em R$ 76,00. No porto de Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 82,00 para R$ 82,50.

    Em Rondonópolis (MT), a saca ficou em R$ 69,00. Em Dourados (MS), a cotação estabilizou em R$ 70,00. Em Rio Verde (GO), a saca permaneceu em R$ 69,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos. Em dia volátil, a previsão de clima seco e favorável ao plantio nos Estados Unidos e as exportações semanais dentro do esperado pressionaram o mercado.

   As perdas só não foram maiores devido ao desempenho de outros mercados, principalmente o trigo, e também em função do posicionamento de carteiras por parte dos agentes, aguardando o relatório de junho do Departamento de

Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os dados serão divulgados dia 11.

    As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2018/19, com início em 1 de outubro, ficaram em 510.000 toneladas na semana encerrada em 30 de maio. Representa uma elevação de 28% frente à semana anterior e é 86% superior à média das últimas quatro semanas.

Destinos desconhecidos lideraram as importações, com 214.000 toneladas.

    Para a temporada 2019/20, ficaram em 73.700 toneladas. Os analistas

esperavam exportações entre 250 mil a 550 mil toneladas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 1,00 centavo de dólar por libra-peso ou 0,11%, a US$ 8,68 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 8,75 1/4 por bushel, com perda de 1,00 centavo de dólar por libra-peso ou 0,11%.

   Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com retração de US$ 1,80, ou 0,56%, a US$ 315,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 27,76 centavos de dólar, com alta de 0,54 centavo ou 1,98%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou o dia com queda de 0,33%, sendo negociado a R$ 3,8830 para venda e a R$ 3,8810 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,8580 e a máxima de R$ 3,8870.

     Agenda de sexta

– China: A bolsa de Hong Kong permanece fechada em função de um feriado.

– China: A bolsa de Xangai permanece fechada em função de um feriado.

– Alemanha: O resultado da balança comercial de abril será publicado às 3h pelo Destatis.

– Alemanha:  A produção industrial de abril será publicada às 3h pelo Ministério de Economia e Tecnologia.

– A FGV divulga às 8h os dados do Indice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) referentes a maio.

– O IBGE divulga às 9h os dados sobre o Indice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) referentes a maio.

– O IBGE divulga às 9h os dados sobre o Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referentes a maio.

– Dados do desenvolvimento das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, no início do dia.

– EUA: O número de empregos criados ou perdidos pela economia (payroll) e a taxa de desemprego referentes a maio serão publicados às 9h30 pelo Departamento do Trabalho.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

CÂMBIO: Declarações de Powell e otimismo local sustentam dólar em R$ 3,85

   Porto Alegre, 4 de junho de 2019 – O dólar comercial tem queda firme frente ao real sustentado pelas declarações do presidente do banco central dos Estados Unidos, que deixam o mercado mais otimista, e com a continuidade do bom humor local com a política. Às 14h52 (de Brasília), o dólar à vista operava em queda de 0,84%, negociado a R$ 3,8570 para venda, depois de oscilar na mínima de R$ 3,8560 (-0,87%) e máxima de R$ 3,8900 (0,00%). Já o contrato futuro para julho tinha queda de 0,77%, a R$ 3,8640.

    “A votação da MP 871 no Senado significa um passo para avanços significativos da reforma da Previdência. O mercado comprou a ideia de que a articulação entre o governo e o Congresso melhorou”, comenta a economista-chefe do Banco Ourinvest, Fernanda Consorte.

    O otimismo é sustentado ainda pelas declarações do presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano), Jerome Powell, sobre  possíveis cortes na taxa de juros, sustentando o discurso do presidente da unidade do Fed de Saint Louis, James Bullard, de que o Fed poderia afrouxar a política monetária em breve.

    “O que geraria mais fluxo de investimento para o Brasil com o Fed confirmando que os Estados Unidos serão negativamente afetados pela guerra comercial entre Estados Unidos e China, sugerindo um movimento de taxa de juros mais baixa, o que favorece os mercados emergentes”, avalia Fernanda.

    Lá fora, o Dollar Index subia 0,07%, acima dos 97,200 pontos. Entre as principais moedas de países emergentes, o movimento é de valorização ante o real, com destaque para as altas de mais de 2% do peso colombiano e de mais de 1% dos pesos mexicano e chileno. Em contrapartida, o rand sul-africano caía 1,8%.

     As informações são da Agência CMA.

    Revisão: Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Chicago realiza lucros e opera no território negativo

    Porto Alegre, 23 de maio de 2019 – Os contratos da soja em grão registram preços mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado é pressionado por um movimento de realização de lucros frente aos ganhos obtidos na última sessão, em meio a fatores técnicos e ao recuo nos preços do petróleo.

    Os contratos com vencimento em julho de 2019 operam cotados a US$ 8,26 3/4 por bushel, baixa de 1,75 centavo de dólar por bushel ou 0,21%.

    Ontem (22), após a queda de terça-feira, o mercado teve um dia de recuperação com base em fatores técnicos.

   Na terça, a notícia de que o governo Trump estaria para anunciar um plano de auxílio aos produtores para enfrentar as perdas provenientes da guerra comercial entre Estados Unidos e China pressionou o mercado. Na avaliação dos participantes, a ajuda determinaria um aumento na oferta americana, em meio a uma ampla disponibilidade mundial da oleaginosa.

  Mas o anúncio de uma nova venda de 131 mil toneladas de soja americana para destinos não revelados e o atraso no plantio americano, com a previsão de chuvas podendo retardar ainda mais os trabalhos, ajudaram na correção técnica.

    Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 6,50 centavos de dólar por libra-peso ou 0,79%, a US$ 8,28 1/2 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 8,35 1/2 por bushel, com ganho de 6,75 centavos de dólar por libra-peso ou 0,81%.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

EUA: Trump prepara nova rodada de ajuda aos agricultores – Bloomberg

    Porto Alegre, 21 de maio de 2019 – A administração Trump está se preparando para anunciar outra rodada de ajuda aos agricultores prejudicados pela guerra comercial com a China. Segundo fontes consultadas pela Bloomberg, o pacote de assistência pode ultrapassar US$ 15 bilhões.

    O plano de ajuda é baseado no programa que a administração implementou no ano passado depois que a China aplicou tarifas de retaliação aos produtos agrícolas dos EUA, embora os pagamentos sejam mais generosos.

    A administração está considerando pagamentos de cerca de US$ 2 por bushel para produtores de soja, 63 centavos por bushel para produtores de trigo e 4 centavos por bushel para produtores de milho para compensar as perdas da guerra comercial.

    No ano passado, a administração pagou US $ 1,65 por bushel pela soja, 14 centavos por bushel pelo trigo e 1 centavo por bushel pelo milho.

China volta atrás em quase todos os aspectos do acordo comercial com os EUA, dizem fontes

WASHINGTON/PEQUIM (Reuters) – Pequim enviou a Washington na sexta-feira à noite mudanças sistemáticas ao esboço de quase 150 páginas do acordo comercial que acabaria com meses de negociações entre as duas maiores econômicas do mundo, de acordo com três fontes do governo dos Estados Unidos e três fontes do setor privado com conhecimento das negociações.

O documento estava cheio de mudanças em que a China voltava atrás em itens que afetaram as principais demandas dos EUA, disseram as fontes à Reuters.

Em cada um dos sete capítulos do esboço do acordo comercial a China retirou seus compromissos para mudar leis que resolveriam as principais reclamações que levaram os EUA a lançarem uma guerra comercial: roubo de propriedade intelectual e segredos comerciais dos EUA, transferências forçadas de tecnologia, acesso a serviços financeiros e manipulação cambial.

O presidente dos EUA, Donald Trump, respondeu no Twitter no domingo com a promessa de elevar as tarifas sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses de 10 a 25 por cento na sexta-feira –calculado para acontecer no meio de uma visita do vice-premiê chinês, Liu He, a Washington para continuar com as negociações comerciais.

A retirada de linguagem legal vinculativa do esboço afetou diretamente a mais alta prioridade do representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer –para quem mudanças nas leis chinesas são essenciais para verificar o cumprimento das medidas após anos do que autoridades norte-americanas chamaram de promessas vazias de reformas.

Lighthizer pressionou muito por um regime de cumprimento mais parecido com aqueles usados para sanções econômicas –como as adotadas sobre a Coreia do Norte ou Irã — do que um acordo comercial típico.

“Isso prejudica a arquitetura principal do acordo”, disse uma fonte de Washington com conhecimento das discussões.

CÂMBIO: Dólar tem alta com exterior e cautela em dia de Previdência na CCJC

  Porto Alegre, 23 de abril de 2019 – O dólar comercial passou a subir frente ao real, renovando máximas acima de R$ 3,95, influenciado pelo cenário externo, onde a moeda ganha força frente às moedas pares e de países emergentes em movimento de correção com a volta da Europa, de Hong Kong e da Oceania ao mercado após o feriado de Páscoa.

    “O exterior está em uma compensação após ficar de lado ontem com o feriado em importantes mercados. É um movimento de correção técnica com o dólar ganhando força, principalmente, sobre as moedas emergentes”, comenta o diretor da Correparti, Ricardo Gomes.

   Voltando a operar acima do nível de R$ 3,95, Gomes reforça que o mercado local opera com baixo volume de negócios e corre para a proteção com exterior “ruim” e com investidores na expectativa pela votação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) na Câmara dos Deputados, hoje à tarde. “Investidores correm para se proteger. O importador está fora do mercado e o exportador, em compasso de espera por mais altas”, ressalta.

   Às 11h16 (de Brasília), o dólar comercial subia 0,43% no mercado à vista, negociado a R$ 3,9510 para venda, depois de renovar máxima a R$ 3,9520 (+0,46%). O contrato futuro para maio operava em alta de 0,38%, a R$ 3,9530. Lá fora, o Dollar Index avançava 0,38%, aos 97,657 pontos. Entre as principais moedas de países emergentes, a maioria perde para o dólar com destaque para a desvalorização de mais de 1% do peso argentino e rand sul-africano. O peso mexicano cai ao redor de 0,6%.

     As informações são da Agência CMA.

    Revisão: Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MILHO: Chicago reverte e tem leve no meio-pregão, avaliando USDA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT)para o milho opera com preços levemente mais altos no meio-pregão de hoje. O cereal tenta reagir após o relatório de oferta e demanda de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos ter elevado os estoques finais norte-americanos e globais acima dos números esperados pelo mercado.

    O USDA previu que os estoques finais de passagem da safra 2018/19 ficarão em 2,035 bilhões de bushels, ante os 2,013 bilhões de bushels esperados pelo mercado e acima dos 1,835 bilhão de bushels indicados em março. Os estoques finais da safra mundial 2018/19 foram projetados em 314,01 milhões de toneladas, acima das 312,4 milhões de toneladas previstas pelo mercado e à frente das 308,53 milhões de toneladas apontadas no relatório de março. A safra global 2018/19 foi estimada em 1.107,38 milhão de toneladas, acima das 1.101,16 milhão de toneladas previstas em março.

    A safra americana foi mantida em 366,29 milhões de toneladas. A estimativade safra brasileira passou de 94,5 milhões de toneladas para 96 milhões de toneladas, enquanto o mercado esperava um volume de 94,7 milhões de toneladas.

A produção da Argentina deve atingir 47 milhões de toneladas, acima das 46 milhões de toneladas previstas no mês passado, enquanto o mercado esperava umaprodução de 46,8 milhões de toneladas. A China teve sua produção indicada em 257,33 milhões de toneladas, sem alterações ante março.

