SOJA: Chicago fecha com preços quase inalterados

Porto Alegre, 6 de março de 2015 – Os contratos futuros da soja negociados
na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços
em leve baixa, bem próximos da estabilidade. Na maior parte da sessão, o
mercado foi pressionado pela firmeza do dólar frente a outras moedas. No final da
sessão, os investidores aproveitaram para comprar e reposicionar suas
carteiras.

Os contratos futuros em Chicago desabaram quase 5% nesta semana, atingindo
o menor nível desde 11 de fevereiro. A pressão foi exercida pelo sentimento
cada vez maior de recuo na demanda pelo produto americano, com o foco do
mercado se voltando para a América do Sul.

Além da questão do câmbio, há outras sinalizações desta transferência de
interesse do comprador. A safra sul-americana se desenvolve
bem e a colheita ganha ritmo no Brasil, aumentando a disponibilidade da
oleaginosa em um período de preços bem mais remuneradores no mercado
sul-americano. A expectativa é de ampla oferta, já que Brasil e Argentina
deverão obter neste ano as maiores safras da história.

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de
0,50 centavo de dólar, a US$ 9,85 por bushel. A posição julho teve cotação
de US$ 9,90 1/2 por bushel, perda de 0,50 centavo.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo subiu US$ 2,60 por tonelada,
sendo negociada a US$ 327,70 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em maio fecharam a 31,28 centavos de dólar, baixa de 0,29 centavo.

USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá indicar
retração na sua estimativa para os estoques finais americanos em 2014/15. O
relatório de março do USDA será divulgado nesta terça-feira, 10, às 13hs.

Analistas consultados pelas agências internacionais apontam que a estoques
deverão ficar em 379 milhões de bushels, abaixo da previsão de fevereiro,
que era de 385 milhões. No ano passado, o carryover ficou em 92 milhões de
bushels.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial, o mercado aposta em
elevação nos estoques finais da temporada 2014/15, que subiriam de 89,3
milhões para 89,4 milhões de toneladas.

As atenções do mercado se voltam também para os números do USDA para a
produção sul-americana. Para o Brasil, a aposta é de um corte na estimativa
de safra 2014/15, de 94,5 milhões para 93,9 milhões de toneladas. Já a
previsão para a Argentina deve ser elevada de 56 milhões para 56,6 milhões de
toneladas.