Porto Alegre, 1 de junho de 2018 – O mercado brasileiro de soja
apresentou poucos negócios e preços em queda no mês de maio. Uma série de
fatores trouxe volatilidade na Bolsa de Chicago (CBOT), dificultando a adoção
de um direcionamento. Apesar do dólar firme, a greve dos caminhoneiros no final
do mês travou a comercialização.
A paralisação dos caminhoneiros afastou os negociadores do mercado na
parte final do mês. Antes disso, a tensão comercial entre Estados Unidos e
China, que estiveram próximos de um acordo, mas que chegam ao final de maio
ainda discutindo, prejudicou os negócios com a oleaginosa em nível global.
Os contratos futuros com entrega em julho acumularam desvalorização de
2,86% em maio, encerrando o mês a US$ 10,18 1/2 por bushel. O avanço no
plantio das lavouras nos Estados Unidos adicionou pressão às cotações
futuras.
No Brasil, o impacto de Chicago foi mais que amenizado pelo desempenho do
câmbio. O dólar comercial abriu o mês a R$ 3,505 e encerrou a US$ 3,737, com
uma valorização de 6,62%. As incertezas eleitorais, a dificuldade do governo
em negociar com os caminhoneiros e o cenário externo impulsionaram a moeda
americana.
A saca de 60 quilos em Passo Fundo (RS) abriu e fechou o mês a R$ 82,00.
Em Cascavel (PR), o preço caiu de R$ 81,00 para R$ 80,00. No Porto de
Paranaguá, a cotação recuo de R$ 87,00 para R$ 86,30.
Em Rondonópolis (MT), a saca caiu de R$ 76,00 para R$ 74,50 em maio. No
período, o preço passou de R$ 75,50 para R$ 74,00 em Dourados (MS). Em Rio
Verde (GO), a cotação baixou de R$ 77,00 para R$ 74,00.
Para o início de junho, as atenções se voltam para a retomada dos
negócios após o fim da greve dos caminhoneiros. A movimentação tende a
normalizar gradualmente a partir da próxima semana. As negociações entre
China e Estados Unidos e o desenvolvimento das lavouras americanas seguirão
no foco dos operadores.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
