Porto Alegre, 19 de fevereiro de 2015 – A Associação dos Produtores de
Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) informa que entende a necessidade das
manifestações dos caminhoneiros em Mato Grosso, mas ressalta a importância de
tais atos não interferirem no escoamento da safra de soja que está sendo
colhida no Estado. “É preciso ter o mínimo de ordem, pois somos elos de uma
mesma cadeia, que precisa ser sustentável. Precisamos que as propriedades sejam
abastecidas com óleo diesel e ter garantido o transporte da soja para os
armazéns”, diz Ricardo Tomczyk, presidente da Aprosoja.
Segundo ele, muitos itens da pauta são justos, como o pedido de redução
do preço do óleo diesel e do ICMS, além da prorrogação do Finame.
“Entretanto, não concordamos com o pedido de tabelamento dos preços do
frete, pois os mesmos são regulados pelo mercado”, diz.
A associação reforça que, apesar de ser justo o direito de
manifestação, é preciso que os transportadores entendam que Mato Grosso está
no período de pico de safra e a radicalização neste momento pode atingir
outros elos da cadeia. Isto pode fazer com que o movimento perca apoio. “O
direito de manifestação é justo, pois sabemos que o setor vive um momento
crítico. Mas precisamos colher e transportar a safra e vamos lutar para este
direito também ser garantido”, finaliza o presidente da Aprosoja.
