Porto Alegre, 07 de dezembro de 2017 – O mercado brasileiro de milho
assumiu uma postura ainda mais retraída no decorrer do dia após o processo de
intensa desvalorização cambial. Apesar desse quadro, houve pouco impacto nas
indicações no porto, com compradores primando pela manutenção dos preços.
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, alguns
consumidores ainda avaliam as dificuldades logísticas a partir da segunda
quinzena do mês e buscam acelerar a composição dos estoques.
No porto de Paranaguá, a cotação ficou em R$ 29,00 a saca de 60 quilos.
No Porto de Santos, preço de R$ 30,00 a saca de 60 quilos. No Paraná, a
cotação ficou em R$ 27,00/28,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, o preço
esteve em R$ 29,00/30,00 a saca na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$
31,50/32,50.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 31,00 em Erechim. Em Minas Gerais,
preço em R$ 31,00/32,00 em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 25,00,
em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço ficou em R$ 17,00/21,00 a saca em
Rondonópolis.
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços
mais baixos. O mercado segue pressionado pela expectativa de uma grande
oferta do cereal no mercado internacional. A firmeza do dólar também adicionou
pressão sobre as cotações.
A produção mundial de milho em 2017/18 deverá totalizar 1,075 bilhão de
toneladas, contra 1,041 bilhão do ano anterior.
A estimativa faz parte do relatório de dezembro do Sistema de Informação
do Mercado Agrícola (AMIS), órgão do G-20 para divulgar dados de oferta e
demanda das principais commodities globais. A estimativa anterior indicava safra
de 1,063 bilhão.
O AMIS indica que os estoques finais deverão ficar em 245,2 milhões de
toneladas, contra 237,3 milhões do ano anterior. Na estimativa anterior, a
previsão era de 236,7 milhões.
A produção se encaminha para novo recorde. A elevação na estimativa foi
consequência da melhora nas expectativas safras dos Estados Unidos e da
Indonésia.
Os contratos de milho com entrega em março eram cotados a US$ 3,51, baixa
de 1,25 centavo de dólar, ou 0,36% em relação ao fechamento anterior. A
posição maio de 2018 era cotada a US$ 3,60 por bushel, perda de 1,00 centavo,
ou 0,27%, em relação ao fechamento anterior.
Câmbio
O dólar comercial fechou a negociação em alta de 1,73%, cotado a R$
3,2850 para compra e a R$ 3,2870 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,2490 e a máxima de R$ 3,3200.
Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
