MERCADO: Nova queda de Chicago trava negócios com soja no Brasil

Porto Alegre, 2 de agosto de 2017 – O mercado brasileiro de soja teve um
dia travado e com preços mais baixos. A queda acentuada de Chicago e a
volatilidade do dólar afastaram os negociadores e pesaram sobre as cotações.
Nos atuais níveis de preço, os produtores estão retraídos, não há oferta e
o mercado trava.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 66,50 para R$ 65,50. Na
região das Missões, o preço baixou de R$ 66,00 para R$ 64,50. No porto de
Rio Grande, as cotações passaram de R$ 70,00 para R$ 69,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço recuou de R$ 63,00 para R$ 62,50. No
porto de Paranaguá (PR), a saca retrocedeu de R$ 0,50 para R$ 70,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca caiu de R$ 59,50 para R$ 58,50. Em Dourados
(MS), a cotação baixou de R$ 57,00 para R$ 56,00. Em Rio Verde (GO), a saca
recuou de R$ 59,00 para R$ 58,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam com preços mais acentuadamente mais baixos. Com o clima
favorável ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, a posição
novembro bateu no menor nível desde 28 de junho.

Durante a madrugada da quinta chuvas de bom volume atingiram a parte oeste
do Meio Oeste, aliviando o estresse hídrico da região. Além disso, a
previsão indica precipitações entre a média e acima da média para o
cinturão produtor em agosto. Com temperaturas amenas, o quadro é perfeito para
a definição do potencial produtivo da safra americana.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à
temporada 2016/17, com início em 1 de setembro, ficaram em 233.400 toneladas
na semana encerrada em 27 de julho. O número ficou 43% acima da semana
anterior e 20% inferior à média das últimas quatro semanas.

Para a temporada 2017/18, foram 367.500 toneladas. As informações foram
divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A
estimativa dos analistas oscilava de 300 mil a 1 milhão de toneladas, somando
as duas temporadas.

Os contratos com vencimento em setembro recuaram 1,62% ou 15,75 centavos
de dólar por bushel, cotados a US$ 9,54. A posição novembro teve
desvalorização de 1,58% ou 15,50 centavos, fechando a US$ 9,60 1/2.

Nos subprodutos, a posição setembro do farelo encerrou com baixa de US$
2,90 (0,93%), sendo negociada a US$ 308,30 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em setembro eram cotados a 33,48 centavos de dólar, com baixa
de 0,78 centavo ou 2,27%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a sessão com baixa de 0,22%, cotado a R$ 3,1120
para compra e a R$ 3,1140 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana
oscilou entre a mínima de R$ 3,1120 e a máxima de R$ 3,1280.

Agenda de sexta

– EUA: o número de empregos criados ou perdidos pela economia (payroll) e a
taxa de desemprego referentes a julho serão publicados às 9h30 pelo
Departamento do Trabalho.

– EUA: o resultado da balança comercial de junho será publicado às 9h30 pelo
Departamento do Comércio.

– Avanço da colheita de milho no MT – IMEA, no início do dia.

– Desenvolvimento das lavouras na Argentina – Ministério da Agricultura, na
parte da manhã.

– Dados de produção e exportação de veículos e máquinas agrícolas de
julho – Anfavea, a partir das 11hs.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS