Porto Alegre, 28 de novembro de 2014 – Acompanhe abaixo os fatos que
deverão merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana, com destaque
para o comportamento do clima na América do Sul. As dicas são ao analista de
soja de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque.
– O mercado brasileiro de soja na semana encerrada em 27 de novembro foi marcado
por oscilações mistas nos referenciais de preços das diversas praças de
negociação do país, mas com predomínio de cotações superiores. Com poucos
vendedores interessados no mercado, apenas negócios pontuais e sem volumes
relevantes foram reportados ao longo do período.
– A base do mercado de lotes em Rondonópolis fechou a R$ 60,00/60 kg, estável
frente à cotação da última sexta-feira, dia 21 (R$ 68,50 em 2013). Em
Paranaguá, a base ficou em R$ 63,00, também estável frente à cotação da
última sexta-feira (R$ 75,50 em 2013).
– A base de compra do prêmio para dezembro, em Paranaguá, ficou em +US$ 75
cents/bushel, mas fraco frente à semana anterior, mas ficando novamente
nominal, sem ofertas. Para março/15, a base de compra do prêmio ficou em +US$
70 cents/bushel. A taxa de câmbio teve queda, passando de R$ 2,5384 para R$
2,5059.
– No mercado externo, a semana terminou com ganhos no grão, no farelo e no
óleo. No acumulado do período, com o fechamento do dia 27 na CBOT, as
posições spot registraram altas de 0,77% no grão, 6,13% no farelo e 2,42% no
óleo.
– Os agentes trabalharam ao longo da semana ajustando posições novamente
frente a sinais de demanda pela soja norte-americana e frente ao cenário de
finalização da colheita e confirmação de supersafra nos EUA.
– Ao contrário da última semana, a demanda pela soja norte-americana voltou a
acelerar, tanto em âmbito interno quanto externo. O relatório semanal de
registros de exportações de soja norte-americana voltou a indicar um bom ritmo
de exportações semanais. Tal fator trouxe pressão positiva aos contratos em
Chicago.
– Limitando os ganhos, os últimos trabalhos de colheita da nova safra
norte-americana e confirmação da maior safra da história do país continuaram
a pesar sobre o mercado. Além disso, o clima positivo para a boa evolução
dos trabalhos de plantio no Brasil e na Argentina também começam a trazer
pressão sobre o mercado.
– Na próxima semana, as atenções do mercado seguirão voltadas à demanda
pela soja norte-americana, finalização da colheita da nova safra dos EUA e
clima na América do Sul para os trabalhos de plantio e desenvolvimento inicial
das lavouras no Brasil e na Argentina. Na CBOT, o suporte para o contrato spot
(janeiro/15) fica em US$ 10,00 por bushel, enquanto a resistência fica em US$
10,70 por bushel.
