Porto Alegre, 6 de março de 2015 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão
merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana, com destaque para o
andamento da safra na América do Sul. As dicas são do analista de soja de
SAFRAS & Mercado, Gil Barabach.
– Olhares se voltam ao andamento da safra na América do Sul. A colheita
brasileira voltou a evoluir bem ao longo da última semana e alcança 37,5%. É
certo que abaixo da média histórica para o período de 42%, mas apesar disso
sustenta o aumento da oferta disponível. E o clima favorável garante uma boa
produção. Assim, mesmo com a revisão para baixo em relação às projeções
iniciais, continua a promessa de safra recorde no Brasil. É bom estar ciente,
que produção nacional acima de 90 milhões toneladas é um sinal de
tranquilidade ao abastecimento global.
– Soja perde a linha de US$ 10/bushel na CBOT e recua quase 5% ao longo da
semana. Enfraquecimento do movimento dos caminhoneiros e avanço da colheita
no Brasil pressionaram a cotação da soja no mercado mundial.
– O dólar firme é outro fator baixista para o preço da soja no mercado
mundial. A moeda norte-americana ganha força diante da expectativa crescente de
aumento da taxa de juros nos EUA. E os números do mercado de trabalho nos
EUA, divulgados nessa sexta-feira (06) reforçam essa ideia.
– Preço físico mexeu pouco durante a semana, com perdas externas sendo
compensadas pelos ganhos cambiais. Dólar foi acima de R$ 3,00. O prêmio no
FOB exportação continua alto e o preço do frete não subiu. Porém a
normalização do escoamento e o aumento da vazão de soja aos portos de
embarque tende a fazer o prêmio recuar e o frete aumentar. E isso pode jogar
para baixo o preço no mercado físico. É o chamado “efeito safra”.
– O relatório do USDA da próxima terça-feira (10) deve reduzir os estoques
dos EUA, mas os estoques mundiais devem crescer para a temporada 14/15.
Expectativa de ajuste para baixo na safra brasileira, compensada pelo aumento na
produção Argentina. Com isso, segue a ideia de safra grande na América do
Sul
– O mercado de soja tanto o fundamental como técnico mostra sinais de fraqueza
na CBOT. Depois da queda, o começo de semana deve ser de acomodação.
Atenção ao suporte de US$ 9,80, com área de escape até US$ 9,76 (LTA) para o
maio/15. Mercado reduziu o patamar de atuação e ergue resistência em torno
de US$ 10,00 o bushel. Está à espera relatório do USDA, que tende a ser
neutro.
