Porto Alegre, 05 de dezembro de 2014 – O Brasil deverá colher 74,3
milhões de toneladas de milho na temporada 2014/15, queda de 5%o na
comparação com a safra anterior, sob o impacto do recuo no plantio, com
produtores favorecendo a soja no verão devido a melhores preços, apontou a
consultoria INTL FCStone nesta sexta-feira.
A FCStone reduziu a sua projeção para 14/15 em mais de 2 milhões de
toneladas na comparação com a estimativa de novembro.
“Para a safra de verão, houve uma redução da área plantada, devido a
uma revisão na área do Sudeste, onde a safrinha tem crescido e a soja tem
ganhado espaço sobre o milho no verão”, afirmou em nota.
Além da redução de área da primeira safra, a FCStone citou “grande
indefinição” com o plantio de inverno (segunda safra).
A consultoria ressaltou que “houve atrasos no plantio da soja, o que
deve deixar a janela de plantio do milho safrinha mais apertada”.
Dessa forma, continuou a FCStone, “mesmo com a recuperação recente dos
preços, muitos produtores devem investir menos nas lavouras”.
A primeira safra 14/15 foi estimada em cerca de 30 milhões de toneladas,
ante 30,4 milhões de toneladas na projeção de novembro e contra 31,6 milhões
na temporada passada.
Já a segunda safra foi projetada em 44,3 milhões de toneladas, ante
cerca de 46 milhões de toneladas em novembro e 46,5 milhões de toneladas no
ciclo 2013/14.
SOJA RECORDE
A safra de soja do Brasil na temporada 2014/15 deverá atingir recorde de
93,1 milhões de toneladas, segundo previsão revisada pela consultoria INTL
FCStone, com o retorno de chuvas favoráveis nas principais regiões produtoras
e um ajuste na área plantada.
No mês passado, a consultoria havia estimado uma safra de 92,7 milhões
de toneladas. Na temporada anterior, o Brasil colheu 87,5 milhões de toneladas,
segundo a consultoria.
“No mês de dezembro a estimativa da safra brasileira sofreu um pequeno
ajuste, ainda em função de um aumento na área plantada, que deverá totalizar
31,45 milhões de hectares neste ano (ante 31,3 milhões projetados em novembro
e 29,7 milhões em 13/14)”, observou a consultoria nesta sexta-feira.
A produtividade foi mantida, uma vez que o clima das últimas semanas tem
se mostrado favorável ao desenvolvimento das plantas, completou.
“Apesar da seca mais prolongada do que se imaginava em outubro e
novembro, as chuvas dos últimos dias e as previsões para os próximos trazem
alívio aos produtores de algumas das principais regiões produtora do país,
como o Mato Grosso”, afirmou a FCStone em nota.
Por isso, ainda se mantém a expectativa de produtividade projetada
inicialmente. As informações partem do site da Reuters.