    A posição maio opera com alta de 0,50 centavo em relação ao fechamento anterior, ou 0,13%, cotada a US$ 3,60 1/2 por bushel. A posição julho está cotada a US$ 3,69 por bushel, avanço de 0,50 centavo em relação ao fechamento anterior, ou 0,13%.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRASCopyright 2019 – Grupo CMA

TRIGO: USDA reduz estimativa de safra e eleva estoques globais de 2018/19

   Porto Alegre, 9 de abril de 2019 – O relatório de oferta e demanda de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe novos números para a produção 2018/19 de trigo global. A safra mundial de trigo em 2018/19 é estimada em 732,87 milhões de toneladas, abaixo das 733 milhões de toneladas em fevereiro. Para a safra 2017/18, a estimativa do USDA é de 763,19 milhões de toneladas.

   Os estoques finais globais em 2018/19 foram estimados em 275,61 milhões de toneladas, contra 270,53 milhões de toneladas em março. Analistas esperavam as reservas em 271,1 milhões de toneladas. Para 2017/18, o número projetado é de 281,89 milhões de toneladas. O consumo global em 2018/19 está estimado em 739,15 milhões de toneladas, contra 742,09 milhões de toneladas no mês passado e 743,61 milhões de toneladas estimadas em 2017/18.

    Para 2018/19, a produção de trigo no Brasil está projetada em 5,43 milhões de toneladas, mesmo número de março, e 4,26 milhões de toneladas de 2017/18. As importações em 2018/19 estão apontadas em 7,5 milhões de toneladas. Os estoques finais são projetados em 1,34 milhão de toneladas, mesmo volume de fevereiro. A safra 2018/19 do cereal na Argentina foi projetada em 19,5 milhões de toneladas, mesmo volume de toneladas em fevereiro. A estimativa das exportações do país é de 13,7 milhões de toneladas, ante 14,2 milhões de toneladas no mês anterior.

   No Canadá, a projeção da safra 2018/19 é de 31,8 milhões de toneladas. A projeção da safra australiana do cereal foi de 17,3 milhões de toneladas.

Na União Europeia, a safra 2018/19 está projetada em 137,6 milhões de toneladas.

   A China tem projeção de safra 2018/19 em 131,43 milhões de toneladas. Os estoques finais do país estão estimados em 139,99 milhões de toneladas. A produção total do bloco de países anteriormente pertencente à União Soviética (entre eles Rússia, Cazaquistão e Ucrânia) deve ficar em 124,86 milhões de toneladas. Os Estados Unidos deverão colher 51,29 milhões de toneladas em 2018/19. As exportações do país estão projetadas em 25,72 milhões de toneladas.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRASCopyright 2019 – Grupo CMA

MERCADO: Queda do dólar trava soja e preços recuam no Brasil

Porto Alegre, 25 de março de 2019 – Os preços da soja oscilaram entre
estáveis e mais baixos nas principais praças do país nesta segunda-feira. A
queda de mais de 1% no dólar pesou sobre os referenciais e afastou os
negociadores. Ao contrário do final da semana passada, a comercialização
travou. Chicago teve alta moderada, sem impactar no ritmo dos negócios.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 75,00. Na região das
Missões, a cotação estabilizou em R$ 74,50 a saca. No porto de Rio Grande,
preços permaneceram em R$ 79,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço recuou de R$ 74,00 para R$ 73,50. No
porto de Paranaguá (PR), a saca caiu de R$ 79,50 para R$ 79,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca baixou de R$ 70,00 para R$ 69,00. Em Dourados
(MS), a cotação recuou de R$ 71,50 para R$ 70,00. Em Rio Verde (GO), a saca
baixou de R$ 69,50 para R$ 68,50.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais altos. Cobertura de posições
vendidas frente ao relatório de intenção de plantio, possível compra chinesa
de produto americano e excesso de chuvas nos Estados Unidos sustentam
contratos.

Na semana da divulgação do relatório de intenção de plantio do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), um movimento de
cobertura de posições vendidas assegurou a recuperação.

