SOJA: Dólar firme e safra sul-americana provocam forte baixa em Chicago

Porto Alegre, 4 de março de 2015 – Os contratos futuros da soja negociados
na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços
mais baixos. O dólar firme frente a outras moedas, incluindo o real, reforçou
os temores de queda na demanda pelo produto americano, adicionando pressão
fundamental às cotações.

A posição maio fechou próxima da mínima do dia, atingindo os menores
níveis desde 11 de janeiro. O câmbio foi determinante para o comportamento do
mercado. A valorização do dólar tira competitividade da soja americana em um
período em que tradicionalmente a demanda internacional se desloca para a
América do Sul.

No Brasil, o dólar chegou a bater em R$ 3,00, atingindo o maior patamar
desde 2004, favorecendo as exportações agrícolas brasileiras, incluindo as
vendas de soja. Com o arrefecimento da paralisação dos caminhoneiros, a
perspectiva é de um aumento gradual do escoamento da safra brasileira.

Outro fator de pressão é o bom desenvolvimento das lavouras
sul-americanas. A colheita avança no Brasil e a perspectiva é de safra
recorde. Na Argentina, a situação é até mais favorável e os produtores
também se preparam para colher a maior safra da história.

Segundo a publicação alemã Oil World, a oferta de soja em grão na
temporada 2014/15 será ampla. A disponibilidade da oleaginosa no mundo deverá
fechar a temporada em 312 milhões de toneladas. No ano anterior, o número
ficou em 284 milhões de toneladas.

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de
19,75 centavos de dólar, a US$ 9,89 por bushel. A posição maio teve cotação
de US$ 9,94 por bushel, perda de 18,25 centavos.

Nos subprodutos, a posição março do farelo caiu US$ 7,70 por tonelada,
sendo negociada a US$ 334,10 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em março fecharam a 32,03 centavos de dólar, baixa de 0,77 centavo.