SOJA: a soja encerrou a quarta-feira com preços mais altos, se recuperando das
perdas recentes. O sentimento de que a demanda pelo produto americano pode
continuar firme justamente pela queda nas cotações garantiu a elevação. O
mercado ainda digeriu o relatório de fevereiro do Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos (USDA), divulgado ontem. O corte nos estoques americanos e
mundiais – redução maior do que a esperada pelo mercado -, a princípio, seria
motivo de alta e explica em parte a reação de hoje. Mas para a maior parte
dos analistas, mesmo com a queda nos estoques, o fato é que a oferta mundial da
oleaginosa ainda é ampla. Sendo assim, a alta de hoje do mercado está mais
ligada a fatores técnicos e gráficos, com os operadores aproveitando para
reposicionar carteiras. Os contratos da soja em grão com entrega em março
fecharam com alta de 8,75 centavos de dólar por bushel, a US$ 9,77 3/4 por
bushel. A posição maio teve cotação de US$ 9,80 3/4 por bushel, ganho de
6,50 centavos.
MILHO: o milho fechou as operações com preços mais baixos. O mercado foi
pressionado pelo indicativo de aumento na oferta global de milho, bem como pela
fraqueza nos preços do petróleo, fator que pode reduzir a demanda de milho
voltada à produção de etanol. Apesar disso, dados da Administração de
Informação Energética indicaram uma elevação na produção de etanol nos
Estados Unidos na semana encerrada em 6 de fevereiro, alcançando uma média de
961 mil barris por dia. Na semana imediatamente anterior a produção havia
ficado em 948 mil barris por dia. Conforme o relatório de oferta e demanda de
fevereiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção
mundial deverá ficar em 991,29 milhões de toneladas na safra 2014/15, acima
das 988,08 milhões de toneladas previstas no mês passado. Os estoques finais
foram projetados em 189,64 milhões de toneladas, acima das 189,15 milhões de
toneladas indicadas em janeiro e à frente das 189,5 milhões de toneladas
previstas pelo mercado. Os contratos milho com entrega em março de 2015
fecharam cotados a US$ 3,85 3/4 com baixa de 2,25 centavos de dólar em
relação ao fechamento anterior. A posição maio finalizou cotada a US$ 3,93
3/4 por bushel, recuo de 2,50 centavos de dólar.
TRIGO: o trigo encerrou as operações com preços mais altos. Após abrir em
baixa, pressionado pelo relatório de oferta e demanda do USDA, divulgado ontem,
o mercado buscou recuperação suportada pelas preocupações quanto ao clima
no sul das Grandes Planícies norte-americanas. A chegada da primavera pode
provocar quebra de safra. Os contratos com entrega em março de 2015 fecharam
negociados a US$ 5,25 3/4 por bushel, alta de 4,00 centavos de dólar em
relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em maio fecharam
negociados a US$ 5,23 3/4 por bushel, com ganho de 1,50 centavo em relação ao
fechamento anterior.
Revisão: Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) – Agência SAFRAS
