BOLSA DE CHICAGO: Resumo das operações de quarta-feira

Porto Alegre, 05 de março de 2015 – Acompanhe, abaixo, o resumo das
operações da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) na sessão do último dia
útil:

SOJA: a soja encerrou a quarta-feira com preços mais baixos. O dólar firme
frente a outras moedas, incluindo o real, reforçou os temores de queda na
demanda pelo produto americano, adicionando pressão fundamental às cotações.
A posição maio fechou próxima da mínima do dia, atingindo os menores
níveis desde 11 de janeiro. O câmbio foi determinante para o comportamento do
mercado. A valorização do dólar tira competitividade da soja americana em um
período em que tradicionalmente a demanda internacional se desloca para a
América do Sul. No Brasil, o dólar chegou a bater em R$ 3,00, atingindo o
maior patamar desde 2004, favorecendo as exportações agrícolas brasileiras,
incluindo as vendas de soja. Com o arrefecimento da paralisação dos
caminhoneiros, a perspectiva é de um aumento gradual do escoamento da safra
brasileira. Outro fator de pressão é o bom desenvolvimento das lavouras
sul-americanas. A colheita avança no Brasil e a perspectiva é de safra
recorde. Na Argentina, a situação é até mais favorável e os produtores
também se preparam para colher a maior safra da história. Segundo a
publicação alemã Oil World, a oferta de soja em grão na temporada 2014/15
será ampla. A disponibilidade da oleaginosa no mundo deverá fechar a temporada
em 312 milhões de toneladas. No ano anterior, o número ficou em 284 milhões
de toneladas. Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com
baixa de 19,75 centavos de dólar, a US$ 9,89 por bushel. A posição maio teve
cotação de US$ 9,94 por bushel, perda de 18,25 centavos.

MILHO: o milho fechou as operações com preços mais baixos. Durante o dia, o
comportamento do mercado foi reflexo de sinalizações técnicas. Após os
moderados ganhos de ontem, o mercado realizou lucros. A força do dólar, que
tira a competitividade do grão norte-americano na comparação com mercados
concorrentes, pressionou os preços. Analistas não acreditam em grandes
movimentos, tanto para cima como de baixa, nos contratos do milho no curto
prazo. Desde a metade de janeiro, a posição maio tem se mantido em uma
margem que vai de US$ 4,00 de resistência e US$ 3,73 3/4 de suporte. Os contratos
milho com entrega em março de 2015 fecharam cotados a US$ 3,81 1/2 com baixa
de 0,50 centavo de dólar em relação ao fechamento anterior. A posição maio
finalizou cotada a US$ 3,89 1/2 por bushel, recuo de 1,50 centavo de dólar.

TRIGO: o trigo encerrou as operações com preços acentuadamente mais baixos. O
mercado foi pressionado pelos ganhos da terça-feira, em semana marcada por
muita volatilidade. O foco fundamental do mercado segue relacionado à
competitividade do cereal norte-americano. Mesmo com recentes quedas pontuais
do dólar frente a outras moedas, o trigo americano é caro na comparação com
outras origens, principalmente do Mar Negro. Os contratos com entrega em março
de 2015 fecharam negociados a US$ 4,93 1/2 por bushel, baixa de 15,25 centavos
de dólar em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em maio
fecharam negociados a US$ 4,96 por bushel, com recuo de 10,00 centavos em
relação ao fechamento anterior.