Porto Alegre, 22 de janeiro de 2018 – Os contratos futuros da soja
negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com preços
em alta, pela sexta sessão consecutiva. As preocupações com as lavouras
argentinas colocaram os contratos nos melhores níveis em cinco semanas.
Os institutos preveem 15 dias de tempo predominantemente seco na Argentina.
Se a falta de chuvas se confirmar, há receios de comprometimento do potencial
produtivo no país vizinho, fator que está sustetantos as cotações futuras.
A boa demanda pela soja americana completa o cenário de alta para os
preços. O dólar caiu frente a outras moedas, dando competitividade aos
produtos de exportação dos Estados Unidos.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.419.430
toneladas na semana encerrada no dia 18 de janeiro, conforme relatório semanal
divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 1.244.294 toneladas. No
ano passado, em igual período, o total fora de 1.295.724 toneladas. No
acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em
32.271.766 toneladas, contra 37.190.456 toneladas no acumulado do ano-safra
anterior.
Os contratos com vencimento em março fecharam com alta de 7,00 centavos de
dólar (0,71%), cotados a US$ 9,84 1/4 por bushel. A posição maio subiu 0,73%
ou 7,25 centavos de dólar por bushel, a US$ 9,95 por bushel.
Nos subprodutos, a posição março do farelo encerrou com ganho de US$
7,00 (2,11%), sendo negociada a US$ 338,60 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em março eram cotados a 32,16 centavos de dólar por
libra-peso, baixa de 0,12 centavo de dólar ou 0,37%.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
