BOLSA DE CHICAGO: Resumo das operações de terça-feira

SOJA: a soja encerrou a terça-feira com preços mais baixos. O mercado seguiu
acompanhando o movimento de outras commodities e também de olho no câmbio.
Mesmo com cortes nos estoques americanos e mundiais, o relatório de fevereiro
do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) não foi suficiente
para desvincular o comportamento da oleaginosa de outros mercados. Perto do
fechamento de Chicago, o petróleo recuava cerca de 5%, colocando em xeque a
prerrogativa de que uma recuperação no barril resultaria em aumento na demanda
pela soja para produção de biodiesel. O dólar subiu frente a outras moedas,
encarecendo e tirando competitividade do produto americano. O desempenho de
outros mercados suplantou o relatório do USDA, que, a princípio, poderia ser
considerado altista, ao indicar estoques de passagem em níveis inferiores ao
esperado pelo mercado. Na avaliação de analistas, mesmo menores, os estoques
estão longe de ser considerados “apertados”. O Departamento também cortou a
previsão para a safra brasileira de soja. Mas o número de 94,5 milhões de
toneladas ainda é o maior da história. A previsão para a Argentina foi
elevada de 55 milhões para 56 milhões de toneladas, também recorde. Os
contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 9,50
centavos de dólar por bushel, a US$ 9,69 por bushel. A posição maio teve
cotação de US$ 9,74 1/4 por bushel, perda de 10,75 centavos.

MILHO: o milho fechou as operações com preços mais baixos. O mercado foi
pressionado pela divulgação do relatório do Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA), que indicou elevação na safra mundial, bem como nos
estoques finais do grão. A queda nos preços do petróleo e a força do dólar
frente a outras moedas correntes também contribuíram para a baixa. O USDA
estimou que a produção mundial deverá ficar em 991,29 milhões de toneladas,
acima das 988,08 milhões de toneladas previstas no mês passado. Os estoques
finais foram projetados em 189,64 milhões de toneladas, acima das 189,15
milhões de toneladas indicadas em janeiro e à frente das 189,5 milhões de
toneladas previstas pelo mercado. A safra americana 2014/15 está estimada em
361,09 milhões de toneladas, a mesma indicada em janeiro. A estimativa de safra
brasileira foi mantida em 75 milhões de toneladas, contrariando a expectativa
do mercado que apostava em um recuo para 74,7 milhões de toneladas. Os
contratos milho com entrega em março de 2015 fecharam cotados a US$ 3,88 com
baixa de 3,25 centavos de dólar em relação ao fechamento anterior. A
posição maio finalizou cotada a US$ 3,96 1/4 por bushel, recuo de 3,25
centavos de dólar.

TRIGO: o trigo encerrou as operações com preços mais baixos. No início da
sessão o mercado acompanhou o desempenho da soja e do milho, sendo
pressionado pela queda nos preços do petróleo. Após a divulgação do relatório de
oferta e demanda do USDA, o trigo acentuou as perdas. O mercado esperava
redução dos estoques finais mundiais e norte-americanos, porém o USDA elevou
a estimativa para ambos. Os contratos com entrega em março de 2015 fecharam
negociados a US$ 5,21 3/4 por bushel, baixa de 8,00 centavos de dólar em
relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em maio fecharam
negociados a US$ 5,22 1/4 por bushel, com recuo de 8,00 centavos em relação ao
fechamento anterior.