SEMANA: Milho teve comprador mais ativo e preços mais altos

Porto Alegre, 21 de novembro de 2014 – O mercado brasileiro de milho
teve uma semana de compradores mais ativos visando compor seus estoques de milho
para uma engorda adequada nas granjas. Tal situação objetiva atender a
demanda na primeira quinzena de dezembro

Por outro lado, os produtores mantêm o perfil de retenção, diante do
clima desfavorável, principalmente em São Paulo. Essa diferença de
comportamento resulta em preços mais altos. “A demanda começa a aparecer
como diferencial”, observou o analista.

As exportações de milho do Brasil renderam US$ 203,9 milhões até a
segunda semana de novembro (dez dias úteis), com média diária de US$ 20,4
milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país chegou a 1,177
milhões de toneladas, com média diária de 117,8 mil toneladas. O preço
médio da tonelada ficou em US$ 173,1.

Entre outubro e novembro, houve uma baixa de 16,7% no valor médio
exportado, uma desvalorização de 14,8% na quantidade e um decréscimo de 2,2%
no preço médio. Na relação entre novembro de 2014 e o mesmo mês de 2013,
houve baixa de 47,4% no valor total exportado, recuo de 39,8% na quantidade
total e desvalorização de 12,7% no preço médio.

Nesta quinta-feira, os preços, em geral, ficaram nominais e estáveis em
função do feriado do Dia da Consciência Negra. O porto de Paranaguá teve
preço em estabilidade, a R$ 27,50/28,50. No Porto de Santos, o preço se
manteve a R$ 28/29,00. No estado do Paraná, a cotação comprador/vendedor em
Cascavel ficou a R$ 24,50/25,00, estável. Em São Paulo, o preço ficou
inalterado, a R$ 26,50/27,50, na Mogiana. Em Campinas CIF, preços iguais aos de
ontem, a R$ 30,50/31,00.

No Rio Grande do Sul, preço inalterado, a R$ 29/30,00, em Erechim. Em
Minas Gerais, preço em desvalorização em Uberlândia, a R$ 25,50/26,00 contra
R$ 26/27,00 de ontem. Em Goiás, preço estável, a R$ 22,50/23,00, em Rio
Verde. Em Mato Grosso, preço com estabilidade, a R$ 19/20,00, em Rondonópolis.