Porto Alegre, 19 de dezembro de 2014 – Acompanhe abaixo os fatos que
deverão merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana, com destaque
para o clima na América do Sul que chega à reta final do plantio da
oleaginosa. As atenções devem se voltar às condições climáticas no Brasil
e na Argentina, principalmente, sendo a principal variável para o mercado. As
dicas são ao analista de soja de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque.
– Após a finalização da colheita nos Estados Unidos, as atenções se voltam
para o clima na América do Sul, agora fator central do mercado. Com a
proximidade da finalização dos trabalhos de plantio do Brasil e na Argentina,
o clima positivo para o desenvolvimento da nova safra sulamericana começa a
pesar sobre Chicago. Os trabalhos evoluíram bem e as previsões climáticas
continuam positivas para as próximas semanas, o que deve seguir pressionando os
contratos.
– Sinais de uma demanda um pouco mais fraca pela soja norte-americana também
ajudaram a pressionar as cotações, tirando parte do suporte das últimas
semanas. Os números de esmagamento e de exportações semanais dos EUA
divulgados ao longo da semana não animaram o mercado.
– Na próxima semana, as atenções deverão continuar voltadas ao clima na
América do Sul, que agora é a principal variável para o mercado. Além disso,
sinais de demanda pela soja dos EUA também continuam no foco. Na CBOT, o
suporte para o contrato spot (janeiro/15) fica em US$ 10,00 por bushel, enquanto
a resistência fica em US$ 10,70 por bushel.
– O mercado brasileiro de soja na semana encerrada em 18 de dezembro teve mais
uma semana de pouca movimentação nas diversas praças de negociação do
país. Com compradores e vendedores pouco ativos, apenas negócios isolados e
sem volumes relevantes foram reportados na maior parte da semana.
– A base do mercado de lotes em Rondonópolis fechou a R$ 60,30/60 kg, com queda
de 0,33% frente à cotação da última sexta-feira, dia 12 (R$ 65,00 em 2013).
Em Paranaguá, a base ficou em R$ 65,50, com alta de 5,65% frente à cotação
da última sexta-feira (R$ 7,,50 em 2013).
– A base de compra do prêmio para janeiro (teórico) em Paranaguá ficou em
+US$ 58 cents/bushel, mais fraco frente à semana anterior, mas ficando
novamente nominal, sem ofertas. Para março/15, a base de compra do prêmio
ficou em +US$ 51 cents/bushel. A taxa de câmbio teve alta, passando de R$
2,6552 para R$ 2,6669.
– No mercado externo, a semana terminou com perdas no grão, no farelo e no
óleo. No acumulado do período, com o fechamento do dia 18 na CBOT, as
posições spot registraram quedas de 1,17% no grão, 3,59% no farelo e 0,25% no
óleo.
– Os agentes trabalharam ao longo da semana ajustando posições frente ao clima
sulamericano e sinais de demanda pela soja norte-americana.
