MERCADO: Soja segue com lentidão com greve e poucas mudanças nos preços

Porto Alegre, 29 de maio de 2018 – O mercado brasileiro de soja teve uma
terça-feira de preços pouco alterados e de ritmo travado na comercialização
com a greve dos caminhoneiros. A insegurança com a logística compromete a
confiança dos agentes no mercado no momento para a realização de negócios.

A comercialização e a safra estão sendo prejudicadas pelas dificuldades
de transporte, com armazéns cheios sem os produtores conseguirem desovar os
estoques. Assim, não podem evoluir na colheita. No Pará, por exemplo, a safra
está comprometida em virtude das paralisações. Segundo uma fonte de mercado,
a situação é de calamidade no Pará. “Ainda há cerca de 30% da safra para
ser colhida e não tem armazéns para colocar os grãos, com o pessoal jogando
soja no chão”, com prejuízos para a produção e qualidade da soja.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos se manteve em R$ 82,00 a saca. Na
região das Missões, a cotação avançou de R$ 81,30 para R$ 81,50. No porto
de Rio Grande, as cotações subiram de R$ 85,50 para R$ 86,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou inalterado em R$ 80,50 a saca. No
porto de Paranaguá (PR), a saca ficou estável em R$ 86,50.

Em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu em R$ 76,00. Em Dourados(MS), a
cotação caiu de R$ 74,50 para R$ 74,00. Em Rio Verde (GO), a saca estabilizou
em R$ 74,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos. O mercado foi
pressionado pela notícia vinda da Casa Branca, de iniciar a cobrança de tarifas
de US$ 50 bilhões sobre produtos chineses, a partir de junho, caso o acordo
entre os dois países não seja fechado. O temor dos investidores é que esta
ameaça afete a demanda chinesa pelos produtos agrícolas norte-americanos. As
informações são da Agência Dow Jones.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 576.406
toneladas na semana encerrada no dia 24 de maio, conforme relatório semanal
divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 906.688 toneladas. No
ano passado, em igual período, o total fora de 351.474 toneladas. No acumulado
do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 46.234.782
toneladas, contra 50.837.031 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de
11,00 centavos de dólar (-1,05%), a US$ 10,30 1/2 por bushel. A posição
agosto teve cotação de US$ 10,35 por bushel, recuo de 11,00 centavo de dólar,
ou -1,05%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo caiu US$ 0,1 (-0,02%), sendo
negociada a US$ 380,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em
julho fecharam a 31,21 centavos de dólar, perda de 0,13 centavo ou -0,41%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,29%, cotado a R$
3,7380 para a compra e a R$ 3,7400 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7150 e a máxima de R$ 3,7720.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS