SOJA: Sentimento de demanda aquecida assegura boa alta em Chicago

Porto Alegre, 3 de fevereiro de 2015 – Os contratos futuros da soja
negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com
preços acentuadamente mais altos. Após atingir ontem os menores níveis desde
20 de outubro, o mercado deflagrou um movimento de recuperação técnica,
amparado por indicativos de aumento na demanda pela oleaginosa.

Com preços fracos, os vendedores americanos estão segurando as vendas e
apostam justamente na atratividade das cotações como forma de retorno da
demanda. A alta do petróleo ajudou a dar sustentação ao mercado. Na
avaliação de analistas, o petróleo em alta significaria maior demanda pela
soja, como forma de viabilizar a produção de biodiesel.

O mercado também começa a dar atenção aos problemas com falta de chuvas
em algumas regiões produtoras do Brasil. Mesmo que a safra ainda esteja sendo
estimada em patamares recordes, a perspectiva é de uma queda no potencial
produtivo.

O adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos no Brasil aponta
safra de 93 milhões de toneladas. A empresa de consultoria Informa aponta
produção de 93,5 milhões de toneladas. Para a Argentina, adido e Informa
apostam em safra de 57 milhões de toneladas.

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de
27,50 centavos de dólar por bushel, a US$ 9,87 por bushel. A posição maio
teve cotação de US$ 9,93 por bushel, alta de 26,75 centavos.

Nos subprodutos, a posição março do farelo subiu US$ 12,70 por tonelada,
sendo negociada a US$ 340,60 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em março fecharam a 30,80 centavos de dólar, alta de 0,39 centavo.

Agência Safras