Rumores de que a China acertou uma nova compra de produto americano, às
vésperas da reunião entre representantes dos dois países em Pequim,
contribuiu para a elevação. Além disso, o excesso de chuvas no Meio Oeste
americano continua sendo motivo de preocupação.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 857.970
toneladas na semana encerrada no dia 21 de março, conforme relatório semanal
divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 849.700 toneladas. No
ano passado, em igual período, o total fora de 710.004 toneladas. No acumulado
do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 28.554.596
toneladas, contra 40.940.759 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 2,75
centavos de dólar ou 0,3%, a US$ 9,06 1/2 por bushel. A posição julho teve
cotação de US$ 9,20 por bushel, ganho de 2,75 centavos ou 0,29%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com alta de US$ 0,10 ou
0,03%, sendo negociada a US$ 315,10 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em maio fecharam a 28,82 centavos de dólar, com ganho de 0,16
centavo ou 0,55%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 1,17%, negociado a R$
3,8550 para a compra e a R$ 3,8570 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,9380 e a mínima de R$ 3,8560.

Agenda de terça

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga às 9h os
dados sobre o Indice Nacional de Preços ao Consumidor – 15 (IPCA 15)
referentes a março.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento do mercado até o momento

São Paulo, 25 de março de 2019 – Em uma manhã volátil, o Ibovespa voltou
a ensaiar uma melhora com expectativas de uma pacificação do cenário
político e andamento da reforma da Previdência após término da reunião
entre o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e
demais membros do governo. Investidores também seguem de olho no cenário
externo, com bolsas norte-americanas mostrando dificuldades de definir um rumo
diante de receio de uma desaceleração da economia global.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de
0,27% aos 93.989,96 pontos. O volume financeiro do mercado era de
aproximadamente R$ 6,4 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com
vencimento em abril de 2019 apresentava avanço de 0,75% aos 94.285 pontos.

Há rumores de que Bolsonaro ouviu de Guedes e de militares de que é
preciso maior moderação e foco na reforma da Previdência, o que pode reduzir
o tom negativo trazido pela troca de farpas entre o presidente e o presidente da
Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, desde a semana passada. Maia vem
sendo figura centra na articulação da reforma.

Para o analista da Necton, Glauco Legat, o mercado continuará sensível a
qualquer declaração sobe o tema e ainda aposta na aprovação da reforma,
embora esteja com dificuldades de precificar em quanto tempo e o quão
desidratada será. “Vamos ver se será possível uma trégua entre Bolsonaro e
Maia, mas o tom piorou muito, o timing e a profundidade da reforma estão em
xeque”, disse.

O dólar comercial passou a cair mais forte neste momento com rumores sobre
o fim da reunião entre o ministro da economia Paulo Guedes e o presidente Jair
Bolsonaro. As notícias dão conta de que Guedes pediu para Bolsonaro acalmar a
“briga” com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, para assim
dar andamento na reforma da Previdência.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,87%, sendo
negociado a R$ 3,8690 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda
norte-americana com vencimento em abril de 2019 apresentou recuo de 1,01%
cotado a R$ 3,868.

“O mercado está especulando sobre a reunião do Bolsonaro com o Gudes.
Estão dizendo que o Bolsonaro dará prioridade para a reforma da Previdência e
não vai mais brigar com o Maia. Isso está trazendo um movimento de
fortalecimento do real frente ao dólar que já víamos desde cedo”, explicou
um operador de câmbio.

De acordo com a coluna de Tales Faria no portal “Uol”, Paulo Guedes teria
dito que não teria mais como permanecer no governo se a reforma não andar,
mas que Guedes está disposto a pacificar os ânimos entre Maia e o Planalto.

