Porto Alegre, 4 de fevereiro de 2015 – O mercado brasileiro de soja teve
um dia de movimentação apenas razoável, principalmente no Mato Grosso do Sul.
Houve negócios também no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso, mas envolvendo
pequenos volumes.
Apesar da consistente valorização do dólar frente ao real, a queda de
Chicago limitou o ritmo dos negócios. Por este comportamento antagônico dos
principais referenciais de formação dos preços, as cotações domésticas
não apresentaram uma tendência homogênea.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 60,50. Na região das
Missões, o preço permaneceu em R$ 60,00. No porto de Rio Grande, as
cotações estabilizaram em R$ 63,00 a saca.
Em Cascavel, no Paraná, o preço da saca caiu de R$ 58,00 para R$ 57,50.
No porto de Paranaguá (PR), a cotação baixou de R$ 63,00 para R$ 62,50 a
saca.
Em Rondonópolis (MT), o preço subiu de R$ 52,00 para R$ 53,00. Em
Dourados (MS), a cotação seguiu em R$ 53,00. Em Rio Verde (GO), a saca recuou
de R$ 55,50 para R$ 54,50.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos. O mercado acompanhou o
comportamento de outros mercados, principalmente a forte desvalorização do
petróleo e a firmeza do dólar frente a outras moedas.
Após a recuperação de ontem, calcada em fatores técnicos e seguindo
justamente o comportamento inverso ao de hoje do dólar e do petróleo, o
mercado sentiu o impacto da ação de fundos e especuladores. Parte dos
operadores optou por realizar rapidamente os lucros de ontem.
Em termos fundamentais, o cenário segue negativo, diante da perspectiva de
uma ampla oferta mundial. As safras do Brasil e da Argentina se desenvolvem sem
maiores percalços e a tendência é de que os dois países colham a maior
produção da história.
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de
15,00 centavos de dólar por bushel, a US$ 9,72 por bushel. A posição maio
teve cotação de US$ 9,78 3/4 por bushel, recuo de 14,25 centavos.
Nos subprodutos, a posição março do farelo recuou US$ 7,90 por tonelada,
sendo negociada a US$ 332,70 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em março fecharam a 30,59 centavos de dólar, baixa de 0,21 centavo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 1,78%,
cotado a R$ 2,7400 na compra e a R$ 2,7420 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,6950 e a máxima de R$ 2,7490.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
