MERCADO: Condições melhoram após USDA, mas soja tem dia lento

Porto Alegre, 12 de janeiro de 2018 – O mercado brasileiro de soja teve
um dia de poucos negócios e preços mistos. A comercialização só melhorou
após o relatório do USDA, quando Chicago mudou de direção e passou a subir.
Registro de negócios envolvendo 10 mil toneladas em Minas Gerais e 1 mil
toneladas no Mato Grosso.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 67,50. Na região das
Missões, a cotação ficou em R$ 67,00. No porto de Rio Grande, as cotações
estabilizaram em R$ 71,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço permaneceu em R$ 66,00. No porto de
Paranaguá (PR), a saca ficou em R$ 71,50.

Em Rondonópolis (MT), a saca baixou de R$ 63,00 para R$ 62,00. Em Dourados
(MS), a cotação seguiu em R$ 65,50. Em Rio Verde (GO), a saca ficou em R$
64,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam com preços mais altos. O mercado reagiu após o relatório de
janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA),
interrompendo uma série de quatro sessões no território negativo.

Na parte final da sessão, o mercado acelerou os ganhos, encerrando o dia
perto das máximas da sessão. Os agentes preferiram se posicionar antes do
final de semana prolongado. Segunda não haverá pregão, devido ao feriado em
homenagem a Martin Luther King.

O USDA surpreendeu ao reduzir a previsão para a safra dos Estados Unidos e
indicar aumento menor do que o esperado nos estoques finais americanos. O
Departamento também cortou a estimativa de produção argentina, mas elevou a
previsão parta o Brasil.

A produção americana foi reduzida de 4,425 bilhões de bushels, o
equivalente a 120,43 milhões de toneladas, para 4,392 bilhões ou 119,53
milhões de toneladas. No ano anterior, a produção ficou em 116,9 milhões de
toneladas. O mercado apostava em número de 120,43 milhões de toneladas.

Os estoques finais em 2017/18 estão projetados em 470 milhões de bushels,
ou 12,79 milhões de toneladas. O mercado trabalhava com um número de 477
milhões ou 12,98 milhões de toneladas. Em dezembro, a estimativa era de 445
milhões de bushels, ou 12,16 milhões de toneladas.

O USDA indica estimativa de exportação para 2017/18 de 2,160 bilhões de
bushels, contra 2,225 bilhões de dezembro. O esmagamento está estimado em
1,95 bilhão de bushels, acima da previsão do mês anterior, de 1,94 bilhão de
bushels.

O USDA projetou safra mundial de soja em 2017/18 de 348,57 milhões de
toneladas. No relatório anterior, o número era de 348,47 milhões. Os estoques
finais foram elevados de 98,32 milhões de toneladas para 98,57 milhões. O
mercado apostava em estoque de 99 milhões de toneladas.

A projeção do USDA aposta em safra americana de 119,53 milhões de
toneladas. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 110 milhões de
toneladas, contra 108 milhões de dezembro.

A previsão para a Argentina recuou de 57 milhões para 56 milhões de
toneladas. Pelo lado da demanda, destaque para a manutenção da previsão das
importações chinesas na casa de 97 milhões de toneladas.

Os contratos com vencimento em março fecharam com alta de 10,50 centavos
de dólar (1,10%), cotados a US$ 9,60 1/2 por bushel. A posição maio subiu
1,14% ou 11,00 centavos de dólar por bushel, a US$ 9,72 por bushel.

Nos subprodutos, a posição março do farelo encerrou com ganho de US$
3,90 (1,24%), sendo negociada a US$ 317,00 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em março eram cotados a 33,13 centavos de dólar por
libra-peso, baixa de 0,02 centavo de dólar ou 0,06%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações em queda de 0,40%, cotado a R$
3,2050 para compra e a R$ 3,2070 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,2070 e a máxima de R$ 3,2310.
Na semana, a divisa registrou baixa de 0,83%.

Agenda de segunda

– Feriado nos EUA – Martin Luther King

– Eurozona: a balança comercial de novembro será publicada às 8h pela
Eurostat.

– O Boletim Focus será divulgado às 8hs pelo Banco Central (BC).

– O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) divulga às
15h os dados da balança comercial das duas primeiras de janeiro.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS