MERCADO: Soja tem preços firmes e mais negócios, acompanhando Chicago

Porto Alegre, 4 de dezembro de 2017 – Os preços das soja oscilaram entre
estáveis e mais altos nesta segunda-feira nas principais praças do país. A
alta de Chicago, que nas máximas do dia superou 1%, ajudou a sustentar as
cotações.

O ritmo dos negócios também melhorou e só não foi mais acentuado devido
à queda do dólar. Registro de negócios envolvendo cerca de 50 mil toneladas
no Rio Grande do Sul, entre safra nova e velha. Mais 10 mil toneladas trocaram
de mãos em Goiás e outras 10 mil em Minas Gerais.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos passou de R$ 69,00 para R$ 69,50.
Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 68,50 para R$ 69,00. No
porto de Rio Grande, as cotações subiram de R$ 74,50 para R$ 75,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço seguiu em R$ 70,00. No porto de
Paranaguá (PR), a saca ficou em R$ 75,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca estabilizou em R$ 64,50. Em Dourados (MS), a
cotação avançou de R$ 64,50 para R$ 65,50. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu
em R$ 66,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam com preços mais altos. Janeiro operou a maior parte do dia
acima de US$ 10,00, atingindo US$ 10,08 1/2 na máxima do dia.

O mercado foi sustentado pelas previsões de clima seco para a Argentina ao
longo da semana. A falta de chuvas pode comprometer a umidade do solo, o
plantio em algumas regiões e o desenvolvimento inicial das lavouras daquele
país.

Mas a reação foi limitada pelo desempenho de outros mercados. O petróleo
caiu mais de 1% em Nova York e o dólar subiu frente a outras moedas, tirando
competitividade dos produtos de exportação americanos, caso da soja.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.800.452
toneladas na semana encerrada no dia 30 de novembro, conforme relatório
semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 1.723.338 toneladas. No
ano passado, em igual período, o total fora de 1.924.710 toneladas. No
acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em
22.853.984 toneladas, contra 26.106.569 toneladas no acumulado do ano-safra
anterior.

Os contratos com vencimento em janeiro fecharam com alta de 4,25 centavos
de dólar (0,42%), cotados a US$ 9,98 1/2 por bushel. A posição março subiu
0,42% ou 4,25 centavos de dólar por bushel, a US$ 10,10 1/4 por bushel.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo encerrou com ganho de US$
7,30 (+2,21%), sendo negociada a US$ 337,50 por tonelada. No óleo, os
contratos com vencimento em janeiro eram cotados a 33,44 centavos de dólar
por libra-peso, baixa de 0,25 centavo de dólar ou 0,74%.

Câmbio

O dólar comercial fechou as negociações em baixa de 0,27%, cotado a R$
3,2460 para compra e a R$ 3,2480 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,2440 e a máxima de R$ 3,2640.

Agenda de terça

– O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga às 9h os
dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Industrial referentes a
outubro.

– Desenvolvimento das lavouras do Paraná – Deral, início do dia.

– EUA: o resultado da balança comercial de outubro será publicado às 11h30
pelo Departamento do Comércio.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS