MERCADO: Chicago e dólar em baixa travam negócios com soja no Brasil

Porto Alegre, 11 de janeiro de 2018 – O mercado brasileiro de soja travou
e apresentou preços mais baixos nas principais praças do país nesta quinta.
Na véspera do USDA, os negociadores não encontram motivos para voltar ao
mercado. Chicago caiu pela quarta sessão consecutiva e o dólar atingiu o menor
nível em seis semanas.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos baixou de R$ 68,00 para R$ 67,50.
Na região das Missões, a cotação ficou em R$ 67,00. No porto de Rio Grande,
as cotações caíram de R$ 72,00 para R$ 71,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço caiu de R$ 67,00 para R$ 66,00. No porto
de Paranaguá (PR), a saca recuou de R$ 72,00 para R$ 71,50.

Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 63,00. Em Dourados (MS), a
cotação recuou de R$ 66,00 para R$ 65,50. Em Rio Verde (GO), a saca ficou em
R$ 64,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam com preços mais baixos pela quarta sessão consecutiva. À
espera do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA),
que será divulgado amanhã, o mercado não encontra forças para reagir e sente
o impacto de uma ampla oferta mundial da commodity.

O USDA deverá elevar a sua previsão para os estoques dos Estados Unidos
de 12,1 milhões para 13 milhões de toneladas. Mas um ponto que merece
atenção na divulgação de amanhã diz respeito à safra brasileira.
Tradicionalmente, o USDA não altera suas estimativas para a safra sul-americana
neste relatório, mas a atual previsão de 108 milhões de toneladas está
defasada.

Hoje a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou seu número para
patamares acima de 110 milhões de toneladas. Outras consultorias estão
revisando suas projeções para números próximos a 114 milhões de toneladas.
Lembrando que SAFRAS & Mercado já trabalha com uma safra acima de 114
milhões desde outubro.

Os contratos com vencimento em março fecharam com baixa de 5,00 centavos
de dólar (0,52%), cotados a US$ 9,50 por bushel. A posição maio recuou 0,51%
ou 5,00 centavos de dólar por bushel, a US$ 9,61 por bushel.

Nos subprodutos, a posição março do farelo encerrou com perda de US$
3,30 (1,04%), sendo negociada a US$ 313,10 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em março eram cotados a 33,15 centavos de dólar por
libra-peso, baixa de 0,30 centavo de dólar ou 0,89%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação em queda de 0,30%, cotado a R$
3,2180 para compra e a R$ 3,2200 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,2190 e a máxima de R$ 3,2380.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS