MERCADO: Milho teve dia paralisado em função da greve

Porto Alegre, 24 de fevereiro de 2015 – O mercado brasileiro de milho teve
uma terça-feira de negócios paralisados devido à greve. Os preços tentaram
alguma movimentação, mas não houve comercialização em função do risco de
entrega, conforme o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari.

Para o milho safrinha, a indicação no porto em Paranaguá ficou em queda,
a R$ 29,50 contra R$ 29,50/30,00 a saca de ontem. No Porto de Santos, preço de
R$ 30,30 contra R$ 29,50/30,00 a saca de sexta. No estado do Paraná, a
cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou em alta a R$ 25/26,00 contra R$
25,00 de ontem. Em São Paulo, o preço ficou em R$ 26,50 contra R$ 26,00 de
ontem, na Mogiana. Em Campinas CIF, cotação em alta, a R$ 30,00 contra R$
29,50/30,00 de ontem.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em avanço, a R$ 26/27,00 contra R$
26,00 de ontem, em Erechim. Em Minas Gerais, preço em Uberlândia em R$
27/28,00, inalterado. Em Goiás, preço em R$ 25,00, em Rio Verde, sem
mudanças. Em Mato Grosso, preço estável, a R$ 16/20,00, em Rondonópolis.

CBOT

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as
operações de hoje com preços mais baixos. Apesar de operar em alta durante a
maior parte da sessão, tentando recuperação após as fortes perdas
registradas ontem, o mercado voltou ao território negativo. A força do dólar,
que tira a competitividade dos produtos norte-americanos é um dos fatores
baixistas aos preços.

Os contratos milho com entrega em março de 2015 fecharam cotados a US$
3,77 1/2 com baixa de 1,25 centavo de dólar em relação ao fechamento
anterior. A posição maio finalizou cotada a US$ 3,85 1/2 por bushel, recuo de
1,25 centavo de dólar.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com baixa de 1,56%,
cotado a R$ 2,8320 na compra e a R$ 2,8340 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,8300 e a máxima de R$ 2,8920.

Carine Lopes (carine@safras.com.br) / Agência SAFRAS