Porto Alegre, 06 de março de 2015 – Acompanhe, abaixo, o resumo das
operações da Bolsa d Mercadorias de Chicago (CBOT) na sessão do último dia
útil:
SOJA: a soja encerrou a quinta-feira com preços mais baixos. A revisão para
baixo na expectativa de crescimento do PIB da China reforçou o sentimento de
queda na demanda pela soja americana. O bom desenvolvimento das lavouras na
América do Sul completaram o quadro negativo para os preços. A economia
chinesa deve crescer cerca de 7% em 2015, a taxa de expansão mais baixa em 22
anos, segundo meta traçada pelo governo do país e anunciada pelo
primeiro-ministro Li Keqiang durante o encontro anual do congresso chinês. A
meta de crescimento foi reduzida em relação à meta de 2014 – de 7,5% – devido
à desaceleração do crescimento do mercado imobiliário e aos riscos
deflacionários. A China é o principal comprador de commodities do mundo e
qualquer notícia negativa em relação à expansão da economia chinesa reflete
negativamente para produtos como a soja. O temor é de que a demanda chinesa
perca força em meio a um mercado amplamente ofertado. As lavouras no Brasil e
na Argentina se desenvolvem bem. Os dois países – segundo e terceiro lugares no
ranking de produção mundial, respectivamente, atrás dos Estados Unidos –
deverão colher este ano a maior safra de sua história, na sequência de
produção recorde também nos Estados Unidos. Os contratos da soja em grão com
entrega em março fecharam com baixa de 9,75 centavos de dólar, a US$ 9,79 1/4
por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 9,85 1/2 por bushel, perda
de 8,50 centavos.
MILHO: o milho fechou as operações com preços mais altos. Apesar das quedas
nos mercados vizinhos – soja e trigo -, o milho buscou sustentação no bom
desempenho das exportações semanais norte-americanas, que indicam demanda
firme pelo grão dos EUA mesmo com a força do dólar no mercado internacional.
Os contratos milho com entrega em março de 2015 fecharam cotados a US$ 3,82
3/4 com alta de 1,25 centavo de dólar em relação ao fechamento anterior. A
posição maio finalizou cotada a US$ 3,90 1/2 por bushel, recuo de 1,00 centavo
de dólar.
TRIGO: o trigo encerrou as operações com preços acentuadamente mais baixos. O
cenário fundamental negativo derrubou os preços ao menor nível em cinco
meses. A elevação da projeção para a safra dos Estados Unidos, com destaque
para o meio-oeste do país, pressionou as cotações. A força do dólar no
mercado internacional – que tira a competitividade do grão norte-americano
– também voltou a pressionar os preços. Na última sessão, o dólar chegou
ao nível mais alto em 11 anos na comparação com o euro. Os contratos com
entrega em março de 2015 fecharam negociados a US$ 4,81 1/4 por bushel, baixa
de 12,25 centavos de dólar em relação ao fechamento anterior. Os contratos
com entrega em maio fecharam negociados a US$ 4,80 1/2 por bushel, com recuo
de 15,50 centavos em relação ao fechamento anterior.