As taxas dos contratos futuros de juros passaram a cair acompanhando a
desvalorização do dólar comercial. A moeda norte-americana é cotada abaixo
de R$ 3,90, após superar esse patamar logo nos primeiros minutos de pregão. A
cena política continua no radar dos investidores.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,49%, de 6,480% após
ajustes de sexta-feira e de 6,60% na máxima do dia; o DI para janeiro de 2021
projetava taxa de 7,10%, de 7,14% e 7,33%, na mesma ordem; o DI para janeiro
de 2023 estava em 8,26%, de 8,29% no ajuste ao final da semana passada e de
8,53% no nível mais alto da sessão até então; e o DI para janeiro de 2025
tinha taxa de 8,83%, de 8,84% e 9,11%, na mesma comparação.

CARNE DE FRANGO: Indústria pede plano de incentivo ao milho no RS

Porto Alegre, 1 de fevereiro de 2019 – Pedido feito por representantes das
indústrias de proteína animal ao governador Eduardo Leite será o ponto de
partida para que a Secretaria da Agricultura apresente nova proposta de fomento
à produção de milho no Rio Grande do Sul. Nos próximos dias, o titular da
pasta, Covatti Filho, promete apresentar levantamento em elaboração.

“O governador pediu que fossem feitos estudos. A ideia é desenvolver
política com foco na irrigação, abordando também a questão do
licenciamento. É um caminho na busca pela autossuficiência”, explica Covatti
Filho.

Ele ainda não detalhou quais ações diferentes das já existentes
poderão ser adotadas – desde 2013, por exemplo, existe o programa Mais Água,
Mais Renda. Talvez o principal argumento de convencimento de que o Estado
precisa encarar a produção de milho de outra maneira tenha vindo da palavra
competitividade. Ou melhor: da falta dela.

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco
Turra esteve na reunião realizada no Palácio Piratini. Ele conta que foi
mencionado a Leite a perda de posições do Rio Grande do Sul no ranking
nacional em razão da produção do grão ser insuficiente para atender à
demanda.

Segundo o dirigente, catarinenses e gaúchos precisam adquirir cerca de 6
milhões de toneladas de milho de outros locais de produção – de dentro e de
fora do país. Para se ter uma ideia, o volume é maior do que o estimado para
toda a produção do Estado, de 5,63 milhões de toneladas, segundo a Conab.

A necessidade encarece os custos, diminui a margem e, consequentemente,
limita o retorno financeiro aos cofres públicos.

“Está ficando muito custoso trazer o milho do Centro-Oeste. Precisamos
ter uma briga permanente para fomentar o crescimento da produção de milho”,
confirma o ex-ministro da Agricultura.

Na sexta-feira, Leite pode conferir de perto um exemplo de que produzir
milho pode dar certo e gerar renda. Mas a realidade da AJ Moreno, onde ocorreu
a abertura oficial da colheita, está longe de ser a da maioria das propriedades.

O desafio será encontrar uma proposta capaz de garantir uniformidade à
produção, evitando que fique à mercê do vaivém das cotações no mercado.
Modelo comemorado

Na cerimônia simbólica que marca a abertura da colheita do milho no
Estado, os resultados da propriedade escolhida para receber a festa
impressionaram o governador Eduardo Leite. Ele constatou de perto o que a
tecnologia pode fazer pela cultura.

A diferença na AJ Moreno, em Santo Ângelo, nas Missões, já começa no
espaço destinado ao grão. Na maior parte do Estado, a soja tem preferência.
Lá, não. São 220 hectares de milho e 230 hectares de soja. Na área do milho,
190 hectares contam com irrigação.

A produtividade média soma 240 sacas por hectare. No sequeiro, são 200
sacas. Em ambos os casos, bem acima da média estadual – estimada em 124
sacas para a safra atual, segundo a Conab.

Vice-prefeito de Santo Ângelo e presidente da 19 Feira Internacional do
Milho (Fenamilho), Bruno Hesse reforçou que o uso de sistemas de irrigação em
pequenas propriedades ajudaria a reduzir o déficit da produção de milho. As
informações partem de Zero Hora e foram divulgados no boletim Avicultura RS
Notícias, da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav).

Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